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Blog do Empreendedor
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Quatro dicas para você empreender. E vale até dançar o Harlem Shake

5 de agosto de 2013

A empolgação e o otimismo de Pedro Chiamulera fazem parte do DNA da ClearSale, empresa especializada em combater fraudes em compras na internet. E todo o alto astral do empresário se fez presente nos posts semanais no Blog do Empreendedor. Desde um post artístico escrito na forma de um poema até o esforço para manter um clima divertido no ambiente de trabalho com funcionários dançando o Harlem Shake.

Separamos quatro posts para relembrar a participação do empresário:

Sabe qual a alma do negócio? É ter alma!
Pedro fala sobre a alma do negócio no dia a dia da empresa. E que a alma deve estar aberta para aprender com o cliente.

Nós saímos da caixa dançando o Harlem Shake
Nesse post, Pedro fala sobre o aprendizado em relação à sensibilidade no contexto como uma poderosa ferramenta de percepção do todo. E finaliza o post com um vídeo da equipe dançando o Harlem Shake.

Dicas para você se dar bem com um comércio eletrônico
Com sua experiência no mundo online, o empresário aproveita para dar dicas sobre como empreender na internet.

A difícil liberdade de escolher o nome e a imagem
Pedro fala sobre mudanças e explica a origem do nome da empresa.

 

 

Imagine um colega de trabalho cuspindo no chão!!!!

29 de julho de 2013

Pedro fala sobre cultura empresarial

“O conhecido soneto diz que o beijo é a véspera do escarro, mas na China é o contrário: é possível ver uma senhorita salivando na rua para depois roçar seu lábio em outro qualquer.”*

É a introdução de uma reportagem sobre escarro antes dos Jogos Olímpicos de Pequim. Escarrar na rua é um ato muito normal dentro daquela cultura. Agora pare e imagine você na rua e de repente uma pessoa solta um maior escarro verde:

- Ai que nojo!  Você diria. Façamos uma analogia e imagine um amigo de trabalho agindo de maneira muito similar ao cuspir no chão, como por exemplo, no trato com os seus colegas ou pior ainda com o próprio cliente.

Este exemplo choca, mas por meio dele fica mais fácil de entender a importância do envolvimento contínuo de todos para resguardar a cultura da empresa e suas peculiaridades.

Este cuidado é ainda mais importante para as pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de vivenciar e entender a cultura, processo este que pode levar em torno de 10 meses ou mais. Quanto maior a diferença nas culturas maior será a dependência da abertura da pessoa para a autoformação, e talvez leve ainda mais tempo.

Se uma pessoa entra na empresa e sempre viveu em um ambiente onde o catarro era normal, isto é, onde as pessoas são tratadas única e exclusivamente pelo seu papel profissional, cheia de preconceitos, sem liberdade, sem voz ativa, sem acolhimento, enfim, como objetos e não como sujeitos, ela provavelmente sofrerá para se ajustar, mas com certeza será melhor.

É uma grande mudança para a pessoa que entra e um grande desafio e oportunidade para as pessoas de dentro exercitarem o que chamamos de aprendizado pessoal.  Aprendizado pessoal para quebrar a rigidez comum do nosso pensamento e entender um pouco mais desta nova subjetividade que está entrando na empresa.

Entender que o choque cultural pode ser muito grande e inconscientemente desestabilizar a pessoa, deixando-a sem chão e ocasionando ações impróprias. É da responsabilidade de cada um acolher, educar, e não se sentir constrangido em falar em particular sobre algo errado.

Quebrar o “nojo” que existe em nós e falar que aquele catarro pode trazer consequências graves para a saúde das pessoas. O calar-se é tolerar algo, e este, molda a cultura tanto quanto o mau exemplo.  Este ato de conversar com a pessoa ao invés de fazer cara feia é também uma grande oportunidade para gerar confiança e empatia. Contudo, é preciso fazê-lo rápido para não perder o momento e também de forma humilde, simples e sincera.  Você nunca experimentou um feedback de estranhos? O efeito educador é bem maior.

Lembro-me de uma viagem com a família e, por medo de perder a conexão, já fui pedindo e entrando na frente dos outros. Quando um passageiro me perguntou que voo era, notei que eu não tinha ajustado o fuso horário.

Ai que vergonha! Veja a cara das pessoas que furam a fila e são reprimidas. Falo aqui do constrangimento em público, e por isso, o feedback comportamental tem que ser sempre, sempre em particular. Assim, consistentemente vamos mudando a percepção da pessoa, e principalmente aprendemos um pouco mais de nós mesmos prezando por aquilo que acreditamos.

Não podemos nos envolver na questão profissional, quando não estamos diretamente envolvidos, mas podemos sim, ajudar uns aos outros nos deslizes na cultura. Várias vezes em um ato emotivo, fui lembrado pelo meu sócio Bernardo, em ter paciência e pensar melhor na ação. Lembro-me dos primórdios, quando eu jogava o celular na parede. É um ato de muita coragem essa ação imediata depois da reflexão interna. Como diz o ditado: Contratamos pelo profissional e demitimos pelo pessoal.

O pessoal é de responsabilidade de todos. A cultura é a união das pessoas, de como elas agem no elevador, de como elas cumprimentam e respeitam os outros de hierarquias diferentes, de como elas não olham para o lado para uma pessoa diferente ou pouco conhecida, enfim, o quanto elas são sensíveis e respeitosas com os outros.

Não precisamos esperar algo anormal acontecer para agirmos. Podemos sair do nosso conforto e dar uma volta pela empresa e ir de encontro aos mais desconhecidos. Adoro ver o Guilherme, gerente TI da ClearSale, passeando pela empresa e conversando com as pessoas.  Ele descontrai nos momentos “buchas”, além de ajudar na difusão da cultura.

