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Blog do Empreendedor
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Chegou o dia da despedida

24 de fevereiro de 2015

Chegou o dia da despedida. Depois de vários posts publicados aqui no Blog do Empreendedor, é hora de devolver o espaço ao nosso editor, Daniel Fernandes, para que os estimados leitores possam ouvir histórias diferentes, novas e, certamente, inspiradoras.

Temos muito a agradecer ao Ilan Kow, ex-diretor de Projetos Especiais do Estadão, que nos apresentou ao Daniel, no começo da nossa caminhada para criar uma nova marca de queijos. E especialmente ao Daniel, que nos confiou este importante espaço para que pudéssemos compartilhar com os leitores um pouquinho das nossas experiências.

Como já dissemos em um post anterior, é impressionante como é benéfico ao empreendedor se aventurar a escrever e contar sua história. Não só pela óbvia exposição que ganha, dando a oportunidade de expor a um número muito maior de pessoas a sua mensagem. Mas também porque escrever cada post exige um esforço mental enorme, muita concentração e pesquisa. Parece fácil, mas não é. Normalmente levávamos uma manhã inteira. Às vezes, um dia todo.

Lembrando: não somos escritores e nem jornalistas. Nos falta prática e formação na área. E é aí que está o grande ganho. A cada post, éramos obrigados a pensar e repensar o que estávamos fazendo, em busca de uma história interessante para contar. E em muitas repensadas, novas ideias – para o nosso negócio – surgiam. Também aprendíamos muito em nossas pesquisas para poder escrever. Pesquisas que não teríamos feito, não fosse o blog.

Para fechar, gostaríamos de dizer que empreender não é fácil, mas é altamente gratificante. Ter uma ideia e vê-la, meses ou anos depois, materializada seja na forma de um produto na gôndola de um supermercado ou na forma de um aplicativo para smartphone, é motivo de grande satisfação. Empreendedores criam empregos, geram desenvolvimento e podem contribuir para que sua cidade, estado ou país se tornem lugares melhores. Empreenda, vá em frente. O Brasil precisa de mais pessoas assim.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais.

Quero montar um negócio para vender!

17 de fevereiro de 2015

Na semana passada recebemos a notícia da união entre as Cervejarias Bohemia e Wäls. Foi inevitável lembrar da nossa história, quando vendemos a Cervejaria Eisenbahn em 2008 para o grupo Schincariol, hoje Brasil Kirin.

Interessante que encontramos comentários muito legais, de apoio e admiração, e algumas poucas críticas mais agressivas, parecidas com as que recebemos em 2008 como as que diziam que as cervejas nunca mais seriam as mesmas e que tudo estava perdido.

Logo que anunciamos a venda da Eisenbahn, algumas pessoas nos disseram que as cervejas já haviam mudado sendo que os lotes de cerveja aos quais elas se referiam haviam sido produzidos antes da venda da empresa.

Mas o nosso objetivo nesse post é falar da transação em si, um grande grupo empresarial procurando uma pequena empresa para comprar ou para formar uma sociedade, e não dos comentários ou críticas que aparecem, ou do que vai ou não acontecer após o anúncio da operação.

Se um grande grupo procura uma empresa pequena, é por que alguma coisa boa está sendo feita, ou seja, um bom trabalho está sendo feito. Bons produtos foram criados, uma boa estratégia de marketing montada, uma boa rede de distribuição estruturada, etc. E isso deve ser motivo de muito orgulho para o empreendedor.

Algumas pessoas já nos procuraram para trocar experiências sobre novos projetos e acabaram relatando que o objetivo  principal era, no final das contas, buscar a venda para um grande grupo, dando uma grande tacada.

Não acreditamos nesse tipo de trabalho, e ainda não vimos nenhum desses, pelo menos os que  conversamos, atingir seus objetivos. Nunca pensamos em vender a cervejaria. Esse nunca foi nosso objetivo e nunca imaginamos que isso pudesse acontecer algum dia. Inclusive, um dos motivos que nos levaram a escolher esse negócio foi o fato de termos encontrado pelo mundo muitas cervejarias que já passaram por diversas gerações e ainda estão por aí em atividade.

