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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Será que o Google Glass vale a pena para o pequeno empreendedor?

30 de abril de 2013

A tecnologia e a pequena empresa

De tempos em tempos o pessoal fala de uma nova tecnologia que vai mudar o jeito como usamos as coisas. A bola da vez é o Google Glass. O Glass é um óculos que tem um display acoplado e responde a comando de voz. Ele também vai ter uma plataforma de apps (como os celulares) e interagir com smartphones.

Como empresário, vale analisar se é interessante estar nessa nova plataforma. Eu acho interessante a ideia de você poder ver uma informação sem precisar tirar o celular do bolso e olhar para baixo, principalmente quando você está fazendo alguma atividade, como dirigindo ou fazendo esportes, mas acho esquisito estar o tempo inteiro usando estes óculos.

É muito difícil saber se o Glass vai ser um produto para poucos ou se ele vai ser o mais novo acessório de moda que todo mundo precisa ter, principalmente no Brasil, mas talvez valha a pena fazer algumas pequenas apostas. Quando o Iphone surgiu, os primeiros apps tiveram bastante destaque. Estavam na mídia o tempo inteiro e como não existia comparação, mesmo os apps ruins conseguiram seu lugar ao sol e os seus idealizadores ganharam algum dinheiro.

Acho que vamos ver a mesma coisa com o Glass. Os primeiros que chegarem e desenvolverem algo interessante para o Glass podem garantir o seu futuro, mesmo que sejam apps bem simples.

Por outro lado, todos nós já usávamos celulares fazia tempo quando o Iphone entrou no mercado. Já se sabia que as pessoas ficavam cada vez mais tempo com o aparelho e que a necessidade existia. Quanto ao Glass, quem sabe? Será que ele é muito diferente de um smartphone de última geração? Será que dá muito trabalho realmente usar a tela do celular que precisamos estar com ela diretamente nos nossos olhos?

Existem uma série de plataformas que ainda estão nascendo e que têm muitas oportunidades para serem exploradas. O empreendedor que tiver a visão de aproveitar cada uma delas com as suas características especificas pode se dar muito bem. A Smart TV, por exemplo, é um mercado quase virgem de apps. O Windows 8 tem um mercado de apps também e os consoles de videogames, que com sensores de movimento e joysticks  podem servir para muito mais do que só games.

Eu lembro que meu avô me disse: quando ele viu o telefone, achou que era uma bobagem e que ninguém iria usar. Será que eu vou ler este post daqui há alguns anos e dar risada da minha ingenuidade?

A difícil liberdade de escolher o nome, a imagem da sua empresa

29 de abril de 2013

Pedro fala sobre mudanças

Você já parou para pensar no sentido do nome de várias empresas? E no seu slogan? O que eles transmitem? Se você tivesse que começar uma empresa hoje, que nome daria? Como seria o slogan?  Normalmente, o nome vem de um entendimento daquilo que quero entregar, e serve também para unir o time em cima de um único propósito.

Rei do Mate, Rei da Pizza, Rei das Alianças, Rei dO Parafuso, etc. Eles denotam a expertise máxima (Rei) na cabeça do cliente e também um orgulho do time interno de ser o melhor naquele ramo. Temos no mercado empresas que mudaram o seu slogan/nome  ao longo de suas vidas para readequar o seu negócio à nova realidade de mercado ou para facilitar um novo posicionamento.

A Totvs era Microsiga. Micro passava a impressão de pequeno não condizente com a  grandiosidade da empresa depois de tantas aquisições e crescimento. O novo nome também ajudou os colaboradores a se sentirem pertencentes a um projeto maior. Outro exemplo vem do meu querido empreendedor Arnold Correia, da Atmodigital.com.br. O nome antigo era Subway Link que confundia muito com a famosa cadeia americana de sanduíches. Parabéns Arnold! Ficou linda a nova marca.

PessoasSYS era o nome da minha empresa em 1999. Eu queria construir soluções tecnológicas que fossem voltadas para as pessoas, mais amigáveis e não pensadas exclusivamente em resolver algo tecnologicamente. Depois da construção da solução de prevenção às fraudes para o Submarino, primeira loja 100% virtual do Brasil, pensei comigo: – Este software pode virar um negócio e logo criei um registro chamado Antifraude.net.

