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Viajar pode ser uma das melhores decisões para quem pensa em empreender

12 de junho de 2015

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

As férias de julho estão chegando! Vai viajar? Que tal colocar mais um item na sua bagagem? Empreendedorismo!

Viajar é um momento que você pode praticar seu lado empreendedor. Identifique oportunidades para conhecer novos destinos, minimize os riscos planejando com antecedência, inove vivenciando novas experiências, aprenda novas lições enquanto se diverte e volte para casa energizado para um novo ciclo de desenvolvimento pessoal e profissional.

Que tal viajar para a República Dominicana? Este era o destino da viagem do bancário George Eastman. Ele queria visitar o local não apenas para conhecer o Caribe, mas também para investir em terrenos acreditando que haveria um boom imobiliário lá. Um colega sugeriu que ele aprendesse a fotografar, assim poderia ilustrar as oportunidades de investimento da região. Mas em 1877, as câmeras fotográficas eram caixas de madeira grandes, pesadas e desajeitadas. E para conseguir uma foto, o processo era complexo, lento, caro e, muitas vezes, imprevisível. Frustrado com a solução da época, Eastman criou uma câmera portátil e o conceito de filme fotográfico. Largou seu emprego e fundou a Kodak alguns anos depois.

Quer um local mais prático? Robinson Shiba escolheu a cidade de San Francisco na Califórnia, Estados Unidos, para fazer um intercâmbio em 1986. Ia ficar dois meses para aprender inglês. Acabou ficando um ano. Sua opção preferida de alimentação era a comida chinesa delivery vendidas em caixinhas. Era barata, prática e gostosa. De volta ao Brasil, largou sua profissão de dentista e abriu o China in Box.

Prefere um destino charmoso? Bom… Há vários no mundo, mas os irmãos Pedro e Alexandre preferiram passar férias de 1979 na Riviera Francesa. Hotéis luxuosos, altíssima gastronomia, paisagens deslumbrantes e praias com muitas pedras… Tantas que Pedro Grendene notou que pescadores locais utilizavam uma sandália feita de um plástico maleável que os protegia dos acidentes com as pedras e ainda não ficavam encharcadas. Como a família tinha uma empresa no Rio Grande do Sul que fabricava telas plásticas utilizadas para proteger e facilitar o transporte dos garrafões de vinhos, pensou em adaptar as máquinas para lançar uma sandália semelhante, a Melissa, no Brasil.

OK, ok. As praias da Riviera são chatas? Então considere a sofisticada Milão, na Itália. Entre uma comprinha e outra, uma visita ao Duomo, pare e viva a experiência única da tradição italiana em preparar e consumir cafés inesquecíveis. Foi isto que fez o norte-americano Howard Schultz em 1983. Foi para a cidade a fim de participar de uma feira de negócios e se apaixonou pelas cafeterias locais. De volta ao seu país, quis replicar o jeito italiano de consumir cafés de alta qualidade em locais agradáveis e amistosos. Daquele ano até hoje, Schultz conseguiu abrir mais de 21 mil cafeterias Starbucks em 64 países.

Mas se quer viajar para um local muito exótico, considere a Tailândia. O executivo austríaco Dietrich Mateschitz foi mandado para lá em 1982 para analisar o mercado local de pasta de dente. Para amenizar o jet lag, tomou uma bebida local chamada Krating Daeng, algo que poderia ser traduzido como água do touro vermelho. Convenhamos, um brasileiro nunca tomaria água de touro, mas ele não só tomou como voltou para a Áustria com a ideia de levar a tal água para lá. Anos depois, o touro vermelho virou a Red Bull.

E você? O que vai trazer na bagagem na sua próxima viagem?