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Blog do Empreendedor
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Qual a diferença e as semelhanças entre um protótipo e um MVP

31 de maio de 2016

Uma das coisas que mais me orgulho é ser mentor voluntário do programa InovAtiva,  projeto criado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços  - MDIC. O programa busca oferecer capacitação, mentoria, networking  e conecta possíveis investidores, de forma gratuita, para estimular o crescimento de novos negócios inovadores no Brasil. Os mentores são empreendedores, cientistas, professores e técnicos de empresas como Bosch, Natura, Google, Nike, Whirpool, Dell, Mastecard, Embraer (entre outras). Conteúdos gratuitos de qualidade são disponibilizados, como essa cartilha sobre Modelagem e Validação da Proposta de Valor produzida por meu colega de Blog do Empreendedor, professor Marcelo Nakagawa.

Desde 2013 o InovAtiva já analisou 4.591 projetos, dos quais 187 concluíram o processo. Atualmente 300 startups passam pelo 1º Ciclo de Aceleração de 2016 e o edital para inscrição de projetos para o 2º ciclo desse ano está aberto a as inscrições podem ser feitas aqui.

Mas o tema que decidi abordar esta semana surgiu exatamente de um grupo de discussão que temos entre os mentores do programa Inovativa em São Paulo: MVP e protótipo são a mesma coisa?

Vamos primeiro aos conceitos.

Acredito que muitos podem não saber o que é MVP, sigla de Minimum Product Viable, ou, Mínimo Produto Viável. O termo cunhado por Frank Robinson e popularizado por Steve Blank e Eric Ries refere-se a um produto em desenvolvimento, quando se define quais são as funcionalidades mínimas capazes de permitir um teste de aceitação com seu público alvo. O objetivo do MVP é acelerar o aprendizado, fazendo com que você aprenda com o cliente, identifique que ajustes são prioritários, economizando horas de desenvolvimento para finalizar um produto, que talvez não atenda às expectativas de seu cliente.

Nas palavras de Eric Ries:  é a versão de um novo produto que seja capaz de permitir que a equipe capture, com o menor esforço, a maior quantidade de aprendizado validado sobre os clientes.

Já prototipar é dar vida às ideias. É a representação concreta de algo que estava na imaginação. A palavra vem do grego, protótupus, a primeira forma. Há protótipos de diferentes tipos: na arquitetura, nas artes, na engenharia, na culinária, na moda, nas campanhas de marketing. No processo de construção de negócios, produtos e serviços, os protótipos podem ser utilizados em diferentes níveis de fidelidade, como fica claro nesse quadro que está contido no livro Design Thinking Inovação em Negócios, da MJV:

Ou seja, ao longo do processo que vai de ter uma ideia até conseguir desenvolver um produto com maturidade necessária para que ganhe o mercado é preciso a construção de vários protótipos, com diferentes níveis de fidelidade, até que se tenha as condições mínimas de efetuar os testes com o público alvo. Nessa situação, esse protótipo, versão do produto em desenvolvimento, pode ser considerado o MVP.

Como você pode conferir na foto abaixo, esse foi um protótipo de um novo espaço de atendimento criado num workshop de um cliente. Veja que o grau de representação é ainda baixo, mas foi suficiente para que o grupo tangibilizasse a ideia. Foi um processo de cocriação para que os integrantes da equipe conseguissem criar e concordar entre eles como seria esse novo ambiente, fazendo com que o projeto não ficasse mais incompleto na cabeça de várias pessoas, mas sim unificado num modelo único e tangível. Por mais que o grau de requinte da montagem seja limitado, esse protótipo de baixa fidelidade foi de extrema valia durante o processo de concepção do projeto. Mas ainda não era um MVP, ou seja, não é uma versão que reúne as condições de ser testada pelo cliente final.

Podemos então concluir que esses dois conceitos são fundamentais e válidos no processo de criação de um negócio inovador (ou de uma inovação em um negócio já existente). Mas não podemos considerá-los sinônimos. Podemos sim afirmar que todo MVP é um protótipo. Mas que nem todo protótipo está maduro o suficiente para ser um MVP.

PS – Ao terminar esse post, fiquei refletindo e espero que esse governo provisório não queira mexer nem no projeto, nem no time InovAtiva. Afinal, “não se mexe em time que está ganhando” e essa é um dos projetos que vem só recebendo elogios de aceleradoras, de investidores e, principalmente, das startups, pois vem apresentando resultados indiscutíveis.

Marcelo Pimenta (menta90) é jornalista, professor da Pós-Graduação da ESPM, fundador do Laboratorium e criador do site Mentalidades.

 

 

Gestão de imagem em tempos de mídia social e crise

31 de maio de 2016

Estamos vivendo momentos de extrema ebulição nas mídias sociais, uma mistura de polarização política com compartilhamento de opiniões “definitivas”, que estão arrasando com amizades de longa data, separando famílias, brigando colegas de trabalho e afetando até mesmo o ‘timinho’ de futebol do final de semana.

