Blog


Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
Twitter Facebook Orkut
Aumentar texto Diminuir texto

Qual impressão você deixa no cliente? Alegria, tristeza, satisfação?

31 de janeiro de 2013

Adriane fala sobre crescimento da empresa e desafios

Todo empreendedor deseja crescer e ganhar mercado, ter novos clientes, ficar conhecido por aquilo que faz.

Como fazer isso sem perder seus clientes antigos? Estou tentando achar a fórmula.

Quando comecei era apenas eu. Durante meses trabalhei sozinha. Fazia tudo. Atendia clientes, enviava propostas, pagamentos de contas…um sufoco. Até que não deu mais para tocar tudo sozinha. Agora tenho uma equipe. Pequena ainda. Estamos contratando mais gente.

Não pretendo parar de atender os clientes. Pelo contrário. Estarei sempre presente. Mesmo que em visitas esporádicas. Quero ver de perto como está nosso atendimento. Acho isso fundamental para o negócio dar certo. É o aprendizado constante, do dia a dia.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

O atendimento ao cliente tem de ser impecável. Isso é mais importante até do que o serviço em si, não tirando a importância que o serviço merece receber do empreendedor. Mostrar que está interessado em atender bem, em fazer o seu melhor, saber ouvir o cliente já um ótimo começo. O resto flui. Se você domina o que faz, melhor ainda. Temos que ouvir mais e falar menos. Devemos estar sempre prontos para atender e fazer o nosso melhor.

E você, qual impressão você deixa no seu cliente?

 

Definir o preço como se joga na loteria só leva ao prejuízo

30 de janeiro de 2013

Jeff Belmonte/Creative Commons

Sempre me relacionei melhor com letras do que com números. Aprendi a desenhar meu nome aos 3, mas levei meia infância para aprender a tabuada. Minhas operações de matemática nunca batiam e meu boletim fechava todos os meses no vermelho.

Para fugir das ciências exatas (que nos meus cadernos sempre foram inexatas) decidi fazer jornalismo. A vida, no entanto, tinha uma outra equação pra mim. Depois de dez anos de redação, abri minha própria empresa, sem desconfiar que isso seria uma espécie de resgate kármico para eu finalmente me reconciliar com os números.

Minha primeira encomenda veio de surpresa, quando ainda estava na redação e foi ali, às pressas e sussurrando dígitos no telefone (para minha chefe não ouvir), que eu coloquei preço nos mil brigadeiros que eu teria que entregar na semana seguinte. Não tinha a menor ideia de quanto custava o doce. Praticamente intuí um número, como a gente faz quando joga na loteria.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

Essa mesma ‘conta de padaria’ foi a que usei quando abri a Maria Brigadeiro, para precificar toda a linha de produtos. Gostava tanto do que fazia que achava quase imoral receber dinheiro por isso. Qual foi a minha surpresa ao descobrir, alguns anos depois, que minhas receitas davam prejuízo.

Passei mais tempo do que eu gostaria longe das panelas, tentando achar um ‘ser’ versado em finanças que pudesse resolver a situação. As pessoas que eu entrevistava para a função ou eram qualificadas demais (com um salário que estava fora do orçamento da empresa) ou tinham experiência de menos para implementar as recomendações da consultoria que havia contratado.

Era uma conta que realmente não fechava, o que me dava calafrios de arrependimento por ter cabulado as aulas de kumon. Pedi ajuda para uma amiga da Endeavor, que veio com a solução do problema: uma consultoria administrativa terceirizada.

Pesquisei e descobri que existiam várias delas no mercado, bem debaixo do meu nariz! O serviço funciona assim: paga-se uma mensalidade (que geralmente cabe no orçamento de uma pequena empresa) e eles assessoram na administração do negócio.

Fazemos reuniões mensais, nas quais eles apresentam os balancetes financeiros, definem o ponto de equilíbrio, fazem recomendações de como ajustar despesas e receitas, identificam oportunidades de redução de custos, etc. Feito o dever de casa, não é que as contas (ao contrário do boletim) finalmente tendem a fechar no azul? Sim, e sem kumon.

No BR são 3 meses para abrir a empresa; no exterior são 4 dias

29 de janeiro de 2013

As diferenças entre a burocracia brasileira e nos EUA

Durante o processo de internacionalização pelo qual estamos passando, as diferenças entre a burocracia e o modo de fazer negócios ficam evidentes.

