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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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O que podemos aprender com os extintores de incêndio? Muita coisa

30 de setembro de 2015

 

No último dia 17, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma lei nacional que desobriga portar extintor de incêndio em veículos, pouco tempo depois de anunciarem que, a partir do dia 1º de outubro, seria obrigatório o uso do modelo de extintor ABC. Chega a ser nonsense aprovarem e desaprovarem num estalo de dedos, o que me traz a sensação de estar participando de um episódio do desenho animado The Simpsons, tendo o senhor Burns no comando dessa manobra maquiavélica. Apesar desse despropósito, pergunto: o que podemos aprender com esse episódio?

1. Tudo pode mudar a qualquer momento

E você precisa estar preparado. As coisas são e estão voláteis. O essencial, hoje, pode não ser mais amanhã. A descartabilidade é cada vez mais comum, infelizmente. E empreender, nos dias de hoje, nos exige ter antena ligada a todo tempo. Fico tentando imaginar meu bisavó saindo da cápsula do tempo e aterrissando em nosso presente. Certamente não conseguiria acompanhar essa anomalia frenética. E não é por acaso que grandes organizações gastam rios de dinheiro com lobistas para ter informações privilegiadas, mesmo sabendo que é crime. Busque mais informação possível, Leia artigos e estude comportamento do seu target. Fortaleça sua network. E mesmo assim você corre o risco de perder.

2. Dois mais dois não são quatro

Talvez esse seja um dos pontos mais críticos de nossa sociedade. As regras não são tão claras e, quando são, não são cumpridas. Isso tem a ver com nossa história. O brasileiro é pouco pragmático. Nossa colonização trouxe o romantismo que por fim as relações emocionais se misturam com comerciais. Em países orientais com sistemas mais rígidos, uma simples palavra é suficiente para formalizar um contrato e as pessoas não se envolvem emocionalmente. Então você precisa saber lidar com isso. Precisa ter inteligência emocional e um bom advogado.

3. O contribuinte é o último da pirâmide no grau de importância das decisões

Quem não xinga o padrão de tomada de três pinos todos os dias? Eu xingo. Mudar todo um sistema de tomadas para um padrão unicamente usado no Brasil é o maior exemplo disso no meu ponto de vista. Só nós temos esse modelo. Se contar para algum estrangeiro essa mudança sem contextualizar provavelmente ele vai pensar: certamente devem ter reinventado a roda e revolucionado o sistema de tomadas para tal decisão. Mas não. O sistema adotado nos exclui de todo o restante do mundo. E quem paga o pato? O cidadão contribuinte.

4. O futuro é dos especialistas?

No fim extinguir o extintor – não foi um trocadilho – nada mais é que deixar a responsabilidade com um especialista. Se seu carro pegar fogo, quem precisa entrar em ação é o bombeiro, um especialista. Faz todo o sentido. Se pensarmos que tem tanta gente que conduz um automóvel mas não sabe digirir, imagine manusear um extintor em uma situação de perigo e stress? Ao deixar para um especialista a responsabilidade, você minimiza riscos e possíveis perdas. É uma evolução natural dos sistemas. Então pense duas vezes se você vai investir em algum produto que pode ser tercerizado por um especialista.

Empreender tem disso. Você pode ir do céu ao fogo do inferno num piscar de olhos. Então mantenha-os abertos, porque lá também não há extintores.

Leo Spigariol é um dos fundadores da De Cabrón

Testes viáveis

30 de setembro de 2015

 

No mundo, existem diversas tecnologias e ferramentas que nos permitem testar algumas ideias sem necessariamente ter que criar estruturas que demandam grandes investimentos. Isso é muito importante para validar a ideia e analisar se o seu público realmente se interessa pelo serviço ou produto. Uma das empresas que fez isso é a Zappos, loja online de sapatos, roupas e acessórios.

Já escrevi um artigo sobre eles, focando no atendimento ao cliente. Agora, quero compartilhar um pouco sobre o início da empresa. Quando decidiu seguir em frente com a ideia de vender sapatos online, o fundador da Zappos desenhou uma estrutura muito peculiar. No começo, ele criou um blog simples, com fotos de alguns sapatos que venderia. Apenas fotos, com estoque zero. Logo de início, economizou ao criar um blog, ao invés de um site com sistema automatizado. E economizou ainda mais ao não comprar os produtos que precisava vender.

Veja, uma pessoa poderia pensar exatamente o contrário: que deveria pensar grande, fazer um estoque variado, contratar os melhores engenheiros para desenvolver tecnologias para todas as plataformas. Em um primeiro momento, é estranho pensar em uma loja, que a princípio vendia sapatos, começar a funcionar sem estoque. Porém, como a loja era online, ele encontrou uma maneira de medir o interesse dos consumidores sem precisar gastar com compras antecipadas ou grandes custos estruturais.

