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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Empreender é superar a dor e chegar até o fim! A incrível maratona olímpica de 1984

28 de junho de 2013

Gabriela chega ao fim. Desistir jamais!!!

Gabriela Andersen. Tenho certeza que você a conhece. Mais especificamente Gabriela Andersen-Schiess. Talvez não se lembre dela agora. Mas se mencionar só duas palavras, a imagem dela aparecerá, cambaleante e lentamente, na sua memória: maratonista e superação. Quando entrou no estádio olímpico de Los Angeles em 1984, a maratona já havia acabado há muito tempo.

Ela estava desidratada, desorientada e com fortes câimbras na perna esquerda. Demorou dez minutos para finalizar os últimos 200 metros. Dez minutos com uma plateia de pé, aplaudindo, gritando, chorando. Anos depois, questionada sobre aquele momento, disse: “Eu não achava que aquilo era algo especial e não entendia porque a imprensa estava tão fascinada com aquilo.Você deve tentar terminar aquilo que se propôs a fazer”.

Ninguém se lembra da vencedora da prova, mas todos que viram a chegada da Gabriela nunca se esquecerão daquele momento. Talvez só ela se esqueça, pois, para ela, não foi um momento especial, só um momento de dor como tantos outros que todos temos.

Isso passa, como passou para ela. Duas horas depois já estava sorridente e feliz com a chegada. Assim como os esportistas, os empreendedores também têm suas dores, competidores e corridas para ganhar. E são desses momentos diários de dores organizacionais que os empreendedores blogueiros do Estadão PME trataram em vários posts nas últimas semanas. Algo que pode simbolizar essas dificuldades, mesmo que de forma resumida, é o post Empreender é ter paciência, a mesma usada para fazer brigadeiro publicado nesta semana pela Juliana Motter, da Maria Brigadeiro.

“Não adianta reclamar… Eu poderia passar todo o tempo que eu não tenho explicando o quanto difícil é administrar uma empresa”.  Mas Juliana tenta terminar o que ela se propôs a fazer: “Quando procuro respostas, miro o foco no que me fez empreender: o brigadeiro”.

Mas enquanto lia o post da Juliana pensava em outro que trazia uma mensagem totalmente oposta. Minha loja preferida de cupcakes iria fechar as portas. Assim como a Maria Brigadeiro inovou no mercado de brigadeiros gourmet, essa empresa criou o conceito de minicupakes veganos. Mais de 3 mil unidades em mais de 44 sabores eram feitos todos os dias. Loja lotada, atendimento impecável, decoração e comunicação visual alinhada com a proposta “de casa de amigos” e milhares de clientes que se tornaram embaixadores da empresa (como eu).

Só quem viu pessoalmente a apresentação que o empreendedor fazia, por exemplo, sobre o minicupcake de cenoura com chocolate sabe que aquilo ali o fazia feliz e orgulhoso. Nunca tinha visto pessoas se emocionarem com um bolinho…

Certa vez, uma amiga comeu o tal bolinho com os olhos cheios de lágrimas. Há dois meses tinha encontrado os empreendedores em uma festa de amigos que temos em comum. Tudo ia bem, falava-se em expansão, mas também da enorme dificuldade de encontrar pessoas que ajudassem o negócio a crescer. Tudo ia bem até eu apresentar um amigo, super especialista em empreendedorismo, ao empreendedor. Achei que ambos iam trocar boas experiências sobre empreendedorismo. E fui embora feliz por ter saboreado vários minicupakes na festa.

Dias depois fui perguntar o que este meu amigo tinha achado da empresa. Ele disse que a empresa estava com vários problemas e que o empreendedor era bom mesmo no seu ramo anterior que era tecnologia da informação. Deveria desistir do negócio e voltar para aquilo que era sua verdadeira competência.

É isso que muitos técnicos dizem aos seus corredores. Tá com dor? Desista!

Tudo isso me fez lembrar da Gabriela Andersen. Depois de muito pensar sobre o que a fez terminar a prova, disse: “Tudo não gira apenas em vencer. É sobre ser capaz de competir com o que há de melhor no mundo”. E todos nós podemos ser o melhor do mundo, pelo menos para os nossos fãs. Diante da dor, o que devemos colocar na frente: nossa competência (o que fazemos bem) ou nosso propósito (o bem que propomos a fazer)?