Mas se engana quem pensa que isso é um fenômeno novo. O que nunca faltou nos botecos de toda esquina são opiniões radicais e cervejinha gelada, não é? No boteco, sempre se falou de tudo e sobre tudo: futebol, sexo, politica, filosofia, crime, qualquer que seja a última manchete do dia. E todo assunto que fosse polêmico o suficiente, e que permitisse exibir algum talento argumentativo, já valia um bom bate-boca entre amigos e criava alguns desafetos, de vez em quando.

O que me parece estar ocorrendo de diferente agora, porém, é que as novas mídias sociais espalham as opiniões mais rapidamente, e para um número muito maior de participantes, misturando cada vez mais a vida pessoal e a vida profissional das pessoas – e das empresas – num grande redemoinho.

Sempre lembrando que, numa pequena empresa, é quase impossível separar a imagem do dono da marca ou produto na cabeça do cliente, o que aumenta mais ainda a pressão. É evidente que isso criou um ambiente de novos desafiados para muitos empreendedores, numa área confusa que ainda não tem regras definidas, e que poucos parecem estar realmente preparados para administrar com sabedoria.

E num momento de extrema crise, como a que estamos passando, tudo fica mais intenso – e tenso – e a coisa toda pode sair fora do controle rapidamente, afetando a chamada “opinião pública” que as pessoas têm – ou podem vir a ter – de você e sua empresa.

Que o digam algumas empresas que tiveram sua imagem pública bastante arranhada por barbeiragens nas mídias sociais.

O bar Quitandinha, na Vila Madalena, lidou de forma leviana com uma acusação feita por uma cliente, e virou um exemplo do como-não-fazer em mídias sociais.

A Barbarella Bakery, de Porto Alegre, emitiu uma opinião sem noção, e recebeu em troca milhares de outras tantas opiniões.

O Dog Haus, em São Paulo, tentou ser engraçadinho ao polemizar com uma sugestão de uma cliente, e transformou o assunto num horror de baixaria poucas vezes visto. Como estes, não faltam cases sobre como NÃO agir.

Não tenho a pretensão de ensinar a ninguém uma fórmula iluminada de como se posicionar nas redes sociais. Mas tenho certeza de uma coisa: as teclas podem ser botões de auto-implosão. Por isso, melhor usá-las com cautela, parcimônia e cabeça fria. Postar o que se pensa – ou sente – pode ser o suicídio de uma marca.

E para isso, não há gestão de crise que resolva.

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastificio Primo escreve toda semana no Blog do Empreendedor.

 

Startup Timokids faz campanha #TchauAedes para distribuir livros gratuitamente

23 de maio de 2016

A Timokids cria e distribui livros e jogos infantis digitais, com temas socioeducativos, ilustrados em 3D. O acervo está em 4 idiomas e tem usuários em 190 países. Funciona como uma ferramenta de suporte a pais e professores para tratar assuntos do dia-a-dia da criança de uma forma divertida e interessante. Criada em março de 2014, a startup contabiliza mais de 100 mil downloads de seu aplicativo, disponível nas principais plataformas, tem cerca de 23 mil usuários ativos (que abrem o aplicativo pelo menos uma vez por semana). De olho em seu compromisso social, lançou recentemente uma campanha que, para cumprir seu objetivo, precisa sair do mundo online para ganhar forma, peso e tamanho.

Crianças que não tem smartphones ganham edições impressas do livro Prevenir é o melhor remédio

A campanha  #TchauAedes  dentro da plataforma Kickante tem o objetivo de arrecadar recursos para fazer versões impressas de um livro e entregá-lo gratuitamente às crianças. “Através do ´Prevenir é o melhor remédio´ queremos ensinar as crianças como se proteger das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como identificar focos e possíveis criadouros em sua casa, escola e toda comunidade” conta a CEO da startup, Fabiany Lima. Os 5.000 mil primeiros livros serão distribuídos na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo.  Fabiany diz que esse movimento para o off-line já existe no formato de cupons para acesso à plataforma, que são vendidos em gôndolas e na produção de caderno de atividades sob encomenda.

A Timokids reúne atualmente 22 colaboradores (entre sócios, funcionários e terceirizados) e obtém 32% da receita do consumidor final (que ocorre por vendas de histórias individuais e assinatura) e 68% de projetos com prefeituras e empresas que fazem Brand Social. E prepara seu caminho de internacionalização, iniciando contato com investidores para uma nova rodada que possa financiar um processo estruturado de crescimento. Até hoje, os usuários de quase 200 países chegaram até a empresa de forma espontânea. Um primeiro movimento na busca efetiva pelo mercado global aconteceu em 2015, quando Fabiany passou uma temporada no programa de aceleração Startup Chile.