Quando uma compra era efetuada, o fundador ia até uma loja física e adquiria o sapato escolhido pelo cliente. Ele mesmo enviava o produto para a casa do consumidor e ainda fazia questão de ouvir a opinião de cada cliente. Com isso, ele pôde testar questões críticas, como por exemplo qual o porcentual de pessoas que devolvia o sapato. Apenas quando aprendeu com essas respostas e criou um modelo de negócios robusto, resolveu crescer a estrutura. Quando o volume de pedidos começou a ser significativo, a loja investiu em estoque.

Embora essa estrutura inicial não seja ‘escalável’, é importante testar a viabilidade do negócio. Criar um protótipo antes de fazer todo o investimento necessário é fundamental para verificar métricas, tirar dúvidas sobre o funcionamento do negócio e, principalmente, entender se o cliente realmente quer aquilo.

O fundador da Zappos tinha uma hipótese: as pessoas comprariam sapatos online. Mas isso era apenas hipótese, não um fato. Muitas empresas falem porque acreditam que as hipóteses são 100% verdadeiras e investem tempo e dinheiro naquele projeto, antes mesmo de validar a ideia, em menor escala, com os potenciais clientes.Ouvir os usuários e simplificar o conceito do negócio pode te ajudar a rapidamente testar o desejo das pessoas por seus produtos e a construir um protótipo que teste ainda mais hipóteses. No final, o mais importante para um empresa é desenhar um produto ou serviço que agregue de verdade aos seus clientes. Começando pequeno, e aprendendo a cada dia, você tem mais chances de seguir nessa direção.

* Bel Pesce é fundadora da escola FazINOVA e autora dos livros “A Menina do Vale” e “Procuram-se Super-Heróis”. Apaixonada por culturas empresariais, Bel Pesce explora diferentes cases em sua coluna no Estado PME.

Eu botei fogo no meu navio!

29 de setembro de 2015

 

Li uma história há uns 25 anos onde o grego Agátocles, fato ocorrido em 317 A.C, preparou a sua frota, cruzou o Mediterrâneo e atacou Cartago, antiga cidade do norte da África. Logo que desembarcou em Cartago, ordenou a seus soldados que queimassem os navios, pondo termo a qualquer intenção de resistência aos seus planos estratégicos e apenas deixando a alternativa, lutar e vencer, ou morrer. Ele e seus soldados conseguiram a VITÓRIA .

Dentro a  analogia aos tempos de hoje eu posso dizer tranquilamente que “botei fogo no meu navio”!

Resolvi me dedicar 110% ao projeto, não vou medir esforços nenhum para que ele de certo. Fácil? Claro que não, nada que valha a pena alcançar na vida é fácil. Na verdade Donald Trump descobriu a única coisa fácil no mundo : NADA, “Nada é fácil!” Posso realizá-lo? Posso mas nunca saberei de verdade se não tentar e continuar tentando. Os anos de experiência me trouxeram a brilhante ideia de procurar sócios qualificados, para juntos fazermos o projeto iniciar, acontecer e dar certo. Quando você acredita que esta é a sua única chance de virar o jogo, ai você terá que fazê-lo acontecer, questão de honra, quando leva para o desafio pessoal, pode ter certeza que você terá mais força ainda.


Você sabe a semelhança e a diferença entre o Vencedor e o Perdedor? A semelhança é que ambos vão cair, se machucar e até quebrar, mas a diferença é que o Vencedor vai levantar e dar sequência ao seu projeto de vida, não vai deixar qualquer rasteira, tombo ou obstáculo fazer com que desista de sua história.

Eu já tomei muita porrada nesta vida desde o dia que resolvi que queria ser alguém, crescer financeiramente na minha vida. Vi a chance de realizar isso montando o meu negócio, saí de uma classe média, estudei sempre em colégio estadual e resolvi abrir o meu primeiro negócio aos 24 anos.  Já contei alguns acontecidos nos artigos anteriores, a minha sensação foi que sempre vivi em uma montanha russa, subia passo a passo, aí alguma coisa dava errado, como não fazer calor no verão, pronto, Shazzan, descia a 200 km/h, mas depois da descida, não desistia e  começava a subir novamente.

Às vezes você precisa destruir para reconstruir, pegue o exemplo da Alemanha e Japão que foram destruídos na Segunda Guerra Mundial e se tornaram as maiores potências do mundo após as suas reconstruções. Tiveram a capacidade de fazer direito.