A revolução começa por nós, nas pequenas coisas do cotidiano

27 de junho de 2013

Adriane também fala do momento do País

O Brasil é um País riquíssimo, sem nenhuma catástrofe natural, tirando as chuvas que afetam algumas regiões por descaso dos governos que cobram IPTU e não dão infraestrutura. Temos um clima perfeito. Um povo trabalhador e harmonioso. Todo estrangeiro que nos visita quer ficar. Muitos deles acabam voltando e se estabelecendo por aqui.

Ficamos muitos anos em silêncio e sonhando com um País melhor.  Agora acordamos.  Estamos cansados de viver mais ou menos. Tanta arrecadação de impostos e nada de retorno. É até clichê falar isso, mas infelizmente é a nossa realidade.

Faltam recursos, dizem os governantes. O que falta é vergonha na cara. É um absurdo os nossos políticos serem tratados como “doutor”. Doutor de que? Eles prestam um serviço para nós, mas raramente lembram-se disso, alguns poucos talvez. O programa de “bolsas” começou com eles.  É tanto auxilio que nem temos como listar todos.

E como checar se estão fazendo o que prometeram? São inúmeras promessas que nem mesmo eles dão conta. Nós temos que parar com o jeitinho brasileiro. Se quisermos um País sério, com bons administradores, nós temos que começar por nós. Eu li muita coisa nos últimos dias.

Entre elas: temos que parar de furar fila, andar pelo acostamento, parar em fila dupla, estacionar em lugar proibido, sentar no lugar dos idosos nos coletivos… tem tanta coisa. No fim de semana, eu vi uma reportagem sobre venda ilegal de combustível nas estradas. Totalmente insegura, podendo causar uma explosão pelo jeito que é manejada, sem nenhum item de segurança e as pessoas lá, praticando o comércio ilegal de compra e venda.

Se tem vendedor é porque tem comprador. É o mercado clandestino prosperando.A revolta é geral. Os índices de assaltos, arrastões e estupros estão em alta. Isso é assustador. Não existe mais um horário perigoso. Eu acredito que temos que ser fiscais do nosso governo. Cobrar sim por uma melhor administração. Nós merecemos saúde, educação, transporte e moradia de qualidade. Por que não temos? Diante de tantos manifestos, o governo já percebeu que nós existimos. Nós temos agora que fazer com que eles nos ouçam! Devemos refletir muito nas próximas eleições!

 

Empreender é ter paciência, a mesma usada para fazer brigadeiro

26 de junho de 2013

A excelência está nos detalhes

Não adianta reclamar. Quando você é o dono de um negócio suas responsabilidades aumentam. A solidão também. São tantas demandas diárias, decisões importantes, que fica difícil terminar o dia sem a sensação de que ele foi curto demais.

Eu poderia passar todo o tempo que eu não tenho explicando o quanto difícil é administrar uma empresa. Mas não vou fazer isso. Já aviso também que não sou uma reencarnação da Pollyana, mas tento ver o lado positivo das coisas.

Conduzir um negócio e esperar dele excelência em todos os departamentos é um exercício diário de paciência. Sem paciência, é fácil meter os pés pelas mãos. E é se apropriando dela, como aliada e não inimiga, que um empreendedor consegue distinguir com mais facilidade os projetos bons dos que não vão levar a nada.

Fica mais fácil de visualizar, também, o médio e o longo prazo – visões, essas, que podem contribuir muito para a formação de uma empresa e marca sólida. No dia a dia, basicamente, fazer o bom uso dela consiste em não tentar resolver tudo às pressas, sem atenção aos detalhes. E são nos detalhes que a excelência de uma empresa é testada pelo cliente.

A equação é difícil. De um lado, o mundo cobra agilidade. Do outro, você sabe o que fazer e sacrificar para ser ágil, mas não sabe se a ação vai gerar resultados. Nessas horas, só com paciência para avaliar que passo tomar sem deixar as portas da sua empresa abertas para que a ansiedade corporativa se instale.

Se ela entrar, a primeira malvadeza que fará quando instaurada será sabotar o seu padrão de qualidade, seja de um produto ou serviço. Se você deixar, adeus excelência e respeito dos clientes. Contar até 10 não funciona no mundo dos negócios. E nem é isso que deve ser feito na minha modesta opinião.

