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Inovação é um dos pilares para Brasil mais empreendedor

19 de janeiro de 2015

Menta90 (Marcelo Pimenta) é professor de inovação na ESPM e criador do Laboratorium

Publico em primeira mão a versão preliminar do texto de abertura do PILAR de INOVAÇÃO do documento Brasil + Empreendedor, que reúne diretrizes estratégicas que inspirem políticas para estimular o empreendedorismo de alto impacto no país.  Desde o lançamento do movimento, na reunião presencial que aconteceu na Germinadora, o grupo se organizou para consolidar as sugestões em sete pilares:

- ambiente regulatório

- acesso a capital

- mercado

- inovação

- infraestrutura

- capital humano

- cultura empreendedora.

Esses sete pilares seguem os critérios definidos pela Endeavor e Bain&Company para medir o índice das cidades inovadoras e também estão em consonância com o documento Agenda Brasil – projetos para estruturar o país do empreendedorismo, produzido pela Conaje.

O documento do Brasil + Empreendedor será divulgado e entregue a autoridades no palco de empreendedorismo da Campus Party 2015, dia 6 de fevereiro, às 11h45min.

Abaixo, a versão preliminar de abertura do pilar de inovação:

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A inovação vem sendo o grande diferencial das empresas e das organizações – e, por consequência – de cidades e países.

Os países mais inovadores (Coréia do Sul, Suécia, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Dinamarca, Singapura, Suiça, Finlândia e Taiwan, nessa ordem segundo a Bloomberg)  – estão entre aqueles que apresentam os melhores índices sociais, econômicos e educacionais do mundo. As empresas mais inovadoras são as que geram os melhores empregos, as que geram riqueza de maior valor agregado, que melhor utilizam os recursos naturais, que estão mais comprometidas com o bem estar social. Você pode analisar diferentes rankings – Business Insider, ForbesFast Company – por mais que os critérios sejam diferentes – e por isso são diferentes empresas em cada lista – todas elas mostram empresas que pagam acima da média, oferecem melhores condições de trabalho e que crescem mais que os concorrentes.

Ter um Brasil + Empreendedor significa ter empresas mais inovadoras. Sabemos que a inovação depende de diferentes fatores –pilares contidos nesse documento – principalmente capital humano, cultura empreendedora e ambiente regulatório. Porém, a partir da análise da metodologia da Endeavor / Bain&Company, os aspectos que se destacam para criar ecossistemas / cidades / estados / países mais inovadores são quatro:

- Incentivo ao investimento em ciência, tecnologia e inovação – Quem investe em pesquisa (básica ou aplicada), quem se arrisca em fazer o disruptivo, o que não foi feito, precisa de incentivo.  Investir no novo. Os salários da indústria criativa são 35% maiores que da economia tradicional aponta estudo do IPEA. O PIB do Estado americano da Califórnia – impulsionado pela indústria criativa de tecnologia no Vale do Silício e da indústria do entretenimento – cinema, games, música e cinema já é considerado maior que o PIB brasileiro. Não é evidente que esse tipo de investimento precisa ser incentivado?

- Integração do poder público com universidades e empresas – É preciso qualificar os profissionais, dar visibilidade às pesquisas científicas, aumentar a massa crítica e fortalecer esse triângulo entre o poder público, o investimento privado e a academia.  No Brasil a universidade e as empresas vivem em diferentes planetas (salvo honrosas exceções). Queremos políticas que aproximem, incentivem, facilitem e provoquem essa integração.

- Incentivar o registro de novas patentes – Marcas e patentes fazem parte dos ativos chamados intangíveis. Tratam de aspectos, por um lado, abstratos, mas por outro, bastante reais: a marca é o corpo e a alma da empresa e a patente é o reconhecimento de que o processo é inovador, exclusivo.  Precisamos desmistificar marcas e patentes e provocar empreendedores para que criem marcas admiradas e dar condições para que mais cientistas pesquisem e registrem patentes.

- Fortalecer os parques tecnológicos – Os parques tecnológicos são espaços de fomento à inovação. A partir do conceito criado em Stanford, em 1971, buscam promover infraestrutura técnica, logística, administrativa e de mercado para que produtos virem negócios. Estudo do MCT mapeia parques tecnológicos em 94 cidades brasileiras – que geram quase 33 mil empregos. Porém, temos 5.561 municípios segundo o IBGE. Ou seja, há ainda muito espaço para fortalecer os parques tecnológicos existentes –  assim como é preciso ampliar e desenvolver novos parques tecnológicos como ambientes de inovação.

 

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