Blog


Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
Twitter Facebook Orkut
Aumentar texto Diminuir texto

Porque a vida não é só trabalhar, trabalhar, trabalhar….

28 de julho de 2014

Confira neste post do Blog Amanda Viaja algo que deve fazer parte da rotina de todo empreendedor. Viajar é preciso, para deixar a cabeça leve. Para deixar as ideias aparecerem…e porque ninguém consegue apenas trabalhar.

Confira: http://blogs.estadao.com.br/amanda-viaja/viajar-deixa-as-pessoas-mais-felizes-do-que-bens-materiais/

Instagrafite: criação de perfil dá origem a negócio de alcance mundial

28 de julho de 2014

Marcelo Pimenta é professor da ESPM e criador do Laboratorium

Art by Highraff

Essa semana o Instagrafite, perfil do Instagram criado pelo gaúcho radicado em São Paulo Marcelo Pimentel, alcançou a respeitável marca de 1 milhão de seguidores. Essa história, na minha opinião, merece registro, exposição e compartilhamento pois pode ensinar muito a quem quer empreender no mundo digital. É um caso de negócio iniciado com zero de investimento financeiro – mas com muita visão de negócio e criatividade e que tem alcance global.

O perfil foi criado de forma despretensiosa em 11 de outubro de 2011 “com a vontade de preencher um espaço no dia do Marcelo” conta a catarinense Marina Bortoluzzi, sócia e companheira no negócio e na vida. Mandei um e-mail a eles fazendo algumas perguntas pois eu conhecia um pouco o negócio, iniciado com a criação de um simples perfil na rede de fotos. Também estivemos juntos em Austin, Texas, no festival South by Southwest  (SXSW) em março último e tivemos a oportunidade de trocar algumas ideias, porém ainda precisava de mais informações para escrever esse post.
“Sempre curtimos arte de rua e tirar fotos, dávamos rolês por São Paulo capturando clicks de artes pelas ruas”. Marina acha que o projeto, por ter sido iniciado sem intenção “se torna mais genuíno, mais verdadeiro com a nossa essência e acima de tudo, feito com amor”.

Além do bom gosto dos criadores, eles tiveram uma sacada: por meio do uso da hashtag #instagrafite passaram a colher colaborações de admiradores de arte de rua por todo o mundo, incentivando o crowdsourcing de registrar o melhor da arte de rua no mundo.  “No começo, a colaboração tinha dia específico, depois resolvemos abrir para todos os dias, sempre creditando artistas e fotógrafos colaboradores, o que faz da gente uma galeria virtual. Recebemos as fotos por e-mail, inbox (no Facebook, Instagram e Google+) e por whatsapp. E o mais legal é que além de graffiti lovers pelo mundo que nos enviam fotos, hoje recebemos imagens de todos os artistas, que terminam seu trabalho e nos enviam logo em seguida para postarmos.”

Art by Snek

OK, mas fazer “sucesso” na rede é uma coisa. Transformar isso em negócio é outra. Muitos são os casos de pessoas que se tornam famosas no mundo virtual mas não conseguem ganhar um tostão com isso. Como isso virou um negócio?
“Viramos um negócio no segundo ano do Instagrafite, quando eu, Marina, realmente entrei de cabeça na história. Desde o começo estava junto, mas no segundo ano que abrimos nosso CNPJ, nos constituímos como uma empresa e sociedade”.

E como isso vira dinheiro?  Quais os modelos de negócios que sustentam a empresa?

Marina explica que hoje eles priorizam quatro frentes:

- O Instagrafite hoje é um canal de mídia. “Chegamos a mais de 1 milhão de seguidores, amplificamos a divulgação de um festival ou evento e alcançamos uma audiência de massa, ainda que de um segmento ‘nichado’, para marcas que se relacionam com o nosso público e lifestyle. Somos convidados a frequentarmos e cobrirmos os festivais de arte de rua do mundo (calendário que existe no mundo todo e que grandes artistas frequentam). O último que cobrimos foi o Mural Festival, em Montreal, no Canadá”.

