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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Likes, shares, memes e haters: Quando a felicidade é um Moleskine e um lápis B2

30 de setembro de 2016

Qual Moleskine levar para casa? Como é possível inovar tanto em algo tão simples como um caderno de anotações? Como conseguem criar o desejo no consumidor de levar mais itens do que realmente necessitamos? Como criaram uma marca tão premium e desejada em um mercado tão fácil de entrar?

Preciso prestar atenção ao estilete enquanto aponto meu lápis B2, mas meus questionamentos voam enquanto olho para o meu divertido Moleskine desenvolvido em parceria com a Lego. A ideia é maravilhosamente simples, mas poderosamente criativa. Quem não gosta de Lego deve ser muito frustrado na vida ou deve ter pisado descalço em alguma peça. Mas de qualquer forma, a base na capa é um convite para você conectar seu personagem ou montagem preferida e só isto já te leva para outra dimensão só sua onde você só existe em pensamento, onde toda a criatividade é permitida, onde você não precisa se preocupar com likes, shares ou se distrair inutilmente com memes e tampouco se envenenar com a maldade de algum hater. Mas isto porque eu escolhi um Moleskine da Lego. Mas a sensação é a mesma dos outros diante dos seus Moleskines novinhos e a companhia de um lápis bem apontado ou uma caneta macia. Neste momento, estamos nas mesmas condições de Ernest Hemingway, Oscar Wilde, Vincent van Gogh, Henri Matisse e Pablo Picasso quando iniciavam um novo caderno de anotações. Começamos a, literalmente, colocar o melhor de nós no papel.

Por todas estas questões, reflexões e aspirações, a criação da Moleskine é uma inspiração para todos os empreendedores que queiram criar produtos que exponham a melhor parte dos seus consumidores.

A origem da empresa vai decepcionar muita gente. Mesmo que os blocos de anotações fossem usados desde 1850 na Europa, foi apenas em 1997 que uma pequena editora italiana chamada Modo & Modo registrou a marca Moleskine e produziu cinco mil unidades. Isto quebra a mágica de imaginar Hemingway à beira de uma praia em Cuba fazendo anotações iniciais de O Velho e o Mar ou Van Gogh no meio de uma plantação de girassóis tentando rascunhar o brilho do sol em seus Moleskines como a Modo & Modo conseguiu incluir no imaginário popular. Mas o bloco de anotação Moleskine fez tanto sucesso que no ano seguinte, em 1998, as vendas alcançaram 30 mil unidades e a empresa nunca mais parou de crescer a ponto de alguns anos depois ter sido comprada pela Société Générale Capital, uma empresa de capital de risco. Se seu crescimento for analisado, a Moleskine se comportou como uma das melhores startups daquele momento. Talvez por isso, tenha conseguido abrir o capital da empresa na bolsa italiana em 2013.

E o que distancia a Moleskine de todos os outros seus concorrentes é a plena dedicação da empresa a sua proposta de valor que é ser o sinônimo de “estilo de vida das pessoas criativas”. Para entregar isto, a empresa trabalha com três pilares:

1) Ser icônico: Seja o meu Moleskine Lego ou o mais tradicional de capa preta e elástico, custe o que custar ou faça o que deve ser feito, o cliente precisa bater o olho e enxergar um produto exemplar, que não pode nem merece ser comparado com qualquer outro concorrente;

2) Entregar valores aspiracionais únicos: O cliente precisa perceber uma forte identidade pessoal com o produto, que precisa estar plenamente alinhado com a sua cultura e memória, precisa fazer com que viaje em sua imaginação;

3) Conectar com o passado, mas sendo moderno: É preciso criar alguma ligação com algo já conhecido pelo cliente, estabelecendo-se uma tradição ou um costume, mas com uma roupagem totalmente moderna.

Esta forma de enxergar o que os clientes querem fez com que a Moleskine nunca atuasse no mercado de cadernos de anotações. Para isto há concorrentes mais baratos e competitivos. Mas a empresa sabe disso e por esta razão vem crescendo 21% em receita e 25% em lucros anualmente nos últimos seis anos porque oferece para o cliente o que ele(a) mais quer: Um pouco de felicidade consigo mesmo. E isto, muitas vezes, é apenas um Moleskine para chamar de seu e um bom lápis bem apontado.