Não é a primeira vez que a startup recorre ao recurso do crodwfunding. Em janeiro de 2015 eles captaram 200 mil reais através de crowdfunding equity, modalidade onde vários investidores se reúnem para capitalizar o negócio. O fato de investidores, pais e apoiadores apostarem na ideia é um sinal de que a startup está encontrando seu espaço no mercado para crescer de forma sustentável. ”Mais do que um case de sucesso ou um unicórnio, estamos redefinindo os conceitos de criação de startup escalável e de relação com investidores, criando uma empresa com propósito, uma verdadeira jornada empreendedora tupiniquim” conclui Fabiany. Para apoiar o projeto de financiamento do livro impresso você pode clicar aqui. Para conhecer mais sobre a Timokids e seus livros você pode começar por aqui.

Marcelo Pimenta (menta90) é jornalista, professor da Pós-Graduação da ESPM, fundador do Laboratorium e criador do site Mentalidades.

 

A melhor maneira de manter um cliente é deixar ele livre

20 de maio de 2016

Está difícil encontrar vida inteligente mesmo nas pessoas, instituições e empresas que antes eram referências neste quesito. Boa parte delas ainda abusa da inteligência construída no século passado.

Há cada vez menos espaço para os que sabem de tudo, que têm opinião sobre qualquer coisa, por isso não falam, afirmam. Mas cresce o número dos que questionam começando a si mesmos. Vale para indivíduos e organizações. O seu ontem não é hoje e muito menos será amanhã.

Mas muitas empresas pararam no tempo porque teimam em rumar para o futuro olhando pelo retrovisor. Estas organizações de ontem estão sendo atropeladas por startups que ignoram (ou desconhecem) crenças antigas.

Um dos artigos publicado recentemente pela revista Rotman Magazine traz uma série de questionamentos sobre a nova inteligência nos negócios. E as provocações dos autores Marc de Jong e Menno van Dijk valem para negócios de qualquer porte.

A primeira reflexão é que a relação com o cliente muda da retenção para o empoderamento. Não adianta ficar segurando o cliente com cláusulas de multas, mantê-lo pendurado em um call center por dezenas de minutos e vários diferentes atendentes ou mesmo paparicando-o com promoções inúteis.  Quer um ótimo cliente (que traga outros)? Dê poder a eles, começando pela liberdade. O mundo é menos TV a cabo e mais Netflix, menos operadoras de cartões e mais Nubank, menos empresas de telefonia e mais WhatsApp. A melhor maneira de manter um cliente é deixa-lo livre, afirmam os autores.

A segunda provocação é que a mudança da eficiência para a inteligência. Os negócios do passado buscam constantemente a eficiência. Os negócios do futuro miram a inteligência e deixam claro isto para seus usuários. Por mais que uma agência de viagem seja eficiente, o TripAdvisor é mais inteligente. Mesmo que as empresas fabricantes de GPS fossem muito eficientes, o Waze é mais inteligente. Os autores explicam que eficiência é importante sim para aumentar os lucros (até a empresa ser atropelada por uma solução mais inteligente).

E por fim, outro questionamento instigante é a migração da posse para o acesso. Vale para as pessoas que utilizam Uber ou Dress and Go, mas também para as empresas que não precisam ter fábricas (como a Sucos do Bem), ativos essenciais (como a Airbnb), escritórios (as que utilizam co-workings como as da rede WeWork) e até funcionários (como as que contratam via UpWork). Empresas que ainda se vangloriam dos seus ativos em um momento cada vez mais próximo serão desafiadas por empresas mais enxutas e ágeis.

Todas estas reflexões ainda são encaradas como um pequeno nicho de mercado por muitas empresas que atualmente ainda arrasam quarteirões. O problema é que muitas delas não precisarão mesmo de um retrovisor em um mundo de carros autônomos.

Foi por isso que a Blockbuster não quis comprar a Netflix em 2000 quando a startup foi oferecida por US$ 50 milhões. “É um negócio de nicho…” – alegou John Antioco, CEO da Blockbuster na época.

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

 

A Wiki do Empreendedor

19 de maio de 2016

Tem algumas palavras / expressões que usamos repetidamente no dia a dia da empresa, ou lemos no jornal, ouvimos no rádio, mas nem sempre sabemos o significado completo, ou outros significados. Selecionei 5 que são apropriadas para estes momentos duros que vivemos e dei alguns palpites.

CRISE
Como não falar deste assunto que está atropelando os sonhos de tantos empreendedores? O curioso que que a origem da palavra no grego tem a ver com “momento decisivo”. Não é?

// cri.se // sf (gr krísis) 1 Med Momento decisivo em uma doença, quando toma o rumo da melhora ou do desenlace fatal. 2 Med Alteração súbita, comumente para melhora, no curso de uma doença aguda. 3 Momento crítico ou decisivo. 4 Situação aflitiva. 5 fig Conjuntura perigosa, situação anormal e grave. 6 Momento grave, decisivo. 7 Polít Situação de um governo que se defronta com sérias dificuldades para se manter no poder. C. anafilactoide: estado mórbido cujos sintomas se assemelham aos da anafilaxia, e que é causado por coloidoclasia. C. coloidoclástica: o mesmo que coloidoclasia. C. de nervos: ataque de nervos. C. de trabalho: complicação ou embaraço nas relações sociais decorrente da falta de serviços em que se empregam as classes menos abastadas.

