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Blog do Empreendedor
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‘Cocriação’: estratégia para inovação aberta

1 de setembro de 2014

Marcelo Pimenta é professor de inovação da ESPM e criador do Laboratorium

A ‘cocriação’ foi um conceito trazido para o mundo dos negócios pelo professor indiano C. K. Prahalad no ano 2000. Naquele ano, o autor do “O Futuro da Competição” já identificava uma transformação no perfil dos consumidores, cada vez mais engajados e exigentes, demandando um diálogo maior com as organizações. Esta modificação de comportamento afetou também o mercado, pois os clientes passaram a ter um papel mais ativo na criação de valor.

As organizações, percebendo este movimento, começaram a entender e estimular a ‘cocriação’ com ações que buscam incorporar o consumidor no processo de desenvolvimento de novos produtos e serviços.  É um tipo de inovação aberta, onde a empresa cria mecanismos para que indivíduos de fora da empresa possam contribuir.

As iniciativas de ‘cocriação’ podem ser classificadas a partir de duas principais dimensões:  acesso (quem pode participar) e propriedade (de quem é o resultado final da cocriação).  Esses critérios dão origem a uma matriz que classifica as iniciativas de cocriação em quatro tipos:

• Clube de experts: Quando uma empresa cria um desafio específico, que exige experiência, conhecimento técnico e ideias inovadoras. Para conseguir este público é necessário atender os critérios de quem criou o desafio (e que vai ficar com o resultado da ideia).  Exemplo – A Electrolux promove, todos os anos, um concurso chamado Electrolux Design Lab, aberto apenas para estudantes de design, que podem enviar projetos de acordo com o briefing fornecido pela companhia. Os melhores projetos recebem prêmios que vão desde valores em dinheiro até um estágio remunerado na empresa, que pode incorporar as novidades apresentadas por esses estudantes em sua linha de produtos.

• Crowdsourcing:  É quando uma empresa abre a possibilidade de qualquer pessoa contribuir para o desenvolvimento de um produto. Não existe nenhum critério prévio para participar. Um dos exemplos mais conhecidos no Brasil é o da Camiseteria, empresa de camisetas que vende pela internet e que tem suas estampas criadas pelos próprios consumidores, que podem enviar seus desenhos, que serão apresentados para os outros consumidores via site.  É o público que escolhe os melhores desenhos, que entrarão no catálogo para a venda. Os criadores das estampas escolhidas são pagos pela cessão dos direitos autorais da imagem.

• Partes coligadas: em situações complexas, pessoas com diferentes especialidades juntam-se em um time, para compartilhar ideias, experiências e investimentos. Inovações técnicas normalmente demandam colaboração mútua para serem obtidas.   Um exemplo é o projeto Natura Campus, uma plataforma de colaboração e construção de relacionamento com instituições de ciência e tecnologia, empresas e empreendedores, permitindo que todos colaborem para a geração de inovação e valor compartilhado. O objetivo deste projeto é coligar estas partes, em rede, para o desenvolvimento de novas ideias, conhecimentos, produtos e serviços, fortalecendo e ampliando o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação compartilhados entre a Natura e os especialistas que participam do programa.

• Comunidade:  É também um tipo de crowdsourcing, mas acontece quando grupo de pessoas com a mesma filosofia e com os mesmos interesses se unem para um bem maior.  Um exemplo é o aplicativo Waze, onde os usuários compartilham informações do trânsito, facilitando a identificação dos melhores caminhos – evitando as vias congestionadas.

Não existe certo ou errado. Cada tipo tem suas características e pode/deve ser utilizado em diferentes situações.  O consenso é que a ‘cocriação’ vem se consolidando como uma das principais formas de inovação aberta – uma estratégia criativa que pode ser utilizada por empresas de todos os portes e de todos os segmentos.  E você, já pensou em utilizar a cocriação na sua estratégia  de negócios? Eu sugiro que, caso não tenha ainda pensando no assunto, passe a considerar essa possibilidade. Se você já usa a ‘cocriação’ como estratégia, está convidado a comentar como foi essa experiência e se os resultados alcançaram os objetivos desejados.