Senti mais tarde que o verdadeiro desafio não era prevenir fraudes e sim proteger o bom cliente. Pensando do outro “lado da moeda”, na grande maioria que é boa, decidimos mudar para ClearSale.  ClearSale encaixava muito bem no propósito de fazer da venda algo limpo, claro para o bom cliente. O fraudador fica na parte suja! A quebra financeira em 2005 trouxe um grande aprendizado para mim como pessoa e outro sentido maior para o negócio.

A procura pela assertividade entre o pessoal e o profissional foi intensa. Naqueles momentos difíceis falava-se muito em autenticidade que coincidentemente também era o nosso propósito de negócio.  “A primeira assertividade é a autenticidade de ser” era uma frase estampada na capa de nosso folder de treinamento. Deu um click! É isto!

Autenticidade! Assertividade! Vamos mudar o nosso slogan para “Assertividade na decisão de vender”.   Assertividade veio da precisão do nosso primeiro score na base compartilhada montado pelo meu sócio Bernardo Lustosa. Tínhamos o score mais preciso do mercado e isto traria mais precisão no momento de decidir.  Além do score vimos que neste segmento o que mais ocorria é roubo de informações de pessoas idôneas e que não bastava fazer somente um batimento cadastral.

Precisaria ter uma alçada humana para detectar quando era o verdadeiro dono e quando não era.  Bernardo notou também que os varejistas não davam muita atenção à gestão desta área impactando em uma alta taxa de cancelando de pedidos indevidamente. Decidimos então ter mais responsabilidade no negócio e começamos a análise manual dos pedidos, terceirizando o contato final com o cliente. Assim os lojistas não precisam entender sobre assertividade e se sentiam mais seguro.

Venho então outro slogan: Segurança na venda pela internet.  Veja a transformação do nosso posicionamento de marca à medida que fomos entrando mais adentro do negócio e aprendendo mais sobre o que era de maior impacto para o cliente final manter o seu foco.  Este exemplo demostra como é efetivo a construção de um empreendedorismo através do foco em um negócio que resolva o foco do cliente. Éramos tecnologia, adicionamos inteligência analítica, criamos uma rede de confiança de clientes, ganhamos mais visão do todo com o compartilhamento de dados, terceirizamos a mesa de análise, iniciamos a gestão olhando com mais detalhes os processos e hoje garantimos indicadores de desempenho com penalidades financeiras.

Aha! Garantia de indicadores!!  Esta garantia dava mais liberdade para o nosso cliente focar na venda.  O cadeado, imagem na marca ClearSale, apesar de transmitir segurança, não condizia com esta liberdade. Quebramos o cadeado desde a última quarta-feira dia 24 de abril, e adicionamos um PÁSSARO que transmite principalmente a liberdade. Eu adorei! E vocês?

 

Você já foi aplaudido de pé?

26 de abril de 2013

Walt Disney sempre reconheceu a importância das pessoas

Nesta semana, tivemos mais posts no Blog do Empreender Estadão PME para que os atuais e futuros empreendedores reflitam. Mas gostaria de me alinhar ao Pedro Chiamulera que escreve às segundas-feiras e tratou do tema atendimento ao cliente.

Você já foi aplaudido? De pé? Pois é… Eu já! No dia 13 de janeiro de 2008, 6 da manhã, ainda estava escuro em Orlando, quando começaram os fogos de artifício que anunciavam a largada da Maratona da Disney.

Termino a prova e volto para o hotel que ficava no complexo Disney. Ao entrar no saguão noto que todos os funcionários começaram a bater palmas de pé. Achei que tivesse alguém importante por lá, mas minha esposa estava em lágrimas. Só depois disso percebi que todos me olhavam enquanto aplaudiam. Eu era a pessoa importante!

Mas estas palmas não começaram naquele dia, mas em 1955, quando Disneyland, aquela da California, foi inaugurada. Walt Disney planejou que a entrada principal do parque, que levaria ao Castelo da Bela Adormecida, teria uma leve subida, assim o visitante se sentiria premiado pelo esforço ao chegar ao final da rua. O chão vermelho remetia a um tapete que recebe pessoas importantes.