RESILIÊNCIA
Uma das características do empreendedor é capacidade de “curar as feridas”. De uns temos para cá tem se usado a palavra “resiliência” para definir a capacidade de uma pessoa de superar uma adversidade, tomar porrada e dar a volta por cima. Um sujeito que enfrenta adversidades, se abala, supera as adversidades e o seu próprio abalo e amadurece, desenvolvendo-se a partir deste enfrentamento, de forma elástica. Ou seja, o maior superpoder de uma pesoa resiliente é conseguir voltar a ser o que era (ou melhor) depois de levar porrada.

// re.si.li.ên.cia // sf (ingl resilience) 1 Ato de retorno de mola; elasticidade. 2 Ato de recuar (arma de fogo); coice. 3 Poder de recuperação. 4 Trabalho necessário para deformar um corpo até seu limite elástico.

DISRUPTIVO
A palavra está associada a tecnologia, e muitos podem pensar que reflete inovação. Mas os entendidos afirmam que é muito mais do que isso, pois não inova (nem renova) e sim cria um novo ambiente ou mercado que antes não existia. Percebeu a sutileza? Não? Confere na Wikipedia a explicação longa

// dis.rup.ti.vo // adj (lat disruptu+ivo) 1 Que causa ou tende a causar disrupção; que rompe. 2V descarga disruptiva.

SONHO GRANDE
Num momento como este, no meio da tempestade, a única coisa que pode nos manter na direção correta é a visão de futuro do negócio. Quem sonha pequeno tem muito mais risco de não sobreviver na crise. O Sonho Grande, que o Jorge Paulo Lemann tanto propaga, traduz a vontade de dar certo, de crescer e organizar uma empresa e um grupo de pessoas com um propósito ambicioso. A sua frase mais famosa define “Sonhas grande dá tanto trabalho quanto sonhar pequeno, mas liberta dos detalhes insignificantes”. Leia mais do Sonho Grande aqui

// so.nho // sm (lat somniu) 1 Representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos. 2 Coisa imaginada, mas sem existência real no mundo dos sentidos. 3 Coisa ou pessoa vista ou imaginada durante o sono. 4 Imaginação sem fundamento, sequência de ideias vãs e incoerentes, às quais o espírito se entrega; devaneio, fantasia, ilusão, utopia. 5 Ficções comparáveis a um sonho e a que muitas pessoas se entregam mesmo acordadas. 6 Coisa vã, fútil, transitória, sem consistência, sem alcance, sem duração. 7 Coisa vaporosa e inconsistente; visão. 8 Recordação de coisa efêmera e que pouca impressão deixou na alma. 9 Ideia com a qual nos orgulhamos; ideia que alimentamos; pensamento dominante que seguimos com interesse ou paixão. 10 Pequeno bolo esférico, muito fofo, de farinha e ovos, frito em azeite ou em banha de porco.S.-de-ouro, Bot: arbusto rubiáceo ornamental (Psychotria gardneriana).Sonhos de ouro: o mesmo que sonhos dourados. Sonhos dourados:esperanças de felicidade. Passar como um sonho: desvanecer-se depressa.Ser o sonho dourado: ser a mais doce ambição, a maior aspiração.

// gran.de // adj (lat grande) 1 Que é de tamanho maior que o  ordinário. 2 Comprido. 3Crescido. 4 Extenso. 5 Largo, profundo. 6 Dilatado, longo, duradouro. 7 Notável, importante, assinalado. 8 Poderoso. 9 Grave, pesado. 10 Extraordinário, fora do comum. 11 Bom, excelente. 12 Generoso, magnânimo. 13 Forte, rijo. 14Valente, heroico. 15 Adulto, crescido. 16 Copioso, caudaloso, grosso. 17Profundo, intenso. 18 Numeroso. 19 Imenso, infinito. 20 Violento. 21Respeitável, venerável. 22 Eminente. 23 Magnífico, brilhante, soberbo. 24Elevado, considerável: Quantia grande. 25 Completo, variado, rico: Grande sortimento. Comparativo de superioridade: maior; sup abs sint: grandíssimo e (pop) grandessíssimo; sup rel sint: máximo. Aum: grandaço, grandalhão e grandão. Dim irreg: grandole. sm 1 Pessoa rica e nobre, influente, poderosa. 2 O que tem o título de grandeza. 3 O grandioso, o sublime. sm pl Classe dos ricos ou poderosos. À grande: com magnificência; luxuosamente; regaladamente. Em grande: em ponto grande; com largueza.

PLANO DE NEGÓCIOS
Essa é uma coisa chata que todo empreendedor, acho eu, odeia. Mas é proporcionalmente necessária ao sucesso do negócio. Não apenas para captar um potencial investidor, mas também para o próprio empreendedor saber a direção que deve ir. Se o “sonho grande” é a estrela que nos guia ao futuro, o plano de negócio é que que te leva lá e permite antecipar problemas, estruturar o crescimento, fazer previsões de recursos para cada etapa. Além do mais, o exercício de colocar a visão que se tem do própria negócio num papel, já é uma demonstração de maturidade do empreendedor e da empresa. Ainda não fez? Faça já!

