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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Sobre férias e o que queremos ensinar aos nossos filhos

16 de outubro de 2017

Escrevo de Ragusa, cidade mais do que adorável da Sicília, onde estou em férias com a família. Por que escolhi a Sicília para férias? Confesso para vocês: foi o trabalho.

Como empreendedor, não consigo separar a vida familiar da vida empresarial. Faço questão de que os dois aspectos andem colados: minha vida familiar, meus valores, minhas vivencias e necessidades pautam muito do que faço nos negócios. E vice-versa.

E assim é com minhas férias.

O ponto de partida de minha viagem familiar foi um convite de Salvatore Lialli e seu filho, Angelo, donos do Molino di Ragusa, ancestral, que produz sêmolas e farinhas de alta qualidade. Conheci-os numa feira já faz uns bons 12 anos, quando o Plastifico Primo era apenas um sonho ainda a ser realizado. O Angelo, que quando o conheci devia ter uns 15 ou 16 anos e já acompanhava o pai nas exposições de trabalho, hoje é um jovem empreendedor agrícola procurando seu próprio caminho, e cultiva o valioso açafrão (o verdadeiro) e outras frutas e legumes orgânicos.

Quando decidi aceitar o convite deles para conhecer o moinho e o trabalho que fazem, vi aparecer a oportunidade para, mais uma vez, aliar a busca do aprimoramento empresarial e vivencia pessoal. A combinação perfeita de trabalho e diversão, nosso lema de vida. Assim, decidimos alugar um motor home e dar a volta na ilha, visitando produtores, pesquisando – e comendo! – a gastronomia local, que é uma das mais inspiradoras do mundo. E jogando conversa fora com os sicilianos, que são maravilhosos.

É nossa primeira vez nesta que é uma ilha carregada da história do mediterrâneo, palco de muitas disputas que moldaram sua paisagem e sua cultura. E estamos encantados. A ideia do motor home surgiu de uma brincadeira de que a gente queria conhecer pelo menos dez cidades, e lógico que isso significava ficar abrindo e fechando malas pelo menos dez vezes – e trabalho dobrado com crianças. Assim, apenas desembarcamos nos instalamos na nossa casinha rodante e “andiamo via” no hotel sobre rodas.

Entre paisagens de perder o fôlego e ruínas milenares, temos aproveitado para ensinar aos nossos filhos sobre a origem de coisas que lhes são familiares como o azeite de oliva (foto acima), a farinha, o queijo, o presunto. Temos visitado produtores locais, conhecido sua rotina, acompanhado seu trabalho – e suas dificuldades, e o sorriso de felicidade, o orgulho quando falam de seus produtos. E tento, com isso, mostrar aos meus filhos que tudo de bom que se come tem, por trás, pessoas, trabalho duro, suor e dedicação.

Se, ao crescer, eles não quiserem seguir o caminho da gastronomia, que ao menos saibam reconhecer o valor do trabalho alheio. Como fazem nossos clientes.

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

Estamos formando profissionais paras as empresas do passado ou do futuro?

13 de outubro de 2017

Quase todos concordam que há muitas novas profissões surgindo e que as atuais sofrerão grande impacto nos próximos anos. A discordância está na projeção. A Manpower, uma das maiores empresas de gestão de pessoas do mundo, diz que 65% das funções que serão executadas por aqueles que são adolescentes agora ainda não foram criadas. O Institute for the Future (IFTF), instituição que pesquisa o futuro há décadas, é ainda mais agressivo. Aponta que 85% das atividades profissionais que estarão sendo executadas em 2030 ainda não existem atualmente. A McKinsey, uma das principais consultorias de gestão do mundo, afirma que, pelo menos 60% de todas as ocupações atuais sofrerão impactos com o uso de diversas tecnologias exponenciais combinadas. Disso tudo, uma necessidade: você precisará ser empreendedor de si mesmo para encarar as mudanças como oportunidades e não ameaças.

Entretanto, estas pessoas irão trabalhar em que tipo de empresa? Uma parte desta resposta já existe agora. Não só no Brasil, mas em boa parte dos outros países, os jovens querem trabalhar na sua empresa. Daí criar startups inovadoras é o novo sonho desta geração. Empreender seu negócio próprio é o desejo de dois a cada três jovens brasileiros aponta uma pesquisa recente da Firjan. Isto já vinha sendo apontado por várias outras pesquisas anteriores. Pode ser romantismo, ingenuidade ou desconhecimento do que é criar um negócio próprio, mas os jovens e adolescentes querem empreender. Mais do que criar um negócio, empreender para estes jovens, mesmo que sejam como intraempreendedores (empreendedores dentro de uma organização), é a oportunidade para serem protagonistas dos seus futuros.

