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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Perspectiva 2013: ‘Vai ser um ano muito bom’

31 de dezembro de 2012

Empresário quer ganhar novos mercados

Pedro Chiamulera não tem dúvidas. “2013 vai ser um ano muito bom. Tem capital, os bancos estão querendo apoiar o empreendedorismo. Vai ser vem melhor que 2012”, analisou o empreendedor.

De acordo com Pedro, o “empreendedorismo no Brasil está começando a aquecer”. Mesmo assim, ele aponta uma certa falta de maturidade daqueles que iniciam um negócio próprio no País. “Somos muito otimistas, que é um lado super importante, mas eu acho que tem de ver o lado da gestão e da entrega que você vai fazer (ao cliente).”

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Mesmo assim, Pedro também aponta que o cenário para 2013 poderá ser muito melhor se o governo também fizer a sua parte. “O governo é super importante. Ele pode nos ajudar nessa parte de impostos, o empreendedorismo iria muito mais rápido.”

Para a ClearSale, Pedro analisa que chegou o momento de reforçar a marca da empresa e ganhar novos mercados. “A gente primeiro estruturou nossa área de TI, esse ano estruturamos a área comercial, nós ganhamos muito mercado e ela era muito receptiva. Agora, como a gente quer ganhar novos mercados, pretendemos levar o nosso ‘know how’ para o mundo físico, para o crédito”, conclui o empreendedor.

 

Balanço: A economia em crise também pode ser boa para o empresário

28 de dezembro de 2012

Marcelo Nakagawa mostra como o pequeno negócio é relevante em economias que estão estagnadas

Para o professor Marcelo Nakagawa, do Insper, o recrudescimento da economia pode ser encarado de duas maneiras pelos empreendedores. Na visão do especialista, é simples pensar que com a economia crescendo menos do que o esperado, os pequenos empreendimentos sofrerão.

“Essa questão do baixo crescimento que tivemos em 2012 e a relação com o empreendedorismo pode ser entendido como o copo meio cheio ou meio vazio. Muitas vezes, o empreendedorismo faz sentido em economias que estão se desenvolvendo rapidamente porque gera muita oportunidade”, afirma o especialista. “Mas o pequeno negócio passa a ser relevante em economias que estão estagnadas ou até em recessão”, completa.

O professor usa como exemplo a Europa, onde países em recessão transformaram o empreendedorismo em política de estado, uma forma de tentar retomar o caminho do crescimento a partir dos pequenos negócios.

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“Apesar do Brasil não ter crescido aquilo que se esperava no início do ano, ainda é um país que apresenta uma série de oportunidades”, analisa Nakagawa.

Ao fazer um balanço de 2012, o professor ainda mencionou como destaque o microempreendedor individual. “O brasileiro que pensa em empreender encontrou nessa modalidade uma espécie de ‘test-drive’. Ele pode abrir um negócio com um custo bastante acessível e de uma forma bastante fácil”, conclui.

Na sexta-feira, dia 4: Marcelo fala sobre 2013

Balanço 2012: ‘Ano deixa um saldo positivo’

27 de dezembro de 2012

Adriane ainda não tem plano de negócios, mas diz que está atenta ao cotidiano da empresa

Adriane Silveira iniciou a Nannydog no fim de 2011 e, por isso mesmo, o ano que termina foi marcante para a empresária. Em pouco tempo, ela transformou uma ideia em microempresa – com potencial para nos próximos anos transformar-se em médio empreendimento, depois grande…

“Para mim, foi bem positivo. Deixou um saldo positivo de bastante trabalho e com bastante perspectiva de mercado para 2013. Acho que estamos no caminho certo”, analisa a empresária.

Adriane fecha o ano com 40 clientes, sendo 20 deles fixos. “A gente saiu do zero.”

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Antes mesmo de encerrar o ano, Adriane já faz os planos para o ano novo. E aí, a pergunta é inevitável: será que Adriane faz plano de negócios? “Eu tenho livros falando sobre isso, usei quando trabalhei com Recursos Humanos, mas na área atual praticamente não usei nada”, afirma a empreendedora.

