Blog


Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
Twitter Facebook Orkut
Aumentar texto Diminuir texto

Chegou o dia da despedida

24 de fevereiro de 2015

Chegou o dia da despedida. Depois de vários posts publicados aqui no Blog do Empreendedor, é hora de devolver o espaço ao nosso editor, Daniel Fernandes, para que os estimados leitores possam ouvir histórias diferentes, novas e, certamente, inspiradoras.

Temos muito a agradecer ao Ilan Kow, ex-diretor de Projetos Especiais do Estadão, que nos apresentou ao Daniel, no começo da nossa caminhada para criar uma nova marca de queijos. E especialmente ao Daniel, que nos confiou este importante espaço para que pudéssemos compartilhar com os leitores um pouquinho das nossas experiências.

Como já dissemos em um post anterior, é impressionante como é benéfico ao empreendedor se aventurar a escrever e contar sua história. Não só pela óbvia exposição que ganha, dando a oportunidade de expor a um número muito maior de pessoas a sua mensagem. Mas também porque escrever cada post exige um esforço mental enorme, muita concentração e pesquisa. Parece fácil, mas não é. Normalmente levávamos uma manhã inteira. Às vezes, um dia todo.

Lembrando: não somos escritores e nem jornalistas. Nos falta prática e formação na área. E é aí que está o grande ganho. A cada post, éramos obrigados a pensar e repensar o que estávamos fazendo, em busca de uma história interessante para contar. E em muitas repensadas, novas ideias – para o nosso negócio – surgiam. Também aprendíamos muito em nossas pesquisas para poder escrever. Pesquisas que não teríamos feito, não fosse o blog.

Para fechar, gostaríamos de dizer que empreender não é fácil, mas é altamente gratificante. Ter uma ideia e vê-la, meses ou anos depois, materializada seja na forma de um produto na gôndola de um supermercado ou na forma de um aplicativo para smartphone, é motivo de grande satisfação. Empreendedores criam empregos, geram desenvolvimento e podem contribuir para que sua cidade, estado ou país se tornem lugares melhores. Empreenda, vá em frente. O Brasil precisa de mais pessoas assim.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais.

Quero montar um negócio para vender!

17 de fevereiro de 2015

Na semana passada recebemos a notícia da união entre as Cervejarias Bohemia e Wäls. Foi inevitável lembrar da nossa história, quando vendemos a Cervejaria Eisenbahn em 2008 para o grupo Schincariol, hoje Brasil Kirin.

Interessante que encontramos comentários muito legais, de apoio e admiração, e algumas poucas críticas mais agressivas, parecidas com as que recebemos em 2008 como as que diziam que as cervejas nunca mais seriam as mesmas e que tudo estava perdido.

Logo que anunciamos a venda da Eisenbahn, algumas pessoas nos disseram que as cervejas já haviam mudado sendo que os lotes de cerveja aos quais elas se referiam haviam sido produzidos antes da venda da empresa.

Mas o nosso objetivo nesse post é falar da transação em si, um grande grupo empresarial procurando uma pequena empresa para comprar ou para formar uma sociedade, e não dos comentários ou críticas que aparecem, ou do que vai ou não acontecer após o anúncio da operação.

Se um grande grupo procura uma empresa pequena, é por que alguma coisa boa está sendo feita, ou seja, um bom trabalho está sendo feito. Bons produtos foram criados, uma boa estratégia de marketing montada, uma boa rede de distribuição estruturada, etc. E isso deve ser motivo de muito orgulho para o empreendedor.

Algumas pessoas já nos procuraram para trocar experiências sobre novos projetos e acabaram relatando que o objetivo  principal era, no final das contas, buscar a venda para um grande grupo, dando uma grande tacada.

Não acreditamos nesse tipo de trabalho, e ainda não vimos nenhum desses, pelo menos os que  conversamos, atingir seus objetivos. Nunca pensamos em vender a cervejaria. Esse nunca foi nosso objetivo e nunca imaginamos que isso pudesse acontecer algum dia. Inclusive, um dos motivos que nos levaram a escolher esse negócio foi o fato de termos encontrado pelo mundo muitas cervejarias que já passaram por diversas gerações e ainda estão por aí em atividade.