Marcelo Nakagawa é Professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper e Diretor de Empreendedorismo da FIAP

 

A empresa que vai expandir apesar da crise

23 de abril de 2015


Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira no Blog

Resolvemos descer a serra! Não, não é um passeio ciclístico organizado pela Carbono Zero! Apesar de ser uma boa ideia, não será dessa vez. Trata-se da mais nova região que receberá uma Carbono Zero, a baixada santista. Até junho devemos inaugurar nossa operação na baixada santista! Novidade em primeira mão aqui no Blog do Empreendedor, notícia exclusiva e direto da fonte. Sem intermediários =)

No começo do ano escrevi aqui, fazendo um teaser sobre a nossa expansão e o formato que escolhemos para fazê-lo. Claro que não revelei o local, mas vale dar uma lida se o seu projeto vive o momento de pensar em expansão. Para nós, optar por Santos foi uma escolha pensando no longo prazo.

Será o nosso laboratório, é uma cidade próxima, facilita o gerenciamento, é uma cidade relativamente grande em sua população, mas pequena em tamanho, comparando com São Paulo. É uma cidade que tende a aceitar a bicicleta e o ciclista de forma mais amigável, a produtividade de cada ciclista tende a ser maior (o fato de ser uma cidade menor e plana diminui o desgaste físico). Tudo isso na teoria, certo? Pois, não podemos esquecer essa beleza de empreender que é o encontro da teoria com a prática, onde descobertas são feitas e lições aprendidas.

A lógica do modelo é a mesma de São Paulo, foi justamente pensando nisso que também 1 ano atrás alteramos nossa mecânica de preço, para uma forma mais simples e fácil de adaptar para outras regiões. Momento dica: se você vislumbra a expansão é legal ajustar processos que facilitem isso no futuro.

Começando nossa operação em Santos, não esperamos que seja uma cidade com demanda e faturamento tão grande quanto São Paulo, mas, que seja um aprendizado válido, um movimento estratégico – que também agrega para nossos futuros e atuais clientes em São Paulo – vai ao encontro de um dos nossos objetivos de lá atrás, desde nossa criação, sermos uma empresa que faz entregas, não só de documentos, mas entregas de uma forma legal e moderna, com novas ferramentas (bicicleta, veículos elétricos) e que não agridam o planeta e as pessoas.

Agora, o fato de termos adotado, para essa primeira expansão uma estratégia, não significa que não possamos mudá-la para a próxima. Essa é a beleza de empreender você pode criar e principalmente, desafiar os modelos padrões, que muitos são os mesmos dos últimos 50-60 anos, mas muita coisa mudou desde então e não foi só a forma de se pensar e querer fazer negócio. Nada impede da terceira cidade que receberá uma Carbono Zero ser uma franquia ou um modelo híbrido ou algo totalmente novo e diferente. O importante é não se limitar pelas opções que existem, mas sim, pesquisar novas, buscar referências e não só aquelas do seu segmento.

Só sei que vamos descer a serra, vamos a la playa e a maresia não vai enferrujar as nossas bikes =)

Um abraço,

Rafael

 

Até a Amazon e o Google erram. E feio!!!!

3 de fevereiro de 2015

Bruno e Juliano Mendes escrevem todas as terças no Blog do Empreendedor

Nos últimos dias fomos surpreendidos pelo anúncio de que a Google estaria colocando seu projeto do Google Glass em repouso. Um dos maiores fracassos em vendas, no ano passado, nos Estados Unidos, foi o Amazon Fire Phone, seu smartphone que hoje não tem custo nenhum, dependendo do plano da operadora escolhido pelo usuário. Até a Apple já errou dezenas de vezes.

É possível listar inúmeros projetos fracassados, não só na área de tecnologia, mas em qualquer segmento de negócios.

Nós mesmos tivemos uma experiência fracassada, ao tentar colocar no mercado de Blumenau um restaurante italiano chamado io. Contamos essa experiência em um post passado.

Enquanto a Cervejaria Eisenbahn era nossa, colocamos no mercado 12 cervejas diferentes. Esperávamos vendas muito maiores de algumas, e nos surpreendemos com vendas acima do previsto em outras.