Apesar de não elaborar um plano, Adriane fica atenta, de verdade, ao cotidiano do seu negócio. “Eu vou planejando, escrevendo algumas coisas, mas não uso nenhuma ferramenta específica. Às vezes, um atendimento que eu faço encontro com uma coisa legal e falo ‘poxa, posso colocar isso no meu portfólio’. É tudo no dia a dia.”

Ao falar sobre sua rotina de trabalho, aliás, a empreendedora deixa outra dica importante para quem tem um negócio próprio voltado ao mercado pet. “Eu já tenho bastante coisa planejada para o ano que vem, mas atendimento com animais é sempre inusitado e vai ser sempre customizado para o cliente, de acordo com a necessidade que ele tem”, conclui.

Na quinta-feira, dia 5 de janeiro: Adriane fala sobre o mercado de franquias.

Balanço 2012: ‘A gente conseguiu planejar’

26 de dezembro de 2012

Juliana organizou a rotina da empresa

A principal vitória do ateliê criado por Juliana Motter, em 2012, foi a criação de uma cultura interna que privilegia o planejamento. De acordo com a fundadora da empresa, e blogueira do Estadão PME, a atitude provocou o que dela se esperava: facilitou o cotidiano do negócio.

“Foi um ano em que a gente conseguiu se planejar para algumas coisas que antes a gente não conseguia. As coleções eram criadas meio que em cima da hora e esse ano a gente conseguiu fazer um planejamento”, afirma Juliana.

O principal exemplo ocorreu no Natal. “A campanha de Natal, ‘Tempo de cereja com brigadeiro’, a gente criou em junho, em julho já estava tudo pronto. Isso facilitou bastante, evita surpresas e para nós foi uma mudança, uma novidade”, analisa a empreendedora.

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Outro ponto positivo do ano: a loja Maria Brigadeiro conseguiu ampliar as linhas de produto à disposição dos consumidores. Mas “sempre com a proposta de desenvolver a cultura do Brigadeiro. Esse é o nosso projeto também para 2013: continuar esse universo do brigadeiro, com as embalagens, com novos sabores…”

O desempenho da economia brasileira em 2013, tema recorrente dos blogueiros nessas análises de fim de ano, também ficou na mora de Juliana Motter, que sentiu no cotidiano do ateliê os efeitos do desaquecimento. “Eu senti um pouco essa retração da economia, especialmente no Natal. A gente tem dois movimentos comerciais importantes: a Páscoa e o Natal. O que eu senti é que o Natal demorou um pouco mais pra começar. Houve uma queda de mais ou menos 14% de movimento”, analisou.

Na quarta-feira, dia 2: O que fazer na crise.

Balanço 2012: ‘O ano foi super legal’

25 de dezembro de 2012

Renato fala sobre o ano do Fashion.me

“Foi super legal para a gente.” Dessa forma, Renato Steinberg define o ano do Fashion.me, primeira rede social de moda que o empresário ajudou a criar ao lado do amigo Flavio Pripas. “Começamos a fazer tudo aquilo que a gente tinha programado para acontecer. Foi o ano que a gente abriu escritório lá fora (Estados Unidos). Foi um ano interessante e de construção do produto, foi bem legal”, analisou o empreendedor.

Para Renato Steinberg, nem sequer os soluções da economia podem ser considerados algo ruim para a empresa. “Ficamos muito dentro de casa em 2012, mas apareceu muita oportunidade para fazer negócio, o que foi interessante. Pelo menos para a gente, foi muito bom”, explicou o empresário.

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O otimismo de Renato também se aplica para o empreendedorismo de maneira geral. “Tinha muita gente falando de projetos novos, você vê bastante gente com projetos bons.” Para o empresário, ainda há na economia brasileira muito dinheiro circulando proveniente de venture capital. E isso foi bom neste ano e também significa um bom indicativo para o próximo ano.

Na terça-feira dia 1º de janeiro: Renato fala sobre como quer ‘conquistar o mundo’.