Os prédios da rua principal parecem mais altos no momento da entrada, mas se tornam mais baixos na saída. Desta forma, o visitante se sente maior e ainda mais importante no momento em que vai embora. Para que o visitante se sinta realmente importante, todos os funcionários do parque são contratados como atores (membros do elenco), não importando se será a pessoa que o atenderá na loja ou trabalhará no hotel. Todas estão lá para servi-lo e quando possível, surpreendê-lo.

Quando uma empresa comete uma falha com você, deveria pedir desculpas e tentar corrigi-la. Comprei um bolo na padaria daqui da esquina da rua onde moro no domingo passado. Provei em casa e achei que o gosto estava meio estranho. Voltei com o bolo e a moça que havia me vendido o bolo me reconheceu. Quando estava dizendo que o gosto do bolo esta estranho, já havia sido rodeado por mais três atendentes, e todos, rapidamente me ajudaram a escolher um novo. Tudo isto não durou nem três minutos.

Mas e quando uma empresa pede desculpas por uma falha quem nem ela era a responsável?  Em uma das viagens a Buenos Aires, caminhando por uma praça perto do Teatro Cólon eu senti algo meio molhado nas minhas costas. Passo a mão e vejo algo meio marrom acinzentado com cheiro ruim. Penso alguma coisa ruim sobre as pombas argentinas.

Mas minha esposa tinha a mesma mancha nas costas. Essas pombas argentinas devem ser boas de mira – pensei. E do nada, saem um casal de argentinos com um pano se oferecendo para nos limpar. Agradeço, mas eles insistem. E insistem. Se já foi a Salvador (Bahia) e foi abordado pelos meninos oferecendo as fitas do Nosso Senhor do Bonfim “de graça”, pode imaginar cena semelhante.

Gasto meu portunhol dizendo que não quero até gritar em bom português para eles pararem de encher o saco. Naquele estado, voltamos ao hotel para tomar banho e trocar de roupa. Ainda na esquina da praça, vejo o casal de argentinos “ajudando” um senhor na outra ponta da esquina. No Hotel Golden Tulip, o recepcionista explica que isto é um golpe e que as pessoas pedem algum pagamento pelo trabalho. Subimos, tomamos banho, trocamos de roupa e voltamos a passear pela cidade. Naquela noite, ao voltar para o nosso quarto, encontramos uma cesta de frutas e um pedido de desculpas do hotel pelo que havia acontecido.

Se você pensar bem, vai se lembrar de histórias em que foi “aplaudido” ou “surpreendido”, ou simplesmente, a empresa corrigiu a falha rapidamente concordado que ela estava errada.

Mas não, empresas não são capazes de bater palmas ou levar uma cesta de frutas até o seu quarto no hotel. A empresa em si, não existe. Ela existe por meio das pessoas. São pessoas que contratam outras pessoas e as orientam (ou não) em como atender (e algumas como surpreender) o cliente. Mas temos pessoas na direção do negócio que não estão preocupadas com as pessoas que atenderão seus clientes, que por sua vez, podem também não se esforçar em (ou mesmo querer) atender bem o cliente. E temos clientes que não se esforçam em elogiar quando recebem um ótimo atendimento. Por tudo isso é que o negócio do Mauricio Vargas vai bem. Ele fundou o ReclameAqui. E pelos mesmos motivos, um dos negócios da Ana Fontes não foi muito para frente. Ela fundou o Elogieaki.

Para os empreendedores de plantão, vale uma reflexão diária sobre uma das frases de Walt Disney: Você pode planejar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas serão as pessoas que transformarão o sonho em realidade.

O papel dos cães nas nossas vidas

25 de abril de 2013

Adriane fala sobre os nossos bichos preferidos

Segundo relatos, o cão de hoje tem pouca coisa em comum com o lobo americano ou europeu, seus ancestrais. Alguns dados atuais revelam que o cão surgiu no leste da Ásia. Enquanto algumas raças como husky siberiano, chow chow, shar pei, entre outras, são muito antigas, a maior parte das cerca de 400 raças existentes no mundo foi criada pelo homem nos últimos 200 a 300 anos.

