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Sobre os benefícios de compartilhar

16 de agosto de 2017

Quando eu entendi o que fazia funcionar meus negócios tive clareza do que representava a economia compartilhada para a vida de quem pode viver dessa forma. Claro, impossível viver apenas de serviços compartilhados, mas existem benefícios claros para quando respeitamos aqueles três pilares.

Esse rápido post só diz respeito a esses benefícios e, de forma simplória, explica cada um. Você poderá pensar em dezenas de outros benefícios e, claro, alguns pontos negativos. Mas eu não consigo ver com clareza os negativos, admito.

Econômico
Fazemos mais por menos.

Ambiental
Fazemos mais, mais vezes, contando com menos recursos.

Comunidade
Fazemos juntos, mais vezes, por menos. Porque é mais fácil fazer.

Conveniência
Depois de fazer parte desse pensamento compartilhado nota-se um novo direcionamento aos interesses pessoais, mais oportunidades aparecem para todos.

As plataformas são formas de trazer tudo isso de forma mais prática e tecnológica ao dia a dia das pessoas. Hoje notamos o que é compartilhado. Mas isso não é novidade, sempre foi assim. O resgate pós capitalista só trará mais benefícios e ganhos à todos.

Wolfgang Menke é fundador da House of All e está dando um nó na cabeça do mercado brasileiro ao possibilitar que pessoas experimentem e pratiquem a Sharing Economy

Sobre o que é compartilhar

9 de agosto de 2017

Em meu último post, critiquei a atuação de uma empresa de compartilhamento de viagens. Óbvio que existem benefícios e acho que a empresa entrega bem o que ela se presta a entregar, só quero deixar claro que não falei que é uma empresa ruim, apenas é confundida com Sharing Economy, quando na verdade é uma empresa tão capitalista quanto a padaria da sua esquina, que tenta manter seu operacional baixo e aumentar o lucro. Claro, com um toque de genialidade e tecnologia em cima.

Para deixar claro minha posição com sharing economy eu, há anos atrás, escrevi o que na minha opinião eram os pilares da economia compartilhada:

(Sub) Utilização de recursos é tudo sobre compartilhar para equilibrar essa balança, os dois lados ganham e levando o uso ao máximo o aproveitamento melhora. Imagine aqui o velho exemplo da furadeira: se você usa de vez em quando e seu vizinho também, porque não comprar uma furadeira juntos? Mais barato, mesmo produto, melhor utilização.

Distribuição > Descentralização: precisamos falar aqui sobre um sistema distribuído. Sharing economy é a evolução do sistema descentralizado, é a internet para nosso relacionamento com o comércio. Funciona assim: quanto mais coisas de múltiplas propriedades, mas indivíduos interessados em preservar esses recursos teremos. Ao mesmo tempo, mais pontos de interação interdependentes, fazendo com que a rede seja autossustentável. Hoje, Blockchain explica bem como isso tem funcionado.

Relacionamento e confiança: aqui está o diferencial real de sharing economy. Estamos falando de um sistema baseado em pessoas, em humanos. Dividir por si só é simples, mas o problema é identificar se todos estão felizes com isso, senão é um sistema abusivo (lembra dos motoristas do Uber?).

Assim, plataformas que oferecem notas sobre os usuários, seguro sobre como você iniciar o relacionamento (ninguém é obrigado a nascer 5 estrelas) e aproximação de indivíduos são plataformas compartilhadas que estão dentro do conceito de sharing economy.

Claro, tudo isso é o que eu venho seguindo desde que iniciei minha atuação com o assunto e estudos. Posso estar errado, mas não quero estar certo, só quero ser feliz, então isso me traz felicidade.

Wolfgang Menke é fundador da House of All e está dando um nó na cabeça do mercado brasileiro ao possibilitar que pessoas experimentem e pratiquem a Sharing Economy

Sobre o que não é compartilhar

3 de agosto de 2017

Convidado à escrever sobre compartilhar, difícil não citar exemplo de grandes unicórnios que ganham valor de mercado pregando a Economia Compartilhada como salvadora do sistema financeiro mundial. Focado em entregar para todos leituras rápidas com as práticas de mercado do que é compartilhar, trago à vocês 2 exemplos. Um tradicional e um novo do que é dividir:

Primeiro o novo. Uber. Bom, a empresa definitivamente criou uma plataforma de compartilhamento e tira seu sustento de um modelo que só funciona, hoje pelo menos, se houver uma base de pessoas para representa-la fisicamente, nesse caso, os motoristas.

A plataforma em si, simples, conecta pessoas que precisam se deslocar do ponto A para um ponto B com pessoas dispostas a conduzir você nessa jornada de pontos, todos ganham: a empresa fica com uma parte, o motorista com a sua e o passageiro que tem o resultado final. Sharing economy, certo? Não.