Agora, na Pomerode Alimentos, estamos passando pela mesma experiência. Colocamos mais de 10 produtos no mercado em um período de um ano. Alguns estão engatinhando. Outros, surpreenderam. Exemplo de vendas muito maiores que a expectativa é do nosso kit com 4 bisnagas de Cremes de Parmesão. Criamos esse produto apenas para atender nossa loja de fábrica e alguns pontos turísticos em Pomerode. No entanto, ele foi o produto mais vendido, e com bastante folga para o segundo, nos últimos 4 meses.

Fica a pergunta: como acertar a mão no lançamento de um novo produto? É claro que grandes empresas têm em mãos ferramentas extremamente sofisticadas para diminuir os riscos. Contam com orçamentos parrudos para fazer pesquisas, criar protótipos, analisar a concorrência. Pequenas empresas, como a nossa, contam basicamente com estatísticas de vendas, observação e, principalmente, intuição.

Mesmo assim, diante dos inúmeros fracassos de companhias gigantes como as citadas acima, e também de muitas empresas pequenas com orçamento curto, diríamos que é impossível prever com precisão o possível sucesso ou fracasso de um produto.

Só há uma forma de saber: tentando. E é assim que esperamos enfrentar esse ano difícil que nos aguarda. Temos uma meta bastante audaciosa, de levar nossa linha de produtos atual, que conta com 16 produtos, para 50. Alguns devem surpreender, outros fracassar. Faz parte do jogo.

‘Steve Jobs não seria contratado por 90% das empresas no mundo’, afirma fundador da Atari

4 de novembro de 2014

A frase é no mínimo provocadora. E vamos logo a ela: “Steve Jobs não seria contratado por 90% das empresas no mundo”. Também é interessante quem a disse: Nolan Bushnell, fundador da Atari Corporation – a lendária companhia de vídeo games que transformou o produto em febre mundial no final da década de 70.

De acordo com Bushnell, o modelo das empresas ainda não permite que ‘novos Steve Jobs’ exerçam livremente a sua criatividade para encontrar soluções inovadoras para essas mesmas companhias. “Há muitos Steve Jobs trabalhando para vocês sem vocês saberem”, disse Bushnell, que além de Jobs empregou também Steve Wozniak.

::: Leia também :::
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O criador da Atari está lançando o livro Encontre o Novo Steve Jobs – Finding the next Steve Jobs e fez essa afirmação na HSM ExpoManagement 2014, considerado um dos principais eventos de gestão da América Latina. Ainda durante o evento, Bushnell fez uma interessante análise sobre o brasileiro.

De acordo com ele, “o amor pela vida dos brasileiros deveria ser transferido para as empresas de uma forma regular”. “A intensidade é um trunfo (nos negócios). Vocês devem achar a paixão para tornar realidade aquilo que sonham”, analisou.

É para o empreendedor pensar.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e de vez em quando escreve no Blog do Empreendedor apenas como convidado, embora os leitores quase nunca gostem do que é escrito.

A fila de espera do iPhone é uma festa! (O que o empreendedor pode aprender)

18 de setembro de 2014

O que todo empreendedor busca é demanda para seus produtos e serviços. Não importa o que você faz. Se houver interesse do consumidor, pronto: você está feito se não trocar os pés pelas mãos em outro quesito fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento: a administração das finanças.

Mas o que seduz onze em cada dez empreendedores é mesmo conquistar o consumidor. Torná-lo tão fascinado pelo seu produto que ele seja incapaz de aventar outra possibilidade. Seja incapaz de trocá-lo pelo concorrente. Você pode conseguir isso por meio do marketing, pela estratégia correta de preço, mas principalmente se você conseguir…

Primeiro. Agregar valor ao seu produto. Uma caneta pode não ser apenas uma caneta se você fizer o consumidor enxergar que ela é bem mais do que isso. Se o produto o diferencia dos demais, se lhe confere status, se é diferente de tudo o que foi inventado até o momento. O que nos leva ao segundo ponto.

Inovação. Se você é capaz de fazer produtos absolutamente novos e, depois de muito tempo, ainda consegue fazer melhorias neles a ponto de seduzir o consumidor, você está no caminho certo. É exatamente o ensinamento que a Apple nos deixa. O novo iPhone, questionado por muitos em relação à inovação, é alto de filas de consumidores ávidos pelo produto.

É a aplicação prática do conceito muito difundido recentemente em escolas de administração e marketing que pedem, para as corporações e os empreendedores, que transformem pessoas comuns em clientes e clientes em FÃS.