Mas mesmo que as pesquisas do interesse dos jovens e adolescentes em empreender estejam (muito) erradas e não se confirmem, a parcela excludente irá trabalhar em empresas já constituídas. As organizações atuais serão as mesmas do futuro? Como imagina uma instituição financeira, uma empresa de bens de consumo, uma varejista ou um escritório de arquitetura nos próximos anos?

Uma pesquisa apresentada por Pierre Nanterme, principal executivo da Accenture, outra empresa entre as mais respeitadas consultorias do mundo, aponta que a questão digital é a principal razão de quase metade das maiores empresas que estavam na Fortune 500 sumirem do ranking desde o ano 2000. Por isso, a “dica” de Luca Cavalcanti, diretor executivo do Bradesco, é bastante efetiva: “Quando seu chefe está falando sobre um tópico digital, e você não está, você está atrasado no jogo”.

A questão digital não impacta apenas profissionais especializados e grandes empresas intensivas no uso de tecnologia. Ela está criando grandes disrupções em todas as atividades profissionais e mercados. Muitos não percebem, mas milhares de atendentes de call centers estão sendo substituídos por soluções de inteligência artificial, big data e machine learning. Mas contadores, administradores, médicos, advogados, engenheiros, professores ou qualquer outra profissão tradicional também.

No mesmo evento (World Economic Forum) em que Nanterme da Accenture explicou o impacto da questão digital, outro líder empresarial, Marc Benioff, CEO e fundador da Salesforce, defendeu que, diante destas drásticas mudanças, a necessidade urgente de países e empresas terem uma espécie de ministro ou diretor do futuro. Alguém que olhe exclusivamente para as mudanças e disrupções que estão por vir nos próximos anos ou décadas e prepare as bases da sua organização para chegar lá. Não é possível dirigir algo em direção ao futuro olhando o retrovisor!

Por isso, neste momento em que empresas, universidades, faculdades e escolas estão planejando o próximo ano, uma pergunta poderia fazer parte deste processo: estamos formando profissionais paras as empresas do passado ou do futuro?

Marcelo Nakagawa é professor de Empreendedorismo e Inovação e consultor dos programas InovaBra do Bradesco e Inova+Startups da Cyrela Commercial Properties (CCP).

O momento do empreendedor

10 de outubro de 2017

Eventos discutirão assuntos e terão atividades que vão ajudar o empreendedor em suas rotinas

Nas próximas semanas serão realizados em São Paulo dois dos mais importantes eventos de – e para – empreendedores. Um fato importante a ser destacado é que ambos eventos contam com suporte de grandes meios de comunicação. Na minha opinião isso demonstra a relevância que os empreendedores representam como noticia, na economia, e também como os empreendedores precisam cada vez mais de qualidade de informação para aprimorar a formação.

Dias 19, 20 e 21 de outubro:

O Festival de Cultura Empreendedora é um evento conjunto da PEGN, Época Negócios e Valor Econômico e está sendo chamado de FLIP do empreendedorismo (uma alusão ao conceituado Festival Literário de Parati), por juntar makers, geeks, artistas, investidores, historiadores, educadores e muitos empreendedores de vários países. Ah, e também está prometida uma “batalha das startups” disputando investidores-anjo. Serão as START WARS? Parece divertido. Em sua primeira edição, vai ocupar os galpões da CO.W. Berrini.

Pode ir com a família também, pois haverá atividades para crianças e adolescentes. Confere mais no link https://www.culturaempreendedorafest.com/

Dias 26, 27 e 28 de outubro:

A Semana Pró-PME é organizada pelo Estadão e vai convidar grandes empresários a debater, em três dias de palestras e mesas- redondas, o futuro do empreendedorismo, apresentar as jornadas de sucesso (e fracasso), marketing, finanças, gestão e inovação. Ainda como reforço, do dia 23 ao 28 o Estadão PME vai publicar reportagens especiais com dicas para pequenos e médios empresários. O evento ainda vai ter mentorias, possibilitando bate-papo com empreendedores renomados, business games, e networking, pois o evento é todo focado em trocas e compartilhamento e oportunidades reais de negócios. O evento vai ocorrer no Unibes Cultural, na Rua Oscar Freire 2500. Inscrições no link https://www.eventbrite.com.br/e/estadao-semana-pro-pme-tickets-36953575138

Estou torcendo que estes eventos sejam um sinal definitivo da retomada da economia e, acima de tudo, a volta da valorização do empreendedorismo no Brasil.

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

Se não houver espaço para o erro, não haverá espaço para a inovação

15 de setembro de 2017

O CEO de uma grande empresa na qual presto consultoria reuniu centenas de colaboradores e explicou que para inovar para a empresa, eles poderiam cometer erros. Ninguém entendeu muito bem o que aquilo significava já que, erros, tradicionalmente, sempre são punidos nas organizações. Mas só nas organizações míopes. Nas visionárias, o erro, desde que cometido na tentativa de melhorar, não é apenas tolerado, mas até incentivado. David Packard, cofundador da HP, costumava dizer que se você não está errando, provavelmente não está inovando. E esta reflexão precisa acender uma lâmpada na cabeça das pessoas e organizações que querem, verdadeiramente, inovar.

