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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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As pontes empreendedoras entre a Sicília e o Brasil

30 de outubro de 2017

Estou finalizando minha viagem pelos quatro cantos da Sicília, conhecendo empreendedores do agronegócio e da gastronomia nesta ilha que – faz milênios – é um extraordinário hub de cultura e arte de diversas civilizações antigas. Ao mesmo tempo, temos tantos pontos em comum com o Brasil – muito mais do que poderia imaginar. É curioso ver que, mesmo separados pela distância geográfica, o “mindset” do empreendedor tem sempre muita semelhança: a busca constante de fazer dar certo, um sonho, uma visão, e muito trabalho.

Para contextualizar que não é moleza empreender por aqui: um relatório econômico de 2015 da Comunidade Europeia aponta a Sicília com 22% de taxa de desemprego (piora de 61% entre 2009 e 2015) e o menor PIB regional da Itália e um dos piores da Europa. Por outro lado, a Sicília apresenta alto potencial no agronegócio, no turismo e na pesca.

Destaco mais dois exemplos dos novos empreendedores que estão mostrando novas formas de criar valor e liderando as novas gerações:

Caseificio Occhipinti. Nascido dentro da tradição, no coração das montanhas Iblei, Giuseppe Occhipinti transformou completamente há 3 anos o pequeno laticínio familiar. Modernizou a apresentação de produtos, rótulos, investiu na agricultura biológica e faz a produção diariamente com leite da região. Hoje, o laticínio produz clássicos como o queijo Ragusano DOP, com até 48 meses de maturação, até a ricota embalada num cesto de vime, resgatando uma embalagem como era feita há centenas de anos. Na visita ao porão, estão armazenados centenas de queijos de valor inestimável. Cada queijo tem um número, uma história, e Giuseppe o pega no “colo” pra nos mostrar, como se fosse um filho.

Note di Zafferano. Angelo Liali é mais um exemplo do novo – e jovem – empreendedor siciliano, que já viajou o mundo e fez a volta ao perceber o valor escondido na terra dos ancestrais. Enquanto muitos dos amigos já migraram para as grandes cidades, ele fez o caminho de retorno em busca de cultivos de alto rendimento e qualidade, para se posicionar de forma destacada no mercado internacional. A empresa combina alta tecnologia com agricultura biológica na região de Giarratana, com foco em especiarias, em especial a açafrão. O mais bacana é a visão de marketing, com uma pegada que une o antigo, a credibilidade do produto, com uma comunicação moderna e atrativa. Abertos a contatos para trazer seus produtos ao Brasil!

Todos estes jovens empreendedores sicilianos reforçaram minha crença de que vale a pena investir tempo e energia em produzir alimentos de qualidade, apostar na reinvenção de ofícios históricos da gastronomia e, principalmente, resgatar as tradições alimentares, modernizando a forma que transmitimos o valor de produto e processo. Como fazemos no Pastifício Primo – continuamos no caminho, e vem muita gente junto!

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

A escova de dente do Google e outras ideias para tornar sua empresa melhor

27 de outubro de 2017

“O empreendedor quando vê uma cobra, vai lá e a mata!” – explica Romeo Busarello, um grande amigo de longa data e colega de trabalho. “Mas a grande empresa, quando vê uma cobra, cria um comitê de cobra…” – finaliza seu irônico raciocínio sobre como as grandes organizações operam atualmente.

Em algum momento, as grandes empresas se perderam em reuniões (ou nas várias mensagens apenas para agendar uma), títulos e cargos, processos e KPIs e outras idiossincrasias corporativas e desaprenderam a fazer o que precisa ser feito de forma eficaz.

Neste sentido, boa parte dos empreendedores mais bem sucedidos acaba inventando soluções simples que parecem toscas em uma primeira análise, mas que guardam uma profunda sabedoria quando os resultados chegam. Empreendedores e executivos de organizações de qualquer porte podem aprender muito com quem “mata a cobra e mostra o pau”, por mais polêmico que possa parecer agora esta expressão popular do passado.

Se reuniões ineficazes se tornaram uma praga na sua organização, considere as práticas de Steve Jobs, da Apple, e Michael Bloomberg, da Bloomberg News. Jobs costumava fazer suas reuniões mais importantes caminhando. Alguns estudos apontam que isto pode ser uma boa solução, pois ativa os dois lados do cérebro, acentuando a capacidade de resolução criativa de problemas. Bloomberg, por sua vez, fazia as reuniões da sua equipe com todos de pé. Este incômodo incentivava a objetividade dos presentes e inibia os que falavam mais do que o necessário.

