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O último empreendedor que sair do Brasil, apague a luz

8 de maio de 2017

Casualmente, ouvi isso de duas pessoas diferentes na semana passada. Me fez pensar em quantos não estão avaliando uma saída pelo aeroporto.

Caso um: depois de vários anos batalhando para manter seu negócio de serviços esportivos flutuando, sempre esperando a crise passar, ele decidiu no final do ano passado tomar a decisão de demitir todos e fechar. Agora, trabalha como autônomo, basicamente vivendo de pequenos serviços sob demanda.

Antes dava emprego para 10 pessoas; agora ele é mais um desempregado na estatística. A renda atual não está pagando as contas, então está usando as reservas de poupança.

Caso dois: também pequeno empresário, o negócio não vai mal, pois faz um esforço e sacrifício pessoais para manter o fluxo de caixa no positivo. Mas está passando por momentos de dúvidas e desanimo, mesmo sendo um otimista nato, um batalhador, mas que ao final do mês não sente avanço, apesar de todo o esforço. E ainda por cima está com 3 ações trabalhistas que, se estiverem na estatística, não têm motivo justo a não ser forçar um acordo.

Ambos empreendedores citados acima, dos quais preservo os nomes, estão querendo migrar para começar de novo em outro país. São pessoas com experiência, bons administradores, calejados, com bons produtos e serviços, bons empregadores. Se prepararam por anos para fazerem um negócio saudável, pagam os impostos, pagam todos os encargos, fazem a sua parte. Mas estão chegando no limite.

Uma pena, pois o valor que o Brasil perde quando essas pessoas vão embora, levar seus talentos para outro lugar, é inestimável. E se o Brasil não começar a preservar os empreendedores, vai perder o futuro que eles constroem com seus sonhos e com seu trabalho.

Hoje,  temos um recorde de 13,5 milhões de desempregados. Quando o Brasil estava no auge, em 2013, gerou 1,5 milhões de empregos. Isso significa que, mesmo que o País volte a bombar AGORA, ainda vamos precisar de 9 anos para recuperar o tempo perdido e recontratar toda essa gente.

Faça as contas. Precisamos que os empreendedores fiquem.

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastifício Primo – escreve no Blog do Empreendedor. ivan.primo@pastificioprimo.com.br

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