// pla.no // adj (lat planu) 1 Diz-se de uma superfície tal que toda a reta que une dois quaisquer dos seus pontos está inteiramente compreendida nessa superfície. 2Em que não há desigualdades nem diferenças de nível; raso, liso. 3 Acessível, fácil. 4 Claro, manifesto, patente. sm 1 Superfície plana. 2 Superfície plana imaginária: Cone cortado por um plano. 3 Planície, campo. 4 Cada uma das superfícies ou lâminas horizontais que servem de asas ao aeroplano. 5 Desenho, planta ou traçado de uma cidade, de uma praça, de um edifício etc. 6 Arranjo ou disposição geral de uma obra. 7 Pint Cada uma das superfícies verticais imaginárias, que variam em perspectiva de profundidade, e nas quais podem estar dispostas as figuras de um quadro. O primeiro plano é o das figuras que parecem mais próximas do observador. 8 Náut Carta geográfica; mapa. 9Programa, projeto. 10 Desígnio, intenção. 11 Embuste, engodo, intriga. 12Exposição ordenada dos objetos de um empreendimento qualquer: plano de metas; da execução dele: plano de ação; dos recursos a empregar: plano financeiro.

// ne.gó.cio // sm (lat negotiu) 1 Comércio, tráfico, transação comercial. 2 Contrato, ajuste.3 Qualquer casa comercial. 4 Empresa. 5 Questão pendente; pendência. 6 popCoisa, objeto. 7 pop Qualquer coisa cujo nome não ocorre no momento.Negócio apagado: aquele em que não se torna a falar; negócio que não teve continuação ou resultado. Negócio bicudo: o que é difícil ou trabalhoso.Negócio da China: o que é muito lucrativo ou vantajoso. Negócio de arromba: o que deixa grande lucro. Negócio de comadres: intrigas. Negócio de compadres: negócio em que intervém o favor em vez da justiça. Negócio de ocasião: bom negócio ou boa oferta. Negócio de orelha: barganha de um objeto por outro, sem volta. Negócio de pai para filho: negócio em que a vantagem é considerada excessiva para a parte a quem se oferece. Negócio em verde: o mesmo que negócio verde. Negócio escabroso: negócio difícil de tratar; negócio escuso. Negócio furado: o que saiu contra a nossa expectativa.Negócio mastigado: o que, antes de realizado, é bem considerado e refletido.Negócio verde: o que está apenas em projeto, ou só em princípio de execução

Quer perguntar alguma dúvida? Me escreva ivan@pastificioprimo.com.br

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastificio Primo escreve toda quinta feira no Blog do Empreendedor.

 

A busca pela próxima startup de um bilhão de dólares

16 de maio de 2016

Quais as estratégias das startups brasileiras que buscam ser unicórnios (negócios de um ou mais bilhão de dólares)? Quais são as similaridades e diferenças entre as startups made in Brazil que querem ser globais e as startups mais famosas do Vale do Silício? Foi em busca dessas e outras respostas que Iglá Generoso, nascido e criado em Araraquara (150 km da capital SP) planejou e executou uma viagem de estudos, imersão e aprofundamento em cultura startup pelo Vale do Silício e outros pólos de inovação nos Estados Unidos e em algumas capital brasileiras. “O meu objetivo é produzir um livro e um documentário amador, a partir de casos de estudo práticos, sobre como os founders brasileiros estão competindo e batalhando para evoluir suas startups em diferentes ecossistemas nos USA e no Brasil, cruzando com práticas que as unicórnios aplicaram para crescer”, conta ele, motivado.

Iglá (à esquerda), com Geoffrey Moore, autor que ficou famoso na década de 90 com a obra “Atravessando o Abismo”, que se transformou numa referência fundamental do marketing.

Ficar longe tanto tempo da esposa e da filha exigiu planejamento prévio e uma mudança de área na HP (desligando-se temporariamente da responsabilidade de gerenciar uma equipe de quase 200 pessoas a frente de um dos maiores contratos da empresa no Brasil). O projeto,  recentemente rebatizado como “Competindo no planeta das startups bilionárias”, se tornou público pela primeira vez num post que ele publicou no seu blog, em novembro de 2015.  Mesmo atuando hoje como executivo no mundo corporativo, Iglá não é novo na cena empreendedora. Abriu sua primeira startup em 2001, o Weblogger Brasil, primeiro serviço brasileiro gratuito para criação e hospedagem de blog do Brasil. “Chegamos a 1,5 milhão de usuários, mas em 2008, após vários testes de monetização sem sucesso, encerramos a operação. Em 2004 tive uma experiência bacana com minha segunda startup, eForcis.com, uma plataforma de e-mail marketing que vendemos para investidores em 2005.”  O projeto de uma nova startup – www.vinil180.com, um marketplace para discos de vinil – e o sonho de escrever um livro geraram combustão para que a viagem deixasse o papel e ganhasse a estrada.

