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O gigante de internet se rende ao velho e bom “mercadinho”

19 de junho de 2017

Semana passada saiu a notícia de que a gigante de internet Amazon.com comprou a rede de lojas Whole Foods Market, nos EUA.

A Amazon é uma potência mundial de comércio eletrônico com sede em Seattle, iniciou atividades em 2004 vendendo livros. Hoje vende de tudo, estendendo seus negócios também a streaming de música e filmes. No Brasil iniciou a venda online em 2014. O fundador Jeff Bezos já tinha surpreendido a todos quando comprou, em 2013, o centenário e prestigiado (porém decadente) jornal The Washington Post. Quando todos achavam que ia virar um jornal 100% online, ele decidiu preservar a impressão em papel e investiu na qualidade de conteúdo e jornalismo.

Agora, Bezos surpreende novamente comprando uma das redes de alimentos frescos mais conceituada do mundo. A Whole Foods foi fundada em 1980 e vende produtos sem conservantes, orgânicos, e de fornecedores locais. Hoje são aproximadamente 430 lojas espalhados pelos EUA, Canadá e Reino Unido.

Eu sou grande fã do Whole Foods, e lá sou capaz de ficar por horas passeando e escolhendo ingredientes para trazer, e nunca me passou pela cabeça que uma empresa de tecnologia tivesse interesse de unir forças com uma rede de alimentos orgânicos, em que tudo é tão artesanal e feito em escalas menores, com muitos produtores locais e conceito “ultra fresh” (super fresco). Mas, pensando bem, faz todo sentido!

E o mais bacana da Whole Foods são justamente as lojas: visitar, caminhar pelos corredores cheios de produtos “de verdade”, geralmente com muitos textos contando a história do fornecedor ou fabricante. Sentimos que o alimento vendido ali está sendo feito com responsabilidade e com foco no bem-estar. Além do mais, as lojas têm vários setores onde muita coisa fresca está sendo feita e servida, um pouco como no EATALY, um pouco como fazemos questão de ser no PRIMO. A experiência de ir na loja, uma pegada de mercadinho antigo com iluminação bem colocada, os aromas, a música, as embalagens de produtos, é grande parte da satisfação do consumidor, que o faz voltar em busca de mais.

Quando Bezos apontou o seu dedo bilionário e decidiu comprar a rede de varejo de alimentos por US$ 13,7 bilhões, certamente podemos deduzir que – além dele procurar integrar cada vez mais o mundo online com o mundo real – é inevitável, afinal de contas, que as pessoas querem cada vez mais ir até uma loja quando o assunto é comida de qualidade. E querem, cada vez mais, produtos frescos, saudáveis, artesanais, orgânicos e responsáveis.

Como empresário de gastronomia e sempre defendendo produtos frescos e saudáveis, entendo perfeitamente. É o antigo sendo resgatado.  É o antigo sinalizando que vai ser o futuro.

Bezos sabe das coisas.

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastifício Primo escreve no Blog do Empreendedor. ivan.primo@pastificioprimo.com.br

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