Quando procuro respostas, miro o foco no que me fez empreender: o brigadeiro. O doce exige paciência em todas as fases de preparação da receita (fogo baixo; mexer sempre a massa para não grudar no fundo da panela; deixar esfriar para bolear, confeitar e embalar). Ignorar o passo a passo da receita pode resultar num desastre culinário. Ignorar os detalhes, lugar onde a excelência busca abrigo, é desistir de fazer o melhor. Seja por uma receita de doce ou pelo sucesso de uma empresa.

 

A revolução das ruas ensina o poder da transparência digital

24 de junho de 2013

Pedro também analisa os protestos

O que a revolução das ruas tem a ver com a minha empresa? O aprendizado sobre o poder da transparência nesta nova era digital! No post do dia 7 de janeiro (Quero tributos mais simples para investir no que faz a diferença!)  falamos justamente das redes sociais e o grande impacto que temos para fazer grandes mudanças através da internet.

O manifesto, a insatisfação, a indignação seja pessoal, profissional ou política estão na via digital. Cada comentário, curtir, e compartilhamento  vão enchendo o copo até aquela pequena gota de R$ 0,20 transbordar a água.  Então temos milhares de pessoas na rua e os líderes políticos não entendendo nada.  Na noite mais violenta de São Paulo, temos no twitter a seguinte frase: “@GeraldoAlckmin Parabéns a toda a população de Guaratinguetá pelos 383 anos da cidade. Boa noite a todos!”. Falta de sintonia e entendimento total com as redes sociais. Vejamos algumas estatísticas:

Quais das seguintes redes sociais você usa?

 

Números do Facebook em 2013: 1.1B+ usuários ativos globalmente….68% em celulares…60% se conectam diariamente….com 200 amigos em média…com 350 milhões de fotos carregadas diariamente.

 

% de respondentes indicando que eles compartilham “tudo” ou quase tudo online.

 

Nesta arte, a fonte é: IPSOS OTX. Pesquisa publicada em Maio de 2013, dados de uma pesquisa de 12mil pessoas em 24 países. Dados    da pergunta: Descreva quanto você compartilha na rede (incluindo status, sentimentos, fotos, vídeos, links, etc)
Este último gráfico demonstra uma transparência nunca vista em um mundo com tantas incertezas.  É impossível se esconder – a verdade pode ser uma foto ou vídeo e principalmente agora onde o meio é o próprio celular que registra e compartilha o momento na hora.  O tráfico de celulares como porcentagem global de tráfico de internet cresce 1,5x por ano e está escalonando (StatCounter Global 5/13).   Estatísticas retiradas da apresentação da KPCB.

Com tanta transparência é preciso evitar o autoritarismo que impede o diálogo e a troca tão importante para os conflitos e dilemas, sejam eles corporativos ou coletivos.  Mesmo num movimento tão lindo como o das ruas, tivemos uma ponta de desrespeito pela liberdade alheia ao queimar a bandeira de partidos políticos no evento.

Não podemos de repente tirar a presidente, pois ela foi eleita por nós e precisamos fazer as mudanças no sistema pelo sistema atual. Por isso o diálogo! O aprendizado da transparência muda muito a percepção das pessoas e conversar, ouvir, respeitar é um caminho sólido para uma mudança estruturada, permanente e sem violência. Praticamos a transparência no nosso dia a dia na ClearSale, pois o nosso motivo de ser é evitar a fraude e assim não podemos ter nenhum tipo de atalho.

Tivemos uma crise com um cliente nosso e com isto paramos toda a empresa para falar do problema em detalhes e que precisaríamos de um esforço extra de todos. Depois de um mês fizemos outro comunicado dizendo que tínhamos perdido aquele cliente. Nesta mensagem direta do que realmente é, do que acontece, dos erros cometidos cria-se uma grande oportunidade para vivência da confiança, tão importante nesta rapidez da rede social na “rádio do elevador”.

