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Cinco startups brasileiras que toda grande empresa deveria conhecer

6 de outubro de 2017

Nos últimos anos intensificou-se o interesse de várias empresas de grande porte ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em interagir com startups. Isto, quando bem realizado, traz diversos ganhos para as duas partes. Para a grande empresa, é uma oportunidade para inovar com mais rapidez, mais barato e com menos riscos, para incentivar a cultura do intraempreendedorismo entre seus colaboradores e, em diversos, para conquistar novos mercados ou se manter competitiva perante seus concorrentes. Para a startup, é a chance de conquistar um grande cliente que traz não apenas mais faturamento, mas também um selo de validação para conquistar outras organizações.


Mas há uma ilusão de quem entra nesta dinâmica que é prometer grandes resultados em um curto espaço de tempo, esquecendo-se que grande empresa e startups são elementos muitos distintos, quase antagônicos, mas que podem criar relacionamentos que trarão grandes impactos positivos para ambos.

Tenho atuado na integração de grandes empresas com startups nas últimas duas décadas e há um pequeno detalhe que precisa ser considerado logo no início desta relação, principalmente quando é o primeiro ano do programa: é preciso entregar resultados de curto prazo, pois a grande empresa vive de anos fiscais e os executivos envolvidos precisam entregar metas anuais. Se os resultados, mesmo que pequenos, forem positivos, o programa de relacionamento grande empresa e startups não é só renovado, mas ampliado e há uma grande chance dos executivos serem premiados. Por isso, meu conselho para cada empreendedor que começa a interagir com um executivo de uma grande empresa é: Faça com que o executivo que está te apoiando seja promovido! Em outras palavras, o empreendedor precisa entender quais são as metas do executivo e, por meio da sua startup, contribuir para que ele(a) atinja seus objetivos. De forma mais objetiva, como a sua startup irá ajudá-lo(a) a fazer com que sua empresa amplie as vendas, reduza custos, aumente o valor da companhia ou, em casos, específicos, ajude a cumprir sua missão estratégica.

Neste contexto, há muitas startups que podem ajudar a trazer resultados de curto para as grandes empresas de forma mais objetiva considerando diversos desafios comuns que elas têm. Apresento cinco apenas para ilustrar esta lógica.

Toda grande empresa pode ter problemas com cobranças. Neste período de crise a inadimplência disparou mas a abordagem de cobrança tradicional, em muitos casos, só acirra a relação que já vai mal com o inadimplente. Nesta situação, conheça a QueroQuitar e convide o fundador, Marc Lahoud, para um café.

Toda grande empresa tem desafios em contratar mão de obra operacional, mesmo que seja via fornecedor terceirizado. O turnover é sempre alto, a motivação é baixa, muitos moram muito longe e chegam cansados, o processo seletivo é um inferno. Se respondeu sim para todas estas questões, precisa conhecer a EmpregoLigado e o empreendedor Jacob Rosenbloom.
Aproveite para ele palestrar para seus colaboradores e contar porque veio dos Estados Unidos para resolver um problema social no Brasil.

Toda grande empresa precisa lidar com contencioso. É muito processo vindo de qualquer lado. Se estiver gastando muito com estes processos, marque uma reunião com o Hélio Katanosaka da Reglare. Vai se surpreender com a tecnologia desenvolvida por ele e sua equipe.

Toda grande empresa precisa investir em treinamentos e os resultados são sempre questionáveis. Quem aprendeu de fato, quem são os ninjas de cada assunto e quem não está nem aí para o curso? Neste caso, chame os camisa rosa da Qranio. Não tem como não gostar do Samir Iasbeck, fundador da empresa.

Poderia continuar citando mais dezenas de startups e empreendedores que realmente confio, mas preciso fechar o artigo, mas termino com outro enorme desafio. Toda grande empresa precisa gerenciar operacionalmente seus milhares de funcionários. Entrada, saída, hora extra, banco de horas, férias, etc. Pode ter sistema, planilha, comunicação por email, whatsapp, mas o pessoal sempre esquece. Se isto for uma pequena dor de cabeça multiplicada por milhares de empregados, avalie o FolhaCerta. Marcos Machuca, largou a principal empresa de consultoria estratégica do mundo, para levar a gestão a rotina trabalhista para onde todos estão: no celular.

Por fim, toda grande empresa precisa inovar neste momento de grandes disrupções, mas deveria começar investindo muito pouco e correndo poucos riscos apenas para iniciar o aprendizado. Este investimento deveria começar por um café…

Marcelo Nakagawa é Professor de Empreendedorismo e Inovação e consultor dos programas InovaBra do Bradesco e Inova+Startups da Cyrela Commercial Properties (CCP).