Um império da diversão familiar começou em um pântano com crocodilos

29 de agosto de 2014

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

Hoje eu embarco para uma das melhores escolas de empreendedorismo do mundo e levo junto minha família, em especial minhas duas filhas pequenas.

A escola começou a ser construída na década de 1960 e Kelvin Bailey duvidava que alguma coisa poderia ser levantada naquela área. “Eu não queria aquele terreno nem de graça” – recordando-se da primeira vez que visitou o espaço de 121 quilômetros quadrados. “Aquilo era só água, pântano, mato e crocodilos e ficava no meio do nada” – dando mais detalhes. Mas enquanto Bailey reclamava, os olhos do seu chefe brilhavam como nunca antes na vida.

Quando digo isso, lembro do brilho dos olhos de um antigo chefe que eu tive e que ia, religiosamente, todos os anos para este local. Na época, eu não entendia como alguém tão culto poderia gostar de um lugar assim. Mas como lembramos mais das besteiras que fazemos, dizemos e pensamos, cá estou hoje fazendo ‘mea culpa’.

Na entrada desta escola há uma rua principal que leva até a estátua do seu fundador de mãos dadas com sua criação. Isto para lembrar incrédulos como eu e Kelvin Bailey de que “tudo aquilo tinha sido criado por um homem e um rato”.

Mas poucos reconhecem a mensagem implícita daquela mensagem já que o que está escrito mesmo é “Parceiros – Nós acreditamos em nossa ideia: Um parque familiar em que pais e filhos se divertem – juntos”. O juntos está propositalmente separado para reforçar o momento mágico de pais e filhos se divertirem de forma unida.

Você pode ter todas as opiniões sobre Walt Disney e a máquina de vendas que se transformou o negócio que fundou, menos a de que ele não tenha sido um bom pai de família. Mesmo sendo um workaholic, fazia questão de sempre estar presente em casa. Como tiveram muita dificuldade em ter filhos, ele e sua esposa, Lillian, a chegada da primeira filha, Diane, foi muito festejada. A festa familiar só aumentou com a chegada de Sharon, sua filha adotiva. O cuidado era tanto que ela só descobriu que seu pai era “o” Walt Disney quanto tinha seis anos. Neste momento, Disney contou emocionado, ela pediu um autógrafo ao pai. “Um homem jamais deve negligenciar sua família em favor do seu negócio.” – costumava dizer.

E foi em um dos passeios a um parque que Disney teve a ideia da Disneyland. Até então só as crianças se divertiam nos parques, que eram sujos, velhos e, por vezes, mal cuidados e por isto, perigosos. Disney começou a sonhar com algo grandioso em que famílias pudessem se divertir. E começou a planejar o seu parque com o mesmo nível de detalhe e exigência que analisou os dois milhões de desenhos que faziam parte do seu filme Branca de Neve e os Sete Anões que ganhou um Oscar e sete oscar-anões em 1939.

Mesmo sendo o que era, Kelvin Bailey não acreditava que Disney conseguiria na Florida repetir o sucesso que vinha tendo na Califórnia, por isso a ideia da Disney World, algo ainda maior e mais monumental no meio do não passava de um delírio do seu chefe sonhador.

A trajetória de Disney e a proporção que atingiu a Disney World no mundo já tornaria o parque um local em que muito de empreendedorismo pode ser aprendido. Mas as melhores lições estão naquilo que os milhões de visitantes não veem, mas sentem e se concentram em três grandes pilares que todo empreendedor pode aplicar em seus negócios.

Primeiro: Os clientes são chamados de convidados e assim que devem ser tratados. Quando você convida alguém para a sua casa, irá trata-lo da melhor forma possível.

Segundo: Todos os funcionários são contratados como atores. Os membros do elenco, como são chamados, executam um papel em um palco, como qualquer ator. O pipoqueiro não é pipoqueiro. É um ator que faz da pipoca um pequeno show para a plateia em volta.