Abrir a nossa empresa aqui no Brasil levou cerca de três meses e exigiu a contratação de advogado e contador. Era uma empresa ‘limitada’, mas pouco tempo depois tivemos que mudar o nosso objeto social: mais alguns meses e mais dinheiro, aprovações na junta comercial e em outros órgãos.

Com a entrada do investidor, tivemos que transformar a nossa empresa de ‘limitada’ para  ’sociedade anônima’. Mais dinheiro, mais contador, mais documentos, mais advogado, mais burocracia, muito mais tempo.

Quando fomos começar nosso negócio nos EUA, a diferença ficou evidente. Ligamos para o advogado e em cerca de quatro dias – e gastando bem menos dinheiro – estávamos não só com a empresa aberta, mas com uma conta no banco também. Isso tudo sem sair do nosso escritório em São Paulo.

::: Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

Conversei na semana passada com um representante do governo inglês e ele me disse que na Inglaterra abrir uma empresa demora cerca de 40 minutos (pela internet) e custa cerca de 40 libras (e se você abrir uma conta em alguns bancos, eles reembolsam este valor). Além disso, há muitos incentivos para se investir em startups, inclusive esconto no imposto de renda.

As diferenças entre os países desenvolvidos e o Brasil não param por aí. Tivemos que contratar alguns funcionários nos EUA. Toda negociação sobre como seria a remuneração, férias, horas de trabalho, entre outros assuntos, foi feita diretamente por nós com os candidatos. Quase não existem restrições como acontece aqui com a CLT, além dos encargos lá serem quase inexistentes.

Tivemos as mesmas facilidades nos contratos de aluguel do escritório, no controle da contabilidade e até no registro de marcas. As coisas lá funcionam!!!

Sempre que converso com investidores estrangeiros (que são fundamentais para o empreendorismo), aparece a mesma reclamação: como é difícil montar e fazer negócios aqui no Brasil. É muito complicado para eles entenderem a quantidade enorme de impostos que temos que pagar e a demora e a burocracia que existe.

Um dos nossos investidores, por exemplo, fechou conosco no final do ano passado e ainda não conseguiu abrir a subsidiaria brasileira e nos enviar os recursos.

O interesse dos estrangeiros pelo Brasil está aumentando muito e vemos cada vez mais startups com projetos interessantes e inovadores sendo criados por aqui, mas se não mudarmos as leis vai ser difícil ver o novo Vale do Silício acontecer no Brasil.

O que um poema, o Natal e uma música do Green Day têm a ver com sua empresa? Tudo!!!

28 de janeiro de 2013

Pedro escreveu um post artístico

O post desta semana será bem diferente e artístico; escrito na forma de poema e com um vídeo ilustrando pequenas ações que estimulam a autenticidade e a criatividade.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

O Professor Doutor Moises Sznifer, especialista em estratégia na Fundação Getúlio Vargas (FGV), usa muito a arte para estimular a parte do cérebro responsável por enxergar a  solução. Essa parte, aliás, é diferente daquela utilizada para a resolução de problemas.  Então, vamos fazer arte!

Arte Aqui Agora Acontece Assim…
Diferente na mente! Separar um tempo, tempo na arte.
Arte, original, simples, real, autêntica.
Arte  sensibiliza  antes  emociona depois transforma!
Arte do Moises no planejamento,
Planejamento estratégico, criativo, imagina um intento,
Imaginação nascida no cérebro que a arte toca,
A arte ali, aqui na dança, na pintura, na música,
Na delícia das pessoas com imagens que a todas une,
Enfim, a arte de sentir a vida como uma arte!!

Agora, clique na imagem e veja um vídeo para entender como incorporar arte na rotina dos seus funcionários.

Eu pessoa física x Eu pessoa jurídica

25 de janeiro de 2013

Professor dá dicas para quem está empreendendo

A semana foi marcada por dicas valiosas da Adriane Silveira, da Nanny Dog, para quem quer empreender no mercado de animais de estimação – o segmento movimentou incríveis R$ 12,7 bilhões em 2012 –, pelo pelo comentadíssimo post do Renato Steinberg, do Fashion.me, sobre a importância de vestuário nas reuniões e do lado humano do empreendedor e de seus colaboradores – esses foram os posts inspiradores da Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, e Pedro Chiamulera, da ClearSale.