Finalizando, eu adoro metáforas (hoje foi forte, humana e olímpica), pois elas atingem a nossa humanidade e nos levam a refletir, e neste caso de hoje, o quanto podemos crescer como pessoa ficando atento à subjetividade das pessoas em seus relacionamentos. É na atenção às interações humanas que damos um gosto diferente para a vida. Experimente! Faça a diferença para você e para a cultura da empresa.

* “Cuspe à distância ganha multa, não medalha” – Rodrigo Bertolotto

Quer inovar? Comece abraçando o seu chefe!

22 de julho de 2013

Pedro dá dicas para fomentar a inovação

Bernardo Lustosa finalizou o post da semana passada dizendo: “A necessidade de inovar nasce da necessidade de resolvermos algum problema e precisamos querer resolvê-lo. Formas extrínsecas de estímulo à inovação já foram testadas e falharam. Crie um ambiente propício e a inovação virá de forma intrínseca, como quase tudo que permeia o ser humano: de dentro para fora.”

Buscando o de dentro para fora conseguimos exercitar o SER dentro do contexto profissional. Em roda de conversa com um executivo de mercado ele me comentou que queria sair para empreender novamente visto que a busca constantemente pelo numero, pelo EBITDA estava deixando-o cansado.

Ele queria novamente começar de novo com as pessoas para construir algo que tivesse sentido para ele novamente, celebrando as pequenas conquistas dos primeiros clientes e do frio da barriga para investir em algo bem maior depois de fechar pequenos contratos.

O empreender é uma vida de grande inovação de si mesmo baseada no controle da intensa emoção que aflora em cada decisão, derrota e conquista.  A emoção da incerteza, a emoção de sentir valores mais perenes da confiança, da integridade, a emoção de vivenciar com as pessoas o mesmo tesão de fazer acontecer algo impossível.

Enfim, a emoção de viver intensamente o sentido da vida da realização com e através das pessoas, na troca e na comunhão do realizar pequenas e grandes conquistas.  Empreender é exercitar o SER no contexto corporativo. No exercício do profissional temos a imutável regra do ganho financeiro para o sustento próprio e no empreender o risco, a beleza do aprendizado pessoal, do auto conhecimento quebrando algumas cicatrizes que desenvolvemos durante toda a vida.  É voltar a ser criança com a criatividade inata e a alegria de aprender sempre.

Afinal somos seres vivos e somos condicionados. Sair deste condicionamento é inovar e empreender é descobrir outras possibilidades desta própria inovação. Este inovar de si mesmo traz aquela importante sensibilidade do contexto que o Bernardo comentou no último post, “conversar com o cliente, é preciso entender o trabalho que seu produto está realizando para ele, qual problema ele está resolvendo. Este processo se dá pela conversa, pela visita, pela simples observação do seu cotidiano, pela empatia.”

Empatia é sentir o que o outro sente, é buscar uma  crítica mais humana do contexto e criar inúmeras possibilidades para a inovação, ou pelo menos um grande prazer de sentir a vida.  A felicidade, assim, é contínua no aprender de si. Podemos não ter o ganho financeiro, mas com certeza tivemos o ganho pessoal de viver a emoção. É como sentir a emoção em um grande estádio de futebol sendo este a própria empresa.

Como estimular este empreendedorismo na empresa? Dando autonomia para as pessoas correrem mais risco! Faz dois meses que participamos de uma RFP (Request For Proposal) de uma grande empresa e tínhamos um curto espaço de tempo para responder. O pessoal da área de inteligência analítica decidiu que no feriado eles iriam fazer um score de fraude e crédito para fazer algo inovador para a RFP. Eles correram e conseguiram fazer.  Com este empreendedorismo conseguimos vencer a RFP e ganhar de grandes empresas que não se mobilizaram com algo novo. Foi muito emocionante  vencer aquele desafio visto que era também algo fora do nosso core business.

Outra conversa também nesta semana me levou a pensar em inovação. Em algumas  corporações temos a busca pelo poder muito forte entre diretores. Esta busca sempre é de fora para dentro e aí a grande dificuldade de inovar. O poder intimida, não gera um feedback honesto, é repressor, é a disciplina do pai que emburrece a criatividade da criança, não tem diálogo, é autoritário, não acolhe, não deixa a vontade fluir, enfim nada propício para a inovação.

Por isso, estas corporações buscam a inovação em outras empresas, por isso também a grande busca das pessoas para trabalhar em uma Startup. Outro dia uma profissional graduada em Stanford declinou uma vaga nossa, pois ela queria sentir a emoção, os riscos de uma Startup. Ela queria um sentido maior para a sua vida. Olha que a gente, a ClearSale, está em segmento de contínua emoção, inovação, pois eles, os fraudadores não param nunca! Uma ideia para inovar em ambientes como este é ser ousado e fazer algo bem diferente para estas pessoas autoritárias, que geralmente são mais frias e sisudas.

Chegue um dia no trabalho e dê um  abraço bem forte no seu chefe e lhe diga: Hoje eu estou INOVANDO! Veja o que acontece. Se você perder o emprego pela ousadia, tudo bem.  Este ato pode te render um emprego mais inovador e com certeza uma grande história para contar na próxima entrevista. Se você continuar com o emprego pelo menos você pode sentir um pouco a emoção que se tem quando empreendemos algo diferente e estamos abertos para exercitar o SER dentro do contexto corporativo.

