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Blog do Empreendedor
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A terceirização é a solução ruim para o problema errado

30 de abril de 2015

Rafael Mambretti é empresário e escreve às quintas-feiras no Blog do Empreendeor

Na última semana vimos, lemos e ouvimos bastante sobre a Lei da Terceirização. O Projeto de Lei 4.330 e toda a repercussão envolvida por ele. Protestos, discussões, anúncios do Apocalipse, tudo isso também em meio a protestos contra a corrupção. Os dois podem estar mais ligados do que aparentam.

Já fui empregado, “terceiro” e CLT. Também já tive empresa para não ser um CLT. Para ser sincero, na época, não vi muita diferença entre ser um terceiro e depois me tornar um CLT, mas eu era mais jovem, estava mais preocupado com o dinheiro (e em gastá-lo), que entrava em minha conta do que com os outros benefícios envolvidos. Hoje sou empreendedor, empregador, o “patrão” (palavra horrível essa), mas estou vendo as coisas também de um outro ponto de vista.

Uma das nossas maiores dificuldades na Carbono Zero é tentar equilibrar a boa saúde financeira, ou seja, uma boa margem operacional com um lucro satisfatório. Óbvio, não é? Acho que isso serve para todas as empresas, mas é preciso ir um pouco mais a fundo para podermos entender melhor a situação de cada empresa/segmento.

Empresas de serviço como a Carbono Zero “carregam” e geram bastante vagas de emprego. É fácil de entender o porquê, pois para cada bicicleta, precisamos de uma pessoa (um ciclista). Uma pessoa não consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo, em suas limitações físicas, logo, entende-se por que uma empresa de entrega, que precisa estar em vários lugares ao mesmo tempo e rapidamente, precisa de bastante gente.

A produtividade atinge um limite, limite esse que não pode ser extrapolado, pois, novamente, não é uma máquina, mas sim uma pessoa. Condição similar passa uma empresa que presta serviço de limpeza. Há 5 anos tentamos quebrar a cabeça em solucionar essa equação. Pessoas versus produtividade, solucione isso e você soluciona seu lucro. Lucro este que deve ser satisfatoriamente proporcional aos riscos que você quer e está disposto a correr.

Nossa atividade é uma atividade de risco (inclusive de vida), é uma atividade que o mercado não vê valor (paga-se mais por uma refeição no McDonalds), é uma atividade onde as pessoas sofrem preconceito (você nunca reclamou de um motoboy seja na rua ou na sua entrega?), é uma atividade com alto risco trabalhista (uma das razões de se não conseguir um Plano de Saúde) e é uma atividade terceirizada.

Temos que nos equilibrar em uma corda bamba onde de um lado temos um governo que não quer abrir mão de arrecadação e do outro o mercado – que não vê valor e quer sempre pagar menos, mesmo para um serviço “bacana” como o nosso.

Acho que deu para perceber que não é fácil, certo? A essa altura, deu para notar que o governo peca (e muito), em buscar menos generalização e mais entendimentos de cada segmento e de suas peculiaridades. Para só então propor melhores soluções, seja através de novas Leis ou incentivos para fomentar a economia do nosso país. Não vou nem questionar o “core”, a base do nosso antigo sistema econômico com base no consumo, fomentar o consumo para fomentar a produção (que teoricamente geraria mais emprego, que aumentaria o consumo e assim vai constantemente crescendo, certo?). (Ironia).

A Lei da Terceirização é uma solução ruim para o problema errado. Antes de se fazer uma lei como essa se deve renovar as legislações trabalhistas do nosso país, modernizá-las, mudar a relação empregador + empregado. Deve-se rever a carga tributária que faz com que empresas queiram minimizar contratações e aumentar produtividade.

Terceirizar não é a solução. Até quando vamos viver e ter políticos (e suas soluções), imediatistas onde o longo prazo é a próxima eleição?

E você, o que acha?