E a ligação entre estas contribuições pode ser feita transformando em dica o relato da Juliana Motter e adicionando a ele as dicas da Adriane Silveira: Tenha mentores e coaches.

Há pessoas que utilizam os dois termos como sinônimos, mas apesar do mesmo fim (ajudar o orientado a tomar melhores decisões), o mentor é um especialista no assunto e orienta de modo cirúrgico, técnico e objetivo. O coach (o termo treinador não pegou no Brasil) é um especialista em auxiliar seu orientado (coachee), em refletir, chegar a conclusões, definir seus objetivos, metas e principalmente suas ações para alcançar efetivamente seus resultados, conforme explicado pelo Instituto Brasileiro de Coaching.

O coach não precisa, necessariamente, entender do assunto, mas deve ter o domínio das técnicas de coaching. Eu, por exemplo, sou um dos mentores dos empreendedores Endeavor e Artemísia nos temas planejamento estratégico, captação de recurso e inovação e quando tenho disponibilidade, também atuo como coach no planejamento das ações de decisões nestes mesmos assuntos.

A dica sobre ter mentores e coaches também inclui os posts do Pedro Chiamulera e Renato Steinberg. Pedro apontou frases típicas de empresários como “contratamos o profissional e, que pena, a pessoa veio junto”; “temos que separar a parte profissional da pessoal”; “agora é trabalho, deixe os problemas para trás!” e que é de se esperar que problemas pessoais afetem o desempenho pessoal.

Neste desafio é possível aprender com as grandes empresas de consultoria como a McKinsey. Ela oferece programas internos de mentoring e coaching para seus colaboradores. Estes serviços são prestados por outros colaboradores da empresa e podem servir de inspiração para o time de funcionários.

Mentores e coach também podem ajudar na discussão da vestimenta, como no relato pessoal do Renato Steinberg. O Lula não chegou aos ternos do Ricardo Almeida porque ele estava passeando no Shopping Iguatemi e encontrou por acaso o ‘companheiro’ Ricardo na fila de algum restaurante por quilo da praça de alimentação. Aquilo foi planejamento para ‘melhorar a imagem’. E deu no que deu. Se vestir bem é sempre um ponto de vista.

Com roupas de “marca”, uma decisão pessoal de quem compra. Mas até um mentor em moda ou um coach em ambientes de trabalho podem ajudar um sujeito a se vestir de forma mais apropriada para causar o impacto desejado. Mesmo que seja descalço e é claro, com o pé sujo, como fez Steve Jobs quando foi pedir emprego na Atari. Depois, os pés ficaram mais limpos com os tênis New Balance.

Para os empreendedores que seguirem a dica de buscarem apoio de mentores e coaches, algumas considerações:
É saudável para o negócio e para o empreendedor ter conselheiros para se reportar periodicamente. É um compromisso para identificar, planejar e realizar oportunidades de desenvolvimento do negócio e o empreendedor não se sente tão só nos seus dilemas.

O empreendedor precisa ser humilde para pedir ajuda e ouvir sugestões e, posteriormente, desenvolver sua sabedoria em negócios para tomar decisões baseadas na razão (construída com os conselheiros) ou na intuição pessoal. Não é preciso confiar cegamente no mentor ou no coach só porque ele(a) é o que é.

Quando for buscar conselhos, saiba diferenciar mentores e de coaches. Mentores, em geral, não querem ou não tem tempo em ajuda-lo(a) com a “mão na massa”, mas mesmo assim, pode indicar atalhos que você não imagina que existiam.

Na fase inicial do negócio, pense em ter conselheiros informais já que provavelmente não terá recursos para remunerá-los. Conselheiros informais são amigos, conhecidos e até algum cliente ou parceiro muito comprometido com seus sonhos empreendedores. Mas separe a pessoa física da jurídica!

Quando a empresa estiver migrando de pequeno para médio porte, pense em um conselho de orientação, já formalizado e se possível, remunerado. Quando a empresa migra de média para grande, é importante pensar na formação de um conselho da administração considerando as melhores práticas de governança corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Seis dicas para quem deseja empreender no segmento pet

24 de janeiro de 2013

Adriane fala sobre sua área de atuação

O mercado de produtos e serviços para animais de estimação é um dos mais promissores atualmente. Mas é preciso cuidado antes de decidir seguir pelo caminho do empreendedorismo na área. Pensando nisso, resolvi formular uma lista de dicas para ajudar quem deseja seguir o mesmo caminho que eu segui.