Mostre-me uma pessoa que nunca cometeu um erro, e eu mostrarei a você uma pessoa que nunca fez nada de relevante na vida.”- explicava William Rosenberg, fundador da Dunkin’ Donuts.

Por esta razão tão óbvia, empresas realmente comprometidas com a inovação, encaram o erro e fracasso como parte do processo do aprendizado organizacional. O Google permite que seus colaboradores utilizem parte do tempo de trabalho em projetos pessoais e incentiva objetivos ambiciosos para que, mesmo não atingindo 100% do resultado, sejam valorizados pela bravura em buscar algo realmente visionário.

Mas nas empresas tradicionais, o funcionário ainda teme fracassar e ser desligado da companhia por isso. E estão certos! São empregados para exercer uma função como qualquer outro ativo da organização que busca a eficiência, e se não entregar os resultados esperados, são descartados na escuridão das incertezas.

Mas há muito tempo, em diversos segmentos, ser eficiente já não é mais uma vantagem competitiva tanto para o empregado como para a empresa. Agora, empresas estão sendo pressionadas a inovar. E a inovação pressupõe espaço para os bons erros e fracassos.

Mas esta valorização do bom fracasso não é nova. “Não tenha medo de errar. Mas certifique de não cometer o mesmo erro duas vezes.” Esta era a recomendação de Akio Morita, co-fundador da Sony para todos na sua empresa. Ele gostava que todos falassem abertamente sobre seus fracassos para que apenas erros novos fossem cometidos. “Em todo o tempo que estive na empresa, eu consigo lembrar de pouquíssimas pessoas que eu gostaria de ter demitido pelos erros cometidos.” – recorda em sua biografia. “Falhas e erros de cálculo são humanos e algo normal, e analisando no longo prazo, isto não prejudicou a empresa. Mas se uma pessoa que cometer um erro é condenada e desprestigiada, ela poderá perder sua motivação pelo resto da sua passagem pela empresa, privando a companhia de qualquer coisa construtiva que poderia oferecer. Se a causa do erro for esclarecida e divulgada, a pessoa não esquecerá e outros não cometerão a mesma falha. Por isso, eu digo ao nosso pessoal: Vá em frente e faça o que acha que é correto. Se errar, aprenderá com isso”.

Assim, se estiver atuando em uma organização que diz que quer inovar, mas percebe que não há incentivos ou mesmo tolerância aos fracassos, continue não cometendo erros e manterá o seu emprego até alguém mais inovador apagar a luz.

Porém, se há espaço para bons erros para quem busca verdadeiramente inovar, paradoxalmente, nunca irá fracassar: “Eu nunca fracassei. Só descobri dez mil alternativas que não funcionaram…” – dizia o maior inovador de todos os tempos, Thomas Edison, o responsável pela tal lâmpada que ilumina os caminhos da inovação.

Marcelo Nakagawa é Professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper

Combinação mágica: food + design

4 de setembro de 2017

Vira e mexe me pedem indicações de cursos de alta performance com foco em empreendedores da gastronomia.

Pois agora em outubro começa um curso inédito no Brasil, e que vale a pena recomendar: o Food Design do IED – Istituto Europeo di Design São Paulo.

A proposta de imediato me atraiu: o estudo dos processos que geram alto valor agregado no negócio de alimentação. Isso significa, entre alguns dos pontos abordados no curso, percorrer a gestão, o mercado, o consumidor, o produto, a embalagem, a marca, as mídias, a logística, as ferramentas, etc. O Food Design tem como objetivo alinhar todos estes vetores em um sistema holístico e eficiente. E, o mais importante, transformar tudo isso num negócio produtivo e rentável.

Entrevistei o coordenador do curso, o argentino Christian Ullmann, que tem um currículo de alto nível: formado em Desenho Industrial pela Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo de la Universidad de Buenos Aires, na Argentina. Atua como designer, consultor e coordenador de projetos no Brasil para empresas, governos e instituições desde 1996, e seus produtos e projetos receberam prêmios na Itália, Espanha, Brasil e Argentina. É coordenador do Núcleo Exploratório de Design do Istituto Europeu di Design desde 2015.

Christian afirma – e concordo com ele – que “desenhar um alimento significa tornar o ato de comer mais completo, saberes e sabores se amalgamam em relação a uma perspectiva sociológica, antropológica, econômica, cultural e multissensorial”.  Os professores convidados são uma atração à parte, pois trazem a experiência acumulada ao longo de muitos anos e tem a capacidade de resumir isso aos alunos.