Terceiro: O show que os atores dão diariamente para milhares de convidados segue um rígido conjunto de processos que passou a ser conhecido como guestology, ou algo como convidadologia. É a guestology que mantém mágica a experiência Disney World desde a sua fundação em 1971.

“Faça o que você faz tão bem que eles irão querer ver isto novamente e trarão seus amigos” – sempre foi uma das principais mensagens que Disney passava a sua equipe.

Já levei vários amigos e agora levo as minhas filhas para brincarmos – juntos!

Mas elas também terão a mesma experiência de Bailey pois conhecerão a água, o pântano, o mato e os crocodilos da região. Pois quem só conhece o parque não sabe que aquilo também é uma escola de empreendedorismo.

Como inovar no restaurante japonês? Vale apelar para o panda-sushi?

28 de agosto de 2014

Não há um número seguro do número de restaurantes especializados na culinária japonesa no Brasil. Na cidade de São Paulo, pelo menos, sabe-se que eles são cerca de 600. E eles são responsáveis pela produção de aproximadamente 400 mil sushis por dia. Isso segundo a Abrasel, entidade que representa os bares e restaurantes.

Se existe tanta concorrência assim, ser diferente é palavra de ordem. O empreendedor precisa se diferenciar para conquistar espaço no mercado. Mas como fazer isso atualmente? O site Mashable fez um interessante levantamento sobre sushis para lá de diferentes.

Confira duas ideias

Essas novidades nos fazem pensar? Será que elas funcionariam? Será que seriam aceitas pelo consumidor que costuma frequentar esse tipo de restaurante? Sabe-se, segundo especialistas, que por mair que existam os rodízios de comida japonesa, o público gosta do que eles oferecem. E oferecem faz tempo! Será que há espaço para inovação?

Comente!!!!

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

A Hello Kitty não ser uma gata não atrapalha a marca de R$ 11 bilhões

28 de agosto de 2014

Nota atualizada às 15h19 do dia 28/9

A notícia caiu como uma bomba para os milhares de fãs da marca: a Hello Kitty não é uma gata. A afirmação, feita pela antropóloga Christiane Yano ao Los Angeles Times, pode ter surpreendido muita gente. Mas para os empreendedores, muitos e muitos deles fãs da marca, surge apenas uma questão: essa ‘descoberta’ pode afetar os negócios?

A Sanrio, empresa que fatura cerca de US$ 5 bilhões (R$ 11 bilhões, aproximadamente) com a ex-gatinha em todo mundo, não parece estar preocupada e segue firme no propósito de comemorar os quarenta anos da personagem em 2014. Algo normal, principalmente se analisarmos o desempenho da empresa nos últimos anos.

* No Brasil, cerca de 4 mil pontos de vendas comercializam os produtos da empresa.

* Em outubro, mais precisamente no dia 30, a marca vai realizar a primeira convenção de fãs da marca.

* O Museu Nacional Nipo-Americano vai realizar uma exibição da boneca, a primeira do gênero que se tem notícia.

* Atualmente, mais de 50 mi produtos são vendidos pela Sanrio em 70 países diferentes.

A construção de uma marca, como argumentam os especialistas, é um dos principais segredos do sucesso de qualquer companhia. Essa identificação com a marca, aliás, deve ser perseguida principalmente pelos pequenos empreendedores. Ter isso é um patrimônio muito valioso, como a trajetória da empresa japonesa criada na década de 1970 demonstra.

Talvez por conta dessa força, e só por causa dela, a Sanrio não tenha medo de colocar em sua página na internet a informação de que a Hello Kitty é ‘uma pequena garota com coração de ouro’, que ama preparar cookies, tocar piano e sonha em um dia tornar-se pianista ou então poeta.