Já no tamanho se dividem em pequenos, médios, grandes e gigantes. Todo cão tem um propósito. Nós temos os cães de trabalho como pastoreio, os de caça guiados pela visão e outros pelo olfato, os cães de guarda, os policiais, e os mais famosos cães de companhia. Nós temos ainda os cães que trabalham como guia de pessoas que não enxergam, os cães de salvamento na água que, aliás, recentemente, saiu uma matéria na mídia informando a importação dos cães Terra-Nova (canadenses) para a Bahia para ajudar a salvar os banhistas nos eventos esportivos que vem por aí. Todos eles fantásticos.

Sem dúvida os cães de companhia, de qualquer porte, de qualquer estilo, com ou sem raça, estão muito em alta. É difícil dizer quem é mais dependente: se nós ou eles! Eu arrisco a dizer que somos nós!
Nós é que ficamos bobos quando vemos um filhote. Nós falamos como crianças quando chegamos em casa e somos recepcionados por nossos peludos quase rindo pra gente, com o rabo abanando que parece que vai “quebrar”. Alguns correm ao redor da gente fazendo o que chamamos de “festa”.

Nós adoramos dividir nosso espaço com eles. Às vezes nós ficamos apertadinhos no sofá só para não perder o calor do nosso cachorrinho. No meu caso tenho três deles. Cada um ao seu estilo. A Donna, uma Golden que chegou a minha casa há pouco mais de um ano, já uma “senhora”, pois fará 14 anos em julho. Ela gosta de estar sempre no mesmo ambiente que nós estamos. Ela deita em frente ao sofá ou ao lado da minha cadeira no escritório. É quase minha sombra.

Já a Pituka, uma linguicinha de 5 anos, é a mais “carente”. Ela adora ficar grudada comigo, sempre ao meu lado. Eu, é claro, adoro também! O Tibie, meu Shih tzu de 9 anos, é o mais independente. Quando ele quer carinho ele pede, um fofo. Eu o chamo de meu cachorro-gato.

Eles compartilham o ambiente como ninguém. Cada um deles tem seu espaço e seu estilo.
Dificilmente donos de cães não conversam quando estão passeando com seus cachorrinhos. Nós devíamos aproveitar mais essa cordialidade que os cães criam pra gente nesses momentos. Nós ficamos muito civilizados, trocamos informações sobre o que eles gostam, o que comem, como dormem, problemas de saúde que já tiveram… o que me leva a crer que eles tem um papel importantíssimo em nosso convívio social, alem é claro de nos brindar com sua alegria a cada amanhecer.

Jovem não pode ter medo de empreender

23 de abril de 2013

Empresário dá recado para quem está começando

Ontem a noite eu estive no Insper em um evento com o colega de blog Marcelo Nakagawa falando sobre empreendedorismo para alunos de graduação. Um dos temas que mais apareceu no debate foi o medo de empreender.

Eu imagino como um aluno de graduação se sente. Entre escolher uma carreira em uma empresa com um salário fixo e responsabilidades bem definidas e criar o seu próprio negócio, sem nenhuma experiência de trabalho e provavelmente sem ganhar nada por algum tempo é de se ter medo sim.

Mas empreender assim que sair da escola pode ser uma vantagem também. Em primeiro lugar é provavelmente o momento da vida onde o estudante não tem nenhuma grande dívida e não tem grandes custos para se sustentar. Muitos ainda moram com os pais, são solteiros e não tem filhos e podem se dar ao luxo de ficar alguns meses sem receber.

Além disso, quando você é mais jovem, ficar dois anos fora do mercado de trabalho, para tentar montar a sua própria empresa, não é o fim do mundo. Muito provavelmente, se ele for voltar ao mercado de trabalho porque a sua empreitada não deu certo, ele vai conseguir emprego e muitas empresas ainda vão gostar do fato dele ter tentado empreender.

Fazer uma empresa do zero é uma coisa que demanda muita energia, você acaba trabalhando mais horas do que em um emprego comum, fazendo coisas que geralmente outra pessoa em uma empresa faria e exige muita criatividade para resolver os problemas de formas não tradicionais.