Acreditamos sim, no trabalho feito com paixão, com determinação, com dinamismo, com qualidade, com organização, com respeito e com inovação. O resto, ter uma empresa que passe por gerações e gerações ou que seja procurada por um grande grupo para uma aquisição ou para uma sociedade, é mera consequência.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

Como remunerar a equipe de vendas

16 de dezembro de 2014

Decifrar um holerite, no Brasil, é tarefa para poucos. Quem aí não se deparou com dúvidas e recebeu a orientação para ligar para o escritório de contabilidade da empresa, pois nem mesmo o pequeno empresário, no caso, seu empregador, sabia explicar sua composição? Ou o contrário. Quem aí já não soube explicar, no dia do pagamento, o que eram aqueles inúmeros descontos e termos estranhos presentes no holerite dos seus funcionários?

As duas situações fazem parte da vida de pequenas e até médias empresas. É a tal complexidade de se fazer negócios no Brasil.

Então porque algumas empresas complicam ainda mais, ao montar um plano de remuneração bem “sofisticado” para a equipe de vendas?

Os objetivos são vários. Entre eles, é claro, tentar buscar o maior rendimento possível dos vendedores. Ou então, garantir que não se acomodem e acabem recebendo os bônus sobre um bom desempenho de alguns vendedores que normalmente se sobressaem. Pode ser, também, para garantir vendas com boa rentabilidade, não apenas altos volumes.

Enfim, a questão é que, no final das contas, gasta-se um tempo enorme gerenciando tudo isso. E tempo é justamente o que pequenos e médios empresários não tem. São sistemas que tornam tanto o fechamento desses números, quanto o entendimento por parte da equipe de vendas, muito complicados.

Quando tínhamos a Cervejaria Eisenbahn, fizemos justamente isso: um sistema cheio de metas e desafios. Batendo a meta de valor vendido, ganhava-se um bônus. Bateu o volume em litros, outro bônus. Atingindo a meta de abertura de novos clientes, mais um. E de cobertura, ou seja, número de clientes atendidos no mês, uns Reais a mais. E este não é, nem de longe, o quão complexo um  plano de remuneração pode ser. Ouvimos, nos últimos meses, relatos de empreendedores que adotaram planos muito mais complexos.

Hoje estamos mais experientes, mas com menos tempo do que já tivemos. E nem sinal de que isso venha a melhorar. Então estamos optando por simplificar, em tudo, a operação da Pomerode Alimentos, empresa que assumimos há aproximadamente um ano e meio. E isso inclui o plano de remuneração da equipe de vendas. Nada de metas sem fim. Temos um fixo e um variável. O variável é um percentual sobre as vendas. Quanto mais venderem, maior o salário. Nada mais justo, não é?

E quanto a garantir que as vendas sejam feitas com rentabilidade, que haja crescimento constante na base de clientes, entre outro objetivos importantes para a empresa? Boas conversas e uma correta orientação por parte dos gestores, além de cobranças e acompanhamento já deveriam ser suficientes. Adotamos essa prática, e não nos arrependemos disso.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

 

Marketing bom é o marketing verdadeiro

28 de outubro de 2014

Semana passada, uma reportagem publicada no site da revista Exame caiu como uma bomba no setor de marketing de algumas marcas que sempre admiramos – e inclusive citamos como inspiração em nosso blog, Diário do Queijo -, como a Diletto e a Do Bem. Na matéria, a jornalista Ana Luiz Leal afirma que esses e outros empreendimentos estavam “inventando” histórias para criar mais apelo em torno de seus produtos. A reação do público foi imediata e muito negativa, com enxurradas de críticas nas redes sociais das empresas, que tiveram de se explicar através de notas oficiais, nas redes sociais aonde tem presença e em entrevistas para outros veículos.

No caso da Diletto, a fantasia dizia que o avô de um dos fundadores da marca teria sido sorveteiro na Itália, antes de fugir da guerra e vir morar no Brasil. Sr. Vittorio, cujo nome real era Antonio, na verdade, era paisagista. Até mesmo a história do slogan da marca, “La felicità è un gelato”, que segundo a empresa seria dita por ele com frequência em casa, era falsa. Importante, neste caso, foi que os sócios já admitiram publicamente que adotavam esta estratégia em uma entrevista para a Veja SP.