São dicas importantes, mas não são de nenhuma maneira específicas. Podem ser aplicadas em outros negócios. Leia abaixo as dicas que publiquei e me conte o que você achou nos comentários do post.

Escolha uma área que você domina
Já comentei isso em outro post, e reforço. Se você quer montar um negócio na área PET escolha algo que você saiba fazer. O desafio será um pouco menor. Você já terá um monte de coisas para se preocupar. Oferecer um serviço que você saiba fazer já dará uma maior segurança.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

Defina seu publico-alvo
Você deve determinar qual serviço quer oferecer e para qual publico. Temos um mercado específico para cães, outro para gatos e cada vez mais para os animais silvestres. Você deve ter foco. Não tem como oferecer algo para todos os públicos e, ainda assim, fazer bem feito. Pelo menos não no começo da sua empresa.

Defina suas regras de negócio
Mesmo que você não monte um plano de negócios, mapeando suas principais ações, você deve ter muito clara as regras do seu negócio. O que você faz e como faz é muito importante. Qual o seu diferencial? O cliente vai querer saber de todos os detalhes. Nessa hora você deve ter segurança sobre o que está oferecendo.

Posicionamento no mercado
Você deve ter claro como fará sua divulgação, como será seu material de apresentação, sua papelaria, etc. Escolher uma agência para criar seu logotipo, seu site e sua papelaria é um ponto que considero crucial. Isso vai diferenciá-lo dos outros. Apresentação conta muito. Se você não se preocupa com isso por que se preocuparia com a qualidade do serviço oferecido?

Cuidado no tratamento com seu cliente
Hoje em dia os serviços estão tão padronizados que os fornecedores nem sabem diferenciar seus clientes. Coisas como tempo de relacionamento, se é um bom cliente e se ele tem um consumo razoável não são mais levados em conta. Tudo é igual. Oferecer um serviço exclusivo e personalizado, portanto, tem seu charme. Entender a necessidade do seu cliente e formatar algo exclusivo para ele pode ser muito interessante. Isso tem seu valor no mercado e todo mundo gosta. Pense em você. Como você gostaria de ser tratado? Qual seu nível de exigência?

Treinamento da sua equipe
Se você está oferecendo um serviço que será prestado por sua equipe a palavra chave é treinamento. Treine sua equipe. E gaste bastante tempo com isso. Você vai perceber que não está gastando, e sim investindo. Acompanhe seus colaboradores nos clientes, veja o que pode e deve ser melhorado. Invista no colaborador. Ele é seu representante. Se ele não fizer um serviço bem feito, será um cliente a menos para você.

Quando o empresário vai para o divã

23 de janeiro de 2013

Juliana fala sobre a solidão de ser pequeno empreendedor

São muitas as decisões que precisam ser tomadas em um dia de trabalho. E se a empresa for pequena, como a minha, sobra para o dono resolver todo e qualquer perrengue. E não estou falando da delícia de decidir entre colocar na vitrine o brigadeiro de pistache ou o de avelã, mas de questões mais azedas e amargas, que exigem uma experiência de vida que às vezes a gente não tem. Tendo ou não, não há muita alternativa no mundo dos negócios além de respirar fundo, fazer o que tem que ser feito e assumir as consequências de cada uma dessas decisões.

Para mim, isso nunca foi lá muito fácil. Eu me sentia tão solitária com as minhas decisões administrativas que nos primeiros anos da Maria Brigadeiro eu dividia minhas preocupações com qualquer boa alma que me desse cinco minutos de atenção, fosse na fila do banco, no ônibus ou no supermercado.

::: Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

Minha carência administrativa não parava por aí não: “monotemática” (apelido carinhoso dado pelo meu namorado, que por pouco não pediu as contas), eu só falava de trabalho e transformava qualquer encontro com os amigos numa excruciante reunião de negócios. Chorava minhas pitangas com tanto sofrimento nas sessões de terapia, que meu analista deixou Jung de lado e foi fazer um curso de gestão pela internet para tentar me socorrer.