Que momento melhor para gastar toda essa energia do que quando você é jovem e tem essa disposição para fazer. O contra-ponto é que sem ter experiência em uma empresa e sendo jovem, falta maturidade. Ele vai bater a cabeça com coisas que a pessoa que já teve uma experiência não bateria, é mais difícil saber o que funciona no mundo corporativo sem ter participado dele, principalmente se a sua empresa for B2B.

Empreender é uma escolha de carreira, e se você decidiu que é esta vida que você quer para você, então quanto mais cedo você começar, melhor.

O exemplo da Starbucks para transformar clientes descontentes

22 de abril de 2013

Pedro usa o exemplo da rede de cafés

Vimos na semana passada que um importante diferencial para empreender na internet é ter uma cultura voltada para o encantamento do cliente.  Encantar depende fortemente de um atendimento excepcional que esteja no hábito de todas as pessoas da empresa.

Mas como despertar este fogo nas pessoas para algo tão subjetivo baseado principalmente em interações humanas Temos no exemplo do Starbucks, no livro O Poder do Hábito, um belo caso de como ter este “hábito do sucesso” de atender bem o cliente.

Segundo Mark Muraven “a força de vontade é uma habilidade que se pode aprender, algo que pode ser ensinado assim como as crianças aprendem matemática e a dizer obrigado.” A Starbucks se inspirou nesses estudos, transformando a autodisciplina em um hábito organizacional.

Ela conseguiu isto “escolhendo certo comportamento de antemão e seguindo uma rotina quando o ponto de inflexão surge.” Ponto de inflexão é o momento onde a força de vontade se enfraquece e nos impede de agir. Para isso, ela criou um livro de exercícios com situações desagradáveis e seus respectivos planos de ação.

Por exemplo, “quando um cliente está descontente, meu plano é….”. A própria pessoa escreve com ajuda de inúmeros exemplos expostos. O principal método é o LATTE. Nós ouvimos o cliente (Listen), reconhecemos a reclamação (Acknowledge), tomamos uma atitude para resolver o problema (Take Action), agradecemos a ele (Thank), e então explicamos por que o problema aconteceu (Explain).

Não é à toa ver também esse LATTE no menu de produtos. Tudo realimentando a busca pela excelência….Lindo! “Atender” é sobre pessoas, é falar com gente, é transmitir emoção e calor no falar e no agir, é sentir prazer pelo servir e tirar do cliente aquele sorriso gostoso de contentamento. Isso também é um exercício. Pare um momento e fale algo muito bom e positivo para uma pessoa ao teu lado, mesmo que você não a conheça bem. Fez? Sentiu que a pessoa sorriu? Inacreditável como palavras boas, gentis, otimistas e faladas de uma forma afetiva tem este poder transformador.

Quando a pessoa sorri a gente também sorri e isso gera uma cadeia virtuosa muito forte, inclusive para nós mesmos.  Bom né? Este é um exercício para treinar o cérebro no hábito de pensar positivo e com certeza levar qualquer atendimento chato para outro patamar de excelência.

Atender com excelência é importante para qualquer negócio. Adicionar esta visão humana de aprendizado através do outro pode trazer para o ambiente de trabalho grandes oportunidades de crescimento pessoal que impactam fortemente no profissional. Perceber isto é transformar a vida em uma grande aventura, além de ganharmos muito dinheiro seja na internet ou na padaria da esquina.

PS: Este último final de semana participei do 6º Encontro de Empreendedores Endeavor e pude vivenciar quatro palestras fantásticas: a primeira com Marilia Rocca, fundadora da Endeavor no Brasil, a segunda do Eloi D´Avila de Oliveira, fundador da Flytour, a terceira com o Eduardo Moreira, escritor do livro Encantadores de Vidas e por último o Rogério Cher, falando sobre mudanças de vida e carreira. Aos poucos irei compartilhar o conteúdo que foi muito rico. Obrigado Endeavor!!

Existe uma receita capaz de garantir o sucesso do empreendedor?

19 de abril de 2013

Nesta semana, Adriane Silveira, nossa empreendedora blogueira das quintas-feiras, postou uma dúvida: deveria trabalhar para um concorrente ou não. Se tiver uma resposta para esta questão, deixa-a registrada como comentário em seu post.