E nestas reuniões, cada um sai com uma meta para cumprir. Bloomberg pedia para que os que estavam nesta situação que trocassem o relógio para o pulso da outra mão, até que entregassem o que tinha sido combinado. Experiente trocar seu relógio de braço só para entender a eficácia deste método. Mas como as pessoas trabalham em equipes, Jeff Bezos, da Amazon, criou a Regra das duas pizzas. O tamanho ideal para uma equipe realmente funcionar é aquela que pode ser alimentada com duas pizzas. Mais do que isso, a improdutividade começa a aumentar, acredita.

Mas é preciso achar as pessoas certas para o time. Todos os empreendedores bem sucedidos acabam criando sua própria receita para isto, caso contrário não seriam o que são. Isto vai desde Tomas Edison, fundador da General Electric, que não empregava ninguém que colocasse sal na comida antes de experimentá-la, pois queria pessoa que testassem suas criações antes de coloca-las em prática, passando pelo Comandante Rolim Amaro, que não contratava ninguém que comesse devagar, pois entendia que pessoas assim não pensavam rápido, até chegarmos à fórmula PSD – Poor, Smart, Deep desire to get rich (“pobres, espertos, com muita vontade de ficar rico”), utilizada pelo Jorge Paulo Lemann na identificação de talentos para as diversas empresas das quais é acionista.

Sam Walton, do Walmart, também tinha suas manias. Em um caderno anotava todas as noites algum exemplo de por que sua empresa tinha sido melhor do que ontem. Um dia poderia ser um excelente atendimento que fez a um cliente, no outro, uma boa negociação de preço de um item com o fornecedor. No final do ano, tinha anotado mais de 300 melhorias. Com isto, sua empresa se destacava mais do que qualquer outra.

Mark Zuckerberg, do Facebook, também é sempre muito autêntico nas suas abordagens. Uma das mais conhecidas e copiadas pelo seu time é impor-se uma única e grande meta pessoal anual. Em vez de fazer diversas promessas, que já serão esquecidas no dia 2 de janeiro, Zuckerberg mira uma só por ano. A deste, é visitar todos os estados norte-americanos para conhecer as pessoas pessoalmente. Combustível para discussões para quem faz isto digitalmente.

E entre todas as soluções práticas inventadas pelos empreendedores, a de Laércio Cosentino, da Totvs, é a mais gostosa. Na sede da empresa,  mantém uma cozinha na qual ele mesmo pilota as panelas enquanto recebe clientes e parceiros. É uma das formas mais inteligentes e saborosas de criar vínculos com as pessoas.

Mas depois de um bom almoço ou jantar, em algum momento, virá a necessidade de escovar os dentes. É aqui que entra o teste da escova de dentes defendida por Larry Page, co-fundador do Google. Para se tornar um produto da empresa, a ideia precisa ser uma solução “escova de dentes”, ou seja, algo que se precisa usar uma ou duas vezes por dia, pelo menos, e que torna a sua vida melhor.

Por isso, se você criou um comitê achando que iria resolver o problema facilmente e agora coisa está ficando russa, vale o ensinamento de uma amiga minha de lá: Нет ничего на свете проще, чем взять и усложнить себе жизнь. Ou não há nada no mundo que seja mais fácil do que tornar a vida mais difícil.

Marcelo Nakagawa é Professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper e Coordenador de área – Pesquisa para Inovação – da FAPESP

A nova Sicília empreendedora

23 de outubro de 2017

Estou na metade do meu giro na Sicilia, dando a volta nesta ilha cheia de história, mezzo férias com toda a família e mezzo trabalho, bem do jeito que eu gosto. Coloquei especial foco em conhecer as pequenas cidades e os pequenos produtores de alimentos, e tenho observado com curiosidade e interesse a dinâmica do pequeno empreendedor da ilha. Nas pequenas cidades, a minha primeira impressão é que praticamente todos são donos de algum negócio, estabelecidos há gerações: o dono da padaria, o dono do laticínio, o dono do restaurante, e assim por diante. Os funcionários do negócio são basicamente a própria família.

Giuseppe Occhipinti, preparando queijos DOP em Ragusa

Eu fiquei imaginando que isso pode ter um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que os filhos já nascem com uma certa garantia de trabalho, no negócio da família, e não precisam construir um negócio do zero. Pode ser bastante confortante, e mesmo que pareça estranho para muitos de nós, é algo muito comum aqui – e na Europa em geral. O lado ruim é que existe muito pouco espaço para novos empreendedores ou, pelo menos, para empreender fora da área de atuação daquela família. A demanda de trabalho e serviços nas cidades pequenas é escassa, são povoados que não tem turismo, e por isso é tão comum, numa família grande muitos filhos migrarem em busca de oportunidades na cidade grande, ou em outros países. Me parece que é muito similar com o que acontece nas cidades pequenas do interior do Brasil.