Balanço 2012: Faça um produto em parceria com o cliente

24 de dezembro de 2012

Pedro faz um balanço do ano de 2012

Pedro Chiamulera, um dos fundadores da ClearSale, fez um balanço positivo de 2012. O nosso blogueiro abre hoje a série sobre balanços e perspectivas dos empreendedores do Estadão PME. Nas próximas duas semanas, nossa equipe de colaboradores vai fazer uma análise sobre o ano que chega ao fim e também relevar metas e planos para 2013.

Pedro começa a série e fala sobre algo muito positivo conquistado por sua empresa e que ao mesmo tempo serve de aprendizado para outros empresários. Como conquistar grandes clientes? “A gente conseguiu virar esse ano com um grande player, que é o Ponto Frio. Eles entraram em nossa gestão total, que é um produto bem mais caro, mas com um resultado bem maior também”, afirmou o empreendedor, que oferece soluções de gestão de risco de fraudes na internet.

De acordo com Pedro, “essa foi a grande virada” de 2012.

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Mas nem sempre de acertos vive uma empresa de médio porte. A ClearSale também vivenciou alguns erros. E o mais marcante deles foi na elaboração de novos projetos. “Somos muito criativos e começamos várias ações, de vários produtos. Agora, estamos fazendo isso passo a passo e tentando fazer o produto junto com o cliente”, analisou.

Segundo Pedro, esse é o modelo que deverá ser adotado. “A gente tentou pensar no produto e depois lançar. Mas vimos que esse modelo é mais custoso, não tem alguém para compartilhar os custos. Então, esse ano aprendemos que temos de fazer um produto novo junto do cliente.

Na segunda dia 31/12: Pedro fala sobre seus planos para o novo ano.

Empresário que fica no ‘deixa a vida me levar’ acaba atropelado

20 de dezembro de 2012

Marcelo fala sobre os ciclos de vida da empresa

Quem acompanha o Blog do Empreendedor do Estadão PME deve compreender que os empresários estão em fases diferentes do ciclo de vida das suas empresas. Pedro Chiamulera da ClearSale já é um empreendedor consagrado que passou pelo processo seletivo mais exigente do mundo, o da Endeavor Global.

Pedro tem como consultar vários mentores e especialistas de negócios, incluindo este que escreve. Somos voluntários da Endeavor ao redor do mundo. Talvez por esse motivo, seu post desta semana apresenta diversas lições de quem começou a correr, caiu, buscou parceiros, levantou, tentou novamente e conseguiu criar a empresa de alto impacto do ano.

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Apesar de estar em sua fase de plenitude, ele sabe que ainda há muitas ótimas barreiras a serem superadas já que para ele “pensar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho”. Renato Steinberg da Fashion.me está uma fase atrás do Pedro. A empresa está na adolescência, crescendo rapidamente e se expandindo para o exterior. Em 2012, recebeu aporte da poderosa Intel Capital. O post do Renato fala da importância da “cara de pau” para entrar em contato com as pessoas em busca de parcerias.

Bem…o Renato e seu sócio, Flávio Pripas, não são exatamente “caras de pau” no sentido chato da palavra. Ambos são muito elegantes e educados e sabem desenvolver relacionamentos duradouros, tanto que são muito queridos pela comunidade de empreendedores digitais e pelos investidores de capital de risco. Fui um dos primeiros consultores da empresa e percebi isto logo no primeiro contato telefônico.

Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, está em uma fase anterior a do Flávio. No seu post desta semana, ela falou de como a sua paixão de infância transformou-se, meio sem querer, em negócio. O segmento ‘brigaderia’ já está validado por ela e por outros, mas há o dilema da fase do vai-ou-não-vai se tornar um negócio de rápido crescimento (o estirão típico da fase adolescente). E para fechar a semana, o post de Adriane Silveira, da NannyDog, fala de algo raro entre os empreendedores do Brasil (e do mundo): foco, algo que a ajuda a concentrar energias naquilo que é essencial para a evolução da sua empresa. O negócio da Adriane está na fase da infância e ainda tem pela frente todos os desafios já enfrentados pelos seus colegas empreendedores-blogueiros.