Acreditamos sim, no trabalho feito com paixão, com determinação, com dinamismo, com qualidade, com organização, com respeito e com inovação. O resto, ter uma empresa que passe por gerações e gerações ou que seja procurada por um grande grupo para uma aquisição ou para uma sociedade, é mera consequência.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

Não é só a paleta que não se parece com a mexicana… É o capuccino, o iogurte grego, o queijo Gruyere…

10 de fevereiro de 2015

Cliente: Por favor, um Capuccino.

Atendente: Com canela?

Cliente: Não, apenas café e a espuma do leite.

Atendente: então o senhor não quer um capuccino. Capuccino tem chocolate e canela.

Cliente: Então me veja um café com leite

Atendente: Ah, o senhor quer uma média? Por que não falou antes?

Cansamos de vivenciar o ocorrido acima até o ponto em que desistimos. Se não estivermos em uma das boas e poucas cafeterias que já temos no Brasil, é mais garantido pedir uma média. Até já nos perguntaram: capuccino italiano ou brasileiro? O italiano, nesse caso, vinha com chocolate.

Todas as vezes em que nos deparamos com uma situação como essa, nos perguntamos: por que é que no Brasil as coisas tradicionais tem que ser distorcidas. Por que chamam de capuccino um café que em nada se parece com um tradicional italiano?

A matéria publicada no último dia 5 no Estadão PME sobre a febre das Paletas Mexicanas demonstra mais um caso como o descrito acima: as paletas “mexicanas” brasileiras só se assemelham as mexicanas legítimas pelo formato. Lá, não são recheadas, não são cremosas e não são feitas com leite condensado e brigadeiro. Porque chamá-las, então, de Paletas Mexicanas?

Vamos mais adiante. Quem conhece um iogurte grego de verdade sabe que o que nos vendem aqui no Brasil também está longe de ser parecido com o tradicional. Açúcar em excesso e cremosidade de menos são as características da maioria dos iogurtes “gregos” brasileiros. Os tradicionais tem menos açúcar, e por isso são mais ácidos. E mais saudáveis.

E no mundo dos queijos, segmento em que atuamos? A “grande” contribuição brasileira foi chamar de Gruyere um queijo que em nada, mas em nada mesmo, se assemelha ao Gruyere original. O Gruyere brasileiro é todo furado. São as chamadas olhaduras. O Gruyere suíço não tem furos. O sabor é, também, completamente diferente.

E assim vamos nós, ingênuos consumidores brasileiros, acreditando naquilo que nos vendem, por falta de referências e informação.

Desde a época da Cervejaria Eisenbahn, gostamos de fazer as coisa da maneira correta. Educar o consumidor, ser honesto com ele, vender gato por gato. Não chamávamos nossa cerveja por um nome e envasávamos outro líquido dentro. E não faremos queijos tradicionais apenas no nome, mas também nas receitas. Está aí um grande diferencial que as pequenas e médias tem frente aos grandes, que precisam “popularizar” suas receitas para vender volumes imensos. Eles não podem ter rejeição. Nós podemos.

Não estamos dizendo que aqui só se deve copiar o que existe lá fora. Mas se lançar um produto inspirado lá fora, mas com características diferentes, por favor, escolha um novo nome para ele.

Bruno e Juliano fundaram a premiada Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e tocam uma fábrica de queijos especiais em Pomerode. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

Até a Amazon e o Google erram. E feio!!!!

3 de fevereiro de 2015

Bruno e Juliano Mendes escrevem todas as terças no Blog do Empreendedor

Nos últimos dias fomos surpreendidos pelo anúncio de que a Google estaria colocando seu projeto do Google Glass em repouso. Um dos maiores fracassos em vendas, no ano passado, nos Estados Unidos, foi o Amazon Fire Phone, seu smartphone que hoje não tem custo nenhum, dependendo do plano da operadora escolhido pelo usuário. Até a Apple já errou dezenas de vezes.

É possível listar inúmeros projetos fracassados, não só na área de tecnologia, mas em qualquer segmento de negócios.

Nós mesmos tivemos uma experiência fracassada, ao tentar colocar no mercado de Blumenau um restaurante italiano chamado io. Contamos essa experiência em um post passado.

Enquanto a Cervejaria Eisenbahn era nossa, colocamos no mercado 12 cervejas diferentes. Esperávamos vendas muito maiores de algumas, e nos surpreendemos com vendas acima do previsto em outras.