Uma das coisas mais comum nas pessoas que “querem” empreender é ficar criando desculpas para não fazer o negócio acontecer. Dar desculpas é muito fácil, tente fazer com que a sua desculpa vire o seu motivo. Para dar certo você terá que acreditar no seu negócio de verdade, terá que colocar toda a sua energia, todo o seu conhecimento, toda a sua vontade, pois AGORA | HOJE é o único tempo que tem para fazer. ONTEM já passou e é um cheque cancelado e AMANHÃ ainda virá e é uma simples Nota Promissória. Muita gente que abre o seu negócio cria várias alternativas para si mesmo “se o negócio não der certo”, aí eu faço isso ou aquilo. As pessoas não se dedicam de verdade, não acreditam de verdade, não se esforçam de verdade. Você vai ter que meter a mão na massa de verdade, não é superficial, vai ter que ser profundo.

De acordo com Theodore Roosevelt, “tem que entrar na arena, ficar com as mãos sujas e testas suadas e ter um senso de objetivo, coragem e dedicação” para poder fazer acontecer o seu negócio, senão você diminuirá muito as suas chances de fazer parte dos 30% que não quebram em 3 anos. Vamos aumentar essa estatística!!! Vamos nos dedicar e fazer virar verdade os nossos objetivos e sonhos!!!

Uma das grandes sacadas que aprendi durante este período de quase 20 anos como empreendedor é que posso até desenhar o mapa da estrada onde pretendo chegar, através de um planejamento estratégico, mas serão as atitudes do dia a dia, a somatória das ações corretas efetivadas diariamente, que me ajudarão a conseguir chegar ao meu objetivo fim. Podem surgir novos percalços no caminho, mas se você estiver preparado e atento,  prevenido nos que já conhece, você facilitará a sua viagem e fará com que seja mais segura. O dia a dia do Empreendedor é muito difícil, parece que as coisas não gostam de dar certo na primeira vez, parece que tem que falar a mesma coisa 10 vezes, aí a chance melhora. Infelizmente as coisas não funcionam naturalmente.

Mas para fazer com que esta viagem seja divertida, temos que ter muito entusiasmo. Buscar aquela sensação positiva de dentro de você, de procurar fazer o seu melhor, e isso faz tão bem que fui buscar a etmologia de Entusiasmo e adorei o significado : vem do grego e o significado é Deus dentro de você !

Quando você acredita de verdade em você, vem uma força de dentro que realmente pode mover montanhas. Neste um mês desde que efetivamente resolvemos montar a Bertucci Fashion Uniforms, já temos CNPJ, IE, logo definida, a apresentação está em confecção, iniciando o contrato de acionistas, as estratégias para 2016 já foram definidas, temos metas de vendas até 2020 e vamos buscá-las. Com sócios qualificados a velocidade do negócio é completamente diferente. O que demoraria 3, 4 meses para acontecer normalmente, fizemos tudo isso em 30 dias.

Procure muito bem com quem quer trabalhar por um bom período de sua vida. Se você é o criador do projeto, passe muita segurança e conhecimento para os seus sócios, investidores, pois eles saberão que não será qualquer obstáculo besta que vai fazer você desistir do projeto ou impedir em acordar bem cedo e fazer o seu melhor.

Não acredito em negócios onde “empreendedores” abrem a empresa  e deixam na mão de um gerente para tocar, montam como uma segunda renda, vão na empresa somente quando podem. Já ouvi centenas de casos onde a pessoa começou a tirar dinheiro de sua renda principal para colocar na empresa.  Vivenciei muito casos no interior de São Paulo, geralmente maridos médicos e advogados montavam uma boutique de roupas para a sua mulher não ficar em casa. A chance de dar errado era e é gigante, pois para você montar um negocio você tem que querer MUITO, e tem que ter conhecimento do negócio.

Vou contar um case que ocorreu comigo, eu vendia a minha grife para uma loja no interior de SP e o mark up que a cliente colocava era de 100% (exemplo: eu vendia uma blusinha para ela por R$ 20 e ela vendia na loja por R$ 40). Cheguei um dia na loja e estava escrito PROMOÇÃO 60% de desconto. Comentei com ela que estava vendendo abaixo do custo dando 60% de desconto (ela vendia por R$ 40 com 60% de desconto sobrava R$ 16, tinha pago R$ 20, R$ 4 de prejuízo na peça ). Ela disse que eu não sabia nada, se ela colocava 100% e dava 60% de desconto ainda sobrava 40%. Quando fiz as contas e expliquei para ela a diferença entre mark up e margem, quase teve um enfarte na minha frente, descobriu o porque só trocava duplicata e nunca sobrava dinheiro.

Era melhor se tivesse deixado o dinheiro na poupança, a conta seria mais barata. Vale ressaltar que nunca gosto de generalizar 100%, tem muitas donas de boutique muito bem sucedidas, grandes negócios, mas estatisticamente o numero é pequeno. O abre e fecha de loja de roupa é uma coisa absurda. Gigantes multinacionais dão certo em outros países porque já vem com todos os  processos |  gestão | políticas prontas, uma caixa pronta para tocar.

