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Insanidade é fazer sempre a mesma coisa várias e várias vezes esperando obter um resultado diferente

4 de fevereiro de 2013

Pedro cita na frase do título Albert Einstein

A prática da arte é uma tentativa para quebrar a rotina e minimizar a cegueira do profissional que está condicionado a atropelar a sensibilidade humana e, portanto, está sujeito a  causar conflitos, rixas e muita tristeza, com consequências, por muitas vezes, irreversíveis.

Fazer algo diferente requer sensibilidade! No universo corporativo não é diferente! Sair da caixa possibilita a quebra do modelo mental profissional, toca a essência que existe dentro de cada um e estimula a nossa parte humana. Faça um teste na sua empresa e reserve uma hora na semana para falar de algo pelo qual você seja apaixonado, mostre toda a tua emoção e veja o que ocorre.

Esta mistura de contextos – pessoal, artístico e profissional –, além de ser divertida, na prática traz outros benefícios. O Prof. Doutor Moises Sznifer, especialista em estratégia na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em sua consultoria de planejamento estratégico, usou muito da arte para estimular a área que afeta a imaginação e a criatividade. Fiquei feliz que nossas “loucuras” artísticas tivessem tamanha fundamentação teórica.

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Segundo Peter Senge, temos modelos mentais que são pressupostos e estão profundamente arraigados, como por exemplo, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influenciam a nossa maneira de compreender o mundo e nele agir. Quando estamos no trabalho, seguimos um modelo mental que, na maioria das vezes, cai no pensamento convergente do raciocínio (Joy Guilford).

O hemisfério esquerdo do cérebro busca soluções partindo dos conhecimentos, experiências e raciocínios lógicos. A arte e a música são atividades que estimulam o outro lado, o pensamento divergente e assim podemos criar e imaginar soluções diferentes.  Isso proporciona um benefício adicional: o da diversão que deixa o ambiente mais leve e gostoso.

Em suas entusiásticas apresentações, o Prof. Moises explica que no nosso cérebro temos um grande repertório de ideias, concepções, valores, crenças, conceitos e conhecimentos que formam discursos sobre o que se olha, o que se vê e o que se fala. Isso produz efeitos nas nossas escolhas, modelos, práticas, processos e ações. A arte, a música, o vídeo, o brincar, o falar com pessoas diversas possibilitam a ativação de modelos mentais diferentes que, por sua vez, motivam novas percepções, novos sentimentos, novas opiniões e novas ações (Kofman).

Lembro de uma terça-feira em que fizemos uma atividade artística de pintura. No início, as pessoas estavam rindo, não levando a sério, mas depois que algumas rodas já tinham avançado, criando elementos estéticos, eles começaram a pintar mais seriamente, apagaram a “sujeira” e empenharam-se em fazer algo mais “iluminado”.

Elas realmente estavam mais soltas, mais alegres, como se tivessem  bebido o elixir da felicidade. Depois da dinâmica, algumas pessoas queriam avidamente voltar ao trabalho. Parecia que aquele intervalo tinha aberto um novo mundo!

As pessoas, ao vivenciarem outros estados mentais, abrem inúmeras oportunidades para a criatividade e, principalmente, para a autenticidade. Nesta dinâmica, conseguimos saber um pouco mais de nós mesmos e ver e perceber melhor o mundo. “Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como nós somos”, diz o Talmude.

Lindo, não? Se nos conhecermos melhor, saberemos mais de nossas competências e, dessa forma, até o planejamento futuro fica mais tangível e sua execução mais fácil. Por isso, o Prof. Moises ressalta a necessidade do uso da arte.

Não que algumas dinâmicas artísticas diferentes irão mudar os modelos mentais das pessoas, mas com pequenas ações na rotina do dia a dia, podemos estimular a transformação, respeitando o tempo de cada pessoa, além de possibilitar um ambiente autoformativo que gere emoções positivas.

Contudo, temos que cuidar para que as pessoas que não gostam de arte, pintura e música também sejam respeitadas. O  grande desafio é parar, dar um tempo. E neste tempo, abrir o leque de oportunidades para si, mesmo que seja somente uma conversa diferente com pessoas diferentes. Cada um recebe e reage aos estímulos de diversas maneiras e aqui reside a beleza do aprendizado humano de quem faz e de quem recebe.

Albert Einstein já dizia: “insanidade é fazer sempre a mesma coisa várias e várias vezes esperando obter um resultado diferente”. Loucura também é ligar 100% do profissional e perder a nossa sensibilidade humana e o sentido da vida que são as pessoas.