Agora, na Pomerode Alimentos, estamos passando pela mesma experiência. Colocamos mais de 10 produtos no mercado em um período de um ano. Alguns estão engatinhando. Outros, surpreenderam. Exemplo de vendas muito maiores que a expectativa é do nosso kit com 4 bisnagas de Cremes de Parmesão. Criamos esse produto apenas para atender nossa loja de fábrica e alguns pontos turísticos em Pomerode. No entanto, ele foi o produto mais vendido, e com bastante folga para o segundo, nos últimos 4 meses.

Fica a pergunta: como acertar a mão no lançamento de um novo produto? É claro que grandes empresas têm em mãos ferramentas extremamente sofisticadas para diminuir os riscos. Contam com orçamentos parrudos para fazer pesquisas, criar protótipos, analisar a concorrência. Pequenas empresas, como a nossa, contam basicamente com estatísticas de vendas, observação e, principalmente, intuição.

Mesmo assim, diante dos inúmeros fracassos de companhias gigantes como as citadas acima, e também de muitas empresas pequenas com orçamento curto, diríamos que é impossível prever com precisão o possível sucesso ou fracasso de um produto.

Só há uma forma de saber: tentando. E é assim que esperamos enfrentar esse ano difícil que nos aguarda. Temos uma meta bastante audaciosa, de levar nossa linha de produtos atual, que conta com 16 produtos, para 50. Alguns devem surpreender, outros fracassar. Faz parte do jogo.

Ainda sobre Dominique Ansel e o sucesso do Cronut

27 de janeiro de 2015

Em nosso post da semana passada sobre o Cronut, doce que mais faz sucesso em NY, fomos surpreendidos por uma repercussão recorde em nossas postagens desde que assumimos o espaço das terças-feiras aqui no Blog do Empreendedor. Foram mais de 8 mil recomendações no Facebook.

Na sequência, nosso editor, o Daniel Fernandes, explorou um pouco mais o assunto, em texto publicado no seu post do dia 21 de janeiro. E mais 6 mil recomendações no Facebook.

Não há dúvidas de que o assunto gerou interesse. Mas a ideia no post de hoje não é aproveitar o que deu certo e chover no molhado. Voltamos a falar de Dominique porque fomos surpreendidos, também na última semana, pela notícia de que ele abriria no West Village uma nova confeitaria. Lendo o título, imaginamos: ah, Dominique se rendeu. Vai produzir o Cronut em outra região da cidade e aproveitar a onda de sucesso de sua criação para aumentar seu faturamento.

Engano nosso. Dominique segue contra o que qualquer empreendedor, pequeno ou grande, provavelmente faria. Ele não venderá, em sua nova confeitaria, seu famoso Cronut.

No cardápio do Dominique Ansel Kitchen, que é como se chamará seu novo empreendimento, madeleines, mousse de chocolate e mille fueille, clássicos consagrados da pâtisserie francesa. E como inovação sempre acompanha sua carreira, um inédito (pelo menos para nós) menu degustação de sobremesas servido à noite em uma mesa comunitária. Além disso, Dominique comenta que o que mais lhe incomoda em confeitarias tradicionais é a falta de frescor nos doces, uma vez que tudo é produzido com alguma antecedência. Em seu novo negócio, 70% dos doces serão produzidos mediante pedido. Ou seja, tudo fresquíssimo.

Difícil entender o que se passa na mente de Dominique. Imagine a tentação que qualquer um de nós teria, de aumentar a produção do produto mais famoso, em busca de maiores retornos financeiros? Mas aparentemente não é só isso que move Dominique. E talvez esteja aí uma das razões de seu enorme sucesso.

Para saber mais sobre o novo projeto de Dominique, acesse a Dominique Ansel Kitchen.

Bruno e Juliano fundaram a premiada Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e tocam uma fábrica de queijos especiais em Pomerode. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

Conheça o doce que faz tanto sucesso em NY que as pessoas fazem fila às 5h30 para comprá-lo

20 de janeiro de 2015

Bruno e Juliano Mendes escrevem toda terça-feira no Blog do Empreendedor

Caminhando pelas ruas do Soho, em Nova York, nos primeiros dias deste mês, nos deparamos com uma moça asiática, toda esbaforida e agitada, pedindo ajuda para encontrar uma confeitaria que ficava nas redondezas. Com seu smartphone em mãos, Google Maps aberto, ela me perguntava se conhecia a confeitaria de um tal de Dominique Ansel.