Enfim, a inovação flui mais facilmente onde  o empreendedorismo é estimulado e busca realmente valorizar e aprender com as pessoas em um contexto de líderes que inspiram, que acolhem e não chefes que querem o poder, o resultado a qualquer custo.  Não é preciso muito para empreender, basta falar, trocar com as pessoas ideias honestas que realmente façam uma grande diferença nas próprias pessoas. Vamos inovar!! Comece com um grande e carinhoso abraço no seu “chefe”.  Isto é emoção pura!

Uma empresa inovadora requer um ambiente propício

15 de julho de 2013

Ser diferente é o grande desafio de uma empresa


Inovação é um grande desafio de qualquer empresa. Hoje trago o texto do meu sócio Bernardo Lustosa que participou neste primeiro semestre do EIP, Endeavor Innovation Program. Agradeço muito à Endeavor pela parceria na construção do sonho grande. Agradeço também à FINEP e ao Ministério da Ciência e da Tecnologia pelo apoio financeiro a este projeto. A seguir o texto do Bernardo sobre cultura de inovação:

Toda criança é criativa. Há quem conteste esta ideia, mas a maioria dos estudiosos em educação defende que as crianças têm a criatividade inata e o contexto em que ela cresce pode fazer com que parte desta criatividade seja suprimida ou atrofiada. Um ambiente familiar de medo e de punição certamente fará com que a criança ouse menos e assim a criatividade se esvaece.  Como é na nossa empresa?

Todos os estudiosos de inovação defendem que uma das condições impeditivas para a fluidez da inovação numa empresa é uma cultura empresarial de medo, punição ou de exposição do colaborador que comete alguma falha. A inovação só floresce num ambiente de segurança psicológica. Há ainda uma série de outros fatores, a inovação é como uma espécie rara que só pode emergir naturalmente, diante de uma intersecção de variáveis do ambiente.

“Uma boa ideia é legal, mas uma ótima ideia é a que vem do cliente”. Esta frase explica outra precondição para a existência da inovação na empresa. Toda boa ideia é válida e deve ser celebrada. Entretanto, uma ideia relevante é a que nasce através do contato com o cliente, pois será útil para resolver algum(ns) de seu(s) problema(s), mesmo para o contato com o cliente há ciência. Se sempre perguntássemos para o cliente o que ele quer, jamais teríamos visto o iPad ou o Google Glass. Mais do que conversar com o cliente, é preciso entender o trabalho que seu produto está realizando para ele, qual problema ele está resolvendo. Este processo se dá pela conversa, pela visita, pela simples observação do seu cotidiano, pela empatia.

Para se ter uma empresa inovadora é necessário um ambiente propício, e este ambiente passa pela livre troca de informações, pelo feedback honesto e pela celebração de erros. Incubadoras de startups do vale do silício reúnem vários empreendedores num lugar comum de trabalho e criam um ambiente onde todos apresentam seus protótipos para que os demais criadores deem seus feedbacks. A troca de informação é desejada, solicitada e honesta. Há muito que se evoluir neste aspecto no Brasil. Até mesmo os erros devem ser celebrados, desde que tenham sido corretamente implementados e tenham gerado aprendizados.

Se você pensar na última ideia que teve, deve se lembrar que foi referente à um tema que permeava seu pensamento há alguns dias. Alguns exemplos: Como ajudar o meu filho na escola? Como vencer uma fase do jogo em que estou entretido? Como melhorar o consumo de energia de casa? Fato é que todos somos criativos naquilo em que passamos muito tempo pensando, naquilo que nos incomoda ou tem nos tirado o sono, naquilo que desejamos. Quanto mais algo está presente em pensamentos, mais e melhores ideias teremos. Com quantas mais pessoas conversarmos a respeito, mais as ideias aperfeiçoarão. A necessidade de inovar nasce da necessidade de resolvermos algum problema e precisamos querer resolvê-lo. Formas extrínsecas de estímulo à inovação já foram testadas e falharam. Crie um ambiente propício e a inovação virá de forma intrínseca, como quase tudo que permeia o ser humano: de dentro para fora.

Obrigado Bernardo por compartilhar esta lição inovadora!

 

Como “disciplinar” o espírito empreendedor e priorizar o que realmente trará mais lucro?

8 de julho de 2013

Pedro e o modelo de gestão de portfólio da ClearSale


No início da vida empreendedora, fazemos tudo com muita destreza para conseguirmos os resultados mesmo em situações adversas, e ao crescer precisamos ganhar outras competências para “disciplinar” o espírito empreendedor e priorizar o que realmente trará mais EBITDA; já que as ações dependem de mais dinheiro e pessoas em um contexto bem maior.

É mais fácil ter um alinhamento estratégico e de trabalho quando precisamos sobreviver e faturar no final do mês para pagar as contas.  Sempre o velho dilema de inúmeras ideias e recursos limitados. Priorizar o que fazer e o que deixar de fazer é preciso! É o custo de oportunidade.

Para atender a esta nova necessidade, pedimos para o Gabriel Firer (projetos corporativos) criar um modelo de gestão de portfólio que visa quantificar os benefícios de cada iniciativa e selecioná-los.  O método de seleção de portfólio é importante para que a tomada de decisão seja feita levando em conta todos os pontos estratégicos da empresa. No final, as chances de respeitarmos os fatores limitantes de dinheiro e principalmente de pessoas específicas para o sucesso do projeto são muito maiores.

Depois de aplicado o método, as escolhas serão feitas como sempre são, subjetivamente, mas todos terão pensado nos aspectos que acreditamos ser os mais importantes e debatido os pontos de discórdia. Podemos falar que o processo em si é mais importante que a seleção que ele sugere.  Foi gratificante vivenciar a dinâmica do uso do modelo pelos diretores e perceber como trabalhar a subjetividade estratégica, além de exercitarmos a cultura de dentro para fora. Vamos então explicar este modelo que pode ser útil em qualquer tomada de decisão seja individualmente ou no coletivo.

