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Impressão 3D: vem uma nova revolução por aí. E ela vai afetar TODOS os segmentos

25 de maio de 2015

Marcelo Pimenta (@menta90) é professor de inovação na ESPM escreve às segundas no Estadão PME. Saiba mais curtindo www.facebook.com/menta90

Algumas tecnologias chegam para mudar radicalmente o mundo. A lista é imensa. A imprensa, a eletricidade, a eletrônica, a internet… O parafuso, a camisinha, o cartão de crédito…  As tecnologias transformam o comportamento das pessoas diante do que elas vinham fazendo até o momento. Na minha humilde opinião, nada vai afetar de tantas maneiras os negócios, nos próximos anos, como a tecnologia de impressão 3D. Ela atinge todos os segmentos de negócio:  a moda, a medicina, a alimentação, a engenharia …

O vídeo da Shapeways, site americano onde você encontra como fazer tudo quiser em 3D, mostra  o resultado da soma da criatividade com a impressão 3D. (Clique na imagem para ver o vídeo)

Se você acha que estou exagerando veja a foto abaixo, da coleção criada em parceria com a marca fashion United Nude com a 3D Systems por ocasião da semana de moda de Milão 2015.  Os calçados impressionaram, e você pode ver outros modelos aqui.

A questão principal é que a impressão 3D reinventa toda a cadeia de suprimento. Um calçado feminino (digamos, de couro) começa com a preparação da matéria-prima na fazenda, passa para o processamento no curtume, vai para a fábrica onde encontra o modelo planejado pelo designer. Aí é cortar, costurar, colar, embalar e colocar no estoque, para em seguida ser transportado e vendido em alguma loja para uma feliz compradora (que poderá ter um problema de não ter mais espaço no armário por acumular tantos modelos).

Com a impressão 3D o fluxo seria bem diferente – o designer cria o modelo,  coloca num site para download ou venda de modelos – como por exemplo o site http://archive3d.net/.  A usuária baixa e imprime em casa ou no “birô de impressão 3d mais próximo”.  O calçado poderá ter até algum toque de exclusividade. Não é de se admirar se, quando enjoar do calçado, ela puder “reaproveitar” o material, imprimindo outro modelo – evitando assim de ficar com o armário cheio de peças que não usa mais.

Se isso realmente acontecer, e ao que me parece está no caminho de se tornar real, qual será o futuro da fábrica de calçados? E o da armazenagem e transporte dos estoques? E a loja? E o vendedor?

A marca francesa L´Oreal já está usando pele impressa pela startup Organovo para fazer seus testes de cosméticos,  a informação foi revelada essa semana pelo periódico espanhol El País.

E não pense que essa tecnologia é sinônimo de algo inacessível e caro. Em Togo, na África, existe um projeto que cria impressoras a partir de sucata. Confira aqui.

Portanto, vale refletir como você e sua empresa podem aproveitar para surfar nessa nova onda – pois a impressão 3D  estará mais perto de todos nós muito antes do que se imagina.

Na próxima semana, vamos continuar com esse assunto, vendo as oportunidades da impressão 3D nos negócios.