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O Franchising como alternativa para jovens empreenderem

9 de maio de 2018

O franchising é uma boa alternativa para jovens que acabaram de se formar ou estão pensando em empreender. Na década de 1990 dizíamos que não, pois não eram maduros para assumir a gestão de um negócio, que seus pais não deveriam comprar uma franquia como se estivessem comprando um emprego para eles. Assim como não se deve comprar franquia para o cônjuge, sem que ele ou ela participe da decisão, da escolha e do processo de seleção. Porém, atualmente, os jovens são mais investigativos, curiosos, estão gostando muito da ideia de empreender, de criar, gerenciar, aprender sobre negócios e seus diferenciais, métricas, resultados e impacto na vida dos clientes e consumidores.

:: Marcas que abriram para franquias no último ano ::

Um problema é que estão achando que é muito legal errar também. A onda das startups, com a licença poética de tanto poder acertar quanto errar, custa muito, mas muito caro no varejo! A franquia entra com a rota de diminuição de erros ou riscos, orientação e suporte de franqueadores e suas equipes, correção e todos focando nos acertos, ajustes, melhorias.

Se alguém já formado, experiente e calejado encontra na franquia um viés de aprendizagem, de recomeço de vida profissional e do início empresarial, por que o jovem idealizador – “a folha em branco” cheia de sonhos, teorias, sites, vídeos e fotos de blogueiros inspiradores, além das páginas de livros resumidos com os melhores insights na web – deveria ser tolhido dessa experiência? Ainda, o que mentores práticos como um franqueador, um consultor de campo, um gerente de RH ou diretor de marketing – que, juntos, podem inclusive aprender o que os clientes da marca que este empreendedor millennium está adquirindo – podem trazer de sugestão? Para muitas empresas, o futuro franqueado pode falar a língua dos seus clientes, ter na boca o sabor que os clientes querem experimentar, ter customizada a camiseta que eles querem vestir, ter propósitos e estilo de vida comuns aos do público alvo.

É interessante demais observar a mudança de tudo que estamos falando, escrevendo, discutindo, vivendo! Como consultora, aos 30 anos, eu precisava parecer mais velha, mais madura e mais experiente. Advogados e médicos também tinham o desafio de transmitir segurança a seus clientes e pacientes. Hoje, ao entrar em uma reunião com empresários em busca de inovação e melhor posicionamento de suas empresas, assim como ao discutir mercado e share, investimentos e resultados com fundos de investimento, levo comigo um (ex) CFO ou um CMO de alguma startup reconhecida, com um CV maluco e idade para ser meu filho, que se comporta, de igual para igual, com quem tem a experiência de seu avô. A mesma segurança, dados e cases na ponta da língua, provocando reflexões e mudanças de paradigmas com muita facilidade.

A economia compartilhada está no propósito de vida deles. Portanto, pertencer a uma rede de franqueados possibilita a troca de experiência e conhecimento, o network em busca de novas ideias e soluções, a mente inovadora. E as respostas que os mais velhos buscam, neste mundo que muda a cada minuto, pode estar entre os franqueados.

Trata-se de uma (grande) oportunidade aos jovens empreendedores e aos franqueadores que estão lutando pela sobrevivência ou melhores resultados. E, como sempre foi, é preciso se encontrarem, terem perfis que “match” em negócios que “fit” aos propósitos e estilos de vida desses jovens. E isso é muito mais que ROI para eles, se é que me entendem.

Ana Vecchi é professora e pedagoga pela PUC-São Paulo, com especializações em administração de marketing pela Fundação Getúlio Vargas (SP), planejamento estratégico de marketing pela ESPM e MBA em varejo e franquias FIA/PROVAR. É professora universitária, instrutora e palestrante em associações e universidades. Co-autora do livro A Nova Era do Franchising.