Sem dúvida, uma história bonita ajuda a vender um produto. Mas, se ela não for verdadeira , não se sustenta a longo prazo. Agora, a frente da Alimentos Pomerode, contamos com um produto que tem 65 anos de história. O Kraeuterkaese, nosso creme de parmesão, foi introduzido pela Cia. Weege na década de 1940. A frente da produção, durante toda a sua história, estava o Sr. Guilherme Ziehlsdorff. O produto saiu do mercado na década de 90, quando a Cia. Weege foi à falência. Foi aí que seu filho, Sr. Nelson Ziehlsdorff e seus netos fundaram a Laticínios Pomerode, em 2002, para homenageá-lo e trazer o Kraeuterkaese de volta ao mercado. Uma bela história de dedicação e paixão pelo produto.

Guilherme Ziehlsdorff, pai e avô dos fundadores da Laticínios Pomerode, na produção do Kraeuterkaese

Desde que resolvemos entrar no mercado de queijos especiais, buscamos vivenciar situações muito interessantes, como nossa viagem pela Suíça para conhecer queijos inspiradores, e nosso curso em Vermont, nos Estados Unidos, onde aprendemos a produzir queijos de maneira artesanal. Assim, estamos criando nossa própria história para este novo empreendimento, sem precisar inventar ou florear. Na nossa opinião qualquer estratégia de marketing tem que ser honesta, correta e verdadeira.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Alimentos Pomerode, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

 

Sonho realizado: Eisenbahn é a nova cerveja oficial da Oktoberfest

21 de outubro de 2014

Na quarta-feira passada, dia 15 de outubro, a Prefeitura Municipal de Blumenau anunciou a Brasil Kirin como vencedora do edital de licitação para se tornar a cervejaria oficial da Oktoberfest a partir do ano que vem até 2020. E, para surpresa de muitos, que apostavam no anúncio da Schin como substituta da Brahma, a multinacional japonesa declarou que a Eisenbahn será, durante estes seis anos, a cerveja oficial da segunda maior festa alemã do planeta.

A Eisenbahn já não é mais nossa desde maio de 2008, quando a vendemos para o Grupo Schincariol – que, anos depois, seria comprada pela japonesa Kirin. Mas a notícia da semana passada nos encheu de orgulho. Não poderia ser diferente: é um grande sonho realizado ver o empreendimento que criamos ser elevado a esse status.

Quando começamos a construir a Eisenbahn, lá por 2002, esse já era um dos nossos grandes objetivos. Tanto que, logo no primeiro ano de existência da fábrica em Blumenau, nos reunimos com o prefeito na época solicitando um espacinho, um quiosque que fosse, na Oktoberfest.

Demorou três anos, e em 2005 a festa blumenauense finalmente abria espaço para a Eisenbahn e outras cervejarias artesanais que surgiram na região do Vale do Itajaí. Até então, quem visitava a Oktober só tinha uma opção: cervejas comerciais que não seguiam, nem de perto, a Lei da Pureza Alemã.

Quase dez anos se passaram e as cervejas artesanais locais continuam sendo elemento essencial na Oktoberfest de Blumenau. Desde que entrou na festa, a Eisenbahn foi proporcionalmente a cerveja mais vendida (se compararmos com o volume e espaço então dedicado à Brahma no local).

A escolha da Brasil Kirin foi certeira. Colocar a marca Eisenbahn, uma cervejaria nascida em Blumenau e premiada internacionalmente, como bebida oficial da festa, vai fortalecer muito sua posição no mercado, além de dar à nossa Oktoberfest um charme a mais (na nossa humilde opinião de pais da criança).

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Alimentos Pomerode, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

 

O problema de vender bem mais que o esperado

14 de outubro de 2014

Uma das surpresas mais contraditórias que um empreendimento pode dar é quando um novo produto vende muito mais do que todas as previsões indicavam. Lançamentos que surpreendem pela alta procura são uma espécie de falso problema: se por um lado significam que o seu produto está fazendo sucesso de maneira imediata (como isso pode ser ruim?), por outro você precisa encontrar soluções com a mesma velocidade para dar conta da demanda e não frustar seu crescente público consumidor.

Acontece com empresas gigantes como a Apple, que há poucas semanas, durante o lançamento do iPhone 6, ficou com o e-commerce fora do ar por algumas horas devido à procura muito mais alta que a esperada. E acontece com pequenas empresas como a nossa, a Alimentos Pomerode.