Pedro Chiamulera, que escreve às segundas, deu dicas de comércio eletrônico e Renato Steinberg deu dicas sobre sociedade.  Juliana Motter, que escreve às quartas, ainda continua curtindo seu descanso, já que ainda está de férias. Todos os posts da semana são novamente relevantes pois nos fazem refletir sobre as dúvidas, dilemas e desafios diários do empreendedor.

Algumas são mais técnicas como a discussão sobre comércio eletrônico, outras são mais desconfortáveis como lidar com um concorrente. Mas gostaria de destacar a discussão iniciada pelo Renato Steinberg sobre sociedade.

Provavelmente não há uma receita definitiva para empreender que garanta o sucesso do negócio, mas com certeza há receitas com menores chances de sucesso. Uma das principais é a Síndrome Winklevoss narrada em parte pelo Renato em que um empreendedor inicia um negócio sem ter a pessoa que entende da tecnologia que criará o diferencial do negócio totalmente envolvido da empresa.

Estamos vivendo um novo momento de explosão do empreendedorismo digital onde muitos querem ganhar milhões de reais (ou dólares) por meio de sites de comércio eletrônico, portais, redes de relacionamentos, aplicativos móveis ou tudo isso junto sem ter o sujeito de tecnologia da informação como sócio.

Da mesma forma que os irmãos Winklevoss contrataram um “nerd” chamado Mark Zuckerberg para desenvolver uma ideia de rede social, muitos empreendedores “digitais” estão começando suas trajetórias de empreendedores da mesma forma. É claro que há exceções. Andrew Mason, por exemplo, do Groupon, era formado em música, mas já tinha trabalhado com webdesign.

Mas costuma não ser a regra.

Outra receita que começa com falhas são as empresas que iniciam com dois sócios pés direitos (ou esquerdos). São empreendedores que têm exatamente a mesma competência técnica e as mesmas habilidades. Muitos negócios tem começado nas salas de aulas, mas ter dois engenheiros de alimentos em um negócio nascente (de alimentos) pode não ser a melhor configuração de competências e habilidades.

Alguém deverá se sacrificar para exercer funções de administração, marketing/vendas e gestão de pessoas. De novo há exceções. Dois advogados ou dois contadores podem criar um bom escritório de advocacia e auditoria, respectivamente. E pode acontecer que um dos sócios seja ambidestro e consiga executar bem funções que o outro não queira ou não execute bem como ocorreu com os engenheiros eletrônicos Marcel Malczewski e Wolney Betiol, que fundaram a Bematech, maior empresa de soluções de automação comercial do Brasil.

Marcel se provou como um excelente vendedor enquanto Wolney um talentoso engenheiro. Se a teoria dos dois pés direitos fizer sentido, uma boa receita de sociedade de empreendedores se inicia com alguém que sabe vender muito bem e outro que sabe “fazer” muito bem. Se houver uma terceira pessoa que consiga trazer equilíbrio entre vender e produzir, melhor ainda.

Walt Disney até sabia desenhar mas, no início, era Ub Iwerks quem carregava o piano da produção. E cabia a Roy Disney, a função de gerir o negócio. Por fim, é preciso que os sócios saibam e respeitem os princípios da governança corporativa e conheçam e reconheçam a importância da Teoria da Agência, que caracteriza a separação entre propriedade e gestão. Os empreendedores são os donos (proprietários) da empresa e, por isso, tem o poder de nomear e cobrar os gestores (agentes) para que atinjam seus interesses se isso estiver previamente planejado e acordado.

Como no início do negócio, os proprietários também são os gestores, pode ser mais complicado seguir os princípios da boa governança corporativa. Daí a importância de um acordo de quotistas fechado inicialmente entre os sócios sobre as obrigações e direitos de cada um, um plano do negócio que esclareça os principais estratégias da organização e um conselho consultivo, mesmo que informal, que ajude os proprietários a tomarem as melhores decisões sobre a gestão do negócio. E novamente pode haver exceções e o seu negócio talvez não precise destes mecanismos de gestão. Mas há uma receita verdadeiramente errada que é o empreendedor não parar para refletir, de tempos em tempos, sobre como o seu negócio poderia ser melhor.