Veja as fotos e entenda: consumir Apple não é coisa de consumidores, é de fãs. E a fila de espera pelo novo telefone celular, ao redor do mundo, é uma festa. As fotos, pela ordem, foram tiradas em Berlim, Londres e Tóquio.

 

 

Como fidelizar seu cliente? Pode ser até com uma antiquada caderneta

23 de abril de 2014

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira

Uau! Acho que, se contassem para alguém, no ano de 1900, que em 2014 as pessoas não voariam, mas seriam capazes de superar a barreira do tempo-espaço com apenas um clique, conectando-se simultaneamente em uma grande rede virtual, será que nossos amigos daquele tempo acreditariam?

Outro dia, em umas de minhas viagens a São Paulo, tive o grande prazer da companhia de minha avó Arlette, figura ímpar, curiosa e profunda admiradora dos mistérios do mundo. Desde criança, sempre tivemos longos papos existenciais, de OVNIS e filosofia a Jesus Cristo.

Nesse dia, em nossa longa jornada, começamos a conversar sobre um tema do qual, por mais que seja amplo e com diversos pontos de vistas, nós empreendedores somos reféns: a grande dependência operacional digital. Criamos um sistema onde tudo está conectado de alguma maneira.

Contudo, de alguma forma, em 1900, também não estávamos? Claro que sim, mas com uma capacidade de capilarização infinitamente menor. Hoje com um simples clique a informação pode ser multiplicada muito rapidamente. Às vezes, mais rápido que num piscar dos olhos.

E, com base nisso, depois de muitas risadas, chegamos à conclusão de que a única diferença entre o ontem de 1900 e o hoje de 2014 é a velocidade. Talvez conseguimos, em parte, viajar no tempo. Imagine que no fim do século 18 o sujeito para mandar um documento precisava mandar alguém a cavalo, atravessando todo tipo de dificuldade digna da trilogia do Senhor dos Anéis e ainda corria o risco de não conseguir chegar ao seu destino. Hoje, com um clique aqui, a informação está do outro lado do planeta.

Legal, né? Mas, infelizmente, nós ainda não conseguimos entender como lidar com isso. Talvez a geração do meu filho saiba. Ou, pelo menos, para ele, esse estado de coisa seja algo natural. Mas meu motivo todo dessa história é para falar sobre fidelidade. Quando vim morar em Santa Cruz do Rio Pardo, para mim a maior mudança foi perceber que, por aqui, as pessoas confiam umas nas outras. Não que isso seja impossível na capital. Porém, em uma cidade do interior de quase 44 mil habitantes, algumas coisas que foram perdidas nas relações, de um modo geral, ainda são preservadas.

E eu gostaria de compartilhar um case de CRM, que, para mim, de longe é de sucesso, pela simplicidade e a capacidade de fidelização.Próximo ao centro da cidade, um sujeito chamado Luis Augusto e seu irmão arrendaram um terreno, montaram uma grande horta e colocaram um banca próxima à calçada.

Comecei a frequentar porque, no fundo, o sonho romântico de todo paulistano em fase de desintoxicação da capital é comprar alimentos frescos e direto da horta. Pois bem, para minha surpresa, na quinta ou sexta vez que fui comprar na barraca, o Luis Augusto me disse: “Patrão, como você está sempre vindo aqui, vou deixar um caderno com você. Tudo que você pegar, nós somamos, anotamos e você paga no final do mês.”

Não preciso nem dizer que virei cliente assíduo e multiplicador de seus produtos. Lógico que, para esta relação de fidelidade funcionar, é necessária uma série de fatores envolvidos. Não é simplesmente dar uma caderneta porque aí você pode correr um grande risco de seu negócio ir por água abaixo. Mas criar fidelidade pode ser tão simples quanto oferecer uma antiquada caderneta. Pense.

E quando o Super-Homem vai de bicicleta para o trabalho…

3 de abril de 2014

Rafael Mambretti, da Carbono Zero Courier, escreve as quintas

Quem já leu ou estudou artigos sobre empresas, mercado e administração deve ter ouvido falar na palavra ‘macroambiente’. Para resumir (e bem), macroambiente é tudo que acontece fora do seu negócio, da sua empresa e que, muitas vezes, você não tem influência. Por exemplo, as leis.