O primeiro passo deste método é definir quais as dimensões estratégicas mais importantes na qualificação dos projetos. No caso da ClearSale definimos as seguintes dimensões estratégicas conforme organograma abaixo:

Organograma de benefícios estratégicos

O aspecto Financeiro leva em conta o retorno esperado, o potencial de reprodução da iniciativa ou a ampliação da mesma e a longevidade da aplicação da ideia.

A Satisfação Interna determina se há benefícios para os colaboradores da empresa, se o projeto implica em satisfação além do habitual e se está aderente e contribui com a cultura da empresa.

A Exequibilidade mensura a possibilidade de a implementação ocorrer com  sucesso e da iniciativa atingir seus objetivos. Desta maneira são considerados os riscos e dificuldades para executar a ideia, know-how da empresa, distribuição do conhecimento gerado, maturidade do objetivo, maturidade do escopo e barreiras diversas para execução da inovação.

A dimensão estratégica Base Instalada é referente a ganhos operacionais, competitivos, de relacionamento e aumento de eficiência em processos já existentes.

O segundo passo é ponderar cada um dos aspectos definidos anteriormente. Ele é feito dois a dois. Para nossa mente é difícil comparar muitas coisas ao mesmo tempo e assim compartimentamos as nossas comparações para que seja mais fácil. Um exemplo disto é na compra de um carro onde achamos que 500 reais a mais não é muito, mas continuamos a economizar no açúcar que compramos no supermercado, sendo que o dinheiro é o mesmo. Para quem se interessar tem um  curso grátis (em inglês) do Prof. Dan Ariely,  da Universidade de Duke aqui.

A partir dessas ponderações é calculado o peso de cada um deles conforme ilustração abaixo.

Ponderação de benefícios estratégicos

O terceiro é avaliar cada ideia de maneira subjetiva nos aspectos pré-estabelecidos, o que gerará um Score de contribuição às dimensões estratégicas.  Assim, com o compartilhamento do Score dos gestores para cada ideia consegue-se um alinhamento geral dos projetos a serem priorizados e principalmente dentro de um entendimento mais profundo da estratégia corporativa. Pode-se então escolher as ideias com maior Score respeitando limitações de recursos, caso seja necessário.  A avaliação de ideias é exemplificada a seguir.

Esta é uma maneira simples e muito efetiva de priorizar projetos, e idéias fantásticas, com a grande vantagem de um maior alinhamento das estratégias entre os líderes da empresa.   Quando montei a matriz com o Gabriel fiquei muito feliz, mas muito feliz pois clareou importantes pontos para mim mesmo. Para montar este método de gestão de portfólio, usou-se as seguintes referências: The Standard for Portfolio Management – PMI e o Analytic Hierarchy Process (AHP), um método desenvolvido por Thomas Saaty na década de 70 para ajudar nas decisões estratégicas do Departamento de Defesa Americano. Caso haja interesse poderemos compartilhar as planilhas dos exemplos acima.  Obrigado Gabriel!!

 

A arte de ir em frente sempre. Como pessoa e profissional

1 de julho de 2013

Pedro escreve sobre crescimento pessoal

A transparência inerente às redes sociais que inspirou as pessoas nos protestos nas ruas também afeta a dinâmica dentro da empresa, conforme falamos no último post.  Assim como as pessoas protestam como cidadãos, elas também explicitam o seu lado profissional.  Nesta nova dinâmica, os líderes devem cultivar ainda mais a cultura do diálogo e  principalmente uma maior disposição para o seu próprio aprendizado pessoal. Com o diálogo e a interação com o outro temos mais chances de nos perceber também como pessoa.

Mas qual é este aprendizado? Crescemos pessoalmente quando quebramos algum paradigma próprio,  aumentando a nossa própria percepção e a do entorno.   Crescimento no respeito para o contexto das pessoas, para a emoção que permeia as relações humanas e principalmente a vivencia de valores presentes na subjetividade de cada pessoa em seus diversos papeis na vida.  Enfim, aumentar a nossa sensibilidade do contexto.

Para discutir mais sobre este incrível tema do aprendizado pessoal, trago abaixo em destaque o texto de Mauro Back, meu líder e sempre inspirador chefe escoteiro, que é nosso diretor de TI e da gestão da UAH (ambiente formativo na ClearSale):

‘Todo profissional é uma pessoa e uma parte importante da pessoa é o profissional. Dada esta verdade, na Clearsale adotamos a tese de que a pessoa não deve abandonar seu lado pessoal quando entra na empresa, mas deve, dentro deste ambiente, viver seu lado pessoal de forma simbiótica para si e para a empresa.

Diante do exposto, é natural que no processo formativo das pessoas se discuta não só o crescimento profissional, mas também o pessoal.

A ideia que me vem quando penso que em crescimento pessoal é que ele é um “crescimento para mim”. Embora isto possa parecer um tanto egoísta, deixa de sê-lo quando assumimos que voltar-se “para o outro” é fundamental para desenvolver o “para mim”.

Tradicionalmente, sempre que se pensa em educação, e no nosso caso educação corporativa de adultos, os “currículos” centram-se no saber. Nas escolas e faculdades, o currículo é uma sucessão fixa de disciplinas com ementas definidas que essencialmente concentram-se na aquisição de conhecimentos e habilidades. O foco é saber algo, como saber matemática, ou saber fazer algo, como saber programar um computador ou saber tocar um piano.