No último mês lançamos dois produtos que acabaram nos pegando desprevenidos. O primeiro é um kit com os quatro sabores da nossa linha de queijos fundidos em bisnaga, um produto que já existia antes de comprarmos a empresa, no ano passado, mas que agora foi repaginado. É um produto que, na nossa concepção, seria atraente apenas para turistas visitando a nossa região. No entanto, o kit foi percebido como um ótimo presente para oferecer a amigos e até mesmo por empresas em encontros e reuniões de negócios. Tem feito sucesso também em cestas, muito procuradas nesta época do ano. Hoje,  já é o produto mais vendido da empresa, algo que nem de longe passava pelas nossas melhores previsões.

Ótimo, mas e qual é o problema? O problema é que a montagem desse kit é totalmente manual. E uma pessoa monta, por dia, apenas 100 kits. Uma quantidade muito abaixo do que estamos vendendo atualmente.

Outro produto que nos surpreendeu foi a versão moringa do Mel Mandala, produto feito em Minas Gerais que começamos a distribuir há pouco mais de um mês. A embalagem, mais cara que a versão em pote de vidro e bisnaga de plástico, está surpreendentemente vendendo bem mais. Possivelmente, o design elegante e prático está conquistando nosso público. Mas como planejamos um volume de vendas bem menor, nossos vendedores acabaram vendendo bem mais do que tínhamos em estoque. Problema fácil de resolver, mas que nos faz parar e pensar: o que podemos fazer de melhor nos próximos lançamentos para evitar esse tipo de problema?

Planejar melhor, desenvolver embalagens mais práticas, não sermos tão “modestos” quanto as previsões de vendas para os próximos lançamentos são algumas das ações que pretendemos tomar.

Nada frustra tanto uma equipe de vendas quanto não entregar aquilo que ela vende. E nada pode ser pior para uma empresa do que uma equipe de vendas desmotivada.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Alimentos Pomerode, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

Como aproveitar a crescente onda do e-commerce no Brasil

7 de outubro de 2014

Montar um e-commerce para comercializar seus próprios produtos é uma solução muito interessante para aumentar as vendas de micro e pequenas empresas. É uma alternativa econômica e segura para atingir consumidores de todo o país. Mesmo que as vendas representem uma fatia pequena do faturamento anual, o crescimento do comércio virtual no Brasil e no mundo é impossível de ignorar: o site e-bit informa que as vendas no primeiro semestre de 2014 aumentaram 26% em relação ao período no ano passado, passando dos R$ 16 bilhões. E entendendo melhor como funcionam os mecanismos da Internet para vender mais, o empreendedor pode se surpreender com seus resultados online.

Com a aquisição da Alimentos Pomerode em agosto do ano passado, ganhamos uma nova oportunidade de trabalhar com vendas online. Com a Cervejaria Eisenbahn, já havíamos criado um e-commerce em 2003, e com ele conseguíamos satisfazer aqueles clientes que mandavam e-mails ou perguntavam onde encontrar nossos produtos na sua cidade ou estado (o que era impossível em muitos desses casos). Quando decidimos montar uma fábrica de queijos especiais, em 2011, vender nossos produtos na Internet já constituía parte essencial do plano de marketing e vendas.

Nossa loja online foi aberta há quase um ano, e tínhamos como objetivo atingir a marca de 10% do total de vendas da fábrica em cerca de seis meses. Em números absolutos, atingimos esse resultado dentro do prazo proposto, mas como as vendas da empresa cresceram como um todo, nosso e-commerce representa hoje 5% do faturamento, mas vem apresentando números melhores a cada mês. Na verdade, ele já representa nosso terceiro melhor “cliente”, atrás apenas para grandes redes de supermercados.

Estratégias

Algumas das ações que colocamos em prática para alavancar nosso e-commerce na Alimentos Pomerode foi aumentar a variedade de produtos (uma estratégia que abordamos semana passada aqui no Blog do Empreendedor) e vincular um valor mínimo, nosso ticket médio, ao frete gratuito – no caso, R$ 40,00 em compras.  Em um mês, as vendas no site quadruplicaram.