É preciso dizer que a solidariedade alheia, apesar de bem intencionada,  só me confundia mais as ideias. O dia que um vizinho, ciente do meu desespero, apareceu na loja com um esboço de um contrato de sociedade para eu assinar, eu entendi que envolver emocionalmente as pessoas próximas nos meus problemas podia ser perigoso. Parei de falar. Comia brigadeiro. E, ironicamente, alguém finalmente me ouviu. Conheci, por acaso, um coaching, que, em bom português, seria a solução para a minha ansiedade corporativa crônica.

Conversamos longamente durante 10 sessões e pude chorar e rir, no lugar certo e para a pessoa certa, todos os meus medos e sonhos. Dessas conversas encorajadoras, que associei a uma terapia corporativa, surgiu um plano de ação estratégico (apoiado na experiência dele como gestor de empresas), no qual discutimos formas criativas de fortalecer cada uma das fragilidades da empresa para que ela encontre seu verdadeiro caminho, que nem sempre é o mais óbvio. Apesar do trabalho ter um tempo determinado, geralmente 10 a 12 encontros, me senti tão acolhida não consegui mais parar. Minha família, meu namorado (que virou noivo) e  meus amigos agradecem, em coro com o pessoal do banco, do ônibus e do supermercado.

Vestir-se bem importa mais do que você imagina em uma reunião

22 de janeiro de 2013

Renato aborda assunto polêmico: você é o que você veste?

Eu não ligava para moda. Meu guarda-roupa consistia em quatro calças e quatro camisas escolhidas a dedo para combinar umas com as outras. Eu pegava qualquer camisa e qualquer uma das calças e estava pronto.

Eu não entendia por que as pessoas gastavam ‘milhares’ de Reais em sapatos, relógios e bolsas. Moda para mim era algo para pessoas com muito dinheiro no bolso e pouca coisa na cabeça.

Eu estava errado…

Trabalhar no Fashion.me me fez prestar mais atenção ao que a moda é realmente e ao que eu estava usando. Eu comecei a comprar roupas melhores e mais ‘fashion’ e uma coisa muito esquisita aconteceu: ao invés das pessoas me tratarem pior e me acharem superficial, elas começaram a me tratar melhor.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

Demorou um pouco para eu entender o motivo: quanto melhor as pessoas se vestem, mais elas parecem ter status social e dinheiro, elas se sentem mais confiantes e as pessoas as respeitam mais.

Hoje em dia eu tenho uma opinião completamente diferente sobre moda. O seu ‘look’ reflete o seu estado de espirito, é um jeito de você expressar a sua individualidade e de mostrar para o mundo que você faz parte de uma tribo.

Ele mostra para as pessoas o seu valor social. Quando você veste uma marca, todas as qualidades desta marca são atribuídas a você.

Mas antes de mais nada, é preciso dizer que eu não sou a favor de gastar todo o meu dinheiro em roupas e acessórios, mas acho que é importante ter pelo menos alguns produtos melhores para causar uma boa impressão se você precisar.
Lembre-se: as pessoas julgam você pela forma como você se veste.

Então, na próxima vez que você tiver uma reunião importante, faça uma força um pouco maior em se vestir melhor. Importa mais do que você imagina.

Não é possível ligar um ‘on work’ na cabeça e esquecer o lado pessoal

21 de janeiro de 2013

Pedro aponta a harmonia com chave para o sucesso de qualquer negócio

“Contratamos o profissional e, que pena, a pessoa veio junto!”; “Temos que separar a parte profissional da pessoal”; “Agora é trabalho, deixe os problemas para trás!”; “Aqui não é hora para se falar nisto!”… e muitas outras frases que exemplificam bem o isolamento do papel profissional dos outros, como se fosse possível ligar um “ON WORK” na cabeça e esquecermos o lado da pessoa. Este é um grande dilema no contexto corporativo e, se discutido abertamente numa roda de conversa, muitos problemas poderiam ser resolvidos, criando assim um ambiente de trabalho mais feliz e produtivo, cheio de emoções positivas.