Desde março, Iglá tem participado de meetups e cursos em Austin, São Francisco, Los Angeles, Boston, Nova York e Miami e visitado empresas como LinkedIn, Google, RocketSpace e Facebook. Nesses locais conseguiu vários empreendedores brasileiros que estão (ou estavam) fazendo negócios ou participando de eventos nos Estados Unidos.  A lista dos brasileiros que estão compartilhando seus aprendizados inclui Gustavo Caetano (Sambatech),  Pedro Vasconcelos (Tysdo / Beer Or Coffee), Daniel Almeida (Stayfilm),  Patrick Sigrist (iFood), Guilherme Cerqueira (Worthix), Rudi Leismann (MyTraining), Leandro Gomes (RankMyApp), Luis Novo (Skore), Vitor Pamplona (EyeNetra), Ivan Huang (Bonze), Daniel Arcoverde e Rafael Belmonte (Netshowme).

Sandro Ribeiro e Iglá Generoso no TechDay, em Nova York: participação em eventos, aulas e entrevistas para descobrir como as startups brasileiras estão se preparando para competir globalmente

Sobre as principais lições que ele pode extrair dos seus estudos, entrevistas e conversas e que estarão no livro, Iglá adianta três pontos:

1. O empreendedor brasileiro precisa pensar global. “Competir em um mercado globalizado, não envolve apenas vender o produto fora do Brasil, mas também buscar conhecimento, feedback, mentores, investimento, parcerias e sinergias que potencializem a sua estratégia”.

2. Viver o espírito pay-it-forward. Uma cultura de ciclo positivo dentro do ecossistema americano onde professores, investidores e empreendedores devolvem de forma positiva, seja coaching, network ou investimento,  o suporte recebido anteriormente. “Isso gera um ciclo de progresso constante que impacta diretamente o sucesso das startups”.

3. Co-working e co-living como espaços de inovação. “Esses espaços potencializam o efeito de rede, conhecimento e conexões com o mercado”. Ficou curioso para saber mais e quais serão os próximos passos do projeto? Teremos de acompanhar no  blog http://iglageneroso.com.

Marcelo Pimenta (menta90) é jornalista, professor da Pós-Graduação da ESPM, fundador do Laboratorium e criador do site Mentalidades.

Como a Mary Kay transformou discriminação em negócio

13 de maio de 2016

Como pai de duas filhas pequenas, tenho me interessado cada vez mais pelas iniciativas sobre o empoderamento feminino. Há um ativismo crescente pelo maior protagonismo das mulheres em todos os segmentos, em especial nos negócios. Mas por mais que as estatísticas sobre as diferenças entre gênero estejam aí, algumas vezes, tenho dificuldade em entender como estas discriminações se originam já que, mais do que duas meninas, tenho duas pessoas em rápido desenvolvimento em casa.

Desta forma, mais do que entender a origem, meu interesse se concentra em como muitas mulheres venceram ou em muitos casos, nem se preocuparam com a discriminação de gênero, e seguiram em frente.

E história de Mary Kathlyn Wagner é uma delas, mesmo sendo a mesma de milhões de várias outras mulheres. Desde muito cedo ajudou nas tarefas domésticas enquanto sua mãe trabalhava fora. Casou-se muito cedo, aos 17 anos, e para ajudar nas despesas, começou a vender livros de porta em porta. Depois de quase 10 anos nesta profissão, conseguiu um emprego em uma empresa de produtos de limpeza doméstica onde ficou por quase duas décadas, mesmo ganhando menos e sofrendo o preconceito por ser mulher. Sua paciência terminou quando foi preterida em uma promoção por um funcionário que ela mesma havia treinado. “Não importa se você é casada, solteira, viúva ou divorciada. Se você é mulher, anda por um caminho único no mundo dos negócios, porque este mundo é ainda masculino.” – disse muitos anos depois.

E aos 45 anos, pediu para sair e resolveu se dedicar a um livro que ajudaria mulheres em suas carreiras profissionais. Do livro, teve uma ideia de criar um negócio que pudesse empoderar um número crescente de mulheres. E a primeira mensagem tanto do livro como do negócio é: “Você pode!”

“Há quatro tipos de pessoa neste mundo…” – escreve Mary. “Aquelas que fazem as coisas acontecerem. Aquelas que assistem aos acontecimentos. Aquelas que se perguntam o que aconteceu? E aquelas que não sabem de nada o que aconteceu.” – explica. “Soube desde muito cedo que queria estar no primeiro grupo desta lista.” – finaliza.

E foi deste pensamento inicial que ela fundou a Mary Kay, uma empresa que fatura mais de US$ 3 bilhões anualmente e promove a carreira profissional de mais de 3 milhões de mulheres ao redor do mundo.

E como conseguiu isso? Não perca tempo com a discriminação, recomenda. “Sempre me perguntam como fui capaz de romper todas as barreiras e ser bem-sucedida no mundo masculino? Posso dizer que quando comecei meu próprio negócio estava na meia-idade, tinha varizes e nenhum tempo a perder.”