Na criação do nosso humilde empreendimento – intitulado Carbono Zero Courier -, percebíamos que o macroambiente estava indo em direção ao que estávamos construindo, ou seja, um mundo mais preocupado com o planeta, as pessoas mais preocupadas com o impacto que estão causando na natureza, com os tipos de produtos que consomem etc.

::: Leia todos os posts de Rafael Mambretti :::

O que não contávamos é com um movimento cada vez mais forte (e necessário) do uso da bicicleta como meio de transporte, isso foi bônus e dos bons! Normalmente, quando o macroambiente caminha na direção do teu negócio, do teu mercado, é o mesmo que velejar e o vento estar na mesma direção que você quer ir. Tudo é mais fácil.

::: Leia mais notícias sobre empreendedorismo :::

Essa semana fomos fazer um post em nossa página do Facebook, ideia de quem vos escreve, fazendo referência as cenas finais do filme ‘Man of Steel’, o filme mais recente do Super-Homem. Como fã de gibi de super-herói, ao ver o fim do filme, achei espetacular o Homem de Aço chegando de bicicleta para trabalhar no Planeta Diário (sem spoilers!). O cara podia ir voando ou correndo (tão rápido quanto o The Flash), mas não! Ele escolheu ir pedalando, assim como eu (Yes!).

Quem realmente escolheu colocar o Super-Homem pedalando foram as pessoas responsáveis pelo filme, para gerar identificação com um perfil cada vez mais crescente. Para mim, foi o elo que liga o macroambiente com o que estamos (constantemente) empreendendo, fiquei feliz e com o sentimento de estarmos no caminho certo!

Leve em conta o macroambiente do seu negócio/projeto, e fique atento aos elos que surgem ao longo do tempo. Ajudarão você a direcionar o barco, conforme o vento.

 

Beleza não se discute. Não? Por que isso mesmo?

26 de março de 2014

Chincho Cabrón, mestre pimenteiro da De Cabrón

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira

E por que vivemos em uma sociedade que valoriza tanto algo que parece ser tão indiscutível? A beleza é algo cultural. E isso vem desde que nos conhecemos por gente, lá atrás, quando nossa única preocupação era caçar o que comer. As mulheres buscavam homens que, de alguma forma, trouxessem a segurança para sua futura prole.

Força, agilidade e capacidade de abater um animal mais rapidamente do que o vizinho da caverna ao lado eram atributos importantes para essa sobrevivência genética. Talvez ai nascia a cultura. A cultura do belo, mesmo que, sendo tão primitiva e ingênua as escolhas de nossos antepassados. Estou longe de ser um sociólogo, mas também sou um escravo da beleza.

Olhos claros, cabelos lisos, sorriso perfeito, uau! Estes são atributos que talvez estejam no inconsciente da maioria das pessoas, quando dizemos para descrever o modelo e a materialização ideal de beleza. Ontem por exemplo, vi que a cantora Anitta agora está loira. Agora me pergunto: por que ela não ficou ruiva? Ou deixou os cabelos cacheados e negros?

Por que temos tamanha falta de personalidade, que nos leva de forma tão voraz a esse modelos? Viva a chapinha!Entender isso é importante para saber como direcionar seu produto. Porque, no fim das contas, você precisa vender. E, para vender, é necessário seduzir.Esse processo de encontrar a forma perfeita é um exercício que não cansamos de fazer, ora em seu formato, ora em seu sabor.

O Chincho Cabrón, nosso mestre pimenteiro, constantemente busca novas possibilidades de melhoria. A evolução é constante por aqui. Dias desses, encontrei o primeiro vidro de molho de pimenta que produzimos para comercialização.

Por um instante, em silêncio, lembrei de como foi transgressor lançar nosso molho, mas que de longe a primeira versão, para mim, não era a ideal, como designer. Mas encaramos o desafio e sabíamos que era necessário lançar.Assim como um padrão de beleza pode ser um carrasco a nos cegar e impedir de enxergar inúmeras riquezas a nossa volta, temos de entender que a vida é recheada de opções. E experimentar somente um sabor na vida é, sem dúvida, é a pior prisão.

Curtiu? Então multiplique. Repasse. Trafique. Contra bandeie esse conteúdo. Sem medo de ser feliz. E até a próxima quarta.