Ocorre que o desenvolvimento pessoal é muito pobre quando se centra apenas no saber. Na Clearsale definimos então “5 Ss” para dar integralidade ao crescimento das pessoas. Os três primeiros “Ss” abrangem subjetividade (capacidade de perceber a si mesmo e superar comportamentos condicionados), sensibilidade (capacidade de perceber os outros em profundidade e também os fatos e todas as coisas) e sociabilidade (capacidade de conviver harmonicamente e contribuir para grupos de pessoas de todas as dimensões). A arte é um componente forte de desenvolvimento da sensibilidade e quem toca um instrumento musical sabe que o saber tocar não é suficiente, mas que a verdadeira emoção da música vem da sensibilidade que acompanha a execução.

O quinto S é o meu favorito; sabor, a capacidade de ser feliz e que também é algo que se pode desenvolver, focando primeiro nas alegrias do dia a dia, mas também na felicidade conquistada pela realização de objetivos pessoais de mais longo prazo.

Todos os “Ss” contribuem com o desenvolvimento pessoal, mas o exercício da profissão tem realmente uma ligação profunda com o saber. Entretanto é fato sabido que muitas vezes as pessoas perdem os empregos não por falta de saber, mas por aspectos comportamentais. Desta forma fica evidente que com o desenvolvimento pessoal a empresa também tem muito a ganhar e que o desenvolvimento profissional, onde o ganho da empresa é mais evidente, também é desenvolvimento pessoal, porque também é “para mim”. Particularmente, como exemplo, são mais evidentes estas afirmações quando olhamos mais profundamente para um processo de desenvolvimento de líderes.

Posto isto, passo a relatar uma experiência pessoal onde poderia ser dito que “tudo conspirou para meu próprio desenvolvimento”, não fora eu uma pessoa com tendência para atribuir tais fenômenos sempre ao acaso.
Quando entrei na Clearsale fiz uma dinâmica, com a Dra. Cecília Warschauer, denominada “brasão”, onde expressei esteticamente e simbolicamente uma série de questões sobre mim mesmo. Neste brasão apontei como ponto forte minha capacidade de liderança e formação de times. Em contrapartida, paradoxalmente, em outra parte do brasão apontei como ponto fraco minha capacidade de desenvolver as pessoas do time.

Esta era uma deficiência que sentia de longa data. Nas empresas onde passei, deixei-me afogar pelas urgências e sempre me sentia recorrentemente angustiado com falta de tempo para o importante.

Por outro lado desenvolvi verdadeira ojeriza por reuniões, de tal forma minha experiência imposta com reuniões inúteis me traumatizou. Desta forma, para conseguir realmente produzir, criei uma estratégia modificando minha sala de trabalho, eliminando as famigeradas mesa e cadeira de gerente ou diretor e transformando a sala numa sala de reuniões, sem nenhuma reunião recorrente, mas com dezenas de microrreuniões, convocadas na hora, com as pessoas pertinentes para resolver o problema do momento.

Entrando na Clearsale repliquei este modelo, que realmente tem virtudes, mas não soluciona tudo, e encontrei estabelecida a metodologia de Roda & Registro da Dra. Cecilia, como alicerce no desenvolvimento das pessoas. Se uma roda não é uma simples reunião, com certeza implica em reunir as pessoas e isto vinha contra meu “uso e costume”. Por outro lado, não reunir é realmente absurdo se pesarmos que queremos desenvolver equipes e pessoas.

Unindo tudo isto, enfrentei minha antiga angustia e instituí o dia do importante. O dia para acompanhar meus gerentes e especialistas, suas metas e seu desenvolvimento. O dia para ser um líder de verdade, focando as funções mais nobres do líder, o resultado e desenvolvimento das pessoas. Neste dia passei a fazer a roda com meus gerentes e especialistas e começamos por refletir o tipo de líderes que queríamos para a TI da empresa, as habilidades que este líder tem de ter, um diagnóstico do nosso time no sentido comportamental e também técnico, uma estratégia para aumentar a sinergia na TI, o plano de desenvolvimento individual de cada líder e assim por diante.

Pude aprender, na prática, que as rodas podem e devem se encadear como um corrente crescente de crescimento pessoal e do time.

Paralelamente, em uma roda dos sócios da empresa, com mais alguns diretores, passamos a aprofundar a habilidade de gestão do tempo, com base na nossa experiência compartilhada e também com base em saberes disponíveis no mercado. Isto reforçou minha certeza da importância de ter o dia do importante ou o tempo reservado para o importante.

Por fim, tendo aquele brasão esquecido, mas guardado com carinho no armário, certo dia emprestei minha sala para a Cecilia fazer a dinâmica do brasão com duas pessoas da minha equipe. Normalmente eu deveria sair, porque sempre algo de muito pessoal sai da dinâmica, mas as pessoas disseram que eu ficasse, porque havia espaço para eu trabalhar num ponta da mesa enquanto eles faziam a dinâmica e também, com certeza, porque confiam em mim.

Prometi então, no final, mostrar o meu brasão esquecido e quando o fiz, vi que tudo estava lá, a angústia original e o problema, que penso já evolui na solução, tanto na prática, quanto dentro de mim, o que com certeza é o mais difícil.’

Obrigado Mauro! Linda a teoria e principalmente o exemplo do teu crescimento pessoal! E assim em rodas e registros acolhendo as pessoas com  transparência buscamos um ambiente auto formativo que traga além da felicidade pessoal um grande ganho profissional. Vamos em frente sempre!