O curso tem duração de um ano, com aulas nos finais de semana alternados, o que permite que profissionais atuantes, pessoas que trabalham, ou de fora de São Paulo, possam participar, e um módulo final em Barcelona. Resumo:

Cultura alimento e Design – Conhecimento dos aspectos culturais relacionados ao ato de se alimentar e introdução das ferramentas do Design para um pensamento crítico deste universo.

Tecnologia e Negócios – Desde a visão do Pensamento de Design: pesquisa e desenvolvimento de estratégias para negócios gastronômicos, de grande ou pequena escala, bem como o desenvolvimento de acessórios e complementos.

Projeto : Food Design Experience – Aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, observando oportunidades de mercado e desenvolvimento de serviços.

Módulo internacional- ampliar o conhecimento do Food Design em um contexto europeu, com práticas consolidadas. Desta forma, o aluno traz o conhecimento de práticas assertivas ao seu projeto, em um processo de benchmarking. A sede escolhida foi Barcelona por misturar elementos da cozinha francesa, espanhola, mediterrânea com Turismo, Arte e Hospitalidade de forma contemporânea. Barcelona se tornou um ponto de referência internacional para o universo do design, alimentos, gastronomia, turismo e eventos.

O Istituto Europeo di Design foi inaugurado em 1966, na Itália, e se apoia na síntese do pensamento do seu fundador Francesco Morelli: “saber e saber fazer”. Nada mais apropriado para um empreendedor. Para saber mais detalhes, confere o link.

Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

Empreendedor 10%: viva seu sonho de empreender sem deixar o emprego

1 de setembro de 2017

Este é o intrigante título do livro escrito por Patrick McGinnis, empreendedor e investidor-anjo, e um dos principais destaques do Congresso de Investimento Anjo da Anjos do Brasil deste ano. Ele criou um conceito muito simples e eficaz para quem sempre sonhou em empreender um negócio próprio e, por vários motivos, não pode viver seu projeto pessoal.

Em uma das entrevistas que deu à Escola de Negócios de Wharton, McGinnis conta como formulou este conceito para si próprio: “Eu era aquele sujeito que andava tateando pelo quarto escuro em busca de uma luz para minha vida. ” Ele tinha um bom emprego, ganhava bem, mas buscava um algo a mais que não sabia exatamente o que era. A partir deste incômodo, começou a pensar em uma lógica em que pudesse vivenciar novas experiências na carreira sem precisar largar seu emprego, afinal, gostava do que fazia, apesar de não se sentir plenamente realizado.


Conversando com outros amigos e conhecidos, descobriu que muitos tinham este mesmo dilema. “Sempre quis ter um restaurante ou algo parecido. Aí, param e pensam. Seria incrível, mas eu tenho um bom trabalho. Estou fazendo algo que gosto. Não vou desistir de tudo para viver na montanha russa de ser empreendedor”
, relembra.

Formado em economia, começou a raciocinar sobre quanto tempo deveria investir para encontrar esta tal luz da sua vida. Começou com 20% e logo percebeu que era muito tempo. A partir das suas experimentações, chegou à conclusão de 10% era uma proporção ideal. Entendeu que havia muitos executivos mantinham suas carreiras mas costumavam investir 10% do seu patrimônio em novos negócios. Assim, podiam vivenciar e apostar no seu sonho pessoal que também era o mesmo de outros empreendedores, que, estes sim, dedicavam-se integralmente ao negócio. Outros, em vez de dinheiro, investiam 10% seu tempo atuando como conselheiros e mentores de novos empreendedores. Era uma forma de experimentar viver o seu sonho pessoal ajudando outros que estavam tornando-o realidade.

Mas a barreira mental para se tornar um Empreendedor 10% é o sentimento de pequenez que aflige muitos. “Eu quase não tenho patrimônio pessoal. Como investir 10% de quase nada?” É fato que muitas pessoas têm muito pouco capital para investir mesmo que apenas 10% deste valor já que julgam este montante irrisório. Mas há um outro fato que constata que empreendedores demandam pouco capital para iniciar um negócio, daí o sucesso de muitas iniciativas de microcrédito não só no Brasil, mas em todo o mundo. E mesmo que não tenha dinheiro ou não queira investi-lo neste primeiro momento, sempre terá um pouco de tempo para ajudar empreendedores.

Esta é a função de mentoria que cresce exponencialmente no Brasil (e no mundo). Ser mentor de uma startup é, para muitos, até um sinônimo de status profissional. Mas aqui pode surgir, de novo, o seu eu pequeno: Mas eu não tenho conhecimento para ajudar ou orientar um empreendedor. Mesmo sendo muito jovem e com quase ou nenhum conhecimento de negócio, você ajudar negócios, por exemplo, que estão lidando com jovens como você. Cada vez mais as startups utilizam lógicas de design centrado no usuário, design thinking, lean startup. Todas elas, ter a visão do cliente não é apenas valiosa, é obrigatória para ter sucesso. A mesma lógica vale para o profissional já aposentado que se sente “velho”. Além de conseguir orientar empreendedores que lidam com este mesmo público, ainda pode contribuir com todo o conhecimento profissional e rede de contatos que construiu durante sua vida profissional.