Vamos ao diário de bordo desta última quinzena:

- CONEXÕES : estou percebendo o poder das conexões, muito feliz com a receptividade das pessoas que conheço e abertas a ajudarem a fazer o projeto acontecer. A vida é um eco, se você não gosta do que está recebendo preste atenção ao que está emitindo. Aproveito a oportunidade para agradecer pelas portas abertas que tenho recebido

- OBZ : se você montar um negócio com mentalidade Orçamento Base Zero, você de cara vai evitar gastar dinheiro à toa. É muito engraçado, antes de cortar, você nem gasta, com esta mentalidade, tudo que tem que comprar ou investir, nos perguntamos será que realmente temos que fazer isso? Se não fizer não vai funcionar? Quando esgotamos, aí sim investimos ou não! Aprendi muito bem com o meu amigo Ricardo Ferreira, fundador da Richards. Ele sempre diz “custos é igual unha, tem que cortar todo dia”. Infelizmente na época não dei tanta atenção como deveria ter dado a este ensinamento, mas hoje acredito 100% nisso.

- INVESTIDOR : Entenda se você realmente precisa de um investidor e qual o melhor momento para colocá-lo na empresa, arregace as mangas, faça o seu negócio começar a funcionar, venda, produza, venda, produza e na hora certa chame-o para poder realizar a sua parte no negócio.

- ADMINISTRATIVO : faça tudo direito, tenha uma administração muito bem controlada, gestão, pague todos os impostos nas datas de vencimento. A multa por não pagamento é de 30%, ou seja, um absurdo e nenhuma aplicação vai te render este valor, além dos juros mensais. Dar prioridade para a contabilidade de sua empresa, sente com o seu contador. Converse com uns três antes de contratar um, analise qual pode te passar as melhores informações sobre a sua empresa. Compre e venda tudo com nota fiscal. Essa será a única forma de poder conhecer os números e criar um valuation da sua empresa, eles têm que ser claros para que ela tenha valor.

Sobre o projeto do livro que quero escrever “Montando uma empresa corretamente”, aproveitando inclusive o meu “Diário de Bordo”, vou deixar mais uma parte para você que esta pensando em abrir a sua empresa possa se questionar e entender quem é você!

VOCÊ SE CONHECE? ESTÁ PREPARADO PARA EMPREENDER ?


- O que você quer para a sua vida? Você gosta de correr risco ? Precisa de estabilidade emocional e financeira para viver? Tem resiliência? Desiste fácil das coisas? Acredita em você? Acha que pode  fazer mesmo todo mundo dizendo que não vai dar certo?

- O que você quer da vida para o próximo 1 ano? 3 anos? Já pensou em 5 anos?

- Por que não ser empregado e ganhar milhões em bônus em vez de empreender?

- Se considera um excelente aprendiz?  Se considera um líder? Um ótimo vendedor? Vai ter  que vender um sonho que  ainda não existe!

- Por que empreender? E se der errado? Qual o seu motivo, o que faz você acordar todo dia cedo para realizar ou conquistar? A sua meta vale a pena?

SERGIO BERTUCCI : MBA na vida de Empreendedor com muitos acertos e erros; já são 20 anos, quase quebrei 2 vezes, uma por falta de pedido e outra por um pedido muito grande. Sócio-fundador e Designer da BERTUCCI FASHION UNIFORMS, membro Internacional da ENDEAVOR, com muita vontade de poder ajudar os Empreendedores a fazerem direito e crescerem o seu negócio.

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Desafio de ideias transforma pesquisa aplicada em negócios

28 de setembro de 2015

Fishgets, de Cuiabá, é exemplo do potencial dos Institutos Federais como celeiro do empreendedorismo inovador

Talvez muitos não saibam que 40 mil toneladas de alimentos são desperdiçadas diariamente no Brasil -  o que seria capaz de alimentar 19 milhões de pessoas. Os dados são de 2014 e foram divulgados pela Embrapa.  Ao mesmo tempo, a busca por uma alimentação saudável e sustentável tem aumentado o consumo de pescado no país. O consumo de peixe, apesar de nutritivo, saudável e saboroso, gera muitos resíduos que, na maioria das vezes, são descartados, causando custo e impacto ambiental.

Pensando numa forma de mudar essa realidade, as professoras Daniela Fernanda Cavenaghi e Luzilene Aparecida Cassol e o professor Wander Miguel de Barros, do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), desenvolveram uma tecnologia que reutiliza o material que era descartado para transformá-los em alimentos. “A biodigestão transforma esse resíduo em polpa de peixe, isenta de espinhos e micro-organismos” explica Wander. “Essa matéria-prima pode ser utilizada para a fabricação de uma infinidade de produtos”. O primeiro desses produtos se prepara para ganhar o mercado – é o Fishgets, um nugget feito dos resíduos de peixe. “Tem o mesmo sabor e valor nutritivo que a carne do peixe” afirma Daniela. “Agora estamos trabalhando para produzir a sopa de caneca e o pirão instantâneo”. A equipe expôs seu produto no Startup Center, espaço dedicado à inovação na Feira do Empreendedor de Cuiabá, que encerrou sábado.