Ao mesmo tempo, fui impactado pela descoberta de uma outra Sicília, de pensamento moderno, uma galera que eu defino na vanguarda da gastronomia, conectada com o mundo, atuando de forma a valorizar a terra e o conhecimento ancestral. Este pessoal não está mais pensando no mercado local, e sim no mercado mundial, e mesmo que pareça óbvio, não é fácil encontrar um lugar no mundo competitivo da gastronomia, e eles estão conseguindo. Ao encontrar novas soluções de se apresentar no mercado, agregando valor ao trabalho local, estão criando um modelo de prosperidade a ser seguido pelos novos jovens empreendedores da ilha.

No meio das montanhas, as azeitonas da Calaforno


Agrobiologica Calaforno Angelica
(www.locandaangelica.it).
No meio das montanhas, no qual cheguei através de um caminho sinuoso de difícil acesso, nos recebe Salvatore Angelica, jovem empreendedor de 25 anos que é o “guardião” de mais de 7 mil oliveiras “soltas” nos vales ao redor. A paisagem milenar, silenciosa, com muitas pedras e com oliveiras enormes, contrasta com o que vejo ao entrar no edifício de manipulação e produção: é um laboratório, máquinas novas, tudo extremamente limpo, organizado, amplo (eu, que sou um apreciador dos métodos de produção artesanal, fiquei emocionado), unindo a última tecnologia a um dos rituais mais antigos da humanidade: colher azeitonas na mão e prensar para extrair o azeite. Salvatore me mostra a diferença entre os vários tipos de azeitonas, e como as cores de suas azeitonas são 100% naturais, sem corantes. Descemos no deposito onde são feitas a salmouras em temperatura controlada, tudo impecável. Acima de tudo, Salvatore mostra o orgulho da terra, do produto que ele faz e conhece a fundo. Mas com uma visão agressiva de apostar no mercado internacional através dos selos da produção biológica.

Nossa visita à Chocolate Sabadi

Chocolate Sabadi (www.sabadi.it). Conheci este pessoal na feira Summer Fancy Food em New York, e agora pude finalmente conhecer a pequena e moderna fábrica bio-artesanal em Módica. Esta cidade é reconhecida no mundo todo pelos chocolates trabalhados a baixa temperatura, o que traz um paladar único e os torna muito mais saudáveis. Como reinventar a roda do chocolate? Pois aqui um jovem empreendedor chamado Simone Sabaini está mostrando como se faz, através da comunicação inteligente, com um packaging cheio de bom humor e personalidade. O slogan da empresa é “slowliving” (que pode ser traduzido como “viver lentamente” fazendo alusão ao “slow food”). É bom destacar que a Sabadi tem 5 prêmios consecutivos de melhor chocolate de Módica – o que não é pouca coisa – e trabalha com selos orgânicos e bios. Como o Simone diz, viver na Sicília é uma escolha, e desta pequena cidade no interior, e com uma pequena equipe, os chocolates vão para o mundo todo!

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

A pergunta que só 6% entre os mais inteligentes sabem responder

20 de outubro de 2017

É o MBA mais caro do mundo. O investimento total estimado para os dois anos de dedicação integral do aluno é de, no mínimo, R$ 700 mil. É também o mais exigente. A média da nota do GMAT, prova que avalia conhecimentos de matemática, lógica, inglês e rapidez de pensamento, dos aprovados neste programa em 2016 foi de inacreditáveis 737 pontos, a mais elevada entre todos os programas de MBA do planeta.

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E mesmo diante do custo e da dificuldade, cerca de oito mil pessoas se inscrevem para participar do processo seletivo deste curso. A média dos outros nove MBAs mais demandados do mundo é de cinco mil interessados. Considerando estes aspectos, o MBA da Escola de Negócios da Universidade de Stanford é, de longe, o mais difícil de passar no mundo. De cada 100 inscritos, apenas seis entram. A média dos outros nove MBAs mais concorridos é de 17%.

O preço pode não explicar a dificuldade em ser aprovado em Stanford. Outras escolas de negócio renomadas cobram quase o mesmo valor. E pelo menos dois terços dos aprovados recebem algum apoio financeiro para bancar o curso. Tampouco o GMAT. A média dos outros nove MBAs mais demandados do mundo é apenas um pouco mais baixa: 724 pontos. Assim, uma boa parte dos mais bem aprovados nas outras também passaria na Escola de Negócios de Stanford se o GMAT fosse o principal critério.

A maior dificuldade em passar está na temida e muito conhecida questão da redação. Há duas dissertações. A segunda é bastante fácil de ser respondida: Por que Stanford? Não é preciso dar muitas explicações do interesse em estudar na universidade que é o centro do Vale do Silício. Mas o desafio da vida é encontrar algo para primeira pergunta, que é simples mas que responde pelo seu passado, presente e futuro:

O QUE É MAIS IMPORTANTE PARA VOCÊ E POR QUE?

