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Blog do Empreendedor
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Meu malvado favorito

15 de outubro de 2015

Estes visionários malucos, obsessivos, maniáticos.

Carismáticos, criativos, vanguardistas, inteligentes.

Agressivos, grosseiros, paranoicos, manipuladores.

Inspiradores, cativantes, perseverantes, motivadores.

Representam tudo de bom e de ruim que todos nós somos.

Porque tanto nos fascinam?

Acredito que nos encantam porque, apesar de tudo e todos (e, muitas vezes, apesar deles mesmos) fazem valer suas ideias originais, e assim alguma coisa é transformada para sempre no mundo.

A história está cheia destes loucos. Hoje em dia os identificamos nos grandes empreendedores. Mas no passado, antes da palavra “empreendedor” ser associada a negócios, eram chamados de aventureiros, como Colombo, ou inventores como Edison, ou de tudo um pouco, como Leonardo Da Vinci.

Sempre em busca do limite do limite. Desafiando o pensamento comum.

Os últimos anos foram, sem dúvida, do amado/odiado Steve Jobs, de quem tudo já foi dito.

E quem vem a seguir?

Meu maluco favorito já está escolhido: Elon Musk.

O cara, de 44 anos, parece estar envolvido em tudo o que aconteceu na vanguarda nos últimos anos: fez fortuna criando a PayPal, investiu em viagens turísticas espaciais na SpaceX e fundou a Tesla, uma fábrica de carros elétricos de alta performance. A última novidade de Elon Musk é um sistema de transporte em cápsulas de alta velocidade chamado Hyperloop.

Ao mesmo tempo, não falta quem aponte seus defeitos – principalmente no trato com as pessoas à sua volta.

Verdade seja dita que, no caminho, muitas coisas não deram certo. O que faz esta história ainda mais fascinante.

Por isso, ele merece o lugar de malvado favorito. Veja o porquê em algumas de suas frases, às vezes até contraditórias:

Sobre correr riscos:

“Falhar é uma opção. Se você não está falhando, você não está inovando o suficiente. ”

“É tranquilo colocar todos os ovos na mesma cesta, sempre e quando você controle o que acontece com a cesta”

Sobre ideias:

“Física é um bom modelo de pensamento: ferver coisas até encontrar a verdade essencial e começar a pensar a partir daí”

Sobre contratações:

“Provavelmente meu maior erro é dar muita importância ao talento da pessoa e não à sua personalidade. Eu penso que, no final, o que importa é o bom coração da pessoa”

Sobre determinação:

“Otimismo, pessimismo, foda-se tudo isso! Nós vamos fazer acontecer. Eu vou teimar até fazer funcionar. ”

Sobre a infância:

“É impressionante a quantidade de coisas que você pode explodir. Eu tenho muita sorte de ter todos meus dedos”

Sobre perseverança:

“Se alguma coisa é suficientemente importante para você, mesmo que as chances sejam todas contra, mesmo assim você deve fazer”

“Ser persistente é muito importante. Você não pode desistir a não ser que seja forçado a desistir. ”

Sobre ambição:

“O primeiro objetivo é estabelecer que alguma coisa é possível, e na sequência provavelmente aconteça”

Sobre empreendedorismo:

“Ser empreendedor é comer vidro e encarar o abismo da morte”

Sobre perfeição:

“Você vai querer ser muito rigoroso em fazer o melhor que você pode. Encontre tudo o que está errado e conserte. ”

Sobre propósito da vida:

“A coisa que vale a pena na vida é tentar melhorar o entendimento do mundo e ganhar uma melhor compreensão do universo, e não esquentar muito sobre o sentido da vida. E, você sabe, tenta te divertir. Porque a vida é bastante boa, de verdade. ”

Sobre criar os filhos:

“Eu tenho esperança que eles façam coisas com engenharia, ou escrevam livros, ou apenas acrescentem mais do que tirem deste mundo”

Para um potencial investidor:

“Minha mentalidade é de um Samurai: eu prefiro cometer suicídio a falhar”

Ivan Primo Bornes, fundador do Pastifício Primo, que também já explodiu algumas coisas na infância, mas ainda tem os 10 dedos na mão.