Você atenderia um concorrente?

18 de abril de 2013

Adriane fale sobre concorrência

Nós sempre trabalhamos para sermos os melhores naquilo que fazemos. Nós queremos ser referência. Ninguém quer apenas constar em uma lista de fornecedores. Pelo menos eu não ouço ninguém falando dessa forma.

E se um concorrente quiser contratar você? E se ele ligar e agendar uma visita e você só ficar sabendo que ele é seu concorrente quando você chegar para atendê-lo? Você manteria o contrato? Por que sim? Por que não?

Eu ainda estou tentando achar a resposta. Eu acho no mínimo inusitado, estranho até. Como você tem tempo para seus clientes externos e não tem para seu cliente interno, que deveria ser sua referência?

Seria como um dentista pedir para alguém atender seu filho porque ele não tem hora em seu consultório.

Eu já recebi pessoas que trabalham parecido com a Nannydog para conversar. Digo parecido porque igual nunca é. Existe o perfil de cada empreendedor, o portfólio de serviços, a região de atuação, enfim, tem uma série de diferenças. Isso eu não vejo problema. Mas fazer surpresa eu confesso que não gosto nada. Deixa uma desconfiança no ar.

As grandes empresas querem distância dos concorrentes. Eu penso que devemos usá-los para melhorar nosso negócio. Seria esse o objetivo de um concorrente querendo nos contratar?

Vai empreender na internet: faça um técnico sócio e esqueça o seu primo

16 de abril de 2013

Renato fala sobre como lidar com os programadores

É bem comum nos encontros de empreendedorismo que eu frequento encontrar pessoas que querem empreender na internet mas não tem conhecimento de computação.

Uma das coisas que mais me perguntam é se eu conheço alguém ou alguma empresa que possa desenvolver o site para eles. A minha resposta sempre é a mesma: contratar uma empresa para fazer o seu site ou arrumar um amigo que tope fazer no fim de semana, quase sempre, é mal negócio.

Um negócio na internet, por mais simples que seja, exige uma pessoa técnica constantemente trabalhando com você. Mesmo o mais simples dos comércios online tem as suas peculiaridades e uma plataforma pronta pode até te ajudar a começar, mas ela não vai dar ‘aquela’ funcionalidade que você acredita que pode ser o seu diferencial ou te permitir elaborar um layout que fala realmente com seu público.

Eu já disse isso em outros posts: empreender na internet é testar sempre, e para testar com agilidade, você precisa ter uma pessoa técnica no seu time. O que eu recomendo é achar alguém que seja bem competente e faça dessa pessoa o seu sócio.

Caso contrário, uma hora esse profissional pode te deixar para ir para outro emprego e em muitas startups ele é o único recurso que sabe como programar a página ou subir aquele produto novo que você está negociando a tempos.

Encontrar este profissional é muito difícil, o mercado de programadores é extremamente concorrido, mas eu acredito que se o seu produto ou serviço for realmente inovador e desafiador não faltarão candidatos. Cabe a você convencê-los de que vale a pena trabalhar com você.

Gerenciar esses profissionais também é outro ponto. Eu ouço amigos (não técnicos) dizendo: “Ele me falou que isto demora um mês para fazer, e usou um monte de argumentos técnicos. Eu tenho que acreditar”. Esta falta de comunicação é um problema.

Construir um sistema é realmente algo complexo. A mesma funcionalidade pode demorar um dia ou um mês dependo da tecnologia, da plataforma, da escala que se quer dar, da complexidade dos dados, etc. O que precisa ser combinado é qual é o objetivo. Se for simplesmente testar um novo conceito, não faz sentido pensar num super projeto escalável e otimizando os recursos de memória com alta perfomance guardado em banco de dados de última geração, pode-se fazer de um jeito mais simples com a consciência de que se a funcionalidade for evoluir, provavelmente terá de ser refeito.