Um abraço,

Rafael

Quando reforços podem somar para sua empresa

9 de abril de 2015

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira no Blog do Empreendedor

Duas semanas atrás escrevi de como é importante compartilharmos nossas ideias, de como isso pode afetar, por mais que não possa aparecer, positivamente o nosso empreendimento. Em uma outra oportunidade, também escrevi sobre a experiência da escolha da entrada e perfil de sócios.

Hoje, vou escrever um pouco de o quanto a entrada de um novo sócio pode contribuir para o time da sua empresa. No momento atual, a Carbono Zero está reforçando seu time com dois novos sócios. Essa novidade também faz parte da nossa estratégia de expansão (também já fiz um teaser dela aqui). Esses dois novos sócios não foram somente escolhidos por sua capacidade de investir capital, mas também pela capacidade de arregaçar as mangas e “botar para fazer”. Primeiramente, procure entender o que você precisa quando alguém tem o interessante de se juntar ao seu barco. Somente capital (dinheiro)? Precisa de ajuda para navegar as tempestades? Quer alguém que possa trocar ideias e dividir o fardo das decisões? São diversas perguntas que diferenciam o tipo de pessoas que você quer ter a bordo como seu sócio.

Foram meses de conversas e e-mails para chegarmos um acordo e entendermos que os novos sócios eram pessoas que realmente somariam para a Carbono Zero. Lembre-se que, em algum momento, o seu bebê vai crescer e você quer e precisa que ele evolua e caminhe sozinho. Para você que está recebendo ou buscando a proposta de um novo sócio, levar em conta não só o desejo dele de querer ter um negócio ou ganhar dinheiro, mas porque o seu negócio, a sua empresa. Qual o interesse? Ele arregaçando as mangas, onde ele pode somar? Gerenciando determinadas áreas? Trazendo contatos? Trazendo clientes? Ideias? Fornecedores? Corte de custos?

No nosso caso, ambos possuem um interesse genuíno na Carbono Zero, acreditam no que ela representa e em seu potencial como empreendimento. Podem somar em áreas distintas e possuem a energia e vontade de botar para fazer. Vão dedicar 100% de seu tempo para a empresa e também para a expansão dela. Já estão agregando com ideias, parceiros e clientes. Reforços que, genuinamente soma ao time.

Como um dos sócios fundadores, juntamente com meu irmão Danilo Mambretti, fiquei contente em ver essas novas e diferentes pessoas compartilhando entusiasmos de algo que não começou com eles, mas que possuem o desejo de fazer e contribuir. Ajuda a expandir a nossa mente com opiniões diversas sobre um mesmo ponto, enriquece o diálogo e as decisões. Torna também mais divertido e desafiador empreender.

Sempre fui defensor da ideia de se ter sócios, pessoas com quem você pode dividir tudo, desde riscos, derrotas a vitórias. É importante ter claro as razões e necessidades de se tê-los, pois possuem potencial tanto de destruir como construir.

 

A era do ‘esconder totalmente o jogo’ está acabando

26 de março de 2015

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira no Blog do Empreendedor

É engraçado o processo de se criar, de ter ideias, a inspiração é algo espontâneo, não acredito que se dê para forçar uma inspiração, talvez, seja possível fomentá-la. Um tempo atrás escrevi aqui sobre como “não fazer nada” pode ser produtivo. Agora, após essa produção, talvez seja importante compartilhar as suas ideias e inspirações.

Acredito que a Era do ‘esconder totalmente o jogo’ está acabando. Quando compartilhamos ideias, problemas, soluções, todo mundo tende a ganhar, inclusive a sua empresa. Vou citar o nosso exemplo. Desde a criação da Carbono Zero nunca acreditamos que ficaríamos sozinhos no mercado, no processo de desenvolvimento do plano de negócios, tentamos contatar algumas empresas para compartilhar suas experiências, mas sem sucesso. Não os culpo.