A revolução das ruas ensina o poder da transparência digital

24 de junho de 2013

Pedro também analisa os protestos

O que a revolução das ruas tem a ver com a minha empresa? O aprendizado sobre o poder da transparência nesta nova era digital! No post do dia 7 de janeiro (Quero tributos mais simples para investir no que faz a diferença!)  falamos justamente das redes sociais e o grande impacto que temos para fazer grandes mudanças através da internet.

O manifesto, a insatisfação, a indignação seja pessoal, profissional ou política estão na via digital. Cada comentário, curtir, e compartilhamento  vão enchendo o copo até aquela pequena gota de R$ 0,20 transbordar a água.  Então temos milhares de pessoas na rua e os líderes políticos não entendendo nada.  Na noite mais violenta de São Paulo, temos no twitter a seguinte frase: “@GeraldoAlckmin Parabéns a toda a população de Guaratinguetá pelos 383 anos da cidade. Boa noite a todos!”. Falta de sintonia e entendimento total com as redes sociais. Vejamos algumas estatísticas:

Quais das seguintes redes sociais você usa?

 

Números do Facebook em 2013: 1.1B+ usuários ativos globalmente….68% em celulares…60% se conectam diariamente….com 200 amigos em média…com 350 milhões de fotos carregadas diariamente.

 

% de respondentes indicando que eles compartilham “tudo” ou quase tudo online.

 

Nesta arte, a fonte é: IPSOS OTX. Pesquisa publicada em Maio de 2013, dados de uma pesquisa de 12mil pessoas em 24 países. Dados    da pergunta: Descreva quanto você compartilha na rede (incluindo status, sentimentos, fotos, vídeos, links, etc)
Este último gráfico demonstra uma transparência nunca vista em um mundo com tantas incertezas.  É impossível se esconder – a verdade pode ser uma foto ou vídeo e principalmente agora onde o meio é o próprio celular que registra e compartilha o momento na hora.  O tráfico de celulares como porcentagem global de tráfico de internet cresce 1,5x por ano e está escalonando (StatCounter Global 5/13).   Estatísticas retiradas da apresentação da KPCB.

Com tanta transparência é preciso evitar o autoritarismo que impede o diálogo e a troca tão importante para os conflitos e dilemas, sejam eles corporativos ou coletivos.  Mesmo num movimento tão lindo como o das ruas, tivemos uma ponta de desrespeito pela liberdade alheia ao queimar a bandeira de partidos políticos no evento.

Não podemos de repente tirar a presidente, pois ela foi eleita por nós e precisamos fazer as mudanças no sistema pelo sistema atual. Por isso o diálogo! O aprendizado da transparência muda muito a percepção das pessoas e conversar, ouvir, respeitar é um caminho sólido para uma mudança estruturada, permanente e sem violência. Praticamos a transparência no nosso dia a dia na ClearSale, pois o nosso motivo de ser é evitar a fraude e assim não podemos ter nenhum tipo de atalho.

Tivemos uma crise com um cliente nosso e com isto paramos toda a empresa para falar do problema em detalhes e que precisaríamos de um esforço extra de todos. Depois de um mês fizemos outro comunicado dizendo que tínhamos perdido aquele cliente. Nesta mensagem direta do que realmente é, do que acontece, dos erros cometidos cria-se uma grande oportunidade para vivência da confiança, tão importante nesta rapidez da rede social na “rádio do elevador”.

O que tiramos para o mundo corporativo então? Finalizo por aqui e deixo abaixo o texto da Dra. Cecilia Warschauer que tanto nos ajuda dentro da empresa para construir um ambiente onde a transparência  é nossa condição sine qua non de sobrevivência. Ela idealizou o método (Roda & Registro) que sustenta esse ambiente de formação humana dentro da empresa chamado UAH: Temos, todos, o desejo e a necessidade de FALAR, mas que depende de uma ESCUTA, difícil, daquilo que não se quer ouvir, seja no âmbito doméstico, entre marido e mulher, seja no ambiente de trabalho, permeado pela pressão por resultados e relações de poder, quanto na sociedade mais ampla, como vemos ocorrendo na cidade de São Paulo e em outras capitais.

Não ter espaço para falar – e ser ouvido- é algo que não pode durar para sempre, pois uma hora explode, se não em violência, em greve branca, quando continuamos o trabalho, mas sem a energia que este requer para ter algum resultado. É o que vemos nesses vários âmbitos da vida humana.

Na Clearsale, com todas as dificuldades que um ambiente corporativo apresenta (como a necessidade de fortes resultados em curto prazo, relações hierárquicas envolvidas, falta de tempo e até de salas) lutamos por construir e manter espaços e a abertura para as conversas. Que muitas vezes são incômodas, pois se referem a críticas inesperadas, porque fruto de outros pontos de vista diferentes, sentimentos e emoções diferentes nos nossos. É uma busca diária para aprender a ouvir as vozes dissonantes.

É a construção de uma CULTURA do diálogo. Que desafio!

Foi de grande emoção acompanhar a passeata pacífica na Av.Paulista na última terça-feira. Diria, um T! acompanhar um mar de gente em busca de um Brasil melhor, com diferentes enfoques, grupos carregando faixas por diferentes causas, com vozes dissonantes no meio, mas unidos para reivindicar em, e pela, PAZ. Emoção em ver o poder de organização de uma multidão que se observa e, em silêncio, constrói uma onda: as pessoas vão se sentando, indicando pelo exemplo, umas às outras, para também se sentarem e, depois, se levantarem coordenadamente, formando uma onda humana.