Quem não tem tempo a perder, faz o que precisa ser feito!

Mas não se esqueça de que é mulher, complementa. “Temos a obrigação de injetar no mundo dos negócios todas as qualidades que são consideradas femininas. Elas incluem honra, integridade, amor e honestidade. Acredito que seja errado querer copiar os homens para serem bem-sucedidas.”

Marcelo Nakagawa é Diretor de Empreendedorismo da FIAP

Empreendedorismo é contagioso?

12 de maio de 2016

Estudo recente realizado na Itália tenta entender o porquê de alguns lugares serem mais inovadores e povoados de empreendedores do que outros, e parece que encontraram algumas respostas interessantes.

A primeira delas não parece ser nenhuma novidade: famílias, grupos de amigos, bairros, ou mesmo cidades inteiras, comungam da mesma cultura e, como consequência, compartilham muito mais do que um idioma ou uma ideia local – também tem os mesmos hábitos de consumo, tradições, moda, gastronomia…

E, quando esse ambiente tem empreendedores de sucesso, estes “contaminam “ os demais a iniciar seu próprio negócio, vendo o sucesso do vizinho. O estudo traz esse conceito que achei muito interessante, que é a “mudança na percepção de risco”. Ou seja, quando um empreendedor inicia um negócio de sucesso, há grande probabilidade de que os amigos e pessoas ao redor não tenham tanto receio de iniciar também o próprio negócio, já que outra pessoa já “abriu o caminho”. É como alguém que atravessa o rio na frente, e depois que chega do outro lado, os demais se sentem mais confiantes de que também poderão chegar lá, segue o exemplo.

Em resumo, o estudo afirma que empreender fica mais fácil para pessoas que cresceram (ou se desenvolveram) em lugares com altos índices de empreendedores na família, na comunidade, na escola, enfim, ao redor de si, pois desde muito cedo o jovem já considera com naturalidade a possibilidade de ser dono do próprio negócio, formatando um padrão mental mais propenso ao risco, ao esforço necessário para alcançar os objetivos desejados. E isso sem dúvida é uma grande vantagem sobre outros que não tiveram essa convivência com essas referências.

Talvez um belíssimo – e moderno – exemplo de uma comunidade assim seja Silicon Valley, na Califórnia, onde estão hoje concentradas a maioria das empresas de tecnologia de sucesso, além de uma enormidade de startups que escolheram se instalar ali para respirar o mesmo ar “contaminado” de ideias inovadoras, networking, profissionais altamente capacitados, pessoas trabalhando 24 horas por dia em ideias que têm potencial de mudar o mundo.  Aqui em São Paulo, ainda falando em tecnologia, me ocorre citar o prédio CUBO, que funciona como um ponto de encontro de empreendedores de tecnologia, investidores e acadêmicos, e reúne a elite das startups da tecnologia. Me lembro de participar de uma reunião na cafeteria e sentir no ar uma sensação muito boa de sintonia de trabalho e camaradagem. Parece que se respira um ar diferente.

Mas também podemos ir para na popular rua de comércio 25 de Março e ver que ali muitos filhos estão aprendendo com os pais os “segredos” do negócio; ou no bairro Bom Retiro, onde temos exemplos de culturas que tradicionalmente são empreendedoras e segmentadas por nichos: tecidos, maquinas, noivas, etc.

O que posso concluir é que, sem dúvida, o ambiente criativo e com outros empreendedores favorece muito o futuro empreendedor, é altamente motivador – e inspirador – estar cercado por pessoas de sucesso,  focadas e determinadas, e que são muito boas no que fazem.  Mas, é bom voltar à realidade e admitir que, mesmo que o desejo de ser empreendedor seja contagioso, as habilidades necessárias para fazer um negócio dar certo continuam sendo difíceis de adquirir e aliadas a muito trabalho duro.

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastificio Primo escreve toda quinta feira no Blog do Empreendedor.

A vida não é a Netflix, não tem o Waze para te guiar e nem um Uber a te esperar.

6 de maio de 2016

Uma das minhas maiores felicidades é poder escolher os meus caminhos e contribuir para que outras pessoas também escolham os seus.

Daí nada mais natural do que incluir a discussão do tema felicidade nas minhas aulas de empreendedorismo. Afinal, por que empreender se não for para se sentir mais feliz?

Mas a felicidade em si não é (e não deveria ser) um objetivo, mas o caminho para isto. Mas qual deveria ser este objetivo, então? A psicóloga Betina Silvestri entrevistou 277 empreendedores e executivos brasileiros (em sua tese de doutorado) para responder esta questão.

Para alguns, sucesso é ter conquistas materiais. Se este for o seu, ótimo. Não se sinta pior, ou melhor, do que outros que buscam objetivos diferentes. Uns estão atrás de poder, status, realização e/ou reconhecimento público. Se for um objetivo legítimo seu, fique tranquilo com isso. Outros querem independência, estabilidade, segurança e/ou equilíbrio pessoal e profissional. Há pessoas que se sentem mais felizes construindo relacionamentos, contribuindo para o negócio, aprendendo, se tornando mais responsáveis e/ou percebendo que estão crescendo profissionalmente. Por fim, há um número crescente de pessoas que acreditam que sucesso pessoal é inovar ou realizar seu propósito pessoal.