Por isso, acho importante falar no post de hoje sobre as teorias dos ciclos de desenvolvimento de empresas. Isto atrai o interesse de pesquisadores desde o final do Século XIX, afinal, este conhecimento é importante para economistas que estudam o papel das empresas na sociedade, para formuladores de políticas públicas capazes de incentivar o empreendedorismo (como ocorre nos Estados Unidos, Israel e Coréia do Sul) e cada vez mais para empreendedores que querem entender como a sua empresa pode se desenvolver e qual o seu papel dentro da organização que criou.

De todos os autores sobre evolução das organizações, o que tornou-se mais conhecido foi Ichak Adizes com o livro “Os ciclos de vida das organizações: Como e por que as empresas crescem e morrem e o que fazer a respeito?”. Como seria natural, há pessoas que gostam e outras que odeiam o trabalho dele. Mas como se consolidou com a principal referência, vale a pena discutir sua abordagem.

Enquanto outros autores tratam de “estágios de evolução”, Adizes fala de “ciclo de vida”. Isto significa que uma empresa nasce, cresce e, eventualmente, morre. E em cada ciclo, a empresa lida com os desafios de produzir (P), administrar (A), empreender (E) e integrar (I). Caso não sejam resolvidos, eles transformam-se em problemas que “matarão” precocemente o negócio. A figura a seguir apresenta o ciclo de vida típico, os desafios e os problemas segundo Adizes:

 

A primeira fase de vida é o “namoro” com o negócio. Aqui,  o desafio de empreender é mais crítico do que nos demais. Neste momento, a cilada se forma quando o namoro com o negócio é apenas um “caso”, um “namorico” com a ideia do empreendimento. Muitas pessoas abrem suas empresas sem pensar direito nas implicações (não planeja) e aquela paixão fulminante se transforma em tragédia. Quantas pessoas já pensaram em abrir uma pousada? E aquelas que abriram mesmo?

Na fase seguinte (infância), o desafio de empreendedor migra para a produção (P). É preciso saber vender, produzir e entregar o produto ou prestar o serviço. Aqui entra em cena a pesquisa de mortalidade das empresas do SEBRAE e a explicação dos motivos pelos quais as empresas morrerem antes dos primeiros cinco anos. Vai abrir um restaurante? Só três em cada cem abertos chegam até os dez anos de vida!

Se a empresa sobrevive, entra o dilema do vai-ou-não-vai crescer? Continuar pequeno negócio ou se tornar uma grande empresa? Vários empreendedores preferem, conscientemente, não crescer. Querem oferecer algo muito diferenciado e exclusivo, quase artesanal, mas em pequena escala.

São empresas pequenas gigantes. Mas para os demais que querem crescer, surge o desafio de continuar produzindo (P) bem atrelado aos novos interesses de empreender (E) mais (novos produtos, novos mercados, novo modelo de negócio, etc.). A cilada aqui consiste em não tomar uma decisão planejada de crescer ou não crescer. Aqui o empreendedor – ou sua família – pode ser a principal barreira para o crescimento. O empresário não sabe como crescer ou a família começa a interferir (negativamente) no futuro do negócio. Renato e Flávio do Fashion.me conseguiram passar desta fase. Flávio inclusive conciliou o nascimento do seu primeiro filho com o sucesso da empresa.

Se a empresa encontrar uma solução para o crescimento rápido, entra na fase do “estirão” da adolescência. O desafio é empreender e administrar algo que cresce em alta velocidade. É o momento do empreendedor provar-se gestor ou buscar ajuda de alguém que o(a) ajude na gestão do negócio. Foi o que fez Pedro, da ClearSale. Para Adizes, há duas principais ciladas na fase de adolescência: o empreendedor, apesar do sucesso, não se sente realizado com o negócio. Ou, o negócio em si ficou desatualizado e a empresa não encontra saídas para continuar crescendo.

Mas se estas duas ciladas não ocorrerem, a empresa atinge sua fase de plenitude quando consegue conciliar as funções de produzir, administrar e empreender, como escrevemos anteriormente. É o momento em que vira uma média-grande empresa e surge a necessidade de integrar (I) a gestão para atingir a fase de estabilidade.