Lutar pelo diálogo pode parecer (e ser) algo agressivo, mas é o resultado quando não se tem espaço para falar e ser ouvido no dia-a-dia. Saber falar é um aprendizado diário. Assim como o saber ouvir!
Reinventar o Brasil, os ambientes de trabalho e da vida doméstica com uma cultura do diálogo, permeada sempre por contradições e conflitos, pode ser um sonho. Mas, acredito, um sonho possível se mantivermos a marcha. Por isso tentamos ter, como rotina, as Rodas para olhar-se de dentro e de fora, pelos olhos dos outros. Pode ser duro às vezes! Mas é belo, e precioso, sempre!

Obrigado Cecília pela contribuição ao nosso blog! Viva a transparência e use o diálogo para construir algo muito forte para você e para a sua empresa nesta nova era da via digital!  Rumo à república digital, dos poderes executivo, judiciário e legislativo independentes e a via digital do termômetro do povo para tudo aquilo que seja fora de seu interesse.

Você sabe mesmo liderar um time, uma empresa?

17 de junho de 2013

Pedro fala sobre como liderar

Todos somos líderes! O líder “tem que ser primeiro líder de si próprio e isso vem de dentro”. Ser líder é um aprendizado contínuo de si através da sensibilidade da transformação do outro. É saber o talento do outro e assim usá-lo nas horas certas para estimular principalmente a auto liderança.

Em setembro de 2011, convidei a Iris Lo Buono, responsável por T&D comercial, para compilar numa brochura as melhores histórias do nosso jornal interno e publicar para o Natal como um reconhecimento aos funcionários e clientes.

O estímulo estava lançado!

Foi aí, que no dia seguinte, ela me disse que iria além, iria escrever o primeiro livro da empresa. Estava na mão dela fazer ou não. Em 43 dias o livro estava pronto. Ela era responsável pela área de comunicação, mas diagramar um livro inteiro é outro desafio.

Mas eu sabia que ela gostava de escrever e aquele trabalho naquele momento lhe faria muito bem! Foi lindo ver a transformação dela.  Veja dentro da tua empresa, dos teus colaboradores se existe algo para desafiá-los além do trabalho, algo que lhe dê muito prazer e veja a transformação.

Sempre traz algo de muito bom para a empresa mesmo se for algo não diretamente ligado ao trabalho da pessoa.  Esse livro trouxe e ainda traz alguns importantes prospects para a empresa. Esse exemplo, “de dar um pepino e a pessoa  encarar como um delicioso desafio”, ilustra como podemos usar vários estímulos para treinar a liderança, mas existe uma habilidade crucial para o líder que é a comunicação.

É através dela que se delega e principalmente se inspira para o prazer do trabalho bem feito. Quando nos comunicamos transmitimos uma mensagem e muitas vezes esquecemos que ela sempre, sempre vem carregada com emoção.  Então, o primeiro “treino” é estar muito atento às emoções transmitidas ao passar uma mensagem.

A emoção é muito sutil e é sempre a primeira a ser percebida, mesmo antes da razão, e assim o jeito e a carga emotiva na mensagem, com certeza, pesam muito mais do que  foi propriamente dito.  A sensibilidade do contexto então é um aprendizado muito importante para qualquer pessoa no papel de líder ao comunicar-se.

Sensibilidade para sentir a emoção do outro e assim ser mais preciso ao transmitir a mensagem.  É transmitir uma mensagem objetiva com a emoção necessária para aquela mensagem e que se encaixe na emoção do receptor. Com certeza a mensagem será mais bem “sentida” quando recebida e com certeza melhor entendida.

Comunicar-se de forma efetiva e afetiva é uma importante habilidade na liderança.  Mesmo que você não esteja no papel de delegar algo faça um exercício: fale alguma coisa séria com alegria e sorrindo para alguém e veja a confusão que dá. Viu? Isso acontece o tempo todo com diversas emoções e passa diversos sentimentos. Quantas vezes uma pessoa fala algo bom, mas o jeito, a emoção embarcada faz com que as pessoas recebam aquilo como algo negativo.

O jeito de falar transmite emoção e esta é a primeira impressão que fica.  Enfim, liderar é uma delícia de aventura de aprendizados de si mesmo e se estamos atentos ao momento do outro como pessoa, lançando desafios criativos para estimular a auto liderança os resultados aparecem, mesmo que sejam no âmbito pessoal e que no longo prazo contagiam também o profissional. E ao desafiar o fazemos através de uma mensagem efetiva afetivamente teremos uma liderança transformadora por líderes que inspiram.

O empreendedor não consegue comprar a confiança

10 de junho de 2013

A liderança pressupõe confiança

Ter gente comprometida, engajada, inspirada e feliz na equipe é um sonho de qualquer gestor. Será que as ações descritas abaixo ajudariam neste sonho de equipe?

1 – Minhas ações no dia a dia refletem valores que geram confiança?
- Falo em respeito pelas pessoas, mas ao dar um feedback faço-o em público.

2 – Sou coerente e consistente no agir com as pessoas inclusive nos detalhes?
- Para o subordinado digo “oi” e para o superior abro o maior sorriso “BOM DIA”.

3 – Em tarefas menores e situações especiais dou exemplo e/ou faço junto?
- O banheiro estava sujo e na minha saída não ajudei para deixa-lo melhor.

4 – Dou autonomia e liberdade para as pessoas exercitarem a sua responsabilidade?
- Passo uma tarefa sem ao menos pergunta a opinião da pessoa que irá executar.

5 – Compartilho os meus erros e estimulando o risco e a criatividade?
- Quando algo dá errado eu culpo o outro e fico achando desculpas e reclamando.

6 – Sou cuidadoso com a emoção das pessoas acolhendo-as quando necessário?
- A pessoa teve um problema de saúde com o filho e quero que ele ainda trabalhe.

