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Empreendedorismo ao redor do mundo

26 de março de 2018

É provável que os Estados Unidos sejam o país empreendedor por excelência, e que todos os demais países olham sempre para lá em busca de exemplos e inspiração. Empreender está na base da cultura americana. Na Declaração de Independência 1787, Thomas Jefferson escreveu uma das frases mais bonitas do direito e da política universal: “todo homem é criado igual, que todo homem é dotado pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes direitos se encontra o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.”  A busca do “Sonho Americano”, que é prosperar através de trabalho e boas ideias, é considerado um princípio básico ensinado desde muito cedo a todos os americanos de todas as classes sociais. Esse foi o sonho que impulsionou os pioneiros que desbravaram o oeste, e essa foi a atração que os Estados Unidos tiveram a tantos imigrantes que foram “fazer a América”.

Em artigo publicado na semana passada nos Estados Unidos, o americano especialista em marketing digital Jayson DeMers destacou qualidades e dificuldades em alguns países do mundo que também tem forte cultura empreendedora, entre eles o Brasil.

Alemanha
Os alemães têm uma forte cultura de trabalho ético, e são extremamente focados. “No entanto, iniciar um negócio na Alemanha é mais complicado do que em muitos países. O Banco Mundial coloca a Alemanha na 113 posição em termos de facilidade para iniciar um novo empreendimento. A principal razão, citada no artigo, é que os alemães priorizam o trabalho no governo e em grandes empresas. Os melhores e mais talentosos profissionais são absorvidos por empregos mais estabelecidos, que são mais prestigiosos. Assim ficam muitas oportunidades empreendedoras sem demanda. A parte boa são os imigrantes, que constituem grande parte dos pequenos negócios e com enorme vontade de prosperar.”

Nova Zelândia
Ser empreendedor neste país não é fácil do ponto de vista social. “O Banco Mundial coloca a Nova Zelândia no topo da categoria de “facilidade de iniciar um novo negócio”, mas o país enfrenta outro tipo de problema, muito local, chamado de Tall Poppy Syndrome (TPS) que pode ser traduzido livremente como um tipo de rejeição a pessoas ricas e bem sucedidas e contra o individualismo. De acordo com uma pesquisa de um site neozelandês de empreendedorismo, cerca de 75% dos empreendedores locais consideram o TPS um fenômeno real, e 42% afirmam ter vivenciado pessoalmente a rejeição. Tentando mudar este cenário, a Nova Zelândia está com facilidades de imigração e visa para empreendedores que queiram iniciar novos negócios

China
Até há poucos anos, a China era a grande fábrica do mundo, onde tudo é feito. “Mas agora a China está colocando foco em estimular empreendedores, principalmente na área de tecnologia, com investimentos estimados em 338 bilhões de dólares. Os empreendedores chineses estão em busca do sucesso e dispostos a fazer grandes sacrifícios. Assim, as startups chinesas são as que crescem mais rápido no mundo.”

Brasil
Nosso pais é considerado, no artigo, um exemplo “interessante”. Conforme de Jayson DeMers, as taxas de empreendedorismo tem crescido nos últimos anos, graças a estímulos governamentais e de investidores internacionais. “A sociedade brasileira enxerga o empreendedorismo como uma oportunidade de subir na escala social. Os cidadãos brasileiros priorizam trabalhar em pequenas e médias empresas.”

Ivan Primo Bornes (ivan@pastificioprimo.com.br) – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastificio Primo (www.pastificioprimo.com.br)