Lembramos ter passado, na quadra anterior, por uma confeitaria. E que a “Bakely”, como se referia ela a tal Bakery que procurava, poderia ser aquela mesmo.

::: Confira nossas páginas especiais :::
Tudo sobre FRANQUIAS
Tudo sobre INOVAÇÃO
Tudo sobre ALIMENTAÇÃO

Poucas horas mais tarde, já dentro de uma loja que vende roupas, itens para decoração e cozinha, encontramos um livro de capa muito bonita, sobre um Chef Pâtissier e um auto elogio de impacto: a confeitaria mais celebrada do mundo. Era o mesmo chef a que se referia a asiática quase histérica naquela congelante esquina do Soho.

A vontade de visitar sua confeitaria bateu instantaneamente. Navegando pela internet em busca do endereço correto, nos deparamos com avaliações bastante elogiosas a um chef super premiado. E em matérias em todas as mais importantes emissoras e publicações impressas de NYC e dos EUA, referências ao que seria o melhor doce de NYC: o Cronut (marca registrada).

Dias depois lá fomos nós, por volta das 5h da tarde, beber um bom café acompanhado do famoso Cronut, é claro.

Me dirijo ao caixa e,  na maior tranquilidade, peço dois Cronuts. A atendente, com aquela cara mais fria que o clima do lado de fora, reponde: o cronut já acabou. Somente às 6h. Você entra na fila e começamos a vender às 8h. Frustrado, perguntei: daqui a uma hora? Quando ela me responde: não, às 6h da manhã. Você entra na fila às 6h e começamos vender às 8h. Em poucos minutos acaba tudo.

Com uma enorme frustração, mas já conformado, pedi outros doces, que estavam deliciosos. Uma placa móvel, que é colocada ao lado de fora, continha alguns esclarecimentos, para quem deseja comer o Cronut:

A fila, muitas vezes, começa, às 5:30 da manhã.

Porque não produzimos mais? Porque nossa cozinha é pequena e queremos criar outros doces também.

Por favor, enquanto na fila, não faça barulho. Respeite nossos vizinhos.

Estamos trabalhando para aumentar nossa produção. Mas por enquanto, não conseguimos produzir mais.

E por aí seguia a lista, bem grande, por sinal. Um dos itens, interessante, por sinal, dizia que o chef estava sempre presente e que recebia pessoalmente os clientes às 8h.

De volta ao Brasil, ficou aquela enorme vontade de provar o Cronut, Mas ficaram também admiração, dúvidas e uma grande lição.

A dúvida que ficou é quanto a quantidade produzida diariamente. Será que ele não produz mais Cronuts, mesmo que em uma cozinha externa, por ser extremamente centralizador e cuidadoso, e teria medo de que sua “obra de arte” (ele já foi comparado ao Van Gogh pela Food & Wine) sofresse variações com a produção em maior escala, ou seria essa uma grande estratégia de marketing, para criar um enorme desejo nas pessoas e ganhar páginas e páginas de mídia espontânea?

E a lição, pelo menos pra nós, é a de que qualquer negócio pode criar o seu próprio Cronut. Usar os mesmo ingredientes para fazer algo novo, que crie o desejo e admiração das pessoas. É a ideia de que que sempre é possível inovar. Basta pesquisa, criatividade, e muito, muito trabalho. Não seria bom, em tempos de crise, ter fila na sua porta às 6h da manhã?

Para saber mais sobre o Dominique e sua criação, visite http://dominiqueansel.com ou https://vimeo.com/92209637

 

A experiência de escrever um blog

13 de janeiro de 2015

Em 2013, quando estávamos iniciando nosso mais recente projeto, uma fábrica de queijos, decidimos escrever um blog para contar um pouco das nossas experiências passadas e um pouco também dessa nova experiência. Como fomos procurados ao longo dos últimos anos por amigos, estudantes e candidatos a empreendedores para compartilhar as nossas experiências, achamos que seria uma oportunidade legal contar os detalhes da montagem desse novo negócio e a forma como montamos uma empresa.

Uma das coisas que aprendemos nos últimos anos é que geralmente muitas coisas podem acabar acontecendo de forma diferente do planejado inicialmente, e que coisas nunca imaginadas podem acabar acontecendo.