Em tempo: a Hello Kitty, como diz seu próprio nome (Kitty é um jeito carinhoso ou fofo de se chamar um gato na língua inglesa), ainda é uma gata. Pelo menos foi o que a Sanrio explicou ao site Kotaku: “A Hello Kitty foi feita com os traços de um gato. É muito dizer que ela não é uma gata. Ela é a personificação de uma gata”, declarou a empresa.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

Antônio Ermírio personificou o empreendedor que deveríamos ser

27 de agosto de 2014

Léo Spigariol é sócio da De Cabrón

Em minha infância, Antônio Ermírio de Moraes era o arquétipo do grande empresário – aquele sujeito que tinha uma empresa e ainda não era chamado de empreendedor. Ele, um neto de sapateiro que, ao longo de sua vida, acreditou no Brasil. A empresa era uma extensão de seus valores. Nesse aspecto, ele estava muito adiantado para seu tempo. E uma das coisas admiráveis em seu modo de conduzir a vida e empresa, a meu ver, era sua simplicidade e a capacidade de entender seu papel.

Hoje, o deslumbre pelo dinheiro é algo que contamina nossa sociedade de uma forma avassaladora. Os adeptos do “rolezinho”, assim como os jovens de um modo geral, se espelham no modo de vida de empresário que abre capital na Bolsa, compra carros com cifras de nove dígitos, desfila com suas modelos pelos restaurantes da moda, embora sua empresa sequer conseguira extrair uma gota de petróleo e seu ouro seja apenas ouro de tolo. Era ídolo de barro, que levou muitos a perderem muito do pouco que tinham.

Antônio Ermírio era a antítese desse herói dos novos tempos. Lembro-me de uma de suas frases mais sábias que sintetizava muito bem seu papel na sociedade: “Se eu não acreditasse no Brasil, seria banqueiro.”
Ele possuía a vontade de produzir algo concreto (cimento era uma das vertentes de sua holding). E possuía a herança de uma geração que aprendera a poupar e trabalhar. A rotina que mantinha de maneira espartana se refletia na figura avessa à ostentação. E, assim, construiu a imagem de um homem de sucesso calcado pelo trabalho e pela ausência de pompa.

Hoje vivemos um mundo curioso: produzir é sinal de prejuízo. Tenha uma ideia e consiga alguns chineses para produzir. Essa é a regra que vale para o mundo. Um movimento que se solidificou com as mudanças do capital internacional (bem, todo capital, no final, se torna internacional). Eram os carros japoneses nos anos 80 dinamitando a indústria automobilística norte-americana. Em seguida, a onda de produzir em países com mão-de-obra barata. Os europeus seguiram a tendência. E hoje ser herói é produzir o nada, o invisível, e fazer as pessoas crerem que estão consumindo algo absolutamente imprescindível.

Nesse tsunami (que em outras épocas chamávamos de maremoto), o empresário que produzia se viu afogado. O homem simples assistiu seus valores “arcaicos” desmoronarem. E, nesse novo tempo, ele já não tinha tempo para exibir e ostentar aquilo que, para ele, era somente fruto de seu trabalho.

‘Não é preciso ter dinheiro para fazer dinheiro, é preciso coragem’. Concorda?

26 de agosto de 2014

Grant Cardone é um empreendedor norte-americano, autor de livros de auto-ajuda financeira, palestrante e motivador. Ele é famoso e seus livros vendem muito bem nos Estados Unidos. É por isso que muita gente presta atenção no que Cardone fala e, principalmente, acompanha de perto o blog que ele mantém.

Um dos seus mais recentes posts, escrito no começo de agosto, faz uma diferenciação interessante entre os três tipos de dinheiro que existem no mundo. De acordo com Cardone, há o dinheiro assustado, o dinheiro de crescimento e o dinheiro do craque. A palavra Baller, nos EStados Unidos, é usada para identificar qualquer pessoa que tem um dom natural para praticar esportes e acaba tornando-se profissional.

