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Blog do Empreendedor
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O Jedi e o Empreendedor

18 de dezembro de 2017

Longa é a jornada do empreendedor. Difícil ela é, desistir você não deve.

Sou fascinado pela saga Star Wars, e desde criança tenho absorvido aprendizados e valores de vida nesses filmes, sendo assunto recorrente em casa e com as amizades, mesmo depois de tantos anos, e até já foi assunto meu de uma trilogia do Blog do Empreendedor, um par de anos atrás:

1.     Star Wars e o Surgimento do Empreendedor

2.     Star Wars e a Formação de Equipe

3.     Star Wars para Empreendedores – Manual de Uso

Como fã nerd, assisti a primeira sessão d’Os Últimos Jedi – muitas emoções, filme eletrizante -  e saí do cinema pensando em como esta fantasia estelar tem a capacidade de nos inspirar continuamente ao longo dos anos, no “uso da força” interior, com os aprendizados de Mestre Yoda (faça ou não faça, tentativa não há), e na busca de seguir seus sonhos e cumprir seu destino.

Duas lições d’Os Últimos Jedi:

- Junte um time de gente capaz. É recorrente nos filmes de Star Wars. Quando Rey aparece pela primeira vez no filme O Despertar da Força, ela estava sozinha num planeta perdido. Ao longo do filme ela vai se aliando a pessoas que formam um time leal e de características complementares, como BB8 e Finn. Assim como Luke fez no filme que lançou a série, formando o time clássico com a Princesa Leia, Han Solo, Chewbacca, R2D2 e C3PO.

- Encontre um mentor que possa te ajudar a chegar no próximo nível. A importância dos mentores em Star Wars é evidente, e no Os Últimos Jedi, quem finalmente assume a mentoria de Rey é o próprio Luke. Mesmo que os mentores que encontramos no dia a dia não sejam Jedi ou não tenham superpoderes, mesmo assim eles têm – no mínimo – 2 características: experiência (de vida e/ou de negócios) e vontade de passar o conhecimento adiante. Um mentor pode ajudar a entender os momentos difíceis e provocar a força interior.

Que a força esteja com você, empreendedor Jedi.

Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.brivan.primo@pastificioprimo.com.br

Na lanterna do empreendedorismo

11 de dezembro de 2017

Foi sem surpresa – mas com um bocado de decepção – que vi a posição brasileira no ranking mundial de empreendedorismo Global Entrepreneurship Index (GEI), divulgado dias atrás.

O Brasil mais uma vez apareceu na colocação 98, entre os 137 países estudados pela organização The Global Entrepreneurship and Development Institute (Gedi), com sede em Washington (EUA).

Não só estacionamos (a posição é a mesma do ano passado), como ficamos atrás de países como Namíbia (61), Sérvia (74), Jamaica (89), Gana (93), Bósnia e Herzegovina (95). O levantamento avalia 14 variáveis, como capital humano, competitividade, logística, telecomunicações, inovações de produtos, habilidade das startups e internacionalização.

Como bem lembra a Gedi ao apresentar os resultados do estudo anual, o empreendedorismo é um motor crucial para o crescimento econômico. “Sem empresários e empresários, haveria pouca inovação, pouco crescimento de produtividade e poucos empregos novos”. É o  óbvio dos óbvios, né? Mas parece que os nossos governantes ainda não entendem o verdadeiro valor do empreendedor, desperdiçando fortunas em grandes empresas em vez de olhar para os milhares de pequenas empresas que geram 48% dos empregos do Brasil e servem como um excelente e natural distribuidor de renda. O empreendedorismo não existe no vácuo: é preciso um ‘ecossistema’ mínimo, que envolve atitudes, recursos e infra-estrutura onde possamos desenvolver nosso trabalho.

E, neste sentido, não espanta que estejamos estacionados – e, pior, numa posição vergonhosa: confusão trabalhista, pesado sistema tributário, a instabilidade política, a falta de crédito, o excesso de leis e a burocracia, o Brasil não está sendo mesmo um ambiente amigável para empreender.

A consequência está aí: economia com pífio crescimento de 0,1% em um trimestre – como foi o último. E poderia ter sido muito pior. Alguém pode ajudar a mudar isso?

 
Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

Sorte ou azar? O imponderável nos negócios

24 de outubro de 2016

Uma estrada interditada fez com que um crítico renomado conhecesse o restaurante de Massimo Bottura, eleito neste ano o melhor chef do mundo

Eu me considero um cara bastante prático e objetivo, principalmente no que diz respeito ao mundo dos negócios. Por isso, demorei a admitir que existe um fator que pode ser decisivo no sucesso (ou insucesso) de um empreendimento: o que chamo de componente imponderável.

Ao longo dos últimos anos, várias situações me levaram a reconhecer que esta variável deve sempre ser levada em conta na hora de empreender, e com um certo “fair play”. Afinal, ganhar e perder fazem parte do jogo.  Sorte ou azar, diriam alguns.Já vi empresas que tinham tudo pra dar certo: uma ótima ideia, capital à vontade, plano de negócios impecável com missão e visão, e lideres talentosos em suas áreas de expertise… Mas, mesmo assim, não deram certo.

Na contramão, me deparei com negócios em que tudo apontaria para o fracasso e, no entanto, acabaram bombando – contrariando, às vezes, regras básicas dos negócios.É um fator angustiante, admito. Porque o imponderável pode se manifestar de várias formas: pode ser uma ideia genial que chega cedo demais – e encontra um mercado imaturo para entende-la – se chegasse um pouco depois, talvez fosse outra história. Ou pode ser a escolha do ponto equivocado, ou ainda, a cidade equivocada, para implementar o negócio. Ou uma campanha publicitária que é mal interpretada. Ou uma mega crise econômica, como a que estamos passando agora no Brasil. Pequenos detalhes.

Do lado oposto, pode-se dar a sorte de acidentalmente cair no gosto de uma celebridade, e isso fazer toda a diferença no marketing. Ou estar em um endereço que cai nas graças de uma tribo de clientes que passam a ser seus embaixadores espontâneos.

O mundo empresarial – e gastronômico – está cheio de histórias deste tipo, em que o acaso foi fator decisivo. Como a Osteria Francescana, do chef Massimo Bottura, eleito o melhor do mundo neste ano. O próprio Bottura costuma contar essa história: depois de anos de dificuldades e críticas negativas no início do seu negócio, o chef estava prestes a fechar o restaurante na cidadezinha de Modena, quando uma avaria na estrada fez com que um renomado crítico de gastronomia parasse para jantar em seu endereço, totalmente por acaso. E o resto é história.

As vezes a boa sorte brilha. É estar no lugar certo, na hora certa. Como diz aquela célebre frase: quando a sorte aparecer, quero que ela me encontre trabalhando.

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastificio Primo – escreve toda semana no Blog do Empreendedor. Quer fazer uma pergunta ou comentário? Receber uma dica? Escreva para ivan.primo@pastificioprimo.com.br