Quando montamos a Cervejaria Eisenbahn, imaginávamos atingir um público mais maduro, mas acabamos atingindo um público mais jovem. Jamais imaginamos que poderíamos em algum momento vender a empresa ou sermos procurados por um grande grupo interessado em comprá-la. Planejamos o The Basement, nosso pub, apenas com som mecânico e hoje temos música ao vivo semanalmente. Iniciamos a operação com uma oferta de produtos diferente da atual. Quando assumimos a Pomerode Alimentos, não imaginávamos que teríamos tantas oportunidades com a linha de produtos já existente como estamos encontrando.

E com relação à experiência de escrever um blog, ou de colaborar com um blog como o Blog do Empreendedor, imaginávamos inicialmente compartilhar um pouco das nossa experiências e iniciar de alguma forma um contato com futuros consumidores dos produtos que laçaríamos. O que aconteceu que não esperávamos?

Compramos uma empresa, que nos foi oferecida porque viram no blog que estávamos montando uma fábrica. Mergulhamos em um mercado, numa linha de produtos que não imaginávamos trabalhar. E por último, acabamos parando para pensar no negócio ou na nossa forma de trabalhar, mais do que provavelmente faríamos se não estivéssemos escrevendo um blog. No dia a dia vamos tomando decisões e seguindo caminhos que com o passar do tempo, sem percebermos, vão se somando e se tornando uma forma de trabalho ou uma estratégia de negócio.

Semanalmente nos reunimos para discutir o assunto do próximo post e acabamos repassando tudo que já fizemos nos últimos anos e o que estamos por fazer. Isso pode ser um exercício fantástico pois de alguma forma organiza nossas idéias e estratégias e nos fortalece para novos negócios ou novas oportunidades.

Escrever um blog ou para um blog pode ser uma experiência e tanto!
Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

 

Se você se preocupar com a crise, não começa um negócio

6 de janeiro de 2015

Mais um ano se iniciando e mais uma vez o assunto é o mesmo: o ano novo será difícil. Crise econômica, inflação, baixo crescimento, consumidor sem dinheiro, redução do crédito, etc.

Na verdade é difícil recordamos de um ano que não tenha se iniciado com essa perspectiva. No Brasil, parece que é sempre assim. Todas as dificuldades, tão conhecidas e faladas, estão sempre por aí e parecem não ir embora.

O fato é que, mesmo com esse ambiente, geralmente não favorável, não podemos parar. Voltando um pouco no tempo e fazendo uma breve pesquisa constatamos que os 3 últimos negócios que fizemos, a Cervejaria Eisenbahn em 2002, o The Basement English Pub em 2009 e a Pomerode Alimentos em 2013, foram iniciados em anos de crise ou de alguma dificuldade econômica. Em 2002, o dólar foi às alturas, havia a incerteza das eleições presidenciais, crise na Argentina e crise do petróleo no Oriente Médio. Em 2009, retração da economia e, em 2013, a economia patinando.

Mesmo com esses ambientes não favoráveis, nunca deixamos de tocar nossos projetos, de investir nos negócios, de trabalhar por um Brasil melhor e de acreditar nos nossos sonhos. E é isso que vamos fazer mais uma vez em 2015. Vamos tocar todos os planos que temos para o ano, vamos tentar inovar, tentar fazer as coisas de forma diferente, independente das notícias ruins que escutamos diariamente.

Feliz 2015 para todos!

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

Como remunerar a equipe de vendas

16 de dezembro de 2014

Decifrar um holerite, no Brasil, é tarefa para poucos. Quem aí não se deparou com dúvidas e recebeu a orientação para ligar para o escritório de contabilidade da empresa, pois nem mesmo o pequeno empresário, no caso, seu empregador, sabia explicar sua composição? Ou o contrário. Quem aí já não soube explicar, no dia do pagamento, o que eram aqueles inúmeros descontos e termos estranhos presentes no holerite dos seus funcionários?

As duas situações fazem parte da vida de pequenas e até médias empresas. É a tal complexidade de se fazer negócios no Brasil.

Então porque algumas empresas complicam ainda mais, ao montar um plano de remuneração bem “sofisticado” para a equipe de vendas?

Os objetivos são vários. Entre eles, é claro, tentar buscar o maior rendimento possível dos vendedores. Ou então, garantir que não se acomodem e acabem recebendo os bônus sobre um bom desempenho de alguns vendedores que normalmente se sobressaem. Pode ser, também, para garantir vendas com boa rentabilidade, não apenas altos volumes.