O especialista afirma que o primeiro tipo, o dinheiro assustado, é aquele que permanece na conta corrente da pessoa, que tem pavor de usá-lo – sob o risco, claro, de perdê-lo. De perder o que se conquistou. O dinheiro em crescimento, por sua vez, é aquela quantia ganha e reinvestida na pessoa ou em seu negócio. Já o dinheiro do craque, resume o autor, é para aqueles que estão dispostos a correr grandes riscos.

Já no final do texto, o autor afirma: ‘Não é preciso ter dinheiro para fazer dinheiro, é preciso coragem’. A frase pode ser aplicada, inclusive, no dia a dia do empreendedor. Mas você concorda?

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

Hora de relaxar: Vá viajar. Mas não esqueça a educação em casa

26 de agosto de 2014

A primeira vez que viajei pra fora do país foi para os EUA com a minha família. Eu tinha 13 anos de idade e lembro do meu pai alertar a todos nós, que não falávamos inglês, para só não esquecermos do ‘excuse me’, I´m sorry’ e ‘please’.

Não havia problema nenhum em sermos turistas e não falarmos o idioma. Isso é normal para quem viaja. O fato é que meu pai não queria que parecêssemos mal educados e essa foi mais uma das recomendações de pai. E assim saímos dentro de lojas e restaurantes distribuindo as palavrinhas mágicas (às vezes todas ao mesmo tempo, na maior confusão).

Gostou? Leia o post completo no Blog Amanda Viaja

Design e Inovação: palavrinhas saturadas, porém indispensáveis

26 de agosto de 2014

Design e Inovação são duas palavrinhas que andam um tanto quanto saturadas, utilizadas a torto e direito e, na maioria das vezes, sem razão de ser. Mas poucas coisas são tão atraentes para um ser humano quanto a beleza e a novidade. Por isso, um empreendimento que pretende conquistar cada vez mais clientes e crescer não pode se dar ao luxo de menosprezar a importância disto na sua estratégia. Design e Inovação formam um dos quatro pilares do Marketing de todos os nossos negócios.

Já falamos aqui no Blog do Empreendedor sobre a importância de ser pioneiro e, caso não seja possível, inovar na criação de um novo nicho de mercado . Quem está atento às tendências de consumo também terá mais oportunidades de antecipar ou mesmo criar novas necessidades para as pessoas – o case do iPad é um clássico: quantos não se perguntaram qual era a utilidade de um tablet, se ele fazia coisas muito parecidas com um notebook?

Desde os tempos de Cervejaria Eisenbahn, passando pelo The Basement, nosso pub inglês, e agora com a Alimentos Pomerode, sempre tivemos uma preocupação quase obsessiva com o design de nossos logotipos e embalagens, com a apresentação de cada produto. Temos convicção de que um layout bem feito, aliado a produtos de excelente qualidade (quarto e último pilar do Marketing nos nossos negócios, que vamos abordar semana que vem), é algo essencial para fazer nossos empreendimentos prosperarem.

Além disso, é preciso inventar coisas novas. Fomos os primeiros a lançar no mercado brasileiro uma cerveja defumada, a Rauchbier, e também fomos os primeiros a lançar uma cerveja produzida pelo método champanoise, a Lust. O The Basement também foi uma grande inovação na nossa região. Agora, na Alimentos Pomerode, também planejamos trazer produtos únicos, novidades exclusivas para os amantes da boa gastronomia.

Dois cases muito interessantes aqui em Santa Catarina são o da Fibratto, uma marca de biscoitos integrais de Blumenau, e da Marithimu’s, que trabalha com frutos do mar defumados em conserva. As duas empresas tinham produtos de excelente qualidade e através de uma parceria com o Sebrae revolucionaram suas embalagens com inovadoras propostas de design. Os resultados foram excelentes e a valorização das marcas, imediata.


É certo que toda semana você ouve as palavras Design e Inovação sendo pronunciadas em vão. Mas elas são, por si só, pilares da economia atual. Para inspirar, encerramos este post com uma frase clássica do designer Milton Glaser (criador da legendária “I <3 NY”): “Eu tenho uma teoria de que design, de uma maneira geral, é a criação de afeto”.