Então passamos a investir uma pequena quantia de dinheiro no Facebook – começamos com R$ 300,00 no primeiro mês. É um investimento essencial para que as coisas que a empresa posta sejam vistas, de fato, pelas pessoas que se interessam pelo produto. Sem pagar, você realmente não aparece. E, como deve saber, eventualmente todo usuário do Facebook acaba clicando em um ou outro anúncio que lhe chame a atenção…

Também passamos a enviar, eventualmente, uma newsletter (e-mail marketing) para listas de e-mail. Os resultados têm sido muito bons dentro da listagem de pessoas que se cadastraram para receber nossas notícias: 50% deles lêem nossos e-mails e clicam no link para saber mais em nosso site. Em listas formuladas por e-mails coletados aleatoriamente, esse número é de em média 10%, o que mostra como é importante ter uma base de e-mails de qualidade, formada por pessoas realmente interessadas nos produtos da empresa. Caso contrário, a newsletter mais caprichada não passa de spam.

Existem duas maneiras de construir sua loja virtual: você pode gastar muito para fazer uma plataforma própria, ou pode utilizar uma plataforma pronta, com algumas limitações de layout e análise de dados, mas muito, muito mais barata. A maioria dos pequenos e-commerces do país utiliza essas plataformas prontas. Elas tem tudo que você precisa para vender de maneira segura e acessível para o seu consumidor. Também sugerimos que o empreendedor procure agências especializadas no ramo, pois a Internet funciona de um jeito específico, com detalhes técnicos que exigem bastante conhecimento de suas regras, atalhos e barreiras.

* Bruno e Juliano Mendes escrevem toda semana no Blog do Empreendedor

 

Diversifique, mas sem perder sua identidade!

30 de setembro de 2014

Imaginar outras possibilidades de negócio é uma tarefa que buscamos exercitar constantemente. Diversificar é uma estratégia clássica para aumentar o faturamento de um empreendimento e, em momentos de crise ou dificuldades, ajuda muito a equilibrar as contas: se um produto começa a ir mal, outros podem melhorar.

Você pode tanto criar novos produtos, uma atividade que adoramos fazer, mas também revender produtos de outras empresas. Neste caso, a regra crucial, para nós, é que nos identifiquemos com o produto, e que ele traga sinergia para a empresa, para a marca.

Este mês, começamos a revender três produtos alimentícios que já vínhamos apreciando há algum tempo: os sucos 100% naturais da Suco e Só, do Paraná, as trufas de chocolate Bal-Négre, desenvolvidas pela Alsace Food Excellence, de Blumenau, e o mel da empresa MelMandala, de Minas Gerais. Acreditamos muito na qualidade destes produtos, gostamos da identidade visual deles, e temos certeza de que eles vão ajudar a Alimentos Pomerode a crescer.


Dentro dessa estratégia, em julho anunciamos a troca do nome da empresa Laticínios Pomerode, que adquirimos em 2013, para Alimentos Pomerode. Com isso, queremos ir além dos derivados de leite, expandindo o horizonte criativo da empresa e, também, diluir os custos com nossa rede de distribuição e vendas ao entregar mais produtos com praticamente as mesmas despesas logísticas.

Claro que estamos contando os dias para lançar os primeiros queijos especiais da Vermont, nosso grande sonho, e nos dedicamos muito às vendas da nossa linha de queijos fundidos. Mas isso não nos impede de trabalhar com esses outros produtos que se integram ao nosso objetivo de comercializar alimentos de qualidade.

* Bruno e Juliano Mendes escrevem toda semana no Blog do Empreendedor

O que a tática no futebol pode ensinar aos empreendedores

23 de setembro de 2014

No último dia 18, Juliano participou de um evento voltado para empreendedores em São Paulo, o HBS Angels Experience, com palestras de dois professores da Harvard Business School.  Um deles, a professora Lynda Applegate, já havia sido sua professora em um curso de empreendedorismo de uma semana que ele fez lá na HBS em 2010.

Lynda foi uma das fundadoras do departamento de Empreendedorismo da universidade norte-americana, e sua palestra veio de encontro ao que estamos experimentando na Alimentos Pomerode, pequena empresa localizada no pequeno município catarinense homônimo que compramos em agosto de 2013 para acelerar nossa entrada no mercado de queijos especiais – um projeto que estamos descrevendo, passo a passo, no blog Diário do Queijo.

Lynda fez uma comparação interessante (e um tanto propícia em solo brasileiro) entre empreendedorismo e futebol. Técnica do time infantil da escola de seu filho, ela descreveu como crianças de cinco anos costumam jogar: todos correndo atrás da bola, sem organização tática. Todos querendo fazer o gol e ninguém ficando para defender. A professora comentou que este é o ambiente de muitas pequenas empresas, principalmente nos primeiros anos de funcionamento.