Mas na rotina intensa de trabalho, acabamos nos atropelando e, por tabela, impactamos as pessoas que estão conosco no cotidiano da empresa. Falta tempo para falar alguns minutos sobre a pessoa e não somente das metas. Quanta diferença faz um sorriso, um bom dia, alguns minutos para a pessoa colocar para fora os problemas de casa e, conforme for, um tempo maior para resolver os problemas.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

O trabalho posterior fica muito mais produtivo quando a pessoa estiver mais “leve”.  Esse tempo para a conversa com afeto além do profissional no dia a dia possibilita estreitar o laço de confiança. E desta relação mais humana, as outras competências fluem melhor. Esta liberdade do diálogo é para todos, assim como a responsabilidade da entrega do trabalho. Não temos como fugir disso, temos que dar resultados!

Então, por que não fazê-lo de modo que possamos aprender um com o outro as dinâmicas das emoções humanas e construir algo maior juntos? É neste aprendizado humano que conseguimos quebrar a rotina do trabalho. Aqui reside a beleza de estarmos abertos para viver os valores humanos da confiança, da transparência e da humildade tão importantes para qualquer carreira profissional de sucesso.

O grande desafio é que desde a nossa infância, na maioria das vezes, tivemos que fazer as coisas, sem explicação, de fora para dentro, no “tem que” e, como diz o ditado, na “porrada”. Isso deixa marcas e, então, seguimos os mesmos passos. O contrário seria ouvir verdadeiramente as pessoas, acolhê-las com afeto, abrir espaço para uma maior participação e depois, em conjunto e com mais subsídios, decidir o melhor caminho para o trabalho a ser realizado. Faça um teste! Quando for pedir algo para alguém fazer, inicie a conversa com um sorriso, feliz, com educação, focando primeiro na pessoa e depois veja que o profissional vem gratuitamente ou pelo menos com maior disposição para fazer o trabalho. Todos nós precisamos e gostamos de afeto!

Outra maneira simples de extrair mais a pessoa do profissional e vice-versa é solicitar um registro por escrito de quando se tem algo para decidir ou algum problema para resolver. Assim, ao fazer o registro, a pessoa tem o seu momento de introspecção e precisa organizar os seus pensamentos e ao compartilhar, ou não, ela realmente falará aquilo que é dela ao invés de concordar com alguém.

Enfim, se ficarmos atentos à pessoa que existe dentro do profissional aprendemos muito sobre o outro, sobre nós mesmos e damos um sentido maior para o trabalho diário. Ganhos enormes em produtividade e felicidade são consequências! Como dizia Piaget: “a afetividade está na base”!  Ter a coragem de dar e receber afeto respeitosamente no trabalho já é um grande aprendizado pessoal. Aproveite então este longo tempo na empresa para exercer o respeito e o afeto e veja como o trabalho se transforma.

Qual a cultura do seu negócio? Ou como não enriquecer consultores oportunistas

18 de janeiro de 2013

Marcelo Nakagawa  fala sobre bons exemplos

Nesta semana, a Adriane Silveira, da Nanny Dog, tratou da sua obrigação, como empreendedora, de sempre fazer o melhor para o seu cliente. Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, falou da sua inicial ojeriza às técnicas de gestão e depois da sua necessidade de adotá-las. Renato Steinberg, do Fashion.me, discutiu se deveria dizer aos norte-americanos que o seu negócio era brasileiro e Pedro Chiamulera discorreu sobre cultura organizacional da sua empresa, a Clearsale.

Estes assuntos podem ser analisados, de fato, pela perspectiva da cultura organizacional apresentada pelo Pedro. Querendo ou não, planejado ou não, construtiva ou não, todas as organizações desenvolvem sua própria cultura – traduzida pelas crenças e atitudes dos seus colaboradores e percebida (e rotulada) pelos seus clientes.

Mudá-la quando essa cultura já criou raízes nas piadinhas dos (ex) colaboradores e (ex) clientes só vai enriquecer os consultores oportunistas. Assim, cabe ao empreendedor ter a consciência (e assumir a responsabilidade) de que pode (e deve) desenvolver a cultura organizacional que deseja para o seu negócio. E isto deve ser pensando desde antes da empresa ser efetivamente criada. O desafio para o empreendedor (que já tem tantos outros para gerenciar) é: como desenvolver uma cultura organizacional que esteja alinhada com aquilo que ele quer para o seu negócio?