Alunos e professores do IFMT expõem os resultados da pesquisa tecnológica na Feira do Empreendedor do Mato Grosso

Dar visibilidade a iniciativas como essa, que resolvem problemas reais, transformando pesquisa aplicada em oportunidades de negócios é o objetivo do Desafio de Ideias, concurso promovido pelos Institutos Federais para apoiar o empreendedorismo inovador no ambiente acadêmico. No ano passado, a equipe ganhou Menção Honrosa na competição. “É uma oportunidade para que os jovens entendam que aquilo que eles pesquisam em sala de aula pode virar um negócio” explica Pedro Plese, Pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação do Instituto Federal do Acre (IFAC), responsável pela organização do X Congresso Norte e Nordeste de Pesquisa e Inovação (CONNEPI) da rede de Institutos Federais, que esse ano acontece em Rio Branco, de 30 de novembro a 3 dezembro. Qualquer aluno de Instituto Federal, seja de ensino médio, superior ou pós-graduação pode se inscrever gratuitamente pelo pelo site http://connepi.ifac.edu.br/.

Para entender o potencial dos Institutos Federais na formação de empreendedores no Brasil basta olhar os números. Apenas no Acre existem seis campus (Rio Branco, Baixada do Sol, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul, Xapuri e Tarauacá) que, juntos, atendem 3.250 alunos matriculados. O número de estudantes na Rede Federal em todo Brasil chega a 743 mil alunos em cursos de qualificação, técnicos, superiores de tecnologia, licenciaturas e programas de pós-graduação lato e stricto sensu em 562 unidades espalhadas por todo o Brasil. “O Connepi e o Desafio de Ideias despertam os jovens para a importância da Ciência e da Tecnologia e mostram como eles podem ser inseridos neste contexto” acredita Rosana Cavalcante dos Santos, reitora do IFAC.  “Para o empreendedor não existem apenas problemas, existem problemas com soluções. Ser empreendedor é criar ambientes mentais criativos, transformando sonhos em riqueza e o Desafio de Ideias é um laboratório de negócios para os estudantes da rede federal”.

Nuggets feitos a partir dos resíduos do Tambacu estão prontos para ganhar a mesa dos consumidores

“O Desafio de Ideias nos ampliou a visão, deixando de pensar apenas como pesquisador mas também empreendedor” acredita a professora Daniela. “Para nossos alunos, é uma oportunidade de ampliar a formação e fomentar o empreendedorismo”. Essa é também a opinião do professor Wander -  “Foi uma experiência única, inovadora, fez com que analisássemos as perspectivas da ideia, hipótese, até concretizar de fato o empreendimento”. Ele acredita que, para os alunos, é a chance de aprender a organizar e testar as ideias no mercado. ”Uma coisa são sonhos, planos, outra situação é a realidade, o mercado de trabalho, mão de obra, fornecedores, e o consumidor, então para empreender um novo produto esse tipo de evento é fundamental”.

Menta90 (Marcelo Pimenta) é jornalista e escreve às segundas-feiras no Blog do Empreendedor. Saiba mais em www.facebook.com/menta90.

Como fazer um bom marketing com poucos recursos?

28 de setembro de 2015

Para alavancar qualquer negócio, ter uma estratégia de marketing e divulgação é fundamental. Como normalmente os recursos são escassos, é preciso muita criatividade e ter em mente sua missão e valores. Ele rende uma boa história? Atrair o consumidor de forma eficiente pode garantir o sucesso do seu empreendimento. Afinal, a sua ideia será transformada em marca e essa marca  vai  te representar perante o público.

Mesmo com toda a tecnologia de hoje, ainda é necessário contar com algum conhecimento ou com a ajuda de um profissional para que seja construída esta estratégia. Faça networking e procure referências no mercado. No início do China in Box contei com a ajuda de um amigo, que transformou a minha ideia em resultado: um material muito bem alinhado em todos os sentidos (fachada, cardápio, logotipo, box etc) e principalmente um folheto de qualidade, com muitas fotos de pratos, que eram panfletados por mim e pelos entregadores em grande quantidade nas redondezas da loja, já que no início não tínhamos verba para fazer outro tipo de divulgação.