Mercado pet precisa investir em qualidade

13 de junho de 2013

Especialista faz análise do mercado

Assunto em pauta em boa parte das mídias, o mundo pet não pára de crescer. Não é à toa que o Brasil está em segundo lugar no ranking desse mercado, perdendo apenas para os Estados Unidos. Temos uma população imensa de animais. Muitos deles abandonados ainda, o que é uma pena.

Nós temos uma infinidade de produtos, alguns com baixa ou nenhuma qualidade, mas temos outros muito especiais.
Além de itens mais variados, como coleiras, guias, caminhas, roupinhas, bijuterias, entramos no mundo da decoração com quadros, na cozinha com diversos utensílios e por aí segue…

Em alimentação também. Basta olhar o site de alguma grande loja pet para encontrarmos pelo menos umas 300 marcas de rações diferentes e uma lista que não acaba mais de petiscos. Existem produtos para todos os bolsos, o que é ótimo, fica acessível.

No mercado de serviços acabou aquele estigma de que serviço era banho e tosa. A Nannydog mesmo é uma exemplo disso.Trabalhamos com serviços especiais para cães, com atendimento em casa. Fazemos o que for necessário para o nosso amigo de quatro patas ficar bem.

Ainda temos toda linha de medicamentos. Existem também os centros de diagnósticos e os centros de terapia intensiva. O que precisamos é investir em qualidade, seja em serviços ou em produtos. Nosso mercado é bem exigente e merece ser muito bem atendido!

O Google dá 20% do tempo para o funcionário. E você?

21 de maio de 2013

Renato fala sobre criação

A vida de startupeiro é super corrida e pensar em fazer alguma coisa além de trabalhar na própria startup é quase impossível, mas ter um projeto pessoal pode ser uma vantagem. Tanto eu quanto o meu sócio temos alguns projetinhos em paralelo.

Ajudamos algumas outras startups, dando assessoria ou participando do conselho, além de ajudar a promover um evento de empreendedorismo que acontece mensalmente. Outros colaboradores do Fashion.me também têm os seus projetos: alguns fazem trabalho de freelance no fim de semana e outros têm um projeto de montar a sua própria startup.

Eu não consigo quantificar isso, mas eu consigo dizer com certeza que os projetos paralelos de todos nós, de alguma forma ou de outra, contribuíram para o Fashion.me. Seja em acharmos parceiros nos eventos, até em rachar o aluguel do escritório ou de contratar uma dessas startups para fazer um job para a gente.

O Google é famoso por deixar que seus funcionários trabalhem até 20% do seu tempo em projetos pessoais. Dizem que o Gmail e o Orkut nasceram desses tipos de trabalho. Eu sei, o Google é uma empresa gigante e pode se dar ao luxo de ter 80% do tempo do funcionário; é outra realidade. Mas será que o Google está certo? Eu acho que vale o debate.

Para atrair talentos é uma política interessante, quem não quer poder trabalhar no que realmente gosta, nem que seja 20% do tempo? E se o projeto der certo, eles ainda ficam com um pedaço. Eu conheço algumas empresas que proíbem os funcionários de trabalharem em outros projetos e fazer freelance. Outras vão além e fazem o funcionário assinar que tudo o que ele fizer é de propriedade da empresa. Os argumentos são que fins de semana são para descansar, para que você volte bem disposto na segunda-feira e que muitas vezes esses trabalhos acabam ‘invadindo’ o expediente.

A pessoa que realmente quiser, acaba fazendo escondido e quando o projeto começa a dar certo, abandona a empresa. O Fashion.me começou de um projeto pessoal. Eu e o Flavio começamos a trabalhar durante as noites e os fins de semana. Só com quase 4 meses de projeto é que resolvemos nos dedicar a ele em tempo integral. Incentivar projetos pessoais também pode ser um jeito de explorar novas ideias para a própria empresa.

Sempre existem projetos que nunca saem do papel porque ninguém tem tempo para eles. Alguém pode se interessar por eles e mesmo que não seja a prioridade pode fazer com que eles ganhem vida e aí todo mundo ganha. Ainda estamos muito longe de oficializar os 20% do tempo para projetos pessoais como o Google, mas eu acredito que uma discussão aberta sobre eles na empresa e um incentivo para projetos pessoais que tenham a ver com a empresa pode ser importantes para o sucesso da sua empresa.