Enfim, a questão é que, no final das contas, gasta-se um tempo enorme gerenciando tudo isso. E tempo é justamente o que pequenos e médios empresários não tem. São sistemas que tornam tanto o fechamento desses números, quanto o entendimento por parte da equipe de vendas, muito complicados.

Quando tínhamos a Cervejaria Eisenbahn, fizemos justamente isso: um sistema cheio de metas e desafios. Batendo a meta de valor vendido, ganhava-se um bônus. Bateu o volume em litros, outro bônus. Atingindo a meta de abertura de novos clientes, mais um. E de cobertura, ou seja, número de clientes atendidos no mês, uns Reais a mais. E este não é, nem de longe, o quão complexo um  plano de remuneração pode ser. Ouvimos, nos últimos meses, relatos de empreendedores que adotaram planos muito mais complexos.

Hoje estamos mais experientes, mas com menos tempo do que já tivemos. E nem sinal de que isso venha a melhorar. Então estamos optando por simplificar, em tudo, a operação da Pomerode Alimentos, empresa que assumimos há aproximadamente um ano e meio. E isso inclui o plano de remuneração da equipe de vendas. Nada de metas sem fim. Temos um fixo e um variável. O variável é um percentual sobre as vendas. Quanto mais venderem, maior o salário. Nada mais justo, não é?

E quanto a garantir que as vendas sejam feitas com rentabilidade, que haja crescimento constante na base de clientes, entre outro objetivos importantes para a empresa? Boas conversas e uma correta orientação por parte dos gestores, além de cobranças e acompanhamento já deveriam ser suficientes. Adotamos essa prática, e não nos arrependemos disso.

Bruno e Juliano fundaram a Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e agora, à frente da Pomerode Alimentos, trabalham na criação de uma marca de queijos especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor.

 

Quando se trata de negócios, o melhor é a casa própria ou o aluguel?

2 de dezembro de 2014

Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBPQ) e o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com o apoio do Sebrae, revelou que o principal sonho dos brasileiros continua sendo adquirir a casa própria (45,2% dos votos). Mas e quanto à sede da sua empresa? É melhor alugar ou ser o dono do imóvel onde seus negócios crescem e acontecem?

Acreditamos que ter casa própria é algo ligado principalmente com o emocional, com a segurança de saber que ninguém pode tirar você e a sua família aquele pedaço de chão. Mas, em negócios, é sempre melhor deixar o emocional de lado. E tem muito empreendedor que acaba obcecado pela ideia de adquirir sua sede própria, sem calcular e analisar suas opções. Às vezes, deixam até mesmo de fazer uma ideia de negócio se concretizar pela falta de dinheiro para comprar um imóvel, sem considerar que virar locatário pode ser uma ótima opção para começar um empreendimento.

Em todos os nossos negócios, trabalhamos com sedes alugadas: na Cervejaria Eisenbahn, no The Basement, nosso pub inglês no centro da cidade; e agora na Pomerode Alimentos.

Por quê? Porque sempre, na ponta do lápis, alugar era a melhor opção, financeiramente e, também, estrategicamente. Muitas vezes, o dinheiro investido na compra de um imóvel pode render mais em um investimento financeiro, ou, ainda, ser utilizado como capital de giro na empresa, essencial para fazer um novo negócio crescer.

Estrategicamente, as vantagens de alugar sua sede, principalmente no início de um empreendimento, é que você pode se mudar para um lugar maior ou menor, ou numa localização melhor, se adaptando à realidade e ao desempenho do seu negócio. E, no fim das contas, o grande medo: e se tudo der errado? Aí, é bem menos complicado quando basta cancelar o contrato de aluguel e começar a planejar sua próxima tentativa.

Claro que há fatores que podem fazer da aquisição de um imóvel a melhor opção. Áreas que estão em franca valorização ou negócios que exigem uma infraestrutura cara ou não readaptável, por exemplo, podem levar empreendedores a investir suas reservas financeiras na sede própria. O ideal, neste caso, é que a empresa já esteja consolidada (até por que é difícil que um empreendedor iniciante tenha dinheiro para fazer uma compra neste valor). Outra opção, ainda, é conseguir um investidor que construa sua sede em troca de um longo contrato de aluguel.

Bruno e Juliano Mendes são empreendedores e criaram a Cervejaria Eisenbahn.