Como comentei, ainda impera a Era do ‘guardar informação’, não compartilhar para não perder o emprego ou participação no mercado. Por isso, desde o início da nossa operação e até hoje procuramos contribuir com as pessoas que entram em contato conosco pedindo essas mesmas informações.

Uma de nossas maiores concorrentes hoje nasceu com muita ajuda nossa. Dá para acreditar? Trata-se de uma empresa de Curitiba. A vantagem de se ter mais empresas como a nossa é que o planeta ganha com isso, não se trata somente de uma competição de mercado, mas o todo se beneficia.

Mas como o todo se beneficia? Citei o primeiro caso, a do planeta. O segundo, a sua empresa. Para um serviço como o nosso, que ainda é novidade, a existência de outras empresas ajuda a disseminar a ideia. Ajuda a quebrar a resistência. Claro, existe o outro lado também, da mesma foma que pode ajudar, pode prejudicar. Mas acredito que o gerar conhecimento do serviço acaba sendo mais benéfico que o potencial erro (se houver). O terceiro, em um compartilhamento, é que ideias podem surgir. Soluções e sugestões. Entender que uma ideia (até mesmo uma empresa) nasce e fica como está para sempre é algo que não dura. É preciso haver a transformação e, muitas vezes, o compartilhamento, a troca é fundamental.

Um outro exemplo, já fizemos bate papos com os empreendedores de outras empresas como a nossa. Basicamente, conversamos sobre situações de segurança para os ciclistas, como melhorar a segurança e minimizar potenciais acidentes. Isso é super saudável. O que não é saudável é querer regular preço, mas trocar ideias em prol do bem comum é. E você, não quer deixar de lado o termo concorrência e conversar com quem passa as mesmas dificuldades que você?

Deixo para você refletir sobre o seu negócio e ideia. O que é possível compartilhar? Converse com as pessoas. Não tenha medo de ouvir algo diferente do que esperava, mas também não se conforme com isso. Misture diversas opiniões nesse caldeirão e entenda que o produto final pode ser melhor.

Um abraço,

Rafael

É o pessimismo tradicional? Nosso senso de inferioridade? Começo a acreditar que não…

12 de março de 2015

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira no Blog

Ultimamente, o cenário político nacional tem vivido turbulências, na verdade, escândalos de corrupção e denúncias estão acontecendo há anos. Ultimamente tem ocorrido, ao que parece, o estopim.

De alguns meses para cá, ouço constantemente de algumas pessoas do meu círculo de amizade: “a situação tá ruim”, “tá tudo parado” (referem-se ao mercado), “ninguém tá comprando nada” etc. Fico pensando se é realmente o caso, ou se é apenas o tradicional pessimismo e senso de inferioridade que o povo brasileiro carrega (e fomenta) há tempos. Aquele que diz que por aqui nada funciona, que o preço do carro nos EUA é três vezes mais barato que no Brasil, que lá tudo funciona, o bom e velho ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde”, resume bem.

Começo a acreditar que não é o caso, pelo menos dessa vez. Acho que as reclamações são pertinentes, o Brasil precisa de diversas reformas e urgentes. Querer modular as reformas em política, fiscal, econômica etc é perda de tempo, precisamos é fazer um reboot do sistema, formatá-lo e reinstalá-lo. No meio de tudo isso, estamos nós pequenos empreendedores, parte fundamental na economia de qualquer país. Mas o cerco vem apertando, basta ver os protestos dos caminhoneiros. Existem diversos setores sendo extremamente pressionados na cadeia e são forçados a não formalização, sonegação, riscos etc para permanecerem competitivos.

Aliviar a carga tributária? Nem pensar. Facilitar, simplificar acesso e condições de financiamento? Negativo. Modernizar a legislação trabalhista? Não dessa vez. Quanto tempo mais vai demorar para que as mudanças necessárias sejam feitas? O modelo de décadas atrás de querer instalar grandes empresas no País já foi, até por que a grande maioria já está aqui, mas também está em outros países e sempre, sempre, vai ponderar com base no resultado onde é o melhor lugar para estar.