É o momento em que o empreendedor precisa olhar o seu negócio como acionista-investidor e não como “dono”. A empresa precisa se preocupar com sistemas de gestão, eficiência operacional, concorrência global e investir consistentemente em inovação para não cair em declínio mergulhada em burocracias que a levarão ao desaparecimento.

Defina o que você vai fazer e o que não vai. Não tente abraçar o mundo

20 de dezembro de 2012

Adriane fala sobre planejamento nos negócios


Depois do primeiro cliente, comecei a definir melhor o tipo de serviço que queria oferecer. Por isso, tenha muito claro o que você vai e o que você não vai fazer. Não tente abraçar o mundo. É hora de ter foco.

Escolhi trabalhar somente com cães, apesar de ser veterinária, pois tenho mais experiência e vivência com eles. Tenho cães há bastante tempo, mas nunca criei gatos, por exemplo.

O curioso é que eventualmente recebo pedidos de cotação para atender gatos. Tenho que declinar.
Escolher parceiros bem conceituados no mercado também confere credibilidade ao seu negócio. Optei por aqueles que eu já conhecia o produto ou serviço. É quase aquela máxima, sabe: ‘Uso e recomendo’. Não tem como recomendar algo que você nunca usou. Eu não faço, simples assim.

Estruturar o modelo de serviço que será oferecido foi o próximo passo. Comecei a pensar em quanto tempo duraria minha visita, por exemplo, e o que era possível fazer em uma hora. Incluí ainda uma visita cortesia para conhecer o cachorrinho que será atendido, ambientar-me na casa do cliente, saber onde fica a coleira, a guia, os potinhos com água e comida, etc.

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Essa etapa é essencial para o sucesso do meu trabalho. Não posso chegar na casa do cliente somente no dia do atendimento – muitas vezes não tem ninguém na residência e, por isso, eu teria que descobrir tudo sozinha, a começar pela apresentação ao cão, e isso seria péssimo.

Tão importante quanto o serviço que está sendo oferecido é o modo como ele será executado. Horário é fundamental. Chegue sempre no horário. É claro que com o trânsito em São Paulo nem sempre conseguimos cumprir o definido com o consumidor. E nesse momento devemos avisar imediatamente o nosso cliente. Não dê desculpas, pois ninguém gosta, nem mesmo você. Seja sincero e fale a verdade. É a melhor escolha. Seja objetivo.

Aparência também é outro ponto que devemos levar em consideração. Com o tempo, fui aprendendo que devo ter várias peças do meu uniforme no carro. Como eu sempre digo, trabalhar com animais é sempre inusitado. Andar no parque cedinho, após uma noite de chuva, e uma simples pisada do cão no seu pé….e lá se foi a sua roupa.
Eu também trabalho como se o dono do cão estivesse sempre me observando. Não importa que ele não esteja em casa.

Dessa forma, nunca fico em dúvida sobre o que fazer. Sempre tem alguém, imagino. Você pode até não prestar atenção, mas tem. Temos que prezar pela qualidade do nosso trabalho e fazer o melhor possível. Nosso cliente de quatro patas merece toda dedicação.

A partir daí é trabalhar forte para aumentar sua carteira de clientes. Ainda estou nesta etapa. Formar uma boa carteira de clientes e, para isso, trabalho aos finais de semana, feriados, bem cedo ou bem tarde. Disponibilidade. Essa palavra é chave nesse momento. O cliente sabe que pode contar comigo.

Também estou aumentando minha equipe. Devagar, pois quero manter a mesma qualidade que tenho oferecido. Gestão de pessoas é algo que conheço um pouco, pois já atuei muito tempo nessa área antes de me formar veterinária. Treinar seu colaborador é essencial e vai garantir o sucesso do trabalho bem feito.

Quanto ao resto, às próximas etapas, duvidas e futuro sempre faço uso de uma frase usada por um ex-chefe, muito querido, chamado João Caldeira: problemas posteriores serão resolvidos posteriormente!

Foque no seu momento e direcione sua energia.