Se ficou interessado em se tornar um Empreendedor 10%, talvez, a próxima dúvida seja como encontrar empreendedores e startups para investir e/ou orientar. Isto pode estar mais próximo do que imagina, pois, seus amigos, conhecidos, amigos de amigos e conhecidos de conhecidos já estão, provavelmente, empreendendo ou pensando em criar um negócio próprio. Entre em contato com a faculdade em que se formou ou outra que esteja mais próximo, entenda se há algum centro ou núcleo de empreendedorismo ou mesmo professores de empreendedorismo. Agende um bate-papo e voluntarie-se para ajudar. No Insper, por exemplo, temos um programa de mentores e uma iniciativa de investidores-anjo.

Participe de eventos de empreendedorismo. Há inúmeros ao redor do país como Startup Weekends, hackatons, demo days, meetups e conheça os hubs de empreendedorismo como o Google Campus, Cubo, Oxigênio e inúmeros coworkings que se espalham pelo Brasil.

Acompanhe o trabalho de organizações que apoiam o empreendedor inovador no Brasil como a Endeavor, Artemísia e Junior Achievement. Todas trabalham com programa de mentoria para empreendedores.

Por fim, conheça iniciativas de grande porte para lidar com interessados em ser mentores como o do Inovativa Brasil e investidores-anjo como a Anjos do Brasil.

Se começar a participar deste ecossistema do empreendedorismo brasileiro, descobrirá que quanto mais ajuda, mais será ajudado. Que quanto mais se ensina, mais se aprende. Que quanto mais vive o seu sonho (por mais romântico que isto seja), maior e mais real ele se tornará. No final, entenderá que não se trata de 10%, mas de 110% de você.

Marcelo Nakagawa é Professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper

 

Impossible Foods: Por que até Bill Gates está investindo em hambúrguer?

4 de agosto de 2017

Imagine uma cena em que estivesse Bill Gates (co-fundador da Microsoft), Larry Page e Sergey Brin (co-fundadores do Google) em uma lanchonete comendo hambúrguer. Quem representaria a inovação mais disruptiva deste momento? Se perguntasse para eles, haveria a possibilidade de apontarem o hambúrguer já que investiram quase US$ 100 milhões em uma startup que até agora só produz isso. O próprio Google tentou comprar esta fabricante do hambúrguer por um valor entre US$ 200 e 300 milhões, mas o empreendedor declinou. Só o interesse destes bilionários visionários, além de outros como o bilionário chinês Li Ka-shing e do indiano Vinod Khosla, que também investiram na startup Impossible Foods, já seria algo para chamar a atenção de quem lida com empreendedorismo e inovação ao redor do mundo, mesmo que isto pareça que seja apenas um hambúrguer.

Entretanto, estamos vivendo uma era em que há tantas inovações disruptivas que quase ninguém conhece Pat Brown, o fundador da Impossible Foods. Ele é considerado um dos principais cientistas dos Estados Unidos, foi professor de bioquímica na Universidade de Stanford durante 25 anos e neste período inventou o Chip de DNA, que foi vital nas principais descobertas genéticas nos últimos anos. Esta trajetória já tinha trazido fama, reconhecimento e dinheiro. Mas em 2009, aos 55 anos, percebeu que talvez até estivesse feliz e realizado, mas não mais motivado. Decidiu parar todas as suas atividades durante 18 meses durante um período sabático para refletir sobre o que gostaria de fazer no resto da sua vida.

Nas suas pesquisas e reflexões, ficou alarmado com o fato de que um terço de todo o terreno agriculturável na Terra estava sendo utilizado para a criação ou produção de ração para a pecuária. E para piorar, a pecuária tinha muitos impactos negativos ambientais como na utilização de recursos naturais, desmatamentos e aumento do Efeito Estufa. Imaginou que se a pecuária ocupasse um espaço menor, os produtores poderiam se dedicar a outros alimentos, barateando a alimentação e reduzindo drasticamente os resultados criticáveis da produção e consumo de carne.

Ainda com a cabeça de pesquisador, explica, quando retornou do período sabático, organizou um simpósio convidando as principais referências no assunto para discutir o problema, mas entendeu quão utópico era a sua nova motivação e ingênua era sua abordagem. Todos já conheciam o “problema”, conduziam pesquisas sobre o assunto, escreviam papers e até participavam de movimentos que tratavam do problema. Mas ninguém, com a exceção de grupos ecologistas mais ativistas, estavam, de fato, trabalhando para reduzir os danos deixados pela indústria da carne.

