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Blog do Empreendedor
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Vem 2018!

8 de janeiro de 2018

 

Todo começo de ano, a esperança de um futuro melhor é renovada. Certamente, quem chegou vivo a 2018 fez por merecer. Parabéns, um brinde, um tapinha nas costas e ganhamos a chance de começar mais um ciclo. Mas é bom ter certeza, colega: nada está garantido! Apenas nasceu mais um dia, começamos mais um ano, e devemos seguir em frente como se nada, estoicos, cumprindo com os deveres assumidos com nossas famílias, equipe, clientes.

Para nós, pequenos empreendedores que batalhamos nas trincheiras do dia a dia do varejo, os últimos anos têm sido duros e de muitas perdas. Perdas materiais e emocionais. Perda de clientes, perda de funcionários qualificados, perda de rentabilidade, perda de anos de trabalho investido. E, para o Brasil, o pior: a perda de milhares de empreendedores que quebraram, demitindo, se endividando por longos anos à frente. E a perda de toda uma nova geração de empreendedores que não conseguiram nem começar – em alguns anos à frente vamos sentir falta deles.

Apesar de todas estas dificuldades, não podemos nos deixar intimidar. Por isso, cada um de nós precisa buscar – onde for – a inspiração para enfrentar estes momentos de incerteza.

E a melhor inspiração, para mim, vem do mar. Talvez seja minha origem Genovese, povo de marinheiros. Empreender sempre me fez imaginar um barco no mar, onde desistir não é uma opção. É preciso manter o foco. Mesmo que a viagem seja cheia de percalços, e demore 20 anos, qual Ulisses em seu caminho a Itaca. Como Colombo, desacreditado, antes de avistar as novas terras americanas. Como Shackleton e sua jornada em salvar todos os marinheiros. Ou Amyr Klink, na travessia solitária a remo. Manter o foco no futuro, nunca esquecendo do sonho que deu início a tudo.

Os marinheiros sempre foram conhecidos por fazerem tatuagens para celebrar feitos heroicos, guardar lembranças das aventuras, ou como amuleto de boa sorte. Uma das tatuagens mais clássicas de marinheiro é o “Homeward Bound”, figura de um veleiro enfrentando as ondas do Cabo Horn – no extremo sul da América do Sul – onde o Atlântico encontra o nada Pacífico. O marinheiro que enfrentava a travessia do Cabo Horn conquistava a honra de fazer a tatuagem do veleiro, pela coragem e sangue frio.

O Cabo Horn é um dos lugares mais perigosos do mundo, com ventos e tempestades constantes, ondas enormes, e inúmeros naufrágios. Mesmo assim, era rota obrigatória do comércio: antes do canal do Panamá, era a única forma de levar mercadorias de barco de Nova York a Los Angeles, ou de Santiago do Chile ao Rio de Janeiro, por exemplo.

Acho que esta virada de ano no Brasil representa o Cabo Horn para todos nós: estamos atravessando a tempestade perfeita. E quem está com o barco no mar, não tem volta atrás. Sangue frio e coragem para enfrentar as ondas, em busca de um porto seguro. Vem 2018! Vamos tatuar você!

Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br