‘Meu plano de negócios começou ainda no colo da minha mãe’

19 de dezembro de 2012

Fazer o que se gosta é fundamental

Será que é a gente quem começa um negócio ou é o negócio que começa na gente? Nunca planejei abrir um ateliê especializado em brigadeiro, tudo aconteceu naturalmente, como deve ser aquilo que é verdadeiro. Hoje, recontando a história, entendo que meu ‘plano de negócios’ começou ainda no colo da minha mãe, quando provei brigadeiro pela primeira vez.

Senti uma alegria sem tamanho, que expressei num sorriso sem dentes. Aos quatro anos, quando passei a alcançar a mesa de doces com as minhas próprias pernas gorduchas, só tinha braços para o brigadeiro, nenhum outro doce. Aos 6 anos de idade fiz o primeiro brigadeiro da minha vida, com a ajuda experiente da minha avó Ignês, que era doceira. Mais do que a receita, aprendi com ela o que viria a ser mais tarde o princípio do brigadeiro gourmet: o respeito pelo doce.

Naquela perfumada cozinha de interior, o brigadeiro era feito com leite condensado artesanal, manteiga caseira e raspas de puro chocolate no lugar do granulado artificial. O doce saía da panela pouco antes do parabéns e não um dia antes da festa (fazendo escala de 24 horas em cima da geladeira), como sempre acontecia na minha casa. E na hora de enrolar, vovó selecionava os netos mais coordenados, de maternal feito.

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Se a bolinha não ficasse redondinha e do mesmo tamanho das outras, tinha que refazer até acertar. Brigadeiro “careca” também não passava de jeito nenhum, o bom aqui, é que comíamos estes escondido. As raspas de chocolate, muito bem tiradas, tinham que cobrir toda a circunferência do doce. Depois de tanto trabalho, era de se esperar que os brigadeiros não circulassem em modestas bandejas de papelão. Minha avó fazia questão de dar a eles a dignidade de serem servidos em elegantes pratos de porcelana, como os doces de gente grande.

Meu passatempo preferido (depois do Atari) passou a ser fazer brigadeiro. O hábito, incomum para uma criança com pouco mais de meia década de vida, logo rendeu um apelido, “Maria Brigadeiro” (que hoje certamente seria interpretado como bullyng). O codinome me serviu de inspiração para seguir adiante nos meus experimentos.

Comecei, aos 10, um caderno de receitas só de brigadeiro: sem chocolate em pó, recheado de uva, coberto com caramelo…Foi ali que tive o insight de criar novas versões do doce, adicionando outros ingredientes na massa. Aos 15 anos, meu caderno já contava com mais de 30 receitas inéditas de brigadeiro e anotações suficientes para um livro – que publiquei em 2008.

O tempo passou e, aos 19, chegou a hora de prestar vestibular. Não havia, na época, faculdade de gastronomia (muito menos de brigadeiro) e optei por jornalismo porque minhas redações da quarta série sempre ganhavam estrelinhas. Até os 28, o brigadeiro continuou sendo meu doce favorito e sempre dava um jeito de infiltrá-lo numa matéria aqui e ali. Hoje, pesquisando no Google, vejo que fui uma das jornalistas que mais escreveu sobre o doce – sem ter qualquer relação comercial com ele.

Chegaram, finalmente, os cursos superiores de gastronomia e aos 29 fui fazer um deles, meio que por acaso, para escrever melhor sobre o tema, que era uma das editorias da revista pelas quais eu era responsável. Cheguei nas aulas de confeitaria ávida por novas técnicas de preparo de brigadeiro e quando vi que não havia no programa qualquer referência ao doce (que é, afinal, o mais popular do Brasil), questionei a professora.
O que ouvi foi que “não havia nada para aprender sobre brigadeiro”. No entanto, passamos semanas penando para acertar o ponto (e a pronúncia) de um tal de macaron, que ninguém fazia ideia do que era e de onde vinha. Tive certeza de que o brigadeiro era um doce subvalorizado e que ninguém, até aquele momento, enxergava nele um potencial gourmet.

