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A China se prepara para liderar o empreendedorismo no mundo

30 de janeiro de 2017

Desde a reforma que a abriu ao mundo, há 30 anos, a China não para de surpreender. Em setembro de 2014 o Premier Li Kequiang falou na abertura do Summer Davos (Davos de Verão) e, no seu discurso, ele mencionou pela primeira vez o conceito de “Empreendedorismo de Massa”. E este pessoal não brincou em serviço. Em apenas 2 anos, e apesar da crise mundial, o Empreendedorismo de Massa chinês se transformou de tendência, em uma força econômica que está mobilizando a desburocratização da administração pública, passando pela eficiência do sistema de financiamento de pequenos empreendedores, e chegando na logística e infraestrutura.

Verdade seja dita, a China tem muitas questões, no mínimo, polêmicas  - e assustadoras – para a maioria de nós, que prezamos o livre arbítrio. Mas, aspectos políticos à parte, é inspirador como, em pouquíssimo tempo, a China foi hábil em reconhecer que o Empreendedorismo de Massa acelera o emprego, gera riqueza e suaviza pressões financeiras. E graças a isso, se tornou a segunda maior potência econômica mundial.

Apenas em 2016 este setor criou mais de 10 milhões de empregos urbanos, ajudando a manter a média de desemprego abaixo de 5%. Além disso, as patentes cresceram 44% (apenas em 2016!!!) indicando um momento de intensa inovação no país.
E mais: estão se preparando para uma nova escalada de crescimento. No final de 2016 foram divulgadas novas políticas públicas com objetivo de dar suporte a esta nova onda de empreendedorismo que estão fomentando.

- Isenções de tributos a empresas que criem novas tecnologias ou novos produtos, com objetivo de estimular desenvolvimento e pesquisa. Isso inclui custos de produção de novos equipamentos e até mesmo custos de horas extras usadas na pesquisa, que passam a contar com suporte oficial do governo.

- O Ministério de Ciência e Tecnologia publicou novas regras para eliminar barreiras na compra e venda de tecnologia. Até o ano de 2015, qualquer transação de tecnologia acima de USD 765 mil precisava de autorização de 2 ministérios diferentes.

- O turbinamento de empreendedorismo não é apenas para tecnologia. O varejo e setores off-line também receberam enormes investimentos em estrutura, logística e apoio ao emprego.

- Em todo o pais a implementação de internet para que empreendedores estejam conectados com o mundo.
Quem dera que aqui tivéssemos um pouquinho desta visão – e deste apoio. Em vez disso, o Brasil tem optado por dar estímulo (tributário e financeiro) aos grandes grupos econômicos, e relegando a segundo plano os pequenos empreendedores, que somos responsáveis por 44% dos empregos do Brasil.

Poderíamos gerar muito mais empregos e riqueza se tivéssemos um pouco da filosofia econômica da China e sua sabedoria em reconhecer que é o pequeno que faz um país grande.

A propósito do Ano Novo chinês que começou no último dia 28 de janeiro.(Feliz Ano Novo!) Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) escreve toda semana. Quer fazer uma pergunta ou comentário? Escreva para ivan.primo@pastificioprimo.com.br

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