Há mais de 13 anos que a Universidade de Stanford mantém esta questão que faz os interessados buscarem uma resposta dentro de si. Em boa parte das pessoas esta resposta sequer existe. Esses errantes já desistem no rascunho resposta. Afinal, o que é mais importante para você e por que?

Alguns responderiam que a família é a coisa mais importante. Além de ser algo óbvio, a universidade diria: Ótimo, concordamos. É melhor ficar com ela. Outros responderiam: dinheiro. E novamente, a resposta se limitaria a então é melhor escolher outra instituição. Dos 25 principais programas de MBA do mundo, Stanford ocupa a última posição quando o assunto é sair empregado na formatura e o salário médio de um recém-MBA seu não é o maior.

Stanford mantém a pergunta, pois sabe que muitas pessoas nunca pararam para pensar sobre o que é realmente importante para elas e daí vivê-las intensa e verdadeiramente. São errantes, zumbis que se alegram, cada vez mais, com emojis, kkkk, likes e shares. Que vivem vidas alheias e seguem pessoas inteligentes que pensam da mesma forma. E ao serem questionadas sobre o que é realmente importante, perceberão, de forma trágica, que é o seu perfil em alguma rede social, pois é lá que gasta a maior parte do seu tempo. Mas aí vem a parte final da pergunta que traz um vazio existencial: Por que?

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Assim, de todas as dicas disponíveis para dar uma boa resposta para a pergunta que não é da Escola de Negócios de Stanford, mas da sua vida, a mais impactante foi dada no discurso de formatura mais popular de todos os tempos, a do Steve Jobs, justamente para os formandos em Stanford em 2005: “Seu tempo é limitado. Assim não perca seu tempo vivendo a vida de outra pessoa. Não seja ludibriado por dogmas, que é o resultado do pensamento dos outros. Não permita que o barulho da opinião dos demais cale a sua própria voz. E o mais importante: tenha a coragem de seguir seu coração e intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você realmente quer se tornar”.

É muito provável que muitos procurarão, mas não encontrarão uma resposta e, consequentemente, não entrarão neste MBA. Mas só fazer com que a pessoa acorde para si mesma e busque seu verdadeiro propósito de vida já fará com que a Escola de Negócios de Stanford cumpra a sua missão: Transforme vidas. Transforme organizações. Transforme o mundo.
Por isso, esta é pergunta do MBA da sua vida: O que é realmente importante para você e por que?

Marcelo Nakagawa é coordenador de área – Pesquisa para Inovação – da FAPESP

Sobre férias e o que queremos ensinar aos nossos filhos

16 de outubro de 2017

Escrevo de Ragusa, cidade mais do que adorável da Sicília, onde estou em férias com a família. Por que escolhi a Sicília para férias? Confesso para vocês: foi o trabalho.

Como empreendedor, não consigo separar a vida familiar da vida empresarial. Faço questão de que os dois aspectos andem colados: minha vida familiar, meus valores, minhas vivencias e necessidades pautam muito do que faço nos negócios. E vice-versa.

E assim é com minhas férias.

O ponto de partida de minha viagem familiar foi um convite de Salvatore Lialli e seu filho, Angelo, donos do Molino di Ragusa, ancestral, que produz sêmolas e farinhas de alta qualidade. Conheci-os numa feira já faz uns bons 12 anos, quando o Plastifico Primo era apenas um sonho ainda a ser realizado. O Angelo, que quando o conheci devia ter uns 15 ou 16 anos e já acompanhava o pai nas exposições de trabalho, hoje é um jovem empreendedor agrícola procurando seu próprio caminho, e cultiva o valioso açafrão (o verdadeiro) e outras frutas e legumes orgânicos.

Quando decidi aceitar o convite deles para conhecer o moinho e o trabalho que fazem, vi aparecer a oportunidade para, mais uma vez, aliar a busca do aprimoramento empresarial e vivencia pessoal. A combinação perfeita de trabalho e diversão, nosso lema de vida. Assim, decidimos alugar um motor home e dar a volta na ilha, visitando produtores, pesquisando – e comendo! – a gastronomia local, que é uma das mais inspiradoras do mundo. E jogando conversa fora com os sicilianos, que são maravilhosos.

É nossa primeira vez nesta que é uma ilha carregada da história do mediterrâneo, palco de muitas disputas que moldaram sua paisagem e sua cultura. E estamos encantados. A ideia do motor home surgiu de uma brincadeira de que a gente queria conhecer pelo menos dez cidades, e lógico que isso significava ficar abrindo e fechando malas pelo menos dez vezes – e trabalho dobrado com crianças. Assim, apenas desembarcamos nos instalamos na nossa casinha rodante e “andiamo via” no hotel sobre rodas.