Arregacei as mangas e botei a panela no fogo, convencida a provar o contrario. Adaptei as técnicas clássicas às minhas velhas receitas (usei aquela aula de macaron, por exemplo, para criar um brigadeiro de amêndoa), juntei na massa tudo o que aprendi com a minha avó e o resultado foi um brigadeiro realmente diferenciado, que chamei de “brigadeiro gourmet”.

Até aqui, não tinha associado brigadeiro a negócio. A virada aconteceu espontaneamente, numa festa de amigos. Levei brigadeiros de vários sabores (as pessoas só conheciam o tradicional) e arrumei eles nos pratos de porcelana da minha avó. Fiquei sentada num canto, só observando a reação das pessoas. Não tinha quem não parasse na mesa de doces.

Quando as pessoas souberam que eu era a autora dos brigadeiros diferentes, perguntavam insistentemente se eu fazia para vender. Respondi repetidas vezes que “não”, que era jornalista. Três taças de vinho depois e uma década de certeza de que estava na profissão errada, disse que “sim”, que fazia para vender e que tinha um ateliê de brigadeiro gourmet”. Não tinha.

No dia seguinte, lá estava eu na redação, fechando o manual de “como conquistar o homem ideal em 30 passos” quando o telefone solidariamente tocou. Era uma convidada da festa da noite anterior fazendo a primeira encomenda oficial: mil brigadeiros. Minha primeira reação (depois de recuperar o fôlego) foi pensar em desfazer o mal entendido, dizer que eu era jornalista e que não havia um ateliê de brigadeiro gourmet com endereço fora da minha imaginação.
Não tive coragem. Aceitei o desafio.

Passei a noite na “rave” dos brigadeiros e no dia do evento sofri um segundo bullyng: uma amiga distribuiu um monte de cartões com o meu apelido, “Maria Brigadeiro”, e o número do meu celular. A brincadeira ficou séria. No dia seguinte meu telefone não parou de tocar. Tarde demais para voltar atrás. Depois de três meses insone (fazendo brigadeiro à noite e trabalhando na redação de dia) tive que escolher um dos dois. Fiquei com os brigadeiros, pois, aos 30 anos, finalmente entendi que a minha contribuição ao doce seria bem mais genuína do que sair prometendo homem ideal por aí.

 

Ferramentas para fechar parcerias: cara de pau e um telefone

18 de dezembro de 2012

O que fazer sem dinheiro?


Uma das coisas que mais nos ajudou a crescer foram as parcerias que fizemos. Quando começamos o Fashion.me (o nome nesta época era byMK, mas isso é outra história…), não tínhamos dinheiro para atrais novos usuários e então tivemos que apelar para a criatividade.

Ao folhear uma revista de moda, percebemos que o conteúdo era bem parecido com o nosso site. Aí usamos as nossas duas principais ferramentas de trabalho: a cara de pau e o telefone. Procuramos na revista pelo nome da editora-chefe e na internet pelo PABX da editora. Ligamos e depois falamos com umas três ou quatro pessoas, conseguimos contato com a responsável pela publicação.

As nossas parcerias sempre foram construídas da seguinte forma: trocar uma coisa que nós tínhamos e sabíamos que as pessoas queriam com mais usuários para a nossa rede.

Nesta primeira, propomos fazer o site deles mais social, usando as nossas ferramentas em troca de que qualquer usuário que usasse isso no site deles seria também nosso usuário.

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Deu super certo, e então fizemos isso de novo e de novo. Já formalizamos parcerias desse tipo com revistas, programas de televisão e até com celebridades. Foi desta maneira que o Fashion.me se tornou um dos maiores sites de moda do Brasil.

O nosso approach para parcerias sempre foi o de tentar achar onde o nosso negócio e o negócio do nosso parceiro são complementares. A vantagem de se ter uma empresa pequena é que é muito fácil para a gente inovar. As grandes empresas que não conseguem inovar tão rápido acabam topando a parceria como forma de parecer inovadoras para o seu público. Assim, todo mundo ganha: O empresa parceira parece mais inovadora e nós temos mais usuários.