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Blog do Empreendedor
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Adriane e as dificuldades de começar uma empresa no Brasil

8 de agosto de 2013

Entre os blogueiros, a empresária Adriane Silveira era a mais novata. Ela compartilhou as dificuldades de começar uma empresa no Brasil e conquistar a confiança dos clientes. Depois de fazer carreira como dona de agência de recursos humanos, Adriane resolveu estudar veterinária e montou uma espécie de agência de babás para cachorros, a Nanny Dog.

Separamos quatro posts para relembrar a participação da empresária.

Defina o que você vai fazer e o que não vai. Não tente abraçar o mundo
No post, Adriane fala sobre planejamento nos negócios e que eventualmente recebe pedidos para atender gatos.

Seis dicas para quem deseja empreender no segmento pet
Dentro de um mercado em crescimento, Adriane dá dicas para novos empresários.

Qual impressão você deixa no cliente? Alegria, tristeza, satisfação?
Adriane fala sobre crescimento da empresa e desafios.

O Simples Nacional não é mesmo nada simples
Adriane e as dificuldades do sistema tributário brasileiro.

 

Quem manda dentro de sua casa: você ou seu pet?

20 de junho de 2013

Adriane fala sobre a dependência das pessoas com os animais de estimação


É indiscutível que a vida acompanhada de um pet é sempre mais alegre e divertida. Eu sempre falo de cães porque até hoje só tive cães. E também porque só trabalho com eles. Optei por isso.

Assunto recorrente em nosso dia-a-dia, a dependência dos pets pode não ser saudável. Muitas vezes, inclusive, pode até atrapalhar a vida social de algumas pessoas.

Quando se decide ter um animal, temos que lembrar que além da felicidade e da leveza que eles trazem ao nosso convívio existe também uma responsabilidade muito grande em manter esse animalzinho bem tratado e feliz.

Tornar-se um escravo dessa relação não fará bem a nenhuma das partes. Muitas vezes animais mimados e super protegidos são escandalosos, inseguros e não convivem bem com outras pessoas.

Por outro lado, o dono do animal fica dominado e até por inexperiência faz tudo que seu animal quer. Deixa de sair para seu cachorrinho não ficar só. Não viaja porque acha que ninguém vai cuidar dele como ele merece ou mesmo que o cachorrinho não vai aguentar sua ausência.

Nesse momento é importante rever seus conceitos. Essa relação, como qualquer outra, necessita de um equilíbrio para ser harmoniosa. Se você não consegue levar sua rotina como estava acostumado, algo está errado. Procure ajuda! Sempre tem uma solução.

Algumas vezes uma simples mudança de atitude já deixa tudo mais fácil!

Um dia de cão!

23 de maio de 2013

Adriane comenta o que seria um dia de cão feliz


Tenho falado bastante sobre o nosso dia a dia atendendo nosso mais precioso cliente: os cães.

Hoje quero falar sobre eles. Tentar expor o ponto de vista deles dentro do que eu imagino ser a ótica canina!

Você tem um cachorrinho? Como é a vida dele? Um dia de cão (feliz) seria ele sair pra passear bem cedinho, logo ao amanhecer, curtir uma boa caminhada ou corrida no parque, de acordo com seu condicionamento físico é claro, com direito a água limpa e fresquinha para saciar sua sede. Pegar um solzinho também é muito importante para sua saúde.

Alguns deles têm o privilegio de ter uma babá só pra eles. Outros precisam compartilhar seu passeio com vários cachorrinhos.

De volta a sua casa, depois de descansar um pouco, ele deve receber uma comida de boa qualidade, pois lembre-se de que a base de sua alimentação é a ração, portanto, temos que oferecer um produto superior.

Podemos ainda incrementar essa refeição alternando com pedaços de tomate, cenoura ou abóbora, que são alimentos de baixa caloria e eles adoram. Podemos incluir também iogurte natural sem açúcar. Alem de fazer muito bem ainda faz um volume no pratinho! Você pode optar em usar um produto de cada vez.

