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Aliste-se na Quarta Revolução Industrial: empregue-se em uma startup!

19 de maio de 2017

Monty Python. Escrevo para quem conhece ou pelo menos tem uma noção de quem foi esse grupo inglês. O terceiro filme dessa trupe de comediantes, O Sentido da Vida (1983), começa com uma cena que não faz nenhum sentido atualmente: um escritório em que trabalham diversos velhinhos, provavelmente contadores, fazendo cálculos em suas calculadoras de mesa (daquelas em que os números eram impressos em um rolo de papel) e sendo vigiados por um chefe dominador. Os velhinhos se rebelam, prendem seus chefes e os expulsam do prédio centenário, que se transforma em barco que sai do centro histórico de Londres e ruma para um centro financeiro fictício repleto de prédios modernos e envidraçados. O objetivo deles era destruir as empresas modernas, mas em algum momento, o prédio-barco dos velhinhos despenca de um precipício. Fim da história.

Essa era uma crítica ácida do Monty Python às grandes empresas tradicionais que exploravam seus funcionários com trabalhos repetitivos até ficarem velhos. Mas 34 anos depois, os diversos contadores que as empresas tinham foram substituídos por softwares de gestão, não há salas repletas de velhinhos nas organizações e o chefe tenta ser solidários com seus funcionários juniores mimados. Se a cena do Monty Python fosse atualizada, seria algo próximo do episódio Gerente Junior do Porta dos Fundos.

Mas se naquele momento as empresas modernas eram aquelas dos prédios modernos e envidraçados, agora as empresas do futuro são as startups. São elas que estão liderando as disrupções em web, mobile, robótica, automação, computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas, big data, impressão de 3D. Também são as startups que não estão tendo medo de criar soluções desmaterializadas, desintermediadas, cocriadas, baseadas em reputação e na economia do acesso. Da mesma forma, são as startups que estão reinventando a gestão por meio da adoção de ferramentas e métodos como AARRR, Aceleradora Corporativa, Agile, Analytics, Bootcamp, Bounce Rate, Business Model Canvas, CAC, CDO, Coinovação, Content Marketing, Corporate Venture, Coworking, Customer Development, Daily Meeting, Deck (Pitch Deck), Design Sprint, Design Thinking, Double Diamond, Dynamic Pricing, Empreendedorismo Exponencial, Fab Lab, Full Stack, Funil de Conversão, Growth Hacking, Hackathon, Inbound Marketing, Inovação Aberta, Iteração (não é interação), Job to be Done (Customer Job), Lean Startup,  LTV, Mapa de Empatia, Makerthon, MVP, O2O, OKR, Pivotar, Rapid Prototyping, Scrum, Startup, Teste A/B, UI/UX, Value Proposition Canvas, só para citar algumas.

Nesse contexto, se conhece Monty Python, mas não utiliza quase nenhuma das abordagens citadas no parágrafo acima, olhe a sua volta! Talvez o seu precipício profissional esteja mais próximo do que imagina.

Por isso, considere a oportunidade de trabalhar em uma startup. É muito mais arriscado do que atuar em uma grande empresa, terá que exercer diversas funções e ainda aprender a aplicar diversas novas técnicas sozinho(a), mas fará parte da construção de algo novo e este conhecimento será muito útil em outras organizações.

Talvez não tenha todos os conhecidos exigidos pela startup, mas muito brilhos nos olhos, uma boa atualização dos seus conhecimentos técnicos oferecidos por diversas plataformas de educação, várias inclusive online e gratuitas (Coursera, Udemy, Skillshare, edX, Udacity, AcademyEarth, entre vários) e proatividade profissional para também se comportar como empreendedor são aspectos que aumentam (e muito) as chances para se juntar às pessoas que estão construindo, literalmente, os negócios do futuro.

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Marcelo Nakagawa é Professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper

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