O que tiramos para o mundo corporativo então? Finalizo por aqui e deixo abaixo o texto da Dra. Cecilia Warschauer que tanto nos ajuda dentro da empresa para construir um ambiente onde a transparência  é nossa condição sine qua non de sobrevivência. Ela idealizou o método (Roda & Registro) que sustenta esse ambiente de formação humana dentro da empresa chamado UAH: Temos, todos, o desejo e a necessidade de FALAR, mas que depende de uma ESCUTA, difícil, daquilo que não se quer ouvir, seja no âmbito doméstico, entre marido e mulher, seja no ambiente de trabalho, permeado pela pressão por resultados e relações de poder, quanto na sociedade mais ampla, como vemos ocorrendo na cidade de São Paulo e em outras capitais.

Não ter espaço para falar – e ser ouvido- é algo que não pode durar para sempre, pois uma hora explode, se não em violência, em greve branca, quando continuamos o trabalho, mas sem a energia que este requer para ter algum resultado. É o que vemos nesses vários âmbitos da vida humana.

Na Clearsale, com todas as dificuldades que um ambiente corporativo apresenta (como a necessidade de fortes resultados em curto prazo, relações hierárquicas envolvidas, falta de tempo e até de salas) lutamos por construir e manter espaços e a abertura para as conversas. Que muitas vezes são incômodas, pois se referem a críticas inesperadas, porque fruto de outros pontos de vista diferentes, sentimentos e emoções diferentes nos nossos. É uma busca diária para aprender a ouvir as vozes dissonantes.

É a construção de uma CULTURA do diálogo. Que desafio!

Foi de grande emoção acompanhar a passeata pacífica na Av.Paulista na última terça-feira. Diria, um T! acompanhar um mar de gente em busca de um Brasil melhor, com diferentes enfoques, grupos carregando faixas por diferentes causas, com vozes dissonantes no meio, mas unidos para reivindicar em, e pela, PAZ. Emoção em ver o poder de organização de uma multidão que se observa e, em silêncio, constrói uma onda: as pessoas vão se sentando, indicando pelo exemplo, umas às outras, para também se sentarem e, depois, se levantarem coordenadamente, formando uma onda humana.

Lutar pelo diálogo pode parecer (e ser) algo agressivo, mas é o resultado quando não se tem espaço para falar e ser ouvido no dia-a-dia. Saber falar é um aprendizado diário. Assim como o saber ouvir!
Reinventar o Brasil, os ambientes de trabalho e da vida doméstica com uma cultura do diálogo, permeada sempre por contradições e conflitos, pode ser um sonho. Mas, acredito, um sonho possível se mantivermos a marcha. Por isso tentamos ter, como rotina, as Rodas para olhar-se de dentro e de fora, pelos olhos dos outros. Pode ser duro às vezes! Mas é belo, e precioso, sempre!

Obrigado Cecília pela contribuição ao nosso blog! Viva a transparência e use o diálogo para construir algo muito forte para você e para a sua empresa nesta nova era da via digital!  Rumo à república digital, dos poderes executivo, judiciário e legislativo independentes e a via digital do termômetro do povo para tudo aquilo que seja fora de seu interesse.

O Brasil, como empresa, não funciona e os clientes exigem melhoras

21 de junho de 2013

Uma simples analogia com os protestos

O Blog do Empreendedor do Estadão PME trata, é claro, de empreendedorismo. Mas não há como não deixar registrado o momento histórico pelo qual passa o País. Mas como todos os momentos históricos, há diversas histórias que tratam do mesmo momento. E o momento é de revolta embora se defenda o movimento pacífico.

Parte da revolta de mais de seis milhões de brasileiros é resumida no post da Juliana Motter, que escreve às quartas, neste blog. Ela e outros seis milhões de empreendedores se revoltam com os impostos cobrados no Brasil. Mas, sabiamente, não pede o imposto zero, pois sabe que apesar de imposto, é esta arrecadação que deveria promover os direitos sociais de todo e qualquer brasileiro. Deveria…

Todo governante deveria entender que o imposto deveria ser exposto como um pagamento por um serviço. Este serviço está definido claramente naquilo que deveria ser a missão de uma organização chamada Estado. E esta missão é absolutamente clara: assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.

Este preâmbulo é tão importante que vem antes do texto da Constituição Federal.