Durante o dia eles costumam ficar mais calmos, tranquilos e satisfeitos. O ideal é que eles se alimentem de duas a quatro vezes ao dia. Vai depender da disponibilidade e da rotina dos proprietários. Você pode pegar a quantidade total de ração do dia e particionar entre as refeições. Isso faz bem para o metabolismo deles.

Quanto aos petiscos, que eles amam, fica a dica: se eles estão acima do peso, você não precisa cortar, apenas troque por coisas saudáveis como frutas e legumes. Para encerrar o dia, alguns ainda conseguem fazer mais um bom passeio. Aqueles que não conseguem certamente ganharão muito carinho com direito a muitas brincadeiras.

O que fazemos quando ocorre alguma emergência

7 de março de 2013

Adriane conta como teve que lidar com imprevistos com os cachorros


Em quase 17 meses de empresa tivemos duas ocorrências importantes. A primeira delas foi logo no primeiro dia de trabalho, mesmo. Fui atender um PUG filhote, de dois meses, tudo ia muito bem, até que ele ficou interessado por uma abelha que passeava por sua sacada e ganhou um beijo em seu lábio! Correria! Medo de ocorrer um choque anafilático (um tipo de reação alérgica) por ser um PUG e eles normalmente já apresentam dificuldade respiratória.

Dificilmente uma única abelha causaria essa reação, mas como tudo é possível, e era meu primeiro cliente deu um nervosismo. Eu não tinha nenhuma medicação comigo. Eu peguei o cachorrinho e saí correndo para a clínica de uma amiga, bem perto da casa dele. Nós chegamos rapidamente, ele foi medicado e tudo acabou bem!

Outra ocorrência aconteceu recentemente, na última semana. Um dos cães que atendemos torceu o “pé” na volta do seu passeio, quase chegando à sua casa. Ele teve que voltar carregado. Até aí tudo bem não fosse seu peso e tamanho: 50Kg. Chegando em casa ele não levantou mais. E para explicar ao proprietário? Missão difícil. Eles sempre vão achar que aconteceu algo que não queremos dizer e que nós podemos ser responsáveis.

Nesse caso específico esse cachorro já tem um histórico de problemas musculares e ósseo, comprovado por radiografia, o que facilita que ele tenha essas ocorrências. Na sexta-feira à tarde nós voltamos para vê-lo e levamos uma colega veterinária fisioterapeuta que fez todo exame físico e concluiu que era apenas uma torção.

Nós o medicamos e deixamos ele quietinho. No sábado eu voltei para vê-lo e medicá-lo também. Ele já está tentando ficar em pé, mas ainda não tem segurança para apoiar a patinha no chão. Na segunda-feira nós o ajudamos a dar alguns passos, trocamos ele de lugar e ainda demos um banho de mangueira para refrescá-lo.A melhora é gradativa. E nós ficamos na torcida para que ele se recupere logo e volte a passear todos os dias!

Cachorros e seus donos são muito parecidos! A arte de agradar dois clientes

28 de fevereiro de 2013

Adriane fala sobre como agradar donos e animais

Trabalhar com bichos é muito gratificante. Mas não podemos nos esquecer que temos sempre dois clientes para agradar: o cachorro e o seu dono.

Muitas vezes não é tarefa fácil.

Agradar o cachorro é sempre mais tranquilo. Conhecendo seu perfil, nós vamos fazendo o que ele gosta. Muitos adoram brincar de bolinha, são loucos por ela até. Outros preferem farejar tudo na rua, o tempo todo. Tem aqueles que adoram fazer “amizade” enquanto passeiam ,como se fossem bater um papo mesmo. Já outros não gostam nem de chegar perto.

Nós temos que respeitar o perfil de cada animal. Nós não podemos impor nada, mas ao mesmo tempo precisamos buscar melhorar o relacionamento deles com os demais animais – isso sem medo e devagar. Essa estratégia é muito parecida com a que pode ser aplicada com as pessoas.Aliás, os cães são realmente parecidos com seus donos.

Eu acho até o jeito de andar parecido. Muitas vezes, vejo semelhança física também! É muito divertido. O dono, por outro lado, fantasia tudo o que ele gostaria no cachorro – muito além do que o bicho realmente curte.

