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O que fazer depois que tudo deu errado?

13 de agosto de 2015

Quebrou, faliu… e agora?

Somos bombardeados diariamente, na mídia especializada de revistas e jornais de empreendedorismo, por histórias de empresários bem-sucedidos, infalíveis e que tem a fórmula secreta para fazer crescer cabelo. E quando o que fazemos dá errado, a gente se sente mal, não é? O que as pessoas irão pensar agora? Que vergonha… o que meus amigos irão pensar, e a família?

Eu posso escrever tantas coisas que eu fiz e que não deram certo… Foram toneladas de coisas. E posso afirmar com segurança que sempre dá pra encontrar mais um jeito de fazer a coisa errada. São 50 tons de errado e a Lei de Murphy tende a prevalecer de forma criativa!

Mas a questão é que fracassar é bem mais comum do que todo mundo admite. Dados dizem que quase metade das pequenas empresas fecham em 3 anos. Se você vai empreender, ou está iniciando, fique de olho, os abutres ficam voando.

Aliás, é preciso derrubar este preconceito ao fracasso do empreendedor. Nos negócios, assim como no amor, são raras, raríssimas (eu não conheço nenhuma) as histórias de alguém que nunca fracassou, que nunca falhou, que nunca deu errado – e quem fala que nunca errou é 100% mentira!

É justamente aqui que acontece a mágica, o maior valor nisso tudo é que o fracasso é o melhor aprendizado que um empreendedor pode receber (e pode ser um dos mais caros também). E se desistir de continuar tentando, o aprendizado se perde. Percebe? É verdade que nem sempre o empreendedor tem perto de si pessoas que o apoiam, que o ajudam a passar pela fase da superação da perda, do luto, após o fracasso. Por isso é sábio estar sempre com pessoas especiais e com quem temos afinidade. Diminui a chance de erro e, quando erramos, nos recuperamos mais rápido.

Também considero importante adquirir uma alta tolerância a pessoas que dizem “eu te avisei”. Infelizmente, elas têm a capacidade única de aparecer somente para te falar isso. Ser indiferente faz parte do treinamento nível “monge budista” de paciência. E um pouco de senso de esportividade, do tipo “amanhã é outro dia”, também é fundamental.

Depois de dar errado, é importante fazer o luto. Fazer o luto é fundamental para não aumentar o estrago. Só a partir dele é possível ver com clareza e honestidade onde se errou e onde se acertou, o que poderia ter sido diferente, ou não. Quais são seus talentos, ou não. Aí reside a verdadeira aprendizagem. Após passar a raiva, a tristeza. Na calma.

E, se for um empreendedor puro sangue, desses que têm coceira na mão para realizar, então é hora de começar de novo. Do zero, embora nem tanto. Hora de virar a página, garimpar uma nova ideia e partir para outra. Com a mesma caneta, escrever outra história.

Ivan “Primo” Bornes, masseiro, acredita que só não erra quem não faz.