Se esta missão fosse levada a sério, deveria estar estampada nas paredes de cada “loja” do governo que “vende” (vende porque você paga, mesmo de forma imposta, por aquilo) seus serviços governamentais. Imagine, você, cliente do governo, entrando no Congresso Nacional e, em vez de fotos de autoridades, dar de cara com a missão do Estado escrita em letras maiúsculas que todos estão lá, inclusive você, para

ASSEGURAR O EXERCÍCIO DOS DIREITOS SOCIAIS E INDIVIDUAIS, A LIBERDADE, A SEGURANÇA, O BEM-ESTAR, O DESENVOLVIMENTO, A IGUALDADE E A JUSTIÇA COMO VALORES SUPREMOS DE UMA SOCIEDADE FRATERNA, PLURALISTA E SEM PRECONCEITOS.

Será que os deputados ficariam gastando seu tempo discutindo como curar gays? Era só reler a missão…

Quando uma organização tem uma missão, um propósito para existir claro, fica muito mais fácil definir a visão de futuro e a estratégia para atingir este resultado. Uma missão clara permite a definição de objetivos, indicadores e metas. E não é que os objetivos já estão previstos na Constituição?

Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I) Construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II) Garantir o desenvolvimento nacional;
III) Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV) Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Se o objetivo é “construir uma sociedade livre”, quais indicadores poderiam ser utilizados para constatarmos que somos um País livre? Quais seriam as metas para estes indicadores? E dado os valores atuais, quais deveriam ser as ações para que as metas futuras sejam atingidas? Há benchmarks (valores de referência) que demonstrem que estamos melhores, iguais ou piores que outros países, estados ou regiões?

Seria possível apresentar um relatório anual que relembre a estratégia da organização, os resultados obtidos e o plano para o próximo período?

Mas uma boa estratégia só é boa mesmo quando executada. Por isso que organizações são lideradas por executivos. E curiosamente, ser “político” nas melhores organizações é algo depreciativo.  Mas o executivo mais demandando pelo mercado agora não é aquele que apenas executa a estratégia, mas aquele que vislumbra melhores soluções para problemas atuais e futuros, que faz mais com menos, que se motiva pela missão da organização (e não pelos altos salários e bônus) e que entrega além do planejado.

Em resumo, os melhores executivos são empreendedores!

É uma pena que de tudo isso, o Brasil só tinha uma boa declaração de missão. Tinha até duas semanas atrás, quando os clientes desse País passaram a exigir melhores serviços. Só com clientes exigentes teremos melhores empresas, organizações e executivos (menos políticos).

Quem manda dentro de sua casa: você ou seu pet?

20 de junho de 2013

Adriane fala sobre a dependência das pessoas com os animais de estimação


É indiscutível que a vida acompanhada de um pet é sempre mais alegre e divertida. Eu sempre falo de cães porque até hoje só tive cães. E também porque só trabalho com eles. Optei por isso.

Assunto recorrente em nosso dia-a-dia, a dependência dos pets pode não ser saudável. Muitas vezes, inclusive, pode até atrapalhar a vida social de algumas pessoas.

Quando se decide ter um animal, temos que lembrar que além da felicidade e da leveza que eles trazem ao nosso convívio existe também uma responsabilidade muito grande em manter esse animalzinho bem tratado e feliz.

Tornar-se um escravo dessa relação não fará bem a nenhuma das partes. Muitas vezes animais mimados e super protegidos são escandalosos, inseguros e não convivem bem com outras pessoas.

Por outro lado, o dono do animal fica dominado e até por inexperiência faz tudo que seu animal quer. Deixa de sair para seu cachorrinho não ficar só. Não viaja porque acha que ninguém vai cuidar dele como ele merece ou mesmo que o cachorrinho não vai aguentar sua ausência.

Nesse momento é importante rever seus conceitos. Essa relação, como qualquer outra, necessita de um equilíbrio para ser harmoniosa. Se você não consegue levar sua rotina como estava acostumado, algo está errado. Procure ajuda! Sempre tem uma solução.

Algumas vezes uma simples mudança de atitude já deixa tudo mais fácil!

ABAIXO OS IMPOSTOS!

19 de junho de 2013

Pequena empresa sofre com os impostos


Com esta onda de manifestações no País, fiquei com vontade de largar as panelas no fogo e sair pelas ruas de São Paulo atrás da multidão rebelada, reivindicando a redução dos impostos. Sempre quis ter uma empresa para poder contribuir com o desenvolvimento do País, e acho que esse é o sonho de todo empreendedor: produzir algumas células da mudança que se quer ver no mundo.