Tomando como exemplo os temas mencionados nesta semana pelos meus colegas empreendedores-blogueiros, no Brasil, há empreendedores que conseguiram construir culturas organizacionais alinhadas às suas crenças de produtos de excelente qualidade, como defendido pela Adriane Silveira, em um ambiente descontraído, como imaginado pela Juliana Motter, “Made in Brazil”, como discutido pelo Renato Steinberg, e de forma consolidada como vislumbrado pelo Pedro Chiamulera.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

Um exemplo (que gosto de citar como caso de sucesso e também como consumidor) é a empresa criada pelo médico Marco Aurélio Raymundo, mais conhecido como Morongo. Ele fundou a Mormaii em Garopaba a partir da sua necessidade pessoal de roupas para surf. A empresa é uma das maiores do mundo em seu segmento, mas ainda há uma obsessão pela qualidade, ambiente descontraído de trabalho e orgulho de ser brasileira.

Outro médico que também conseguiu reunir os mesmos ingredientes de qualidade, descontração e “Brazil” em uma cultura organizacional consolidada foi Oskar Metsavaht, que a partir de uma necessidade pessoal de fazer roupas para alpinismo, criou a Osklen, recentemente investida da Alpargatas, dona do ícone de qualidade-descontração-made in Brazil: as Havaianas.

Mas apenas citar exemplos e não explicar como empreendedores podem criar culturas organizacionais deixaria o meu post incompleto. O problema é que boa parte da literatura sobre culturas organizacionais são complexas e até obscuras para a maioria dos empreendedores que buscam algo mais pragmático. E, tirando as notícias da mídia, ainda há muito pouco escrito sobre o desenvolvimento de culturas organizacionais em empresas fundadas por empreendedores brasileiros.

Assim, preciso recorrer ao Tony Hsieh, que explicou em seu livro, Satisfação Garantida, como ele e seus sócios desenvolveram do zero a Zappos.com. Trata-se de uma empresa de mais de US$ 1 bilhão e que se tornou uma das melhores empresas para trabalhar nos Estados Unidos.

Por mais que a Zappos.com seja norte-americana, Hsieh apresenta ideias simples que qualquer empreendedor pode aplicar em sua empresa para desenvolver uma cultura organizacional que engaje todos em torno do propósito da existência do negócio e dos seus objetivos.

Ainda quando a Zappos.com era quase uma startup, Hsieh pediu para que todos os colaboradores ajudassem a escrever o que chamou de “Livro de Cultura da Zappos”. Em comunicado, pediu “Por favor, me enviem e-mails contendo de 100 a 500 palavras sobre o que a cultura da Zappos significa para você. (O que é a cultura da Zappos? Qual é a diferença entre ela a cultura de outras empresas? O que você gosta na nossa cultura?”.

Ele também deixou claro que poderiam enviar contribuições anônimas e que todas as mensagens, boas ou ruins, seriam publicadas no Livro de Cultura da Zappos. E depois disso, o próprio livro se tornou parte da “Cultura Zappos”, sendo atualizada, publicada e enviada para colaboradores, parceiros e fornecedores todos os anos. Mais do que isto, as contribuições para o Livro de Cultura moldaram os 10 valores fundamentais que orientaram o desenvolvimento da empresa e dos seus colaboradores desde então.

Estes 10 valores são:
1. Preste um serviço “UAU!”
2. Incentive e conduza mudanças
3. Crie diversão e um pouco que esquisitice
4. Seja ousado, criativo e mente aberta
5. Busque o crescimento e a aprendizagem
6. Construa relacionamentos abertos e honestos
7. Construa uma equipe positiva e com espírito de família
8. Faça mais com menos
9. Seja apaixonado e determinado
10. Seja humilde.

Cada um desses comportamentos valorizados pela Zappos é especialmente instigador e seria agradável ter mais empresas brasileiras comprometidas em oferecer um serviço “UAU!”, como o defendido pela Adriane Silveira da Nanny Dog, com relacionamentos mais abertos e honestos em ambientes mais divertidos, como imaginado pela Juliana Motter da Maria Brigadeiro, com clientes que valorizem a ousadia, criatividade e a mente aberta de ser brasileiro, como discutido pelo Renato Steinberg do Fashion.me, e com culturas organizacionais inspiradoras e principalmente planejadas, como a ClearSale do Pedro Chiamulera.

Como empreendedor você não precisa concordar com os valores da Zappos, mas precisa ter a coragem de planejar a cultura organizacional da sua empresa e a ideia do “livro de cultura” do seu negócio pode ser uma atividade instigante para este início de ano.