- Curadoria criativa. A equipe pode sugerir, a pedido de diferentes marcas, os melhores artistas para um trabalho, fazendo curadoria, coordenação e acompanhamento do começo ao fim do projeto. “Neste modelo já trabalhamos para a Levi’s e mais recentemente com a Red Bull”.

- Produção de conteúdo. O Instagrafite também produz conteúdo voltado ao universo da arte de rua. “Ano passado, viajamos pela Europa, sob o olhar da arte de rua, para a marca de viagens Busabout”.

- Produtos próprios. Eles hoje de dedicam a criação de produtos próprios e buscam inovar dentro deste cenário com itens que possam somar na vida das pessoas, das cidades e dos artistas. “Esses produtos vão do simples ao complexo. Criamos o RUA, curso de arte de rua com a Perestroika; temos camisetas, acessórios e gravuras pela Station16 de Montreal e adesivos e smartphone cases pela StickerApp, da Suécia; E nosso aplicativo de street art chega em setembro na Apple Store.

Art by Paulo Ito

Para o futuro, a dupla pretende ter, já em 2015, oito projetos próprios: continuar o curso com a Perestroika, impulsionar o aplicativo Markr com sócios de Los Angeles e ter mais seis novos projetos que não querem revelar ainda –  além de manter aquilo que vem sustentando a empresa.

Para finalizar, aproveitei para perguntar a eles quais as dicas eles desejariam compartilhar com o empreendedores que lêem esse blog. As respostas foram:

Busque oportunidades e possibilidades através de um nicho que precise de revitalização ou de inovação dentro e fora da web.

Seja rápido e trabalhe em versão beta.

Escute sua audiência e promova interação.

Go with the flow!

As imagens que ilustram esse post foram gentilmente enviadas por eles e registram homenagens recebidas por artistas e admiradores da marca around the world pelo primeiro milhão de seguidores.PS – E você, que leu esse post até aqui, o que achou dessa história? Conhece outras histórias e personagens que empreendem nas redes e que merecem ter suas histórias compartilhadas? Aguardo seus comentários ou email menta@laboratorium.com.br. E até a semana que vem.

 

Música indie embala aulas de ginástica em Manchester

25 de julho de 2014

O candidato ouve a todo o momento que é preciso ser diferente. Diferenciar seu negócio dos demais, principalmente se você atua com um tipo de negócio possível a todos – um restaurante, uma lanchonete, um bar, uma livraria…a lista é imensa. E inclui também as academias.

Recentemente, no Brasil, as academias buscavam se diferenciar pelo preço – surgiram negócios que apostavam em mensalidades menores do que o habitual para atrair o potencial cliente. Mais ou menos na mesma época, surgiu a diferenciação por segmento – academia só para mulheres, só para adolescentes…a lista também começou a ficar grande.

Agora, essa diferenciação atingiu um novo patamar. De acordo com o site Springwise, uma interessante plataforma de busca de novos negócios ao redor do mundo que vale ser consultada por todo mundo que é empreendedor, um negócio de Manchester, na Inglaterra, promete aulas regadas ao melhor da música Indie.

Isso mesmo. Aquela música meio estranha, meio moderna, meio retrô, meio difícil de definir até, ganhou uma nova função: embalar os exercícios daqueles que precisam de um estimulo para se exercitar. Na seleção das música, segundo o Springwise, podem estar bandas que nasceram – e por isso mesmo – são muito famosas em Manchester: New Order, Oasis e até mesmo Smiths.

Se você se interessou pelo modelo de negócios, consulte o site da empresa.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e só faz exercícios escutando música. O que? Você quer saber minha playlist para exercícios? Ramones, Bruce Springsteen, Pearl Jam……

O negócio americano que tem Google