Incomodado em não se tornar mais um que estuda, avisa, mas não toma nenhuma atitude prática para eliminar o problema ou reduzir seus efeitos, em 2011, Pat Brown reuniu uma equipe de pesquisadores para produzir carne. Mas com um detalhe, esta carne seria obtida a partir de plantas que, cientificamente comprovada, deveria ter um menor impacto do que a produção de carne e deveria ser não apenas exatamente igual em todos os seus aspectos para o consumidor final, porém melhor. A startup que fundou, a Impossible Foods em Redwood City, no Vale do Silício, começou pelo hambúrguer: “Nossa missão não é produzir um hambúrguer decente. É fazer o melhor hambúrguer que o mundo jamais viu.” – explica Brown.

Quem olha e consome o hambúrguer fica impressionado pelo sabor e mais deslumbrado ainda quando sabe que aquilo ali não veio de um boi e é muito mais saudável. A equipe de pesquisadores da Impossible Foods conseguiu uma combinação de ingredientes vegetais e uma fórmula que atinge todas as mesmas características do hambúrguer, inclusive a gordura e o sangue, que todos sabem (mas não se lembram) que estão presentes, inclusive mesmo depois de ser grelhado.

Com esta motivação, apesar de ser vegetariano assim como a sua inovação, Brown visa atender qualquer pessoa que goste, mesmo que pareça paradoxal, de uma boa carne.

Mesmo já tendo captado mais de US$ 270 milhões dos principais investidores dos Estados Unidos e China (os dois maiores consumidores de carne do mundo) e mirando um mercado que movimenta cerca de US$ 1 trilhão anualmente, o jovem empreendedor Pat Brown, agora com 63 anos, está mais motivado do que nunca esteve ao tentar oferecer uma alimentação mais saudável e sustentável.

Marcelo Nakagawa é Professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper

Sobre o que não é compartilhar

3 de agosto de 2017

Convidado à escrever sobre compartilhar, difícil não citar exemplo de grandes unicórnios que ganham valor de mercado pregando a Economia Compartilhada como salvadora do sistema financeiro mundial. Focado em entregar para todos leituras rápidas com as práticas de mercado do que é compartilhar, trago à vocês 2 exemplos. Um tradicional e um novo do que é dividir:

Primeiro o novo. Uber. Bom, a empresa definitivamente criou uma plataforma de compartilhamento e tira seu sustento de um modelo que só funciona, hoje pelo menos, se houver uma base de pessoas para representa-la fisicamente, nesse caso, os motoristas.

A plataforma em si, simples, conecta pessoas que precisam se deslocar do ponto A para um ponto B com pessoas dispostas a conduzir você nessa jornada de pontos, todos ganham: a empresa fica com uma parte, o motorista com a sua e o passageiro que tem o resultado final. Sharing economy, certo? Não.

Tem um ponto básico aqui, quem arbitra o valor pelo serviço prestado pelo motorista é a empresa que criou a plataforma, isso na verdade não deixa de ser um pensamento capitalista na essência de otimização de ganhos: Ganho se o serviço funcionar, sem gasto para o funcionamento posso abrir mão da rentabilidade unitária e focar no volume, de quebra, pela oferta e demanda arbitro aumentos e quedas de preços pelo aplicativo, mas nunca deixo de ganhar.

O Uber ganha quando os motoristas ganham e ganha quando perder também. Dividir parece fácil quando você nunca perde, afinal, nem seguro oferecem, melhorias e ou benefícios.

Vamos ao exemplo tradicional. Imagine um sistema de vendas direta, aquele modelo Avon e Natura. O valor do produto é oferecido pela fabricante, afinal, ela produz o bem de consumo. A margem por sua vez é sugerida para seus vendedores, eles arbitram sobre o valor na ponta, na venda, sabendo que se ofertarem mais caro venderão menos, mas eles assumem um risco por si só, os ganhos continuam sendo divididos entre todos, afinal, até descontos eles podem dar para seus clientes mais fiéis.

Sharing Economy diz muito respeito às regras claras do jogo, não exatamente uma plataforma tecnológica que dá mais voz. A Natura seria sharing economy então? Não, apenas uma empresa capitalista que visa lucro e não depende necessariamente de uma comunidade para sobreviver, mas ela tem mais clareza que o uber sobre a importância de sua comunidade.

Wolfgang Menke é fundador da House of All e está dando um nó na cabeça do mercado brasileiro ao possibilitar que pessoas experimentem e pratiquem a Sharing Economy.

Marketing para franquias x marketing tradicional

2 de agosto de 2017

Depois de mais de 20 anos trabalhando com comunicação para franquias, é um prazer poder compartilhar aqui, em um dos maiores grupos de comunicação do País, um pouco da minha experiência.

