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Conheça as escolas em que os principais empreendedores estão investindo

9 de março de 2018

O que você faria depois de se tornar bilionário? Muitos querem continuar ganhando mais e mais dinheiro. Mas um número crescente de empreendedores bilionários está destinando parte da sua fortuna para investir em novas formas de educação. Em comum duas questões: inovam radicalmente na experiencia do aprendizado e tem o compromisso de formar líderes para um mundo melhor.

Ad Astra School: Diante da capacidade e excentricidade de Elon Musk, quase todos que atuam com educação acompanham atentamente a invisível escola que criou para os seus filhos e de alguns amigos e conhecidos. Criada em 2015, até pouco tempo atrás nem site tinha. Poucos sabem exatamente onde fica e as poucas informações oficialmente divulgadas apenas explicam que a Ad Astra acredita no desenvolvimento de futuros líderes por meio da resolução de problemas multidisciplinares e do raciocínio dos seus princípios básicos, na promoção do amor ao aprendizado, à curiosidade longeva e da imaginação sem limites.

A Ad Astra diz que é uma escola laboratório que integra os avanços dos campos da ciência, tecnologia e educação e assim está dedicada a levar cada estudante até sua fronteira humana potencial. Na Ad Astra os alunos lideram seus aprendizados em experiências educacionais colaborativas em diversos projetos tecnológicos do mundo de Elon Musk.

Summit Learning: Como era de se esperar, Mark Zuckerberg quer revolucionar a educação por meio de uma plataforma em que dá aos alunos o poder de decidir o que querem aprender e os professores se tornam facilitadores do aprendizado e mentores das crianças. Pelo menos esta é a solução que vem sendo implementada em centenas de escolas de ensino fundamental nos Estados Unidos.

DreamBox: Reed Hastings, o ex-professor de matemática ficou bilionário a frente da Netflix, mas sua paixão pela matemática continuou seja nos sistemas analíticos de indicação de preferência de filmes ou de produção de conteúdo baseado em dados quantitativos e agora por meio do DreamBox, uma plataforma para incentivar o gosto pela matemática em crianças do ensino fundamental.

Code.org: Nenhuma outra solução educacional captou investimento de tantos empreendedores bilionários. Bill Gates, Pierre Omydiar (eBay), Steve Ballmer (Microsoft), Jeff Bezos (Amazon), Reid Hoffman (Linkedin), Mark Cuban entre vários outros investiram mais de US$ 60 milhões na plataforma que dá a todos os alunos, em todas as escolas, a oportunidade de aprender ciência da computação.

AltSchool: Se a Code.org lidera em número de investidores, a AltSchool é uma das startups de educação que mais levantou recursos de empreendedores famosos. Até o momento foram mais de US$ 170 milhões de investimentos de Mark Zuckerberg, Pierre Omydiar (eBay) e até de Laurene Powell Jobs, esposa de Steve Jobs. Criada por um ex-funcionário do Google, o AltSchool se baseia no conceito de micro escolas, auto aprendizado e grupos de alunos de diferentes idades.

42: Se leu O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, se lembrará de que 42 é a resposta para tudo na vida e no universo. E o bilionário francês Xavier Niel levou isto a sério ao criar uma escola de computação sem professores em Paris. O modelo deu certo a ponto de Niel lançar uma segunda unidade no Vale do Silício. A tese da 42 é que alunos realmente interessados em um tema conseguem aprender sozinhos ou com a ajuda de amigos e colegas. Esta escola também recebe o apoio entusiasmado de outros bilionários como Evan Spiegel (Snapchat) e Jack Dorsey (Twitter).

Wegrow: Fundada pelos fundadores bilionários da rede mundial de coworking Wework, Rebekah e Adam Neumann começaram a ficar preocupados quando não encontraram uma escola que alinhasse suas crenças pessoais com o programa pedagógico. Como solução, decidiram agir como pais empreendedores e criaram uma nova iniciativa educacional.
A preocupação de todos estes empreendedores é quase sempre a mesma e resumida na entrevista de Rebekah Neumann em entrevista à revista Fast Company: “Essas crianças quando vêm ao mundo, elas são muito evoluídas, elas são muito especiais. Eles são espirituais. Elas são naturalmente empreendedoras, humanas. E então parece que jogamos tudo isto fora no sistema educacional tradicional e depois pedimos que sejam disruptivas e especiais novamente após a faculdade” – diz.

Marcelo Nakagawa é Professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper