Blog


Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
Twitter Facebook Orkut
Aumentar texto Diminuir texto

Quero ser grande?

22 de maio de 2013

Juliana escreve sobre escolhas que fazemos

Quando uma ideia começa a dar certo, chove gente querendo expandir o negócio. Querem abrir muitas filiais: aqui, ali, acolá. Até aquele coleguinha do maternal 2 resolve aparecer (gordo e careca) com uma estratégia que você nunca encomendou para tornar a “operação mais eficiente e lucrativa”.

E esse assédio corporativo só piora com o tempo.  Nem seu pai, que nos anos 70 morava feliz e abnegado numa comunidade hippie, entende, por que, afinal, você ainda não abriu um maldito quiosque no shopping center em frente ao prédio dele.

Mas as escolhas nem sempre são óbvias e cabem aqui algumas reflexões sobre o que leva um empreendedor a segurar com os dois pés na porta o crescimento de um negócio.

As pessoas tem motivações distintas para começar uma empresa. Tem gente que já tem experiência em administração e entra no negócio com uma estratégia comercial definida, com foco, por exemplo, no resultado financeiro. Há, por outro lado, aquele empreendedor mais passional, que começa uma empresa sem experiência, e que em princípio não está preocupado com os rumos que o negócio vai tomar porque acredita que a vida já foi suficientemente boa pra ele permitindo que ele ganhe dinheiro fazendo o que gosta.

Como a gestão aqui acaba sendo menos eficiente, na base do ensaio e erro, é compreensível que se tenha medo de expandir até para o puxadinho do quintal. Ok, daí alguém pode dizer que para estruturar a empresa e botar ela pra crescer basta ter um sócio que administre o negócio. Sim, mas nem todo mundo se sente a vontade de dividir as decisões da empresa com outra pessoa, principalmente quem tem um perfil centralizador ou é visionário por natureza.

Outro desafio que surge com o crescimento precoce do negócio é manter a qualidade. Até aonde é possível expandir sem comprometer a experiência com um produto ou serviço? Porque se a empresa tem a qualidade como valor essencial, seu fundador certamente saberá que isso não pode ser negociado por dinheiro nenhum no mundo.

E tem ainda um fator vital para continuar empreendendo, a inspiração. Muitas vezes o que move uma pessoa a abrir uma empresa é a primeira coisa que ela perde quando a operação cresce além do que ela consegue controlar. Qualidade de vida é o maior exemplo disso. Enfim, pode ser que o crescimento saudável, sustentável, seja aquele que acontece no seu tempo, de dentro pra fora, e não de fora para dentro, quando se está finalmente preparado para ser gente grande.  Quem sabe?

6 Comentários Comente também
  • 22/05/2013 - 14:41
    Enviado por: Ivana K

    Belíssima reflexão Juliana. Espero que sempre acerte nas suas escolhas, com pé no chão e a segurança oriunda de seu próprio sentimento e sabedoria necessários a cada etapa de crescimento (e da vida).

    responder este comentáriodenunciar abuso
  • 22/05/2013 - 15:42
    Enviado por: Ulysses

    Acho que ser “grande” é relativo. Um empreendimento que venha atender as necessidades das pessoas é naturalmente pressionado a atender seus clientes aonde quer que eles estejam . Se não acompanhar o ritmo, logo outro tomara o lugar…. foi assim com a ford, foi assim com a GM e esta sendo assim com a Luis Vuitton! A chance é passageira, o consumidor quer o produto agora. Acho que um bom exemplo de manutenção da qualidade e crescimento é o da rede americana Chipotle.

    responder este comentáriodenunciar abuso
    • 22/05/2013 - 20:05
      Enviado por: Renato

      Acho que o risco de alguém tomar seu espaço não necessariamente diminui ao crescer a operação. Dependendo do tipo de serviço ou comércio a comparação de multinacionais não se aplica, como por exemplo um restaurante Bistrô, Ateliê de costura e etc

    • 23/05/2013 - 14:09
      Enviado por: Ulysses

      Renato. Crescer não diminui o risco da concorrência tomar o seu espaço, mas é fácil entender que a necessidade existe e que se sua empresa não for capaz de atender a uma boa parcela de consumidores, outros atenderão. Tomando as devidas proporções, meu exemplo com multinacionais foi no sentido de não acompanhar os interesses dos clientes! E tenha a certeza que um bistrô ou ateliê não vive pelo interesse do seu próprio dono. Sobrevive graças aos clientes.

  • 22/05/2013 - 23:19
    Enviado por: Francisco

    qualidade é pre requisito em qualquer produto ou serviço. E ter ou não deve ser um contrato entre quem produz e quem compra. Crescer faz parte. Ir além e sentir frio na barriga é condição pra qualquer empreendedor. Coragem a todos. Medo também. Ambos mantém o ser humano vivo e evoluindo.

    responder este comentáriodenunciar abuso
  • 26/05/2013 - 07:23
    Enviado por: Alexandra Macedo

    Juliana, voce^ é uma inspiraçao para mim!

    responder este comentáriodenunciar abuso

Deixe um comentário: