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A indústria com seu próprio varejo

17 de julho de 2018

Cada vez mais, a indústria vem buscando a multicanalidade e atuar diretamente no varejo, diminuindo intermediários, por vários motivos.

Um deles é que as margens estão insistindo em diminuir e não cabem mais tantos players, dividindo as fatias de um bolo que anda “mirradinho coitado”.

Outro aspecto é a insatisfação no modus operandi de atacadistas, distribuidores, representantes, além das negociações e imposições de grandes marcas que, também, deixam a desejar na forma de expor produtos e tratar os consumidores.

E, em todos os setores, a indústria cresceu e cresce através das multimarcas, até se encantar com a possibilidade de ter a SUA MARCA exposta grandona ASSIM!

Aí, já viu, vira sonho, desejo de consumo e qualquer clichê desses.

As “desculpas” vêm com questões como posicionamento da marca, consolidação do mercado, aumento do market share, mas elas nascem por questões ainda maiores, talvez, como valorização pelo consumidor, oferecer uma experiência melhor de consumo de seus produtos, já que os que as tem em seus portfólios de produtos, ou negócios, não estão fazendo a contento. Outro objetivo é ampliar o leque de negócios e aumentar o controle de todos os processos que envolvem da produção à chegada dos produtos nas mãos desse consumidor, que todos estão ávidos por conquistar mas, nem sempre manter.

A grande sacada está em trazer, à indústria, a agilidade do varejo e suprir o varejo com a cultura de gestão por processos enxutos e eficazes. Mão de obra qualificada em todas as frentes e tecnologia acessível (que permite a viabilidade do negócio), de ponta, favorecendo a gestão do negócio e o contato com o consumidor.

No meio disso tudo, temos os jovens cérebros que são, ao mesmo tempo, os consumidores e a mão de obra tão desejada e conhecedora deste novo universo de propósitos de negócios e consumo. Os grey hair entram com sua experiência e conhecimento de mercado, produtos, logística à moda antiga aliado a perguntas que só os mais jovens sabem responder.

O velho questionamento de que a indústria não tem cultura de varejo é tão passado que nem data tem mais. Haja visto quantas marcas vemos nos corredores dos shopping centers ou expostas ao longo de ruas comerciais ou malls.

Interessante observar o número crescente de negócios com marcas vindas de produtos da indústria, seus acertos e erros, os ambientes criados, as propostas e “o que há por trás disso”. As parcerias são possíveis e muito ricas, favorecem a ampliação do conceito de negócio, assim como a inovação, que se transformam em grandes redes de franquias..

Quem ganha com tudo isso? Nós, consumidores.

Vá lá, os arquitetos, consultores e advogados também! E ficamos orgulhosos quando nossa assinatura, nestes projetos, resultam em propostas de valor a todos. Cheers!

Ana Vecchi é professora e pedagoga pela PUC-São Paulo, com especializações em administração de marketing pela Fundação Getúlio Vargas (SP), planejamento estratégico de marketing pela ESPM e MBA em varejo e franquias FIA/PROVAR. É professora universitária, instrutora e palestrante em associações e universidades. Co-autora do livro A Nova Era do Franchising.