Tem coisas que eles dizem que o cachorro detesta, mas aos poucos vamos descobrindo que não é bem assim! Chegar ao cliente e receber o seu cachorrinho saltitante na porta é nosso melhor presente. Eles fazem muita festa. Essa é a resposta de que estamos fazendo tudo como devemos fazer.

Temos de saber lidar com a perda dos nossos cachorros queridos

21 de fevereiro de 2013

Não devemos condenar os bichos pela idade ou por alguma doença


Nós atendemos desde recém-nascidos até os bem velhinhos.

Não é novidade pra ninguém que os animais estão vivendo cada vez mais. E melhor.

Eu mesma tenho uma golden retriever de 14 anos, a Donna. Adotei há pouco mais de um ano. Ela está ótima.

Laura, uma das veterinárias da minha equipe, tinha uma cocker de 18 anos. Nos últimos dois anos ela não andava muito bem e infelizmente morreu nesta semana.

Minha irmã Gabriela tem uma cocker de 16 anos, a Angel.

Angel está cega de um olhinho, é cardiopata, hipertensa e tem o fígado gordo (esteatose hepática). Ela anda bem seletiva na alimentação. Não para um minuto dentro de casa o que agrava seu problema de artrose no cotovelo e joelhos. Hoje toma nove medicações por dia. Ela também já teve um câncer de mama há alguns anos.

Angel tem hoje um cardiologista, uma oftalmo e um oncologista. Tudo isso para garantir uma velhice com qualidade.

Os animais estão vivendo mais também em função do avanço da nossa medicina veterinária. Isso é muito bom. Temos muitos especialistas no mercado.

Precisamos garantir qualidade de vida aos nossos amigos de quatro patas.

Nós temos também que saber lidar com a partida deles. Saber quando parar o tratamento. Saber o limite. Temos que separar a ideia de fazer tudo por eles da ideia de não suportarmos sua partida. Não podemos ser egoístas. Ninguém é eterno. Nem mesmo eles. Somente em nossas lembranças. Precisamos saber parar e curtir o tempo que resta com a melhor qualidade possível. Sem culpa.

O texto do prof. dr. Tarso Felipe Teixeira – especialista em oncologia veterinária – gentilmente escrito para nosso site ilustra bem isso. Confira aqui.

Como os animais estão vivendo cada vez mais, acabam desenvolvendo algum tipo de câncer. Quando sai o diagnóstico alguns proprietários ouvem como uma sentença de morte. Nem sempre é assim. Existem muitos casos de sucesso, com tratamento cirúrgico e quimioterápico, podendo resultar em cura.

Nós não devemos condenar nossos bichinhos seja pela idade ou por alguma doença. Temos muito a aprender com isso. Eles nunca sabem que estão doentes ou velhinhos. Podemos continuar cuidando deles com todo carinho e amor. Eles certamente agradecem!

Qual impressão você deixa no cliente? Alegria, tristeza, satisfação?

31 de janeiro de 2013

Adriane fala sobre crescimento da empresa e desafios

Todo empreendedor deseja crescer e ganhar mercado, ter novos clientes, ficar conhecido por aquilo que faz.

Como fazer isso sem perder seus clientes antigos? Estou tentando achar a fórmula.

Quando comecei era apenas eu. Durante meses trabalhei sozinha. Fazia tudo. Atendia clientes, enviava propostas, pagamentos de contas…um sufoco. Até que não deu mais para tocar tudo sozinha. Agora tenho uma equipe. Pequena ainda. Estamos contratando mais gente.

Não pretendo parar de atender os clientes. Pelo contrário. Estarei sempre presente. Mesmo que em visitas esporádicas. Quero ver de perto como está nosso atendimento. Acho isso fundamental para o negócio dar certo. É o aprendizado constante, do dia a dia.

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O atendimento ao cliente tem de ser impecável. Isso é mais importante até do que o serviço em si, não tirando a importância que o serviço merece receber do empreendedor. Mostrar que está interessado em atender bem, em fazer o seu melhor, saber ouvir o cliente já um ótimo começo. O resto flui. Se você domina o que faz, melhor ainda. Temos que ouvir mais e falar menos. Devemos estar sempre prontos para atender e fazer o nosso melhor.

E você, qual impressão você deixa no seu cliente?