Pode parecer simples escolher um, dois ou três objetivos que orientarão nosso sucesso pessoal, mas não é. E, de repente, descobrimos que a nossa vida não é a Netflix em que assistimos ao filme que queremos no momento em que desejamos. De que não há um Waze que nos levará aos nossos objetivos e muito menos um motorista do Uber que fará isto por você.

A felicidade começa pela definição do que entendemos por sucesso pessoal e esta pergunta o Google não tem uma resposta pronta para cada um.

Mas quando descobrimos nossos objetivos pessoais mais verdadeiros, nos tornamos empreendedores de nós mesmos. E empreender é poder escolher os nossos caminhos!

Marcelo Nakagawa é Diretor de Empreendedorismo da FIAP

A genética do empreendedor

5 de maio de 2016

Este não é assunto novo, mas volta e meia me atrai, pois é uma pergunta que me faço repetidamente. Nascemos empreendedores ou nos tornamos empreendedores?

Aceitar que se nasce de um jeito ou de outro é um limitador determinista que me recuso a aceitar, mas mesmo assim acompanho com curiosidade o assunto “DNA do empreendedor”.

Em 1993 foi descoberto o chamado “gene do aventureiro” DRD4-7. Estudos dizem que esse gene é presente em 20% da humanidade, e está ligado a altos índices de curiosidade e pró-atividade (não se animem demais, pois também está ligado à loucura, ok?). Então, essas pessoas que carregam o DRD4-7 estão constantemente famintas por aventuras e têm forte tendência a riscos.

Será esse o elo perdido que coloca aventureiros e empreendedores na mesma adrenalina? Sempre em busca de executar complexos planos de crescimento, ocupação de mercado ou desenvolvimento de produtos? A paixão por fazer ou alcançar algo nunca feito antes? Mesmo sendo considerado impossível?

É óbvio agora que Cristóvão Colombo estava certo, mas em 1490 era considerado um maluco suicida! Ou Darwin, que foi escorraçado quando afirmou que o ser humano não nasceu do barro ou de uma costela. Ou, ainda, mais recentemente, dois amigos chamados Sergey e Larry quiseram vender sua pequena empresa para a Yahoo e foram recusados, então decidiram seguir em frente com a… Google! E tantos outros, chamados de loucos ou coisa pior, antes de provarem que estavam certos. Pura aventura e risco!

É claro que, além de uma boa ideia, o aventureiro/empreendedor tem de ter um alto índice de autoconfiança, atitude, resistência e muita tolerância a críticas, ao ridículo e ao fracasso. Também vou dizer que tem que ter paixão implacável, uma (quase) obsessão egoísta e uma disciplina espartana. Mas tudo isso também pode ser aprendido, treinado, ensinado, não acho que deva ser necessariamente genético. Mas os pesquisadores afirmam que o gosto pelo risco permanece um mistério do DRD4-7.

Um estudo da Western Reserve University de 2006 afirma que 48% da “tendência empreendedora” de uma pessoa tem origem genética. A parte que eu mais gostei é que a tal de tendência empreendedora é definida como a capacidade de visualizar e definir um objetivo e trabalhar com tenacidade até o fim, apreendendo tudo o que seja necessário, assumindo riscos.

De fato, para mim a conclusão deste estudo faz todo sentido, e me atrevo a dizer que essa é a essência de um empreendedor do jeito como eu lido com meu dia a dia: foco numa ideia e muito trabalho duro.

Um estudo similar da Harvard Business Review lista as 5 características de um empreendedor nato: associação, questionamento, observação, experimentação e networking. E claro, o empreendedor tem uma alta capacidade não apenas de pensar ideias inovadoras, mas principalmente de executar essas ideias. O que também é bastante óbvio.

Como eu sou um inconformado, e não me considero especialmente inteligente ou prendado geneticamente (a não ser na paixão por riscos, isso sim!), eu batalho humildemente todos os dias para aprender as qualidades que me fazem falta e tento desenvolver melhor as que já tenho.

Tento compensar minhas fragilidades com aprendizado e observação, tentativa e erro. Valorizo meus sócios e uma equipe talentosa. Talvez essa seja um ponto forte meu, afinal de contas, juntar pessoas, mas não muito mais que isso.

Por isso, considero que a questão genética é apenas um assunto divertido. Um empreendedor de verdade nunca, repito, nunca vai permitir que um estudo cientifico digo o que ele pode ou não pode fazer. Não é?

Voltando à minha pergunta no começo, se nascemos empreendedores ou nos tornamos empreendedores, acho que minha conclusão é como Gandhi disse: “Um homem é o produto de seus pensamentos. O que ele pensa ele se torna”.

E no que você está pensando agora?

Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastifício Primo acredita que todos têm a capacidade de sonhar, e alguns aceitam o desafio de fazer o sonho virar realidade.