Nesse furacão de escândalos de necessidades a pequena empresa luta para sobreviver, entre um mercado com alguns valores culturais distorcidos, pressão por custos cada vez maiores e o governo querendo a sua parte, custe o que custar.

Queremos que, independente de partido, presidente, governo, situação, oposição, que as mudanças sejam feitas, pois são necessárias e independem de interesse, pois é interesse comum. Está mais que claro o que é preciso ser feito, a pergunta é, vamos esperar as próximas eleições ou tentaremos mudar no nosso dia a dia? Aonde está o nosso alcance?

Sendo mais ativos nas cobranças?

Decidimos crescer…E não é por meio de franquias

26 de fevereiro de 2015

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira

Se passaram mais de 4 anos e finalmente está chegando o momento. A Carbono Zero Courier irá expandir suas atividades! Talvez você pense, um pouco tarde, não? Acho que não existe um tempo certo, do tipo um modelo a seguir, mas sim algo de estar preparado, confiante e, principalmente, sentido-se à vontade.

Lembrem-se que o nosso negócio é muito mais além do lucro. Para expandir pelo aspecto financeiro, teríamos iniciado com franquia anos atrás. Propostas não faltaram, a primeira vista o nosso modelo de negócio se enquadra facilmente, é atrativo e inovador, mas, como já escrevi aqui, não era o nosso interesse, pelo menos não um modelo 100% nessa direção.

No mês de abril iniciaremos nossas atividades nessa nova cidade, ainda a ser revelada em um próximo artigo. Quais os critérios usados para escolher essa nova cidade? Queríamos um local que funcionaria como uma espécie de laboratório. Uma cidade onde suas características seriam comuns para outras potenciais expansões, tamanho, perspectiva de resultado, potencial operacional e estratégia global foram alguns dos fatores levados em conta para a escolha.

Vejam, nosso tipo de serviço, teoricamente, tem demanda em todo o Brasil, mas é importante diferenciar o tipo da demanda: é delivery de comida? serviços em geral? documentos? transporte produtos? Nosso pequeno-médio laboratório nos trará uma bela experiência em não só gerenciar duas cidades, mas também em como nos preparar para futuras.

Qual modelo escolhemos? Uma coisa é certa, nesse momento, não é o de franquia. Estamos fazendo essa expansão como uma empresa, e, sim, contamos com ajuda de novos e importantes braços, mas que são braços que somarão para o todo, se preocuparão com o todo e não somente com “o próprio umbigo”. O que também, não deixa de ser um teste. Afinal, estamos falando de trabalhar com novas pessoas, novos gestores com expectativas e estilos diferentes. Mais um laboratório pensando no futuro.

Acho que o mais importante é compreender o tempo, a espera e o planejamento. Não meta o pé pelas mãos e corra para uma expansão, não seja ambicioso demais. Você quer que seu negócio, sua marca dure anos ou seja somente a próxima moda de franquia? Pessoas para te ajudar? Saiba como escolher, não procure somente por clones de você mesmo, traga diferentes experiências e backgrounds, mas principalmente, traga o espírito de fazer acontecer.

 

Aguardem mais novidades.

 

Um abraço,

Rafael

 

Vamos demorar mais de um mês para nos recuperarmos da ressaca do carnaval

19 de fevereiro de 2015

Rafael Mambretti escreve toda semana no Blog do Empreendedor

Bom, parece que agora vai. O Carnaval passou, alguns poucos ainda curtem o feriado, mas outros “começam o ano”. Esse não será mais um post de porque o “Brasil para”, mas sim vou compartilhar a experiência de como o carnaval e potenciais outros feriados podem afetar o nosso negócio e é importante notar isso para se preparar.