Tem um ponto básico aqui, quem arbitra o valor pelo serviço prestado pelo motorista é a empresa que criou a plataforma, isso na verdade não deixa de ser um pensamento capitalista na essência de otimização de ganhos: Ganho se o serviço funcionar, sem gasto para o funcionamento posso abrir mão da rentabilidade unitária e focar no volume, de quebra, pela oferta e demanda arbitro aumentos e quedas de preços pelo aplicativo, mas nunca deixo de ganhar.

O Uber ganha quando os motoristas ganham e ganha quando perder também. Dividir parece fácil quando você nunca perde, afinal, nem seguro oferecem, melhorias e ou benefícios.

Vamos ao exemplo tradicional. Imagine um sistema de vendas direta, aquele modelo Avon e Natura. O valor do produto é oferecido pela fabricante, afinal, ela produz o bem de consumo. A margem por sua vez é sugerida para seus vendedores, eles arbitram sobre o valor na ponta, na venda, sabendo que se ofertarem mais caro venderão menos, mas eles assumem um risco por si só, os ganhos continuam sendo divididos entre todos, afinal, até descontos eles podem dar para seus clientes mais fiéis.

Sharing Economy diz muito respeito às regras claras do jogo, não exatamente uma plataforma tecnológica que dá mais voz. A Natura seria sharing economy então? Não, apenas uma empresa capitalista que visa lucro e não depende necessariamente de uma comunidade para sobreviver, mas ela tem mais clareza que o uber sobre a importância de sua comunidade.

Wolfgang Menke é fundador da House of All e está dando um nó na cabeça do mercado brasileiro ao possibilitar que pessoas experimentem e pratiquem a Sharing Economy.

Prazer. Vim dividir para conquistar

17 de julho de 2017

Meu nome é Wolfgang Menke, um cara de nome complicado e um estilo de vida cada vez mais simples.Esse post funciona mais como uma apresentação sobre quem sou, como cheguei aqui e o que quero falar.

Depois de anos no mercado de comunicação resolvi fundar uma empresa que, para minha surpresa, cresceu muito nos últimos 4 anos. Comecei com um coworking, dividindo espaço e trabalhos com quem passasse pelo seu endereço, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. Em três meses tínhamos uma comunidade em volta da “casinha”, já tínhamos mais receita do que despesas e contávamos com uma fila de mais de 20 pessoas querendo fazer parte do nosso espaço.

Assim nasceu a House of All, de um ideal de compartilhamento mas, essencialmente, formando comunidade. Após abertura da House of work (aquele coworking), abrimos a House of Food, Learning e Bubbles, nessa ordem. Entendemos a nossa vocação 3 casas e 2 anos depois da primeira: oferecemos acesso no lugar de posse. Mas o que isso significa?

Complicado que é meu nome, aprendi durante minha vida a trabalhar com analogias para explicá-lo, o mesmo aqui: Sharing Economy, ou economia compartilhada, não diz respeito apenas à oferta de bens ou itens compartilhados, existe uma máxima onde isso otimiza sua utilização, diminui custos e aumenta a rentabilidade, trazendo benefícios para os indivíduos, a linha de produção e o planeta. A analogia? simples:

Minha vó adorava cozinhar, mas não tinha uma batedeira. Sua vizinha também cozinhava e não tinha um liquidificador. Lembro da minha infância ser marcada por portas abertas e pedidos frequentes de empréstimos. Um item antes “encostado” tinha uma utilidade maior, duas vizinhas convívio e economia.

Ela precisava bater o bolo, ela não precisava de uma batedeira.

Assim é sharing economy, nenhuma novidade, um resgate à práticas antigas com uma cereja que a tecnologia proporcionou: confiança e relacionamento.

As plataformas digitais vieram para oferecer carros, casas, objetos compartilhados. Mas é só isso? Espero que não. Meus textos aqui vão trazer inovações e práticas que estão aperfeiçoando a forma de vestir, trabalhar, comer… enfim. A forma de viver. Podemos confiar em uma nova era de confiança? Isso que vamos expor.

Uma experiência que fiz em 2014 me provou que podemos. A House of All proporcionou um banquete entre vizinhos, só oferecendo as mesas e cadeiras.

Como em uma ceia familiar as pessoas trouxeram comidas de casa, ou compraram de barraquinhas na rua, e dividiram entre si. Vizinhos que se viam mas não se falavam começaram a interagir, uma comunidade foi formada. Melhorias conjuntas se deram pelo simples fato de dividirem.

Não se enganem, não é só fofura, gera dinheiro, seja via oportunidade ou economia. Mais exemplos semana que vem, enquanto isso confiram o vídeo. Espero que gostem.

Designer na prática e sem nenhuma formação universitária, Wolfgang Menke está dando um nó na cabeça do mercado brasileiro. Há anos ele está transformando uma rua no bairro paulistano de Pinheiros em um endereço único e diferente. Lá é possível compartilhar a vida e experimentar com exemplos práticos o que é Sharing Economy. Depois de mais de 20 anos no mercado de comunicação, com passagem e projetos para grandes empresas como Natura, Heineken, Sony, Diageo e Coca Cola ele aposta em uma nova forma de consumo e uma nova relação das pessoas. Mais acesso e menos posse.