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Design Thinking: a decodificação do pensar do designer

29 de junho de 2015

Marcelo Pimenta é professor de Gestão da Inovação e Design Thinking na Pós-Graduação da ESPM/SP. Saiba mais curtindo www.facebook.com/menta90

O design thinking não é novo, mas ele vem ganhando mais e mais espaço e o motivo é simples: ele vem sendo cada vez mais NECESSÁRIO em todas as áreas (desenvolvimento de produtos, negócios, educação, política …). Assim como não se usa mais o telex para troca de mensagens, não basta nomear um bom gerente de P&D (pesquisa e desenvolvimento) para criar e produtos e serviços que os clientes amem.

É preciso ajustar três lentes para focalizar aquilo que será realmente inovador.

Para que isso aconteça, o processo é resumidamente assim:

O primeiro desafio é identificar e entender as oportunidades por trás dos problemas e descobrir as verdadeiras dores / expectativas / anseios / insatisfações do cliente. Para isso é preciso centrar o design / o planejamento / a descoberta naquilo que pode resolver / atender / encantar / apaixonar o HUMANO. Por isso o design thinking também é chamado design centrado no ser humano (human centric design).

Para atingir esse objetivo, há que mobilizar um time diversificado e motivado que tenha iniciativa, vontade e os meios para exercer a EMPATIA, vivenciar as situações e ter a real compreensão da dor – ir além da simples observação dos sintomas para entender as verdadeiras causas.

Definido o aspecto do problema a ser atacado, é a hora de usar ferramentas, métodos e comportamentos que aflorem a criatividade para gerar muitas opções – as mais diversas, inusitadas e inventivas possíveis.  Pois nessa abordagem, a quantidade importa. Quanto mais opções se tem nos momentos de divergência, maiores as chances de encontrar uma solução que seja realmente inovadora nos momentos de convergência.

Desse repertório de ideias serão PROTOTIPADAS aquelas que fazem mais sentido, para que possam ser testadas na prática. A PROTOTIPAÇÃO É O ATO DE DAR VIDA ÀS IDEIAS. Seja com papel, massa de modelar, madeira, cola, encenando, simulando – o importante é que a ideia se torne ALGO TANGÍVEL, que possa ser devidamente compreendida para que o usuário consiga dar os feedbacks necessários e o processo de lapidação / ajuste / aprimoramento possa acontecer. E se repita até que a inovação se confirme. Só então a fase de descoberta dará lugar a uma fase de execução, quando o desafio será entregar a inovação de forma repetida, consistente e lucrativa.

Na fase de exploração e descoberta, existem pessoas que já pensam “naturalmente” dessa maneira e que, como Leonardo da Vinci, Mozart ou Maradona (nas suas respectivas áreas), carregam um dom natural de conseguir criar coisas geniais sem um esforço sobre-humano.  Para os demais mortais, onde estão 99,9% da população (NÓS), resta aprender, treinar e aprimorar pela prática as habilidades e os conhecimentos necessários para pintar um bom quadro, compor uma música ou fazer uma jogada de craque.

Dominar o processo do design thinking permite que qualquer pessoa possa reproduzir esse método para criar produtos e serviços que sejam acima da média. De uma forma simples e entendível o MODO DE PENSAR DO DESIGNER FOI DECODIFICADO a partir da análise de como os melhores designers, arquitetos e projetistas trabalhavam.   Para instrumentalizar esse caminho, são sugeridos fluxos ou processos nos quais se utiliza uma espécie de caixa de ferramentas, que reúne muitos recursos que podem ser utilizados nos momentos adequados. Assim como um médico usa um bisturi quando quer cortar e uma agulha quando quer costurar, no design thinking se utiliza o mapa da empatia, a jornada do usuário, o card-sorting, o canvas do modelo de negócio – entre inúmeras outras ferramentas que, bem aplicadas, geram os resultados esperados ao longo de cada etapa do processo, sempre alternando momentos de criar divergência e ampliar as opções e momentos de fazer escolhas e convergir para tomar decisões.

O tema é extenso, novo, complexo, divertido e apaixonante. Tem mais informação neste blog no post que explica porque todos somos designers (ou precisamos ser) e também na  lista de livros escolhidos sobre o papel estratégico do design. E  no Pinterest um board que criei com infográficos que ajudam a compreender o tema.

Quem quiser viver essa experiência numa turma presencial, criei o conteúdo do 1º curso de design thinking que será oferecido na pós-graduação da ESPM de São Paulo. É um programa de atualização, livre, onde qualquer pessoa pode participar, sem necessidade de nenhum pré-requisito (a não ser querer aprender se divertindo). O link para inscrições está aqui e as aulas começam dia 11 de agosto.  Se quiser vir fazer parte desse grupo e aprender / aperfeiçoar o jeito de pensar do designer, welcome aboard.