Nossa empresa trabalha em dias úteis, prestamos um serviço onde mais de 95% da demanda acontece nesses dias e também está atrelada a atividades empresarial. Portanto, quando empresas não trabalham, por exemplo, em feriados, praticamente não temos demanda. Até aí sem novidade, muitos outros negócios são assim também ou até o oposto, por exemplo, parques de diversão, provavelmente dependem de feriados para sobreviver.

Uma das nossas análises é o faturamento diário, conseguimos ter uma ideia de como será o faturamento mensal, conforme o faturamento dos dias ao longo desse mês. Quando temos um mês com menos dias úteis, por exemplo fevereiro, o nosso faturamento obviamente cai. Não compensa abrir a empresa na segunda-feira, pois a demanda será praticamente zero. Porém, algo como vocês já devem ter deduzido, os nossos custos não variam na mesma proporção. Nenhum salário é atrelado a dia útil, mas sim benefícios. Temos uma pequena redução de custos, mas não é equivalente a redução no faturamento. Portanto, para negócios onde o faturamento é variável por dia, meses com menos dias úteis tendem a ser piores em termos de rentabilidade.

Reforçando a necessidade e importância de um planejamento para seu fluxo de caixa. Lembrando que, para uma análise estratégica e gerencial, utiliza-se a média de dias úteis (para 2015 teremos uma média de 21 dias úteis por mês), mas, de novo, no dia a dia, que é o fluxo de caixa, a análise não se aplica dessa forma.

Como lidar com essa situação? Não há uma resposta. Pode-se prevenir e planejar, mas é algo do “jogo”, todo negócio está sujeito a variáveis que possuem pesos e comportamentos diferentes para cada tipo de empresa. Hoje nosso melhor remédio é prevenir e planejar.

Para nós, a ressaca de carnaval dura mais que uma quarta-feira de cinzas, leva-se mais de 1 mês para recuperarmos e não só a ressaca do carnaval, mas a de fim de ano também. Esteja atento ao seu negócio e as variáveis que podem trazer uma surpresa não tão agradável.

Um abraço e até a próxima.

Se a coisa complicar, vamos instaurar o banho indiano na empresa

5 de fevereiro de 2015

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira

Eu já li e ouvi vários cenários sobre o que a falta de água acarretará em São Paulo: êxodo, saqueamento, empresas fecharão suas portas, faculdades, escolas, já ouvi que não vai faltar água na realidade, que é tudo uma conspiração do PT, PSDB, da Petrobrás, do Tiririca, do PV, do Greenpeace, que não existe mudança climática, que isso acontece a cada 150 anos quando a lua e o sol se alinham com o astro 47563. Enfim, hipóteses e opiniões não faltam, certo?

Voltando para o presente (aqui e agora), no nosso humilde mundo da Carbono Zero, o que a falta de água, por enquanto, vem impactando pra gente?

O primeiro impacto estamos percebendo para nossos ciclistas (principalmente). A falta de água na casa de alguns tem impossibilitado, por exemplo, a lavagem dos uniformes e remediamos isso com alguns lavando a roupa na nossa base. Também, o banho é uma necessidade para eles, uma vez que suam o dia inteiro. Na nossa casa, temos a caixa d’água que, quando cheia, supre as nossas necessidades diárias.

Os bikers podem tomar banho também, se desejarem, temos uma regra de 5 minutos para o banho, que é um tempo mais do que suficiente para refrescar e se limpar. Se a coisa começar a complicar, vamos instaurar o “banho indiano”, que é basicamente tomar banho com balde e caneca, utilizando assim menos água que um banho de 5 minutos.

De qualquer forma, também começamos a estudar uma forma de aproveitar a água das chuvas, um sistema de cisternas. E aparentemente o investimento não é alto.

Existem várias dicas e formas de economizar água e fazer a sua parte. Não pare somente na sua casa e também não pare somente nas básicas (diminuir banho, fechar torneira quando escovar os dentes, etc), têm dicas que deveriam ser hábitos. Por exemplo, uma talvez não tão bem vista, mas que também ajuda é utilizar a descarga somente quando necessário. Não muito querida, mas uma dica útil.

