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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Nós podemos escolher quem vamos atender?

4 de abril de 2013

Exercer a tolerância ajuda a empresa

Muito se fala em atender bem o cliente, em ter um bom canal de comunicação para entender suas necessidades, fala-se da importância de um pós venda e por aí vai.

Por outro lado, nós que trabalhamos com serviços, podemos escolher quem vamos atender?

Pergunto isso porque às vezes, todos nós, encontramos em nosso caminho alguém que nós não gostaríamos de manter em nossa carteira de clientes. Seja pelo seu comportamento, pela falta de empatia ou de afinidade.

Momento difícil. Principalmente para quem está em plena fase de crescimento e buscando clientes no mercado.

No nosso caso o nosso cliente final é sempre um cachorrinho, o que nos dá uma boa margem de tolerância. É pensando nele e no serviço que prestamos a ele que nos focamos nesse momento.

Como voltará a ser a rotina dele se desistirmos? Temos motivos suficientes para deixar de atendê-lo? Seu dono procurará uma alternativa? As perguntas não param.

Até agora só aconteceu uma única vez. Tínhamos uma questão delicada que era um cachorrinho de “pais separados”. Não foi difícil desenrolar a situação e ainda outro dia eu soube que ele está bem.

No seu dia a dia, como você lida com essa questão? Participe dando sua opinião!

 

O Simples Nacional não é mesmo nada simples

21 de março de 2013

Sorrir apenas quando trabalho. Se pensar em impostos…

Quando abri minha empresa a enquadramos no Simples Nacional. Já tive outras empresas, mas essa é a primeira com esse enquadramento, que se refere à forma como ela será tributada.

Simples Nacional. Mas na prática, o que é “simples”?

Para abrir uma empresa precisamos de um especialista em contabilidade . Depois de providenciar a papelada, são eles que cuidam do processo. Se você tiver muito tempo sobrando e paciência pode até tentar fazer isso sozinho. Eu nunca fiz e não recomendo.

Depois de alguns meses, tudo está pronto. Aí recebemos o CNPJ  que é como um CPF só que de pessoa jurídica e emitido pela Receita Federal.

Depois vem o cadastro da Prefeitura para emissão de nota fiscal. Primeira nota emitida….e você percebe que não tem nada de simples. Se você emite uma nota, tem que rodar uma folha de pagamento para o sócio, mesmo que não tenha retirada e nem funcionário. Se rodou a folha, tem INSS sobre a folha. Tem também o imposto mensal porque, nesse caso, meu enquadramento tem “apenas” um tributo mensal. Ironia!!!!!!.

Dia desses precisei tirar umas certidões negativas para um evento que faremos em um parque da cidade. A empresa que cuida da minha contabilidade informou que a certidão da Prefeitura estava bloqueada porque constou um débito pendente e que eu receberia o relatório em seguida.

Quando eu vi o relatório, percebi que se tratava de uma taxa de alvará vencido em julho de 2012. Mais um imposto na minha empresa simples. Questionei a nossa contabilidade, pois não recebi nenhum boleto referente a essa taxa. Ouvi que mesmo não tendo recebido nada, a taxa é devida e tenho que pagar juros e correção monetária. Boleto pago, certidão emitida. Mais uma taxa para colocar na lista.

Penso: ‘por que no Brasil temos tantos impostos?’ Empresas com outros enquadramentos tem ainda ISSQN da Prefeitura, PIS, COFINS, Contribuição Social, IRRF (retido na fonte pagadora), Imposto de Renda da empresa, ICMS e IPI, se comercializar produtos, taxa de alvará, INSS sobre a folha, INSS do funcionário, INSS do sócio.

Se o empreendedor tiver empregados, tem também imposto de renda do funcionário que é devido por ele, retido na fonte e recolhido pela empresa além do FGTS, contribuição ao sindicato e muitas outras taxas que certamente não estou lembrando. Junte-se isso ao IPTU, IPVA e não fica nada simples.

Difícil.

Pior ainda se somarmos os percentuais de cada imposto da pessoa jurídica e da física.

Ficaria um número tão absurdamente alto que é mais fácil criarem vários impostos para tirar nosso suado dinheiro com vários nomes diferentes.

E a reforma tributária?