Na Alimentos Pomerode, temos observado episódios em que, por exemplo, a área comercial se mete na logística,  produção se mete com o setor de vendas, e por aí vai. Por um lado, isso é um sinal de que a equipe é motivada e quer ajudar a empresa a crescer. De outro, quando todo mundo tenta resolver tudo, sem respeitar os processos internos, o cotidiano da empresa pode virar uma grande bagunça.

Na palestra, Lynda reforçou a necessidade de planejar e se organizar, como um bom time de futebol profissional. No começo, como em uma partida oficial, a bola é tocada para trás e para os lados, para sentir o ambiente do jogo, se adaptar ao gramado e organizar os jogadores em campo. Só depois de alguns segundos é que, normalmente, se busca o ataque, se começa a ousar. Todos sabem seu posicionamento, sua função no time. Motivados, querem vencer e sabem que obediência tática é uma grande ferramenta para vencer com consistência.

Claro que há exceções à regra, como quando o zagueiro sobe ao ataque para tentar um gol de cabeça, ou quando os atacantes voltam para defender um escanteio contra. Traduzindo para o ambiente de uma empresa, é preciso motivar os colaboradores a dar ideias, mostrar abertura para opiniões e sugestões. Mas, ao mesmo tempo, se faz necessário gerenciar bem este processo, deixando as regras bem claras já no momento das contratações. Só assim, com organização e planejamento interno, dá para pensar em ser campeão.

Você sabe o que é marketing de experiência?

12 de agosto de 2014

Bruno e Juliano Mendes escrevem toda semana no Blog do Empreendedor

O uniforme dos funcionários. A seleção das músicas que tocam ao fundo – e o volume também! O conhecimento dos vendedores sobre os produtos que oferecem. A decoração única criada para uma loja ou restaurante. Esses são alguns exemplos de Marketing de Experiência, um conceito que conhecemos através de um amigo nosso, Carlos Ricardo (por muitos anos executivo da PepsiCo), quando ele nos indicou o livro “O novo mundo das marcas”, de Scott Bedbury.

Em suas páginas, Bedbury revela detalhes sobre sua participação no desenvolvimento das Niketowns, quando a empresa buscava uma forma de transformar a marca em sinônimo de uma experiência excepcional de compra na mente dos seus consumidores.

Antes de fundarem suas lojas conceito (uma estratégia que hoje é repetida por marcas de todos os tamanhos), eles não conseguiam garantir a exposição de todos os seus produtos e muito menos que os vendedores tivessem conhecimento suficiente para oferecer a melhor opção aos clientes. Com as Niketowns (a primeira fundada em Portland, nos EUA, com uma enxurrada de críticas e ameaças de boicote por parte de revendedores), a empresa conseguiu criar, de fato, “Cidades Nike” ao redor de todo o planeta, controlando cada detalhe da experiência de venda e fortalecendo seu diferencial no competitivo mercado em que atua.

Fomos apresentados ao livro de Bedbury logo nos primeiros meses à frente da Cervejaria Enseinbahn, em 2002. E vimos que estávamos praticando Marketing de Experiência “sem querer”. O bar que fundamos junto à fábrica, por exemplo, tem uma grande vidraça por onde os visitantes podem ver os toneis de preparação das cervejas – e, no começo, havia a possibilidade de visitar o interior da fábrica também. A música era alemã e ao vivo nas noites de quinta, sexta e sábado, e a decoração buscava enaltecer a boa cerveja e a amizade. Cada detalhe disso era importante para transmitir uma experiência inesquecível a cada cliente, fortalecendo o nome Eisenbahn através dessas sensações (Marketing Sensorial, outro jeito como chamam o tema do post de hoje).

Quando você precisa conquistar clientes nas prateleiras de lojas e supermercados, também é possível criar estratégias de Marketing de Experiência. Com uma embalagem bem feita, com informação clara, e produtos que ofereçam uma solução para seus consumidores, você já está tentando levar a eles sensações positivas em relação aos seus produtos. Nosso pack com a bisnaga de Kraeuterkaese e torradas superfina, que lançamos no primeiro semestre, está tendo uma resposta excelente nos pontos de venda, e acreditamos que isso se deve a essa preocupação em criar algo que os clientes vão gostar de comprar, e ter vontade de comprar de novo.