O mercado de franquias ainda é muito jovem no Brasil. A lei que rege o setor, chamada de Lei de Franquias (Lei nº 8.955, de 15/12/1994), foi assinada pelo ex-presidente Itamar Franco em 1994, mesmo ano em que comecei a trabalhar com franchising. Mas, mesmo sendo jovem, o setor no Brasil já é o quarto maior do mundo em número de redes e o sexto maior em unidades, segundo o World Franchise Council. São mais de 3 mil marcas e mais de 142 mil unidades franqueadas. Ainda assim, há muito espaço para crescer, e não só em número de marcas e pontos de venda, mas também em estrutura e capacitação de profissionais.

Denis Santini é CEO da MD

Pouca gente entende com profundidade o mercado de franquias, e em comunicação isso não é diferente. Tive o privilégio de escrever, junto com a Filomena Garcia, o primeiro livro sobre o assunto no Brasil – “Marketing para franquias” -, lançado em 2006 pela Editora Premier e com uma segunda edição ampliada e revisada lançada em 2011 pela Editora Saraiva. Para escrever o livro, me aprofundei ainda mais no tema e passei a ter a certeza de que somente em franquias existe mais um “P” além dos quatro P’s tradicionais do marketing (conceito criado pelo professor americano Jerome McCarthy e difundido globalmente por Philip Kotler).

Nosso “P” do franchising, “P” de “Phranqueado”, abordado pela primeira vez no livro, é uma licença poética que remete ao português antigo, quando “PH” tinha som de “F”, e que tomo a liberdade de destacar aqui novamente.

Esse “P” do franchising é essencial para entendermos o marketing para franquias, pois ele tem influência sobre todos os outros P’s do marketing. Por uma razão simples: o “Phranqueado” quer interagir, modificar e adaptar produto, preço, promoção e ponto de venda. Fazendo um rápido paralelo com o conceito elaborado pelo professor McCarthy, podemos dizer que:

“P” de Produto: uma empresa, quando decide expandir por franquia, precisa ter a clara visão de que nem tudo que funciona onde a marca nasceu vai dar certo em outras regiões. Por isso, é preciso adaptar produtos e serviços e acertar o mix oferecido no ponto de venda, levando em conta as características do consumidor local. O franqueado, nesse caso, pode ter uma percepção mais apurada e até contribuir com a franqueadora sobre o que agrada, funciona e vende na região.

“P” de Preço: no Brasil, a tributação não é a mesma em todos os estados. Isso, aliado à concorrência regional enfrentada pelo franqueado, tem forte impacto na relação custo x benefício de produtos e serviços. Por isso é comum encontrar marcas nacionais com preços locais. Aplicar o mesmo preço para todas as unidades da rede pode não fazer tanto sentido e até prejudicar o desempenho de algumas delas.

“P” de Promoção: aqui a comunicação é ainda mais sensível, pois é cada vez mais importante atuar regionalmente. O franqueador pode e deve contribuir para o planejamento local do franqueado, o que significa ter uma comunicação que leva em conta as necessidades específicas de cada região. Além disso, há um trabalho extra, que é engajar o franqueado a aderir às campanhas promocionais, um desafio para todo franqueador e seus parceiros de comunicação.

“P” de Ponto de Venda: este talvez seja o “P” mais desafiador, que sofre maior influência do “Phranqueado”. Essa interferência vai desde a escolha do ponto e passa, principalmente, pela gestão da operação. É na gestão que o franqueado reina, motivando a equipe, administrando o estoque, rentabilizando os serviços/produtos, cuidando da sua área de influência e, claro, dos clientes. Por isso, a comunicação entre franqueador e franqueado precisa ser a mais assertiva possível para evitar desentendimentos e garantir que o marketing seja realmente executado na ponta, com participação do time do “Phranqueado” e, claro, para o consumidor final.

Como se vê, o “P” do franchising faz com que a estratégia de comunicação e marketing para uma rede de franquias seja diferente da estratégia aplicada em negócios de outros setores. E é sobre isso que vamos tratar aqui quinzenalmente. Será um prazer contribuir com você, leitor. Sinta-se à vontade para dar a sua opinião e sugerir temas, porque quero me aprofundar no que realmente importa: as suas expectativas.

Denis Santini é CEO da MD | Make a Difference, primeira agência de comunicação especializada em franquias e redes, multifranqueado e professor da FIA/Provar.

7 razões para não comer fora de casa

31 de julho de 2017

Quando iniciei o Pastifício Primo, em 2010, eu não imaginava algumas das coisas que aconteceram e que ajudaram – e continuam ajudando – nosso negócio a prosperar.

Naquele momento, recém-chegado a São Paulo, eu estava procurando fazer a melhor massa do mundo, treinar a equipe, conquistar a confiança de nossos clientes e atender o máximo de pedidos – uma massa e um molho de cada vez. Eu apenas enxergava esses objetivos simples, que eram a parte visível no dia a dia de uma pequena loja/fábrica artesanal de comida.