Para alinhar a linguagem a ser adotada, identifique o público a ser atingido. Com a nossa marca, focamos no comércio em geral e em consumidores com uma faixa etária de 18 a 45 anos, principalmente mulheres. Para atingir seu objetivo, crie um banco de dados com a quantidade máxima de informações e trace um perfil apurado, distinguindo o consumidor que gosta de promoções, o que prefere apenas novidades, aquele que prefere ganhar brindes e principalmente, aquele que é FIEL à marca. Nos dias atuais é possível divulgar de forma massiva através de e-mails e promover o uso de um cartão fidelidade, que proporcione ao cliente ser um consumidor VIP. Aproveitar as facilidades que as redes sociais oferecem é questão de sobrevivência, mas é preciso estar preparado para receber elogios e, eventualmente, críticas também. Por isso, garanta a qualidade do seu serviço e se prepare também para começar a conquistar fãs, que realmente confiam e gostam do seu trabalho e que ajudarão a fazer a defesa do seu produto.

Foque na internet e no boca a boca. Ele ainda funciona! Divulgue o seu negócio mesmo em períodos de crise, não necessariamente oferecendo só descontos, mas trabalhando qualidade e enaltecendo seus pontos fortes para não ficar refém de grandes descontos.

No China in Box e Gendai oferecemos um cartão fidelidade, no qual o consumidor, a cada compra, acumula pontos. Essa pontuação pode ser revertida em pratos, brindes e descontos. Outra sugestão é realizar parcerias com comércios de bairro, por exemplo cabeleireiros, lava rápidos, escolas e igrejas.

Dê estímulos, ofereça um bom serviço, opere bem o seu negócio e surpreenda o seu consumidor. Esse é o melhor marketing para o seu negócio!

Robinson Shiba é presidente do Grupo TrendFoods e fundador da rede China in Box

Alexandre, o Médio

25 de setembro de 2015

Você já deve ter ouvido falar de Alexandre, o Grande: Uma espécie de ícone da Geração Y da Antiguidade, pois conquistou o mundo antes dos 30 anos. Mas tenho certeza que também conhece Alexandre, o Médio.

Alexandre, O Grande, não foi só um jovem rei da Macedônia, foi o senhor do Ocidente e do Oriente e o sujeito mais rico de toda a história da Humanidade, com uma fortuna estimada em mais de um trilhão de dólares em valores do hoje. Mesmo nesta condição, afirmava que não era o poder ou suas posses que o tornavam grande, mas seu conhecimento sobre o que é excelência. Prova disso foi a escolha de um carinha chamado Aristóteles como seu mentor.

Celebridades sempre influenciaram pais na escolha de nomes para seus filhos. E em 330 a.C., quando Alexandre, o Grande atingiu seu auge, não era diferente. Neste ano nasceu Alexandre, filho de um casal de comerciantes médios de Persépolis, uma cidade que se localizava no atual Irã. Alexandre era o filho do meio e  veio ao mundo nem muito gordo, nem muito magro, nem alto nem baixo. Na infância não se destacava nas brincadeiras com os amigos e tão pouco se esforçava em ser o melhor aluno da classe, mas também não era o pior. Quando jovem, entrou para o exército e contentou-se em ficar na infantaria pois era o grupo mais numeroso. Assim, suas chances de ser chamado para liderar as tropas não seriam tão grandes. Nos combates, preferia ficar nas fileiras do meio, assim entraria em campo quando a batalha já tivesse uma indicação de resultado. Seus colegas passaram a chamá-lo de Alexandre, o Médio. Nunca se soube qual foi o destino final de Alexandre, o Médio, pois ele desapareceu em meio a tantas guerras depois que o Império Alexandrino foi desmantelado. Dizem que nunca chegou a morrer porque não queria subir aos Céus e tampouco descer para o Inferno, preferindo ficar vagando na Terra, influenciando pessoas e organizações.

Se você não acredita em fantasmas, volte no passado e reflita quantos colegas da sua classe eram médios, não eram os melhores e tão pouco, os piores? Nas empresas em que trabalhou, quantos eram médios? Pense em quantas empresas que lhe venderam produtos e serviços médios, nem tão bons e nem tão ruins? Agora responda a estas mesmas perguntas trocando “quantos” por “quem”.  É bem provável que você tenha dificuldades para se lembrar do nome daquele colega de classe ou de trabalho mediano ou do nome daquele restaurante ou hotel em que você foi e que a experiência foi bem média. No final do dia, o médio se torna invisível porque não se destaca.

Para evitar que o mundo se torne cada vez mais médio, conheça, valorize, compre e divulgue o trabalho de vários novos empreendedores que buscam te oferecer uma grande experiência inovadora de consumo e que ao mesmo tempo estão comprometidos com um mundo melhor. Muitos empreendedores do passado até tinham estes mesmos grandes objetivos, mas suas empresas foram se tornando médias à medida que cresciam.

Na verdade, Alexandre, o Médio, nunca existiu de verdade, mas mesmo assim, ele está em nós quando fazemos coisas médias, trabalhamos em organizações médias e compramos de empresas médias. Nestas situações, não somos apenas invisíveis, somos medíocres.