Entre paisagens de perder o fôlego e ruínas milenares, temos aproveitado para ensinar aos nossos filhos sobre a origem de coisas que lhes são familiares como o azeite de oliva (foto acima), a farinha, o queijo, o presunto. Temos visitado produtores locais, conhecido sua rotina, acompanhado seu trabalho – e suas dificuldades, e o sorriso de felicidade, o orgulho quando falam de seus produtos. E tento, com isso, mostrar aos meus filhos que tudo de bom que se come tem, por trás, pessoas, trabalho duro, suor e dedicação.

Se, ao crescer, eles não quiserem seguir o caminho da gastronomia, que ao menos saibam reconhecer o valor do trabalho alheio. Como fazem nossos clientes.

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

Estamos formando profissionais paras as empresas do passado ou do futuro?

13 de outubro de 2017

Quase todos concordam que há muitas novas profissões surgindo e que as atuais sofrerão grande impacto nos próximos anos. A discordância está na projeção. A Manpower, uma das maiores empresas de gestão de pessoas do mundo, diz que 65% das funções que serão executadas por aqueles que são adolescentes agora ainda não foram criadas. O Institute for the Future (IFTF), instituição que pesquisa o futuro há décadas, é ainda mais agressivo. Aponta que 85% das atividades profissionais que estarão sendo executadas em 2030 ainda não existem atualmente. A McKinsey, uma das principais consultorias de gestão do mundo, afirma que, pelo menos 60% de todas as ocupações atuais sofrerão impactos com o uso de diversas tecnologias exponenciais combinadas. Disso tudo, uma necessidade: você precisará ser empreendedor de si mesmo para encarar as mudanças como oportunidades e não ameaças.

Entretanto, estas pessoas irão trabalhar em que tipo de empresa? Uma parte desta resposta já existe agora. Não só no Brasil, mas em boa parte dos outros países, os jovens querem trabalhar na sua empresa. Daí criar startups inovadoras é o novo sonho desta geração. Empreender seu negócio próprio é o desejo de dois a cada três jovens brasileiros aponta uma pesquisa recente da Firjan. Isto já vinha sendo apontado por várias outras pesquisas anteriores. Pode ser romantismo, ingenuidade ou desconhecimento do que é criar um negócio próprio, mas os jovens e adolescentes querem empreender. Mais do que criar um negócio, empreender para estes jovens, mesmo que sejam como intraempreendedores (empreendedores dentro de uma organização), é a oportunidade para serem protagonistas dos seus futuros.

Mas mesmo que as pesquisas do interesse dos jovens e adolescentes em empreender estejam (muito) erradas e não se confirmem, a parcela excludente irá trabalhar em empresas já constituídas. As organizações atuais serão as mesmas do futuro? Como imagina uma instituição financeira, uma empresa de bens de consumo, uma varejista ou um escritório de arquitetura nos próximos anos?

Uma pesquisa apresentada por Pierre Nanterme, principal executivo da Accenture, outra empresa entre as mais respeitadas consultorias do mundo, aponta que a questão digital é a principal razão de quase metade das maiores empresas que estavam na Fortune 500 sumirem do ranking desde o ano 2000. Por isso, a “dica” de Luca Cavalcanti, diretor executivo do Bradesco, é bastante efetiva: “Quando seu chefe está falando sobre um tópico digital, e você não está, você está atrasado no jogo”.

A questão digital não impacta apenas profissionais especializados e grandes empresas intensivas no uso de tecnologia. Ela está criando grandes disrupções em todas as atividades profissionais e mercados. Muitos não percebem, mas milhares de atendentes de call centers estão sendo substituídos por soluções de inteligência artificial, big data e machine learning. Mas contadores, administradores, médicos, advogados, engenheiros, professores ou qualquer outra profissão tradicional também.

No mesmo evento (World Economic Forum) em que Nanterme da Accenture explicou o impacto da questão digital, outro líder empresarial, Marc Benioff, CEO e fundador da Salesforce, defendeu que, diante destas drásticas mudanças, a necessidade urgente de países e empresas terem uma espécie de ministro ou diretor do futuro. Alguém que olhe exclusivamente para as mudanças e disrupções que estão por vir nos próximos anos ou décadas e prepare as bases da sua organização para chegar lá. Não é possível dirigir algo em direção ao futuro olhando o retrovisor!

Por isso, neste momento em que empresas, universidades, faculdades e escolas estão planejando o próximo ano, uma pergunta poderia fazer parte deste processo: estamos formando profissionais paras as empresas do passado ou do futuro?

Marcelo Nakagawa é professor de Empreendedorismo e Inovação e consultor dos programas InovaBra do Bradesco e Inova+Startups da Cyrela Commercial Properties (CCP).