Mas havia outras coisas interessantes acontecendo – que hoje podemos chamar de tendências – no mundo da gastronomia e no consumo de alimentos, e que estavam “cozinhando” em fogo lento, esperando o momento mágico de serem descobertas pelo grande público. Uma delas – a principal delas para o nosso negócio – é o chamado “home food” (comer em casa).

Acredito que seja provável que esta tendência, ainda tímida no Brasil no começo dos anos 2000, tenha sido acelerada por conta da crise de 2009 – e que se repete na crise atual. Uma combinação do desejo/necessidade de gastar menos, mas sem abrir mão da qualidade adquirida.

Portanto, as pessoas passaram a comer mais – e melhor – em casa, criando essa demanda por alimentos preparados com comprometimento, com filosofia, com responsabilidade, permitindo assim o surgimento de uma geração inteira de novos artesãos e pequenos negócios para atender essa demanda. E o Pastifício Primo floresceu no meio disso tudo.

Outro ingrediente importante foi o crescimento da percepção de que o alimento está diretamente relacionado com a saúde. Assim, as pessoas passaram a questionar mais o que estão consumindo, passaram a evitar comidas industrializadas que, mesmo mais baratas, representam uma ameaça ao bem-estar de si mesmo e das pessoas queridas. Esse é um assunto muito sério, e que voltarei a tratar num futuro próximo.

E podemos ir além, na arquitetura das casas, por exemplo. Antigamente as casas e apartamentos tinham a cozinha separada da sala de visitas ou da sala de jantar, e muitas vezes eram simplesmente a parte mais feia da casa! Já as cozinhas de hoje são espaçosas, confortáveis, lindas, iluminadas, e geralmente se transformam no centro de qualquer festinha.

Outra comparação necessária é que antigamente a maioria das pessoas considerava cozinhar uma obrigação, um “fardo” relegado, sempre que possível, para as empregadas. E, sempre que havia uma ocasião especial para celebrar, como um aniversário, ou uma formatura, ou um jantar romântico, a moda era reservar um restaurante. Havia famílias que tinham mesa garantida em restaurantes todo domingo, e agora recebem toda a família em casa, cada um preparando e exibindo orgulhosos seus pratos preferidos.

Assim, o ato de cozinhar e compartilhar a mesa foi redescoberto de forma lúdica, uma atividade calmante, zen, um ato de amor. E cozinhar em casa se consolidou como um estilo de vida.

Isso porque há muitas vantagens no home food, e eu analiso 7 que me ocorrem agora:

1. É mais em conta. Cada um leva um ingrediente, um prato, ou um par de garrafas de vinho. Uns levam a sobremesa. Outros levam o pão e antepastos. Chamar os amigos em casa para um almoço ou jantar é algo divertido, além de ser muito mais econômico que um restaurante. Por um instante imagine a conta num restaurante bacana, com uma turma de 10 a 15 amigos, adicione 10% de serviço e mais o valet. Imaginou? Pois é. Dá pra fazer de vez em quando, mas nem sempre.

2. Visitar as casas dos amigos. Parece coisa de cidade do interior, mas de fato está acontecendo em São Paulo! O almoço de domingo pode ser um dia na casa de um, depois o jantar é na casa do outro. Isso permite trocar receitas, conhecer novas culturas urbanas e, acima de tudo, comer bem. Se for beber, Uber, taxi ou bike são a solução. Manter a vida simples é um mantra somente possível com a prática.

3. Faça você mesmo. Hoje em dia, as pessoas não precisam cortar lenha no mato, nem sair para caçar, né? Não construímos a casa com as mãos, nem consertamos o próprio carro – e tem quem não saiba trocar um pneu. Numa grande cidade, estamos forçosamente afastados de qualquer ato de “fazer com as próprias mãos”. Mas cozinhar é a nossa salvação, podemos preparar nossa própria comida, escolher os ingredientes, é uma oportunidade simples de resgatar significado ao verbo “fazer”.

4. Descubra uma nova forma de namorar. Era tradicional levar namorada/o para um restaurante badalado, e gastar uma nota para impressionar e nem sempre comer bem. Agora, acredite em mim, poucas coisas impressionam mais – e melhor – do que preparar o jantar em casa, comer com calma, sem o garçom ficar empurrando o couvert ou enchendo a taça para você gastar mais.

5. Coma mais saudável. Comer em casa permite escolher com muito mais cuidado os ingredientes, a higiene e, principalmente, alimentos menos processados, menos industrializados.

6. Declarar a liberdade das filas, dos shoppings e dos valets. Entendo perfeitamente a vontade de conhecer um lugar novo, da moda, e que tem filas quilométricas na porta. Eventualmente pode valer a pena. Mas é um contrassenso juntar a família e se meter numa fila de horas. Principalmente no dia das mães ou no dia dos pais.

7. Por fim, lembrando o velho ditado: lar, doce (e saboroso) lar.

Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br