Muitos engenheiros de software, por natureza, gostam do desafio e querem usar a tecnologia mais nova que existe. Eles muitas vezes se convencem e acabam convencendo os empreendedores que aquela tecnologia é a mais adequada para se resolver o problema. Tome cuidado…

Geralmente a tecnologia mais adequada para resolver o problema é aquela que você já usou umas cem vezes e não vai ter surpresas na hora de por a mão na massa. Achar um sócio ou um funcionário técnico para a sua equipe é bem difícil, gerenciar ele é mais difícil ainda, mas é melhor do que ficar na mão daquele primo que manja tudo de programação…

Dicas para você se dar bem com um comércio eletrônico

15 de abril de 2013

Pedro fala sobre venda online

No último evento E-commerce Brasil, foi lindo ver o fórum de discussão dos varejistas.  No início de uma operação de venda online, as pessoas são tomadas pelo entusiasmo das inúmeras oportunidades tecnológicas e entram de cabeça, mesmo sem uma definição precisa da sua estratégia.

Sem planejamento e sem esta precisão da excelência, fica-se ainda mais refém da tecnologia e da concorrência dos grandes. Então, qual é a paixão para se compartilhar no ambiente online? O que você sabe fazer bem – seja em produto ou processo? Que tipo de loja você ficaria orgulhoso de comprar? Como você gostaria de ser tratado por esta loja na alegria e na tristeza? Como pode-se ter uma recorrência de compra por meio de um atendimento excepcional? Enfim, qual cultura dará o norte do “como” fazer as coisas para se tornar único no mercado?

Se for somente ganhar dinheiro e competir por preço e por menores custos, as chances de ser atropelado pelos grandes e pelo custo tecnológico é muito grande!

Apesar de ficar longe dos grandes centros, de vender um produto caro, Marcelo Paiva consegue, na sua simplicidade e entusiasmo, ganhar clientes. Ele mesmo diz

– Quero resolver o problema do meu cliente, pois ele me resolve. Assim consigo fazer uma venda baseada em valor e não em preço.

Ele conhece como ninguém o seu processo de compra e, depois de receber uma caixa de pedras de uma importação da China, resolveu parar de competir por preço e mudou completamente a sua estratégia. Somente um grande susto para despertamos e fazermos algo que tenha real sentido para mim e para as pessoas que atendo.

A sua fórmula de sucesso é ser bom no que faz e construir um relacionamento excepcional com o cliente. Ele vende, inclusive, mais caro. “Pensar somente em reduzir custos é o mesmo que ter muito status e pouco extrato, nada vale”, conclui Marcelo.

A internet é um canal que não leva desaforo pela sua transparência e velocidade no compartilhamento dos acontecimentos. Sendo assim, não basta ter uma grande tecnologia se você não gostar de gente, de atender bem o cliente. Vejo empresas que tem enormes conflitos entre o canal virtual e o físico. Muito escutei de atendimentos em lojas físicas, onde o vendedor não resolveu o problema do cliente porque a compra foi feita pela internet.

É uma pena!A diferenciação, portanto, é a cultura, apesar da tecnologia ser a rainha no mundo digital. A cultura começa com a liderança da pessoa que vai tocar o negócio e como ela vai transmitir aqueles valores para o resto da equipe através do exemplo, e não pela placa pendurada na parede.

É  preciso ter o foco humano do respeito ao consumidor que gera a confiança do melhor negócio. Se for preciso entregar o valor, é necessário compreender a sensibilidade do outro e do consumidor para entender o que de fato ele precisa e como ele percebe valor.

Parece o óbvio, mas todos gostam de ser respeitados, acolhidos e isto não é sustentável se não vier de dentro das pessoas. Por outro lado, a tecnologia é imprescindível e precisa, principalmente, ser simples. Na maioria das vezes, o consumidor somente quer “receber o produto”. Fica a dica então. Empreender na internet exige:

1- Qual o meu maior prazer na vida e como transmitir isto para os meus clientes
-> Da paixão do eu -> para o coletivo (cultura e valores) -> para o cliente

2- Planeje, planeje, planeje  -> meu diferencial, minha lucratividade, meus custos

3- Use tecnologia simples, fácil e não siga os modismos – deixe para usar quando for fácil a mensuração

4- Se o teu produto é muito cobiçado e de fácil revenda, contrate uma ferramenta de risco

-> Uso indevido de cartão de crédito é o principal motivo de falência dos novos.