7 – Vejo como o talento e a subjetividade das pessoas podem ser mais bem usados?
- Numa reunião com pessoas muito críticas fico atento à reação dos mais tímidos

8 – Compartilho a construção da estratégica com os executores desde o início?
- Quando vai mostrar algo pela primeira vez e escuta: Que loucura é esta?

Estas pequenas ações no dia a dia ao longo de um período fazem uma grande diferença nas pessoas e na construção de uma cultura de autoridade baseada na liderança e não na chefia. Ser líder é inspirar para que as pessoas de dentro para fora exercitem o seu talento, façam as suas atividades com tesão e realização.

Para isto acontecer é necessário ter um laço de confiança forte e esta somente se constrói ao longo do tempo e principalmente nos pequenos detalhes. Não consigo comprar ou vender a confiança, somente consigo construí-la através da vivência com os meus pares.

É um valor humano e não profissional. Sendo assim, o bom líder inspira os liderados pela gestão baseada em valores (justiça, coragem, transparência, ética – fazer certo, humildade) que são vivenciados no dia a dia. Todos têm desafios, ser uma pessoa de valor, humilde, que saiba ouvir e justa, são características mais básicas para qualquer líder.

Enfim, um líder tem que gerar confiança e esta vem de dentro das pessoas. Antes da razão está a emoção que sempre toca, aprender humildemente com os erros no fazer certo, aprender trocando ao sentir e entender o outro e ver o que realmente faz sentido para as pessoas, no aprender crescendo melhorando cada vez mais a sensibilidade de si e a do contexto e finalmente ter o prazer de realizar algo que melhore o todo refletido no ganho financeiro.

Ser líder é abrir a cabeça das pessoas para o grande ganho que temos ao viver intensamente a nossa humanidade e nesta ação perceber um novo mundo e assim transformá-lo para melhor seja qual for o contexto. Todos somos líderes! O líder “tem que ser primeiro líder de si próprio e isto vem de dentro”. Neste espírito a probabilidade de termos uma competitiva equipe mais engajada irradiando alegria e felicidade é muito maior! Viva a liderança!

A Polaroid, Kodak, Nokia e a sua pequena empresa estão em guerra!

3 de junho de 2013

O que você faz para inovar?

Gota a gota o copo vai se enchendo até que em certo momento não sabemos mais qual a gota que fez o copo transbordar.  E quando transborda temos que sair correndo para saber o que aconteceu.  Neste momento pode ser tarde demais para corrigir.

A Polaroid, Kodak, Motorola e Nokia são exemplos de empresas que sofreram com este gotejamento do avanço tecnológico e agora procuram um novo horizonte. A inovação atropela grandes empresas e pequenas também e aí reside a delícia desta nossa era digital: temos que ficar muito espertos e aguçar o nosso senso de urgência. Senso de urgência para mudar rapidamente o caminho planejado, para  direcionar todo o time para algo que realmente vá “secar”  a água derramada.  É guerra, a gota não espera!

Trabalhamos, na ClearSale, com a terceira mais antiga profissão do mundo, a fraude, e  compartilho aqui nosso senso de urgência para deter a contínua tentativa de burlar o sistema. Apesar de muita tecnologia  nesta era digital, ela é hoje, o principal motivo de grandes perdas pela possibilidade da automação do processo de tentativa de fraude e facilidade de roubo de informações.

Perfil do comportamento de compra em uma grande massa de dados compartilhada com a sensibilidade do escutar o outro na autenticação são processos muito efetivos para barrar a fraude, mas mesmo assim, às vezes, a água transborda.  No menor sinal de transbordo iniciamos um processo intenso de análise de dados e, conforme a situação, uma ação de guerra.

Pare e pense agora em uma situação de guerra.  Imagine bombas caindo e o inimigo atacando 24 horas sem parar, pessoas feridas correndo, a qualquer momento tudo pode acabar! Sentiu uma necessidade de agir rapidamente e fazer algo? É este o sentimento de urgência que precisamos para inovar, fazer diferente, sair da inércia.  Ele estimula a criatividade, a inovação.

Temos a sorte na ClearSale de viver esse contexto de guerra e assim obrigatoriamente sempre estamos inovando. Recentemente tivemos que agir rapidamente novamente. Então, paramos a empresa inteira nas nossas reuniões semanais de T!erça-feira (momento para trabalhar a pessoa dentro do profissional) para falar que das 400 empresas que gerimos o risco, quatro estavam com tendência de crescimento no índice de fraude. Envolvemos todos da empresa e foi fantástico ver a quantidade de ideias que surgiram. Melhor ainda foi viver o senso de urgência na prática e disseminar ainda mais o entendimento sobre o nosso negócio.

O que eu levo para a minha empresa deste exemplo? Eu não trabalho com fraudes! Se pararmos para pensar, todos nós precisamos de um estado de guerra, de um descongelamento interno de nossa inércia para fazer algo diferente agora para mudar o futuro.  Veja o quanto de empreendedorismo que existe em Israel, o país das Startups. Lá, as pessoas já nascem literalmente nesse estado de guerra.  Esse ‘sangue nos olhos’ vale para qualquer área, pessoal e profissional. Como anda a minha saúde? Será que a bomba do colesterol não vai detonar uma guerra logo?

Será que o pipeline  de vendas é o suficiente para  atingir a meta do final de ano? Será que nos processos internos não poderia usar um pouco da avalanche tecnológica? E a mobilidade?  Esta vai mudar, e já mudou, muita coisa brevemente. Enfim, às vezes é muito saudável, mas muito saudável sentir este estado de guerra. Senso de urgência! Reúna o teu time e grite alto: Estamos em guerra!