E entendi cedo, numa visita da escola ao governo, que é com os impostos que pagamos que se obtém os recursos para investir em infra-estrutura e na melhoria das condições de vida da população, na saúde, na educação, no transporte.

Aprendi que imposto era sinônimo de desenvolvimento. O tempo passou, virei sócia do governo, e descobri que na prática as coisas não eram bem assim: pagamos regularmente todos impostos (que estão entre os mais altos do mundo) e a médio e longo prazos não vemos esse dinheiro retornar em qualidade de vida para as pessoas.

Quando abri a empresa, em 2009, ficava satisfeita de arcar com as minhas obrigações tributárias mas não me sobravam muitos recursos para outras coisas. Cada vez que uma funcionária precisava de um atendimento de emergência e ficava um dia inteiro na fila do SUS ou levava três meses para marcar uma consulta médica, eu me sentia a pior empregadora do mundo.

Um dos meus objetivos durante os três primeiros anos foi fazer caixa para custear um plano de saúde empresarial. Não é só a saúde pública que desampara. O transporte também deixa muita gente que precisa dele à pé. Para chegar no horário, a maioria das meninas da cozinha sai de casa quatro horas da manhã. Como os aluguéis nas regiões centrais de São Paulo estão cada vez mais caros, o jeito é morar na periferia, há pelo menos 150 km do trabalho, trajeto que requer pelo menos dois ônibus, um trem ou um metrô. Os ônibus são poucos e lotados, assim como as linhas de trem que atravessam a cidade abarrotadas de gente.

Dá para entender perfeitamente porque 0,20 centavos a mais na passagem fere tão fundo a dignidade de quem depende de transporte público.

Voltando aos impostos, acho que sim, eles devem ser cobrados e pagos responsavelmente, mas penso que deve haver um bom senso tanto na arrecadação quanto no uso desses recursos. Tenho visto muitas empresas fecharem porque não conseguem arcar com os altos custos tributários.

E ironicamente são essas pequenas empresas que tem impulsionado a economia do Brasil: elas geram mais da metade dos empregos do país, segundo um estudo recente divulgado pelo Sebrae. E são esses empregos que pagam a conta do plano de saúde, do transporte, da educação e da segurança que o estado tem deixado de prover.

O que os protestos no Brasil podem ensinar sobre viralizar a sua empresa nas redes sociais

18 de junho de 2013

Como tornar o seu produto conhecido para as massas

Uma das coisas que sempre buscamos, principalmente no empreendedorismo digital, é o efeito de rede. Um usuário trazendo seus amigos para usar os nossos serviços e este amigos trazendo mais e mais pessoas em uma progressão geométrica. Alguns chamam isso de efeito viral.

Algumas coisas me fizeram pensar sobre isto nessas últimas semanas: a primeira foi o livro recém-lançado que eu li nas minhas férias: “Inferno”, do Dan Brown, no qual ele fala sobre a super população humana que também cresce em PG e os efeitos de uma epidemia que poderia aniquilar boa parte do mundo.

A segunda coisa que me fez pensar sobre isso foi como ocorreu a organização e a comunicação sobre os protestos em São Paulo e pelo Brasil, que foi “viralizada” pelas redes sociais. Tanto a organização quanto a cobertura dos eventos.

Há algum tempo atrás eu li um livro chamado “The tipping point”, do Malcolm Gladwell, onde ele tenta explicar porque alguns produtos e algumas empresas viralizam e outras não. Ele fala de 3 aspectos que são necessários para que uma empresa atinja o ponto da virada que ele chama de “3 rules of epidemics”:

Law of the few – Ele cita que algumas pessoas são muito bem conectadas e são experts em suas áreas e convencer e comunicar-se para essas pessoas é fundamental.

The stickness factor – A mensagem tem que ser algo que seja fácil de se lembrar e seja relevante.

The power of Context – Tem que existir um contexto propício para que a mensagem se dissemine, como uma sensação de todos de que se precise fazer alguma coisa.

É interessante tentar entender o que o ocorreu nos protestos sobre a ótica do Malcom Gladwell. Os 3 fatores estavam presentes e talvez por isso que desta vez os protestos foram viralizados. Atingir o ponto da virada nos negócios não é tão simples.