O momento do empreendedor

10 de outubro de 2017

Eventos discutirão assuntos e terão atividades que vão ajudar o empreendedor em suas rotinas

Nas próximas semanas serão realizados em São Paulo dois dos mais importantes eventos de – e para – empreendedores. Um fato importante a ser destacado é que ambos eventos contam com suporte de grandes meios de comunicação. Na minha opinião isso demonstra a relevância que os empreendedores representam como noticia, na economia, e também como os empreendedores precisam cada vez mais de qualidade de informação para aprimorar a formação.

Dias 19, 20 e 21 de outubro:

O Festival de Cultura Empreendedora é um evento conjunto da PEGN, Época Negócios e Valor Econômico e está sendo chamado de FLIP do empreendedorismo (uma alusão ao conceituado Festival Literário de Parati), por juntar makers, geeks, artistas, investidores, historiadores, educadores e muitos empreendedores de vários países. Ah, e também está prometida uma “batalha das startups” disputando investidores-anjo. Serão as START WARS? Parece divertido. Em sua primeira edição, vai ocupar os galpões da CO.W. Berrini.

Pode ir com a família também, pois haverá atividades para crianças e adolescentes. Confere mais no link https://www.culturaempreendedorafest.com/

Dias 26, 27 e 28 de outubro:

A Semana Pró-PME é organizada pelo Estadão e vai convidar grandes empresários a debater, em três dias de palestras e mesas- redondas, o futuro do empreendedorismo, apresentar as jornadas de sucesso (e fracasso), marketing, finanças, gestão e inovação. Ainda como reforço, do dia 23 ao 28 o Estadão PME vai publicar reportagens especiais com dicas para pequenos e médios empresários. O evento ainda vai ter mentorias, possibilitando bate-papo com empreendedores renomados, business games, e networking, pois o evento é todo focado em trocas e compartilhamento e oportunidades reais de negócios. O evento vai ocorrer no Unibes Cultural, na Rua Oscar Freire 2500. Inscrições no link https://www.eventbrite.com.br/e/estadao-semana-pro-pme-tickets-36953575138

Estou torcendo que estes eventos sejam um sinal definitivo da retomada da economia e, acima de tudo, a volta da valorização do empreendedorismo no Brasil.

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br

Cinco startups brasileiras que toda grande empresa deveria conhecer

6 de outubro de 2017

Nos últimos anos intensificou-se o interesse de várias empresas de grande porte ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em interagir com startups. Isto, quando bem realizado, traz diversos ganhos para as duas partes. Para a grande empresa, é uma oportunidade para inovar com mais rapidez, mais barato e com menos riscos, para incentivar a cultura do intraempreendedorismo entre seus colaboradores e, em diversos, para conquistar novos mercados ou se manter competitiva perante seus concorrentes. Para a startup, é a chance de conquistar um grande cliente que traz não apenas mais faturamento, mas também um selo de validação para conquistar outras organizações.


Mas há uma ilusão de quem entra nesta dinâmica que é prometer grandes resultados em um curto espaço de tempo, esquecendo-se que grande empresa e startups são elementos muitos distintos, quase antagônicos, mas que podem criar relacionamentos que trarão grandes impactos positivos para ambos.

Tenho atuado na integração de grandes empresas com startups nas últimas duas décadas e há um pequeno detalhe que precisa ser considerado logo no início desta relação, principalmente quando é o primeiro ano do programa: é preciso entregar resultados de curto prazo, pois a grande empresa vive de anos fiscais e os executivos envolvidos precisam entregar metas anuais. Se os resultados, mesmo que pequenos, forem positivos, o programa de relacionamento grande empresa e startups não é só renovado, mas ampliado e há uma grande chance dos executivos serem premiados. Por isso, meu conselho para cada empreendedor que começa a interagir com um executivo de uma grande empresa é: Faça com que o executivo que está te apoiando seja promovido! Em outras palavras, o empreendedor precisa entender quais são as metas do executivo e, por meio da sua startup, contribuir para que ele(a) atinja seus objetivos. De forma mais objetiva, como a sua startup irá ajudá-lo(a) a fazer com que sua empresa amplie as vendas, reduza custos, aumente o valor da companhia ou, em casos, específicos, ajude a cumprir sua missão estratégica.

Neste contexto, há muitas startups que podem ajudar a trazer resultados de curto para as grandes empresas de forma mais objetiva considerando diversos desafios comuns que elas têm. Apresento cinco apenas para ilustrar esta lógica.

Toda grande empresa pode ter problemas com cobranças. Neste período de crise a inadimplência disparou mas a abordagem de cobrança tradicional, em muitos casos, só acirra a relação que já vai mal com o inadimplente. Nesta situação, conheça a QueroQuitar e convide o fundador, Marc Lahoud, para um café.