Marcelo Nakagawa é professor do Insper e diretor de empreendedorismo da FIAP

O dia em que o Burger King adotou a estratégia das pequenas empresas

24 de setembro de 2015

Burger King McDonalds McDonald´s delivery telefone

O Burger King, gigante do segmento de alimentação rápida, anunciou nesta quinta-feira (24) que passará a oferecer em todas as suas lanchonetes, a partir do próximo dia 29, um hambúrguer vegetariano.

É exatamente isso: a multinacional, que se autodeclara a segunda maior rede de fast food de hambúrgueres do mundo, deu um passo decisivo em direção ao saudável. Exigência do consumidor faz algum tempo – as pessoas se preocupam cada vez mais com a qualidade e, principalmente, com as consequências daquilo que consomem -, o novo item do menu nada mais é do que a reprodução, em escala global, da estratégia já adotada faz tempo por pequenas e médias empresas do segmento.

É exatamente isso. A marca global adota uma estratégia de diferenciação que em muito se parece com o plano de ação de marcas como a Lanchonete da Cidade. A pequena rede paulistana mantém em seu cardápio, por exemplo, o Quitandinha – hambúrguer vegetariano com mix de cogumelos, legumes grelhados, coberto com mussarela de búfala, tomate caqui, rúcula e pesto de manjericão.

Não. Uma rede do tamanho do Burger King não consegue ser tão sofisticada em atender as exigências dos clientes. É preciso pensar em insumos comuns a todas as regiões e que se encaixem nas políticas de custos da companhia para manter um produto rentável. Mas a marca se esforça: o ‘hambúrguer’ é empanado à base de batata, shimeji, shitake e recheio de queijo derretido. De acordo com a multinacional, o preço sugerido à rede é de R$ 21,90 no combo com batatas e refrigerante ‘free refil’.

O fato é que todas as companhias – não importa qual o porte – tem de dar um passo em direção ao saudável se atuam com alimentação. O consumidor mudou. E é preciso acompanhar essa transformação. Não à toa, o comunicado de lançamento do lanche indica isso. “Recebíamos pedidos dos consumidores para lançarmos um produto que atendesse aos vegetarianos e que fosse muito saboroso”, comunica Kellen Silvério, gerente de marketing da marca no Brasil. “Somos uma marca que quer agradar a todos os paladares”, complementa.

A frase, no entanto, me fez pensar em uma antiga aula de marketing. Se você quer agradar todo mundo, a quem você quer agradar…….

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME. Já provou o hambúrguer vegetariano, mas prefere o bom e velho hambúrguer de carne bovina.

A política míope nos levou ao programa TV LED para todos

24 de setembro de 2015

Sou míope. Só pode ser. Digo isso porque, na política, a coisa vai muito além de simplesmente tentarmos enxergar a verdade. A proposta do governo era relativamente simples: criar uma série de ações para aumentar o consumo. E consequentemente gerar mais emprego. Em tese faz sentido. TV de LED para todos! Por um curto período conseguímos criar essa demanda e ajudar a fazer essa roda girar mais rápido.

Só que por mais míope – em política econômica – que eu seja, é pra lá de nítido o fracasso. Temos novos estádios, pontes e aeroportos reformados, mas a educação – que é a base da sociedade – está em ruínas. Quer um exemplo simples? Na semana passada, precisei fazer uma viagem ao Rio de Janeiro e, como aqui no Velho Oeste não há aeroporto, optei por sair de Cumbica, um dos maiores hubs do mundo.

Como o vôo era no primeiro horário, deixei para tomar meu café da manhã na sala de embarque. É aí que chegamos no ponto que gostaria de compartilhar com vocês. Na fila, atrás de mim, havia duas holandesas que também tiveram a mesma ideia que a minha (sobre o café da manhã). O mais curioso, ou melhor, o mais triste era que a atendente sequer sabia falar um ingrediente em inglês a respeito do que as gringas queriam comer. Cômico e trágico.

Eu, enquanto empresário e brasileiro, me senti envergonhado, afinal, estávamos no aeroporto internacional da maior cidade do Brasil. E juro que não culpo a administração dessa rede de cafés. A cada currículo que recebemos em nossa fábrica, aumenta minha certeza que nosso processo de degradação é irreversível. Porque temos uma profusão de fatores que contribuem para isso acontecer.

Nossos líderes não são pensadores. Nossa sociedade está baseada no consumo. É até antagônico assumir isso, afinal, tenho uma fábrica. Mas o consumo não pode ser a única fonte de felicidade e objetivo de vida das pessoas. Infelizmente, com a retração brusca na economia, a base da pirâmide é quem mais tende a sofrer. Afinal a capacidade de se reinventar profissionalmente dessa fatia da população é bem restrita. Ou melhor, de um alcance míope.

Leo Spigariol é um dos fundadores da De Cabrón

O efeito manada nos negócios

24 de setembro de 2015

Não canso de me horrorizar com um erro que muitos empreendedores praticam: entrar na “modinha” dos outros.

