Blog


Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
Twitter Facebook Orkut
Aumentar texto Diminuir texto

Franquia é padrão, mas não é prisão

9 de janeiro de 2018

Volta e meia os benefícios de uma gestão padronizada, mix de produtos/serviços e área de atuação pré-definidos, fornecedores homologados, sistema informatizado integrado e uma possível intranet que disponibiliza templates para criar conteúdo para as redes sociais, manuais, treinamentos entre outras ferramentas, incluindo a cobrança de um DRE mensal pela equipe da franqueadora para analisar o movimento e rentabilidade da franquia entra em questionamento.

As regras do franchising existem para criar uma percepção de unicidade de uma marca na avaliação do consumidor e não para um empresário, dono de um sistema de gestão de um conceito de negócio sob uma determinada marca, banque o autoritário.

Um franqueador não nasceu para mandar, mas para criar um negócio que tem valor agregado na percepção de seu público-alvo e desenvolver mix, fornecedores, matéria-prima, sistemas, marketing e replicar seu modelo de negócio, através de franquias. Já, os franqueados não nasceram para serem empreendedores submissos! Mas empresários que precisam do padrão definido em todas as esferas do negócio para aprender a gerenciar algo que nunca fizeram ou estudaram antes, para tal.

Se for para cada um fazer o que bem entende, experimentar e assumir todos os riscos da inexperiência e pagar o preço dos erros e acertos até que o negócio dê certo, ou errado e fechar, não precisa ser franquia e pode ser que este empreendedor inovador ou dentro de uma parcela de conhecimento e sorte, venha a se tornar mais um empresário de sucesso e quem sabe, um franqueador no futuro.

Para a contribuição dos franqueados, nos processos decisórios, no que tange flexibilidade de mudança de produtos e/ou serviços, adequação de processos e procedimentos conforme regiões do País há de existir, também, uma maneira de organizar as demandas e aprová-las, pelo bem da própria rede franqueada. Uma delas é o Conselho de Franqueados, outra é a intranet com fóruns de discussões e para que ambas deem certo é fundamental a real participação dos franqueados.

Portanto, há maneiras de flexibilizar, conforme necessidades locais e regionais, o modelo de gestão das redes franqueadas com total participação dos franqueados, redefinindo estratégias de forma inteligente, aumentando competitividade e quem sabe até a rentabilidade. Mas há de ter, ainda assim, regras para esta participação, pois sem padrão não é franquia e sem organização, vira bagunça. Estes são os valores e benefícios do sistema de franchising.

Ana Vecchi é professora e pedagoga pela PUC-São Paulo, com especializações em administração de marketing pela Fundação Getúlio Vargas (SP), planejamento estratégico de marketing pela ESPM e MBA em varejo e franquias FIA/PROVAR. É professora universitária, instrutora e palestrante em associações e universidades. Co-autora do livro A Nova Era do Franchising.