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A idéia é pioneira? Ou como diria Steve Jobs: ‘Esteja sempre faminto, seja sempre um tolo’

20 de maio de 2014

Depois da Cervejeria Eisenbahn, construímos o primeiro gastropub da nossa região, o The Basement

Bruno e Juliano Mendes escrevem toda terça-feira

“É melhor ser o primeiro do que ser o melhor”. A primeira das “22 consagradas leis do Marketing”, enumeradas neste livro de 1998 escrito pelos profissionais e autores especializados Al Ries e Jack Trout (Estados Unidos), justifica em apenas algumas páginas a importância da primeira das seis perguntas que sempre fazemos diante de uma nova ideia de negócio. Na maioria das vezes, ser pioneiro é algo que oferece muitas vantagens.

Em nosso post da semana passada, em que expusemos as 6 considerações que fazemos antes de empreender, nos comprometemos a abordar mais profundamente cada uma delas. E começamos pela primeira da lista: a ideia é pioneira?

Concordamos plenamente com a dupla de pensadores do Marketing. Ser o primeiro a entrar na cabeça do consumidor é um enorme passo para o sucesso de um empreendimento:você terá mais chances de estar no topo da lista mental deles. É muito mais fácil conquistar seus clientes sendo pioneiro do que chegar depois e tentar convencê-los de que você é melhor do que o primeiro. Será preciso convencê-los a mudar de opinião. Nada impossível,mas nada fácil.

E por que não ser pioneiro e, ao mesmo tempo, fazer questão de ser o melhor?

Esse é um dos nosso lemas, e foi assim que construímos a Cervejaria Eisenbahn e o nosso gastropub, o The Basement. Fomos os primeiros a lançar cervejas no estilo Pale Ale, Weissbier e Dunkel no mercado nacional, já oferecendo copos especiais para cada tipo de cerveja. Criamos a primeira cerveja brasileira pelo método champenoise, a premiada Eisenbahn Lust. O primeiro concurso voltado para cervejeiros caseiros, a primeira cerveja orgânica e a primeira cerveja feita com malte defumado.

E não nos prendemos ao pioneirismo. Sempre fomos obcecados por fazer o melhor.

Ingenuidade
Mas olhando para o nosso passado, percebemos que uma boa dose de ingenuidade foi essencial para tornar a Eisenbahn realidade. Se soubéssemos mais sobre o super competitivo mercado em que estávamos nos metendo, talvez tivéssemos mudado de ideia. Isso é essencial para um empreendedor pioneiro: acreditar na sua ideia de negócio, não analisar e ponderar demais (e nem de menos, claro) e arriscar. Em um discurso para formandos da Universidade de Stanford (veja o vídeo na íntegra aqui), o guru da Apple Steve Jobs resumiu em uma frase esse espírito: “Stay hungry, stay foolish”, algo como “Esteja sempre faminto, seja sempre um tolo”.

O case da revolucionária cadeira Aeron, lançada em 1994 pela empresa norte-americana Hermann Miller, demonstra bem isso. Ao testar o que eles consideravam (e de fato deve ser) a cadeira mais ergonômica do mundo, receberam notas baixíssimas. As pessoas que participaram dos primeiros testes consideravam a cadeira feia, algo meio alien. Foram em frente com a ideia, contrariando todos os resultados da pesquisa. A Aeron se tornou um grande sucesso, a ponto de conquistar um espaço no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MOMA.

Nem sempre é possível ser o pioneiro em um negócio. Quando se deparar com isso, o segredo é criar uma nova categoria. Algo como um nicho dentro do nicho. Assunto do nosso post da próxima terça-feira aqui no Blog do Empreendedor.

Como nos perguntou um amigo ao saber que estaríamos montando uma cervejaria: “Vocês ficaram loucos?”

Mal sabíamos nós que ele tinha razão. Ainda bem.

Quer saber mais sobre a Herman Miller e sua cadeira super cool? Acesse o site deles.