Ao longo dos anos já vimos vários ciclos de modismo: videolocadoras, lan-houses, boi gordo, brigaderias, hamburguerias, paleterias, casas de bolos, food trucks, e a lista vai e vai.

Eu tento imaginar por que isso acontece. Será o efeito manada, deveras difícil de escapar? O sedutor canto da sereia, de ganhar dinheiro fácil e garantido?

Todas as vezes em que me baixou o santo dos negócios, sempre tive ojeriza a ser mais um no bando. Talvez este mecanismo de autodefesa tenha me mantido longe das modinhas.

É bem verdade que isso não me livrou de quebrar a cara algumas vezes. Mas quebrei com ideias próprias, e isso é muito importante no aprendizado de empreendedorismo.

Minha dica de negócios se mantém sempre a mesma: fazer algo que tenha valor pessoal, além do negócio em si. O caminho criativo, a vanguarda, a ideia original, tudo isso é valor de negócios em estado puro!

Pode até dar errado, mas se der certo, as oportunidades são muito maiores, o mercado inicial livre de concorrência, sempre um ou dois anos à frente dos demais.

Nem tudo são flores, porém. Se você é dos que criam, saiba desde já (e se acostume rapidamente com isso), que você será copiado, adulterado e, eventualmente, até melhorado. Tem que aprender a viver com isso, a seguir em frente, ou vai sofrer muito.

Então chegamos no assunto do hoje.

O seu negócio deu certo? Se prepare para o aparecimento dos copiadores, as “manadas” que acabam com o pasto verde e secam a água.

Às vezes, eles instalam a nova empresa a poucos metros uma da outra, sem se preocupar em fazer uma pesquisa para saber se o mercado e o bairro comportam mais um negócio igual. Vide as paleterias ultimamente, ou os food trucks.

Outras vezes ainda, copiam todos os detalhes do empreendimento – sequer se dão ao trabalho de tentar buscar uma solução diferente, uma identidade própria, um estilo, um diferencial.

Resultado: o negócio copiado não prospera tanto quanto os que o inspiraram. Pior: cria concorrência predatória com os inspiradores.

Está cheio de casos em que afundam todos – os inspiradores e os copiadores.

Por isso, fica o alerta: imitar os outros pode até ser mais cômodo a princípio, mas é um mau negócio a longo prazo, porque satura o mercado. E em mercado saturado, ninguém se dá bem.

Se é para fazer um novo negócio, tente que ele seja isso: novo. Não necessariamente uma invenção do zero, porque isso talvez não exista, mas no sentido de ser diferente, especial, original, único de certa forma, que represente sua identidade.

Porque de empresas parecidas, o cemitério do mundo dos negócios está cheio.

Ivan “Primo” Bornes, acredita que ideias originais são raras no mundo, por isso mesmo tão atrativas e encantadoras.

O maravilhoso segredo por trás da febre da criação de personagens do Charlie Brown na internet

22 de setembro de 2015

Daniel Fernandes*

Uma das premissas de qualquer estratégia minimamente comprometida com o crescimento de qualquer empresa – pequena, média, grande, gigantesca…Amazon – é fazer com que a comunicação a respeito do seu produto e serviço chegue com eficiência até o seu público-alvo. No marketing, muitos especialistas (acho que todos!) defendem que o negócio que pretende vender para todo mundo acaba não vendendo para ninguém.

Verdade. Parece impossível vender um produto de massa como se ele fosse absolutamente único para cada um dos seres humanos que habitam essa terra azul.

Impossível?

Uma maravilhosa exceção à regra tem inundado as redes sociais nos últimos dias. A empresa por trás da estratégia é a Twenthieth Century Fox Film Corporation. O produto de massa, no caso, é o The Peanuts Movie – com estréia prevista para novembro – e a estratégia é permitir que o internauta crie um personagem do filme a sua imagem e semelhança. A partir da proposta muito bem executada, cada pessoa tem uma percepção muito particular – extremamente positiva – do filme que vai estrear.

O ponto principal, e que também vale a pena destacar, é que a execução não fosse extremamente eficiente – a ferramenta é simples de  ser usada e, guardadas as devidas proporções, consegue cumprir o que promete: criar um personagem razoavelmente parecido com o usuário.

Mas vale para a pequena empresa? Como estratégia, sim. Prestar atenção no que grandes corporações fazem – principalmente no marketing – ajuda pequenos empreendedores a terem insights, a formarem um banco de ideias cujas partes podem ser replicadas em seu próprio negócio. Do ponto de vista financeiro, dificilmente o empresário ainda modesto terá condições de executar uma ação desse tipo.

Ou não?

*Dizem que o boneco abaixo se parece com o editor do Estadão PME, que é quem escreve este post.