Mesmo conhecendo a teoria do livro, é muito difícil encontrar as pessoas certas, a mensagem certa e o contexto certo para tornar o seu produto viral. No Fashion.me sempre buscamos mecanismos de viralização. Eles são maneiras bastante baratas e muitas vezes eficazes de se adquirir mais usuários e fazer marketing.

Algumas das coisas que fazemos são: conversar com influenciadores (Law of the few), mostrar o que fazemos e convidar eles a divulgarem o nosso trabalho se eles gostarem. Testar o tempo todo mensagens e maneiras de se comunicar diferente (Stickness Factor) para cada canal de contato com o usuário para entender qual é o melhor jeito de falar com ele.

Buscar os melhores canais para falar da empresa (Power of context), e as vezes eles não são óbvios, além dos canais tradicionais como facebook, instagram, twitter e etc, já fizemos parcerias com faculdades, revistas, programas de tv e etc. Este com certeza não é o único modo de entender como atingir o ponto da virada, mas eu recomendo a leitura do livro do Gladwell.

Você sabe mesmo liderar um time, uma empresa?

17 de junho de 2013

Pedro fala sobre como liderar

Todos somos líderes! O líder “tem que ser primeiro líder de si próprio e isso vem de dentro”. Ser líder é um aprendizado contínuo de si através da sensibilidade da transformação do outro. É saber o talento do outro e assim usá-lo nas horas certas para estimular principalmente a auto liderança.

Em setembro de 2011, convidei a Iris Lo Buono, responsável por T&D comercial, para compilar numa brochura as melhores histórias do nosso jornal interno e publicar para o Natal como um reconhecimento aos funcionários e clientes.

O estímulo estava lançado!

Foi aí, que no dia seguinte, ela me disse que iria além, iria escrever o primeiro livro da empresa. Estava na mão dela fazer ou não. Em 43 dias o livro estava pronto. Ela era responsável pela área de comunicação, mas diagramar um livro inteiro é outro desafio.

Mas eu sabia que ela gostava de escrever e aquele trabalho naquele momento lhe faria muito bem! Foi lindo ver a transformação dela.  Veja dentro da tua empresa, dos teus colaboradores se existe algo para desafiá-los além do trabalho, algo que lhe dê muito prazer e veja a transformação.

Sempre traz algo de muito bom para a empresa mesmo se for algo não diretamente ligado ao trabalho da pessoa.  Esse livro trouxe e ainda traz alguns importantes prospects para a empresa. Esse exemplo, “de dar um pepino e a pessoa  encarar como um delicioso desafio”, ilustra como podemos usar vários estímulos para treinar a liderança, mas existe uma habilidade crucial para o líder que é a comunicação.

É através dela que se delega e principalmente se inspira para o prazer do trabalho bem feito. Quando nos comunicamos transmitimos uma mensagem e muitas vezes esquecemos que ela sempre, sempre vem carregada com emoção.  Então, o primeiro “treino” é estar muito atento às emoções transmitidas ao passar uma mensagem.

A emoção é muito sutil e é sempre a primeira a ser percebida, mesmo antes da razão, e assim o jeito e a carga emotiva na mensagem, com certeza, pesam muito mais do que  foi propriamente dito.  A sensibilidade do contexto então é um aprendizado muito importante para qualquer pessoa no papel de líder ao comunicar-se.

Sensibilidade para sentir a emoção do outro e assim ser mais preciso ao transmitir a mensagem.  É transmitir uma mensagem objetiva com a emoção necessária para aquela mensagem e que se encaixe na emoção do receptor. Com certeza a mensagem será mais bem “sentida” quando recebida e com certeza melhor entendida.

Comunicar-se de forma efetiva e afetiva é uma importante habilidade na liderança.  Mesmo que você não esteja no papel de delegar algo faça um exercício: fale alguma coisa séria com alegria e sorrindo para alguém e veja a confusão que dá. Viu? Isso acontece o tempo todo com diversas emoções e passa diversos sentimentos. Quantas vezes uma pessoa fala algo bom, mas o jeito, a emoção embarcada faz com que as pessoas recebam aquilo como algo negativo.