 

PS: Este é o terceiro post de uma série sobre os Quatro Pilares de Marketing que utilizamos em nossos negócios. Já falamos sobre Marketing de Experiência e Relações Públicas.

Na próxima semana, o último post da série vai falar, como já citamos, sobre Produtos Excelentes. Até lá!

Não confuda valor com preço

25 de agosto de 2014

Marcelo Pimenta é professor de inovação da ESPM e criador do Laboratorium

É muito comum, na linguagem popular, se confundir valor e preço. Qual o valor daquela calça? Por favor, me diga o preço daquele vestido? Em muitos casos, essas palavras podem, dependendo do contexto, ser sinônimos, mas para quem quer empreender, é importante que se entenda a diferença entre esses conceitos.

Philip Kotler, principal autor do marketing, criou um diagrama onde relaciona valor, custo e preço. Para Kotler, o valor total entregue para o cliente é o resultado da combinação de benefícios econômicos, funcionais, pessoais e psicológicos que os clientes esperam de determinado produto ou serviço descontado o custo total para o cliente (soma do preço monetário e dos custos de tempo, de energia física e psíquica).

Alex Osterwalder, criador do canvas do modelo de negócio, ensina que valor é resultado da interação entre o cliente com o negócio.  Dessa maneira, ir a um show gratuito pode ser algo que não tenha valor para algumas pessoas. Mesmo a música sendo boa, pode ser que o custo de tempo de deslocamento ou mesmo o custo psíquico de ter que enfrentar uma multidão num show aberto faça o interessado desistir da empreitada.

Ou seja, o custo pode ser maior que o benefício, fazendo com que o cliente não perceba valor – e desista do passeio. Outra forma de ver a questão é analisar porque as lojas de conveniência estão cada vez mais na moda. Com fácil acesso e mesmo tendo preços um pouco acima dos mercados, a conveniência agrega facilidade, comodidade e segurança para obtenção de produtos – o que faz com que o benefício compense pagar um pouco mais.

Ou seja, dependendo da urgência e necessidade, pagar um pouco mais vale a pena.A situação pode ser colocada da seguinte forma:  normalmente quando o cliente reclama do preço (acha caro) é porque não vê valor no produto. O preço cobrado não entrega o benefício esperado – e o cliente acha caro.  Portanto, para o empreendedor, confundir valor com preço pode ser o caminho do suicídio. O caminho para a lucratividade passa por buscar oferecer valor e controlar os custos, e dessa forma poder competir e vender a um preço que sustente o lucro –  fundamental para a sobrevivência e a perenidade de qualquer negócio.

Filho de Bob Marley aposta no café e tem receita milionária

22 de agosto de 2014

Um dos filhos de Bob Marley, Rohan, começa a ganhar destaque no mundo. E ao contrário do que você pode imaginar, não é com música, o que era até esperado devido ao enorme talento do pai. Rohan é a cabeça pensante por trás de uma companhia de cafés. Isso mesmo: café. A Marley Coffee é hoje uma companhia que atingiu uma receita de US$ 6 milhões no ano passado e espera chegar a US$ 10 milhões neste ano.

O site da revista Fast Company fez um perfil interessante do empreendedor que vale a leitura. A empresa criada pelo empreendedor é responsável por comercializar cafés de diversas partes do mundo para lojas e, inclusive, pela internet – há cafés plantados, por exemplo, na Etiópia. A base da companhia, atualmente, está nos Estados Unidos, mas há também parcerias comerciais no Reino Unido, Chile e até na Áustria.

Rohan e a sua empresa consideram o café que comercializam gourmet. E realmente esse parece ser um mercado interessante para quem pensa em empreender, no Brasil e no mundo. Recentemente, por exemplo, o Estadão PME publicou a história de um empresário que produz e vende um café especial para ciclistas. Não é o único. Há uma série de empreendedores enveredando por esse caminho. E vale a pena você prestar atenção na história de Rohan e de outros empresários.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e adora um cafezinho. Inclusive da Etiópia