O mais importante nisso tudo é a reflexão. Seja do aspecto político até o de consumo, isso ajuda a refletir o todo. Que as mudanças climáticas estão afetando as chuvas, não temos dúvidas. O que mais podemos fazer para tentar minimizar essas mudanças? Usar os nossos serviços é uma delas ;)

Um abraço,

Rafael

Pela volta da era dos ‘bens duráveis’

29 de janeiro de 2015

Outro dia eu vi uma palestra muito interessante de uma senhora indiana, o nome dela é Shri Mataji Nirmala Devi. Uma guru. Das várias coisas interessantes que ela disse, naquela palestra em particular, uma me chamou mais a atenção.

A palestra data dos anos 90 e ela fala de como a economia é baseado em um princípio básico, o da insatisfação. Sempre estamos querendo mais e mais, ter mais. Um carro? Não, cada um precisa ter o seu. Uma TV? Não, cada quarto o seu. Os desejos materiais são insaciáveis e disso se alimenta a economia atual, as pessoas sempre vão querer o novo iphone e depois o novo iphone e assim por diante. Uma das consequencias são os resíduos, o lixo produzido com tanto produto descartado (após a compra de um novo).

Ela continua, comentando que uma das formas das soluções para alguns problemas econômicos seriam as pessoas trabalharem menos horas. Assim, outros também podem ter empregos. Na Índia, por uma questão de tamanho da população é mais ou menos assim. E com o restante das horas livres as pessoas produziriam itens feitos à mão.

A relação de um trabalho artesanal é quase como um hobby, ou seja, uma terapia. Reduz o nosso stress, minimiza os nossos pensamentos, dedicamos mais que atenção a um trabalho artesanal e, esses, normalmente são duráveis. Dificilmente jogamos fora algo feito a mão para comprar outro que foi lançado agora.

Achei muito interessante a palestra e acredito nisso. O nosso consumismo desenfreado associado a itens descartáveis gera uma série de problemas. Hoje enxergo muito mais valor em algo feito com dedicação, com tempo, com amor. São presentes muito mais legais e duram mais! Vejo os itens que minha mãe ainda usa que eram da mãe dela, ainda cumprem o seu propósito e possuem uma estética que hoje não se faz com máquinas.

Vemos isso aqui na Carbono Zero, ciclistas que possuem bicicletas mais antigas, feitas de material mais pesado, mas que não trocam pelas modernas, com suas peças que duram pouquíssimo tempo e com baixa resistência. Vejo mais negócios surgindo com a premissa de que vender produtos que duram não significa ter menos lucro.

Espero que a era desses duráveis volte para ficar.

Um abraço,

Rafael

A experiência de captar pessoas pelo Facebook

22 de janeiro de 2015

Hoje vou compartilhar uma experiência que foi uma surpresa bem interessante. Sempre tivemos (e continuaremos tendo), necessidade de captação. Principalmente por sermos um negócio novo e com uma função (bike courier) nova, não é sempre que se consegue encontrar as pernas que precisamos.

No passado, o principal meio que utilizávamos para recrutar nossos ciclistas era um jornalzinho de empregos popular. Sabe como chegamos até ele? Um de nossos primeiros ciclistas (que já era ciclista em uma farmácia), comentou que conseguiu o emprego via esse jornal. Então, lá atrás, há 4 anos, criou-se o conceito (sem pesquisas mais profundas), que esse era o melhor caminho para atrairmos mais e novos ciclistas.

Uma outra forma de recrutamento sempre foi e será o boca a boca. Por sinal, esse meio sempre nos rendeu os melhores ciclistas. Pessoas atraem pessoas, principalmente nesse nosso negócio. Ciclistas bons e sem custo de recrutamento, perfeito! Mas se uma empresa pretende crescer e tem um plano agressivo, não dá para contar com a captação orgânica via o boca a boca.