O jeito de falar transmite emoção e esta é a primeira impressão que fica.  Enfim, liderar é uma delícia de aventura de aprendizados de si mesmo e se estamos atentos ao momento do outro como pessoa, lançando desafios criativos para estimular a auto liderança os resultados aparecem, mesmo que sejam no âmbito pessoal e que no longo prazo contagiam também o profissional. E ao desafiar o fazemos através de uma mensagem efetiva afetivamente teremos uma liderança transformadora por líderes que inspiram.

Quer ter sucesso? Contrate pessoas melhores do que você

14 de junho de 2013

Marcelo fala sobre gestão de pessoas

Nesta semana, dois empreendedores que escrevem neste blog apresentaram seus desafios em lidar com gente. Em seu post na segunda-feira, Pedro Chiamulera, da ClearSale, explicou que o empreendedor não consegue comprar a confiança da sua equipe. Na quarta-feira Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, comentou que seu papel já não é mais fazer brigadeiros, mas motivar sua equipe para fazê-los com o mesmo amor, confiança e dedicação que tinha quando iniciou o negócio.

Gestão de gente talvez seja a principal e a mais crucial falha nas pessoas que empreendem, que querem empreender e naquelas que se baseiam em abordagens como planos de negócio, effectuation, business model canvas, customer development ou lean startup.

Não há “receitas de gente” nestas abordagens. E o que acontece, de fato, é o que é relatado no post da Juliana Motter. De repente, aquele empreendedor que sonhou com um produto ou serviço instigante se vê imerso na realidade da vida e atitudes de seus colaboradores, clientes, fornecedores e entende que o seu negócio é pelas pessoas, para as pessoas e com as pessoas.

Os que perceberam isto, tornaram-se empreendedores de sucesso. O problema é que não há uma única receita de gente. Cada empreendedor desenvolveu a sua, aprendendo ou não com outras receitas de outros empreendedores.

Bill Hewlett e Dave Packard, co-fundadores da HP, por exemplo, criaram o MBWA, sigla em inglês que remete algo como “gerir andando por aí”. Sua receita era contratar gente brilhante que se sentissem no mesmo nível dos “donos” da empresa.

Por isso costumavam andar pela empresa, conversando com as pessoas, de uma forma simples, amigável e franca. Uma das frases favoritas da dupla para os membros do seu time era: se você não estiver cometendo muitos erros, provavelmente está inovando pouco.

Isso incentivava seus colaboradores a inovarem e hoje esta receita é cultuada no Vale do Silício.  O MBWA foi utilizado e adaptado por vários outros empreendedores como Walt Disney, Sam Walton e Luiz Seabra da Natura. Ainda nesta semana, uma aluna que tinha trabalhado na Natura descrevia sua paixão pela empresa e os vários momentos em que encontrou com o “Seu Luiz” que vinha puxar papo com ela e com todos os outros colegas de trabalho.

A receita de gente do super trio de empreendedores brasileiros: Jorge Paulo Lehmann, Beto Sicupira e Marcel Herman Telles começa com “contrate pessoas melhores do que você”. E o sucesso desses empreendedores muito se deu em função da habilidade em selecionar pessoas que entregam desempenhos extraordinários.

Mas as boas receitas de gente estão em todas as partes e em empresas de todos os portes. A minha receita preferida de gente foi elaborada por uma ex-empregada doméstica que iniciou o negócio a partir de um humilde salão de beleza no bairro da Tijuca (Rio de Janeiro).

E a receita leva apenas quatro ingredientes: zelo, inovação, competência e ambiente. Zelo pelas pessoas, pelos detalhes e pelo compromisso em aumentar a auto estima das pessoas. Inovação na geração de novas ideias que tornem a experiência das clientes ainda mais inspiradora. Valorização e incentivo para o desenvolvimento de novas competências das pessoas que formam a sua equipe. E um ambiente que realmente inspire pessoas a serem ainda melhores do que já são.

Zelo, inovação, competência e ambiente formam a palavra Zica, o carinhoso apelido da Heloísa Assis, a ex-empregada doméstica que co-fundou o Beleza Natural, uma rede de institutos de beleza que emprega mais de 1.700 pessoas e cresce 30% a.a.

Empreendedorismo, no final do dia, é entender de gente. É criar as condições para que as pessoas do seu time criem motivos para que outras pessoas contribuam para o sucesso do seu negócio, sejam como fornecedores, parceiros, usuários e clientes.