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Prazer. Vim dividir para conquistar

17 de julho de 2017

Meu nome é Wolfgang Menke, um cara de nome complicado e um estilo de vida cada vez mais simples.Esse post funciona mais como uma apresentação sobre quem sou, como cheguei aqui e o que quero falar.

Depois de anos no mercado de comunicação resolvi fundar uma empresa que, para minha surpresa, cresceu muito nos últimos 4 anos. Comecei com um coworking, dividindo espaço e trabalhos com quem passasse pelo seu endereço, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. Em três meses tínhamos uma comunidade em volta da “casinha”, já tínhamos mais receita do que despesas e contávamos com uma fila de mais de 20 pessoas querendo fazer parte do nosso espaço.

Assim nasceu a House of All, de um ideal de compartilhamento mas, essencialmente, formando comunidade. Após abertura da House of work (aquele coworking), abrimos a House of Food, Learning e Bubbles, nessa ordem. Entendemos a nossa vocação 3 casas e 2 anos depois da primeira: oferecemos acesso no lugar de posse. Mas o que isso significa?

Complicado que é meu nome, aprendi durante minha vida a trabalhar com analogias para explicá-lo, o mesmo aqui: Sharing Economy, ou economia compartilhada, não diz respeito apenas à oferta de bens ou itens compartilhados, existe uma máxima onde isso otimiza sua utilização, diminui custos e aumenta a rentabilidade, trazendo benefícios para os indivíduos, a linha de produção e o planeta. A analogia? simples:

Minha vó adorava cozinhar, mas não tinha uma batedeira. Sua vizinha também cozinhava e não tinha um liquidificador. Lembro da minha infância ser marcada por portas abertas e pedidos frequentes de empréstimos. Um item antes “encostado” tinha uma utilidade maior, duas vizinhas convívio e economia.

Ela precisava bater o bolo, ela não precisava de uma batedeira.

Assim é sharing economy, nenhuma novidade, um resgate à práticas antigas com uma cereja que a tecnologia proporcionou: confiança e relacionamento.

As plataformas digitais vieram para oferecer carros, casas, objetos compartilhados. Mas é só isso? Espero que não. Meus textos aqui vão trazer inovações e práticas que estão aperfeiçoando a forma de vestir, trabalhar, comer… enfim. A forma de viver. Podemos confiar em uma nova era de confiança? Isso que vamos expor.

Uma experiência que fiz em 2014 me provou que podemos. A House of All proporcionou um banquete entre vizinhos, só oferecendo as mesas e cadeiras.

Como em uma ceia familiar as pessoas trouxeram comidas de casa, ou compraram de barraquinhas na rua, e dividiram entre si. Vizinhos que se viam mas não se falavam começaram a interagir, uma comunidade foi formada. Melhorias conjuntas se deram pelo simples fato de dividirem.

Não se enganem, não é só fofura, gera dinheiro, seja via oportunidade ou economia. Mais exemplos semana que vem, enquanto isso confiram o vídeo. Espero que gostem.

Designer na prática e sem nenhuma formação universitária, Wolfgang Menke está dando um nó na cabeça do mercado brasileiro. Há anos ele está transformando uma rua no bairro paulistano de Pinheiros em um endereço único e diferente. Lá é possível compartilhar a vida e experimentar com exemplos práticos o que é Sharing Economy. Depois de mais de 20 anos no mercado de comunicação, com passagem e projetos para grandes empresas como Natura, Heineken, Sony, Diageo e Coca Cola ele aposta em uma nova forma de consumo e uma nova relação das pessoas. Mais acesso e menos posse.

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