No fim do ano passado, quando começamos a testar investimentos no Facebook, com fim de melhorar o conhecimento da marca e, eventualmente, atrair clientes, percebemos que um sub-produto desse investimento foi a geração de contatos interessados em pedalar conosco. Foi nítido que, sem querer, estávamos gerando interesse das pessoas em trabalhar na Carbono Zero. Facilmente entenderíamos o por que: a capacidade de segmentação do Facebook (e outras mídias sociais), potencializa o “falar com a pessoa certa”. Para saber mais do potencial das mídias sociais, veja esse post (http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/essa-tal-de-midia-social/) meu aqui no Blog.

Pois bem, se sem querer conseguimos um resultado positivo e inesperado, imagine se fizéssemos de propósito? E fizemos! Meados de dezembro e janeiro, investimos o mesmo recurso que investiríamos no jornalzinho popular no Facebook, em anúncios pagos de recrutamento. O resultado não foi só melhor, em termos de contato e até perfil, como também contribuiu para o crescimento dos fâs da nossa página. Uma ação que visava somente um objetivo, acabou trazendo dois, pelo mesmo valor fizemos muito mais!

Pense se no seu negócio, na sua necessidade é possível fazer algo similar.

Um abraço e até a próxima,

Rafael

Quem se importa? (Não quero criar o próximo WhatsApp ou Facebook)

15 de janeiro de 2015

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira no Blog do Empreendedor

Essa semana eu vi um documentário super legal, chamado ‘Quem se importa? (Who Cares?)’. Meu contato com esse filme foi anos atrás. Um dos nossos clientes é apoiador do projeto e lembro que fizemos a distribuição do filme para parceiros deles. Na época, o título chamou minha atenção, mas acabei não indo atrás para saber do que se tratava.

O tema são negócios sociais, empreendedorismo social. Recomendo fortemente assistirem, canso de escrever aqui a necessidade de começarmos a ver os negócios com um olhar diferente, com uma abordagem diferente da que vem sendo feita nos últimos 50 anos. Lembro que na faculdade de administração, anos atrás, a maioria dos livros eram antigos. Os ‘novos pensamentos’ eram apenas variações dos antigos. Nada inovador. O que muda são os meios (internet), as mídias, as formas, mas a essência sempre foi a mesma, o lucro, o ficar rico. E isso tem que mudar.

Fiquei particularmente perplexo e inspirado com a história do Banco Palmas, de um dos seus criadores e do que levou a criação do banco. Sem spoilers, mas tudo começou com o nascimento de um bairro popular, ou seja, as pessoas mesmo que investiram e criaram uma comunidade própria, não o governo, não a iniciativa privada!

Negócios sociais para mim, são empresas que trabalham no caminho do meio entre iniciativa privada e terceiro setor. Não são 100% sem fins lucrativos, mas também não são 100% focadas no lucro a qualquer custo. Suas atividades visam solucionar problemas sociais que a iniciativa pública não consegue, que a privada não tem interesse e que o terceiro setor é limitado.

A definição da Yunus Negócios Sociais Brasil  é a seguinte “Negócios Sociais são empresas que têm a única missão de solucionar um problema social, são autossustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos.”  Eles também têm uma imagem que ajuda a ilustrar o conceito:

O indiando Muhammad Yunus e seu projeto são referências em negócios sociais. O documentário também conta um pouco da sua história, não vou antecipar nada.

Como empreendedor esse é o caminho que quero seguir, o do novo, o do social, o das pessoas para pessoas. Não quero criar o proximo WhatsApp (se esse artigo fosse escrito dois anos atrás eu escreveria Facebook), esse é o meu desejo.

Empreender é uma jornada, como a vida, o importante é como chegamos e não onde. O “onde” entregamos para a própria jornada.

Um abraço,
Rafael