Toda grande empresa tem desafios em contratar mão de obra operacional, mesmo que seja via fornecedor terceirizado. O turnover é sempre alto, a motivação é baixa, muitos moram muito longe e chegam cansados, o processo seletivo é um inferno. Se respondeu sim para todas estas questões, precisa conhecer a EmpregoLigado e o empreendedor Jacob Rosenbloom.
Aproveite para ele palestrar para seus colaboradores e contar porque veio dos Estados Unidos para resolver um problema social no Brasil.

Toda grande empresa precisa lidar com contencioso. É muito processo vindo de qualquer lado. Se estiver gastando muito com estes processos, marque uma reunião com o Hélio Katanosaka da Reglare. Vai se surpreender com a tecnologia desenvolvida por ele e sua equipe.

Toda grande empresa precisa investir em treinamentos e os resultados são sempre questionáveis. Quem aprendeu de fato, quem são os ninjas de cada assunto e quem não está nem aí para o curso? Neste caso, chame os camisa rosa da Qranio. Não tem como não gostar do Samir Iasbeck, fundador da empresa.

Poderia continuar citando mais dezenas de startups e empreendedores que realmente confio, mas preciso fechar o artigo, mas termino com outro enorme desafio. Toda grande empresa precisa gerenciar operacionalmente seus milhares de funcionários. Entrada, saída, hora extra, banco de horas, férias, etc. Pode ter sistema, planilha, comunicação por email, whatsapp, mas o pessoal sempre esquece. Se isto for uma pequena dor de cabeça multiplicada por milhares de empregados, avalie o FolhaCerta. Marcos Machuca, largou a principal empresa de consultoria estratégica do mundo, para levar a gestão a rotina trabalhista para onde todos estão: no celular.

Por fim, toda grande empresa precisa inovar neste momento de grandes disrupções, mas deveria começar investindo muito pouco e correndo poucos riscos apenas para iniciar o aprendizado. Este investimento deveria começar por um café…

Marcelo Nakagawa é Professor de Empreendedorismo e Inovação e consultor dos programas InovaBra do Bradesco e Inova+Startups da Cyrela Commercial Properties (CCP).

Marketing de inauguração: começando do jeito certo

4 de outubro de 2017

A loja recém-inaugurada no interior do Nordeste pode ser a 85ª unidade de uma rede de franquias, e ainda assim essa inauguração requer cuidado e atenção. Não pode simplesmente ser tratada como mais uma. Ela é a estreia da Luciana como empreendedora.

Para o franqueado, no caso a Luciana*, aquela loja pode ser “o” negócio da sua vida. Foi nesse empreendimento que ela colocou suas economias e depositou o seu futuro. Além disso, a inauguração é um empurrão necessário para a engrenagem do negócio começar a rodar.

Um dos papéis do franqueador é dar suporte ao franqueado na elaboração da estratégia do marketing da inauguração, mas é responsabilidade do franqueado executá-la no ponto de venda, e claro, com excelência. Para isso a Luciana, nossa franqueada aqui representada, deve começar o trabalho mesmo antes de abrir a unidade. E mais: perceber nuances locais que ela pode e deve explorar.

Quando se vai começar um negócio, então, o primeiro passo da estratégia do marketing de inauguração é definir a data que a loja será aberta. A partir daí é preciso preparar tudo relacionado a essa data, que será um marco na vida da Luciana. Para o evento vale convidar amigos, parceiros de negócio, donos de outros estabelecimentos próximos, influenciadores, formadores de opinião e possíveis futuros clientes, claro. Esse é o momento de estreia da Luciana e de sua família e, claro, o primeiro momento para o franqueado começar a vender, para começar a entrar dinheiro, já que até então apenas investimento foi feito, e a expectativa em cima do negócio é grande.

Muitas redes trabalham com campanhas específicas de inauguração, uma delas  podemos chamar de “voucher de inauguração”. É um desconto oferecido na primeira compra aos primeiros clientes que entram no ponto de venda. É possível, ainda, pensar em uma ação específica para o coquetel de abertura. Uma rede de lojas de óculos de sol, por exemplo, costuma oferecer um desconto de 50% na compra da segunda unidade.

As campanhas de inauguração podem ser pontuais, como a citada acima, ou podem se estender por mais tempo, chegando a dois ou três meses de duração.

A estratégia que desenhamos para uma conhecida rede de lavanderias tinha três momentos para fidelizar o novo cliente.

Para atrair o consumidor pela primeira vez à loja recém-inaugurada foi feito um “voucher de inauguração”, que oferecia a lavagem de uma segunda peça por apenas R$ 1. Uma vez impactado pela primeira ação, o cliente recebia em casa uma carta que agradecia a escolha pela marca, explicava o sistema utilizado pela lavanderia e oferecia um desconto de 50% no próximo serviço. Depois da segunda visita outro comunicado era enviado, agradecendo o retorno do cliente e apresentando o cartão fidelidade, criando assim um vínculo com o consumidor.

Foi uma ação mais longa, com três momentos de contato para fazer desse novo frequentador um cliente fiel. Em paralelo, a franquia fechou parcerias com lojas de roupa da região. Assim, quem comprasse uma peça nesses locais ganhava a primeira lavagem na nova lavanderia do bairro.

A criatividade é sempre peça-chave para que o marketing de inauguração tenha efeito. Os novos franqueados de uma rede de moldura de quadros – para citar mais um exemplo – chamam a atenção da vizinhança antes mesmo de abrir as portas da loja. Ainda na fase de obras do ponto de venda o franqueado passa pelo comércio local trocando cartões de visita com os empreendedores da região. Poucos dias depois devolve o cartão dos colegas emoldurado, junto com um convite para a inauguração da franquia. Imagina os comentários que isso gera no bairro?

Muitas franqueadoras já têm ações de inauguração bem desenhadas, basta executá-las. Mas se a rede não tem algo assim, o franqueado precisa se mexer, “cobrar e ajudar o franqueador”, e pensar em alguma coisa. Lembre-se: Lucianas, Joões e outros franqueados são empreendedores e também devem pensar a operação. Trocar informações com outros franqueados mais antigos para ver o que eles fizeram pode ser uma boa fonte de ideias. O que não dá é ficar parado e deixar a inauguração passar em branco.

Denis Santini é Fundador da MD | Make a Difference, primeira agência de comunicação especializada em franquias e redes, multifranqueado e professor da FIA/Provar.

* O nome Luciana e a região aqui citada são fictícios, mas casos como este são mais que comuns.

 

O avanço das mulheres no empreendedorismo

2 de outubro de 2017

Dados recém divulgados  pelo GEM – Global Entrepreneurship Monitor – revelam que a separação entre homens e mulheres empreendedores está diminuindo a passos largos no mundo, e em especial no Brasil.

Donna Kelley, professora do Babson College e coautora do estudo, celebra a magnitude da contribuição global das mulheres para o crescimento e bem-estar de suas sociedades através da geração de empregos, produtos e serviços.No ano passado, 163 milhões de mulheres iniciaram o próprio negócio.

Foram pesquisados 63 países, entre eles o Brasil, e comprovado que entre 2015 e 2017 a atividade empreendedora entre mulheres subiu 10%. Neste período, a diferença percentual entre homens e mulheres diminuiu para apenas 5%, na média mundial.

No Brasil, o avanço foi ainda maior: junto com Indonésia, Filipinas, Vietnam e México, as mulheres brasileiras tiveram iniciativa empreendedora igual ou maior que os homens!

Algumas informações que se destacam no relatório:

- Quanto maior é a educação e a renda familiar da mulher, diminui sensivelmente a participação feminina em empreendimentos.

- Ao mesmo tempo, quanto maior é a educação e a renda familiar das mulheres, menor é a taxa de mortandade de negócios dirigidos por elas.

- Nas economias menos desenvolvidas, o percentual de mulheres que citam a necessidade como motivo primordial para empreender é 20% maior que dos homens.

- Por outro lado, o percentual de mulheres que tem iniciado negócios inovadores é 5% superior ao de homens.

E o Brasil é citado em várias partes do relatório:

- No Brasil, o maior percentual de mulheres empreendedoras ocorre entre 25 e 34 anos. Depois há uma queda brusca de participação feminina.

- Um outro dado relevante que diz respeito ao Brasil é que apenas 6% das mulheres empreendedoras têm ensino superior completo.

- 25% das mulheres empreendedoras no Brasil estão no chamado auto-emprego.

- Na América Latina, números contrastantes nas expectativas: enquanto na Colômbia 35% das mulheres tem ambição de crescimento quando comparados com homens, no Brasil esse percentual é de apenas 2%, um dos mais baixos do mundo.

- As brasileiras têm 5 vezes mais participação do que os homens em negócios de educação, saúde e bem-estar social.

- 91% dos novos negócios iniciados por mulheres nos últimos 2 anos fora financiados pela família. É o percentual mais alto do mundo, segundo a pesquisa.

Os números da pesquisa são bastante contraditórios e mostram que não existe uma medida única, uma solução única para todos os problemas enfrentados pelas empreendedoras ao redor do mundo. O Brasil mostrou alguns números ótimos, e outros bem ruins, provavelmente devido ao recrudescimento da crise em 2016. Temos bastante trabalho à frente.

Ivan Primo Bornes – fundador da rede de rotisserias Pastifício Primo (www.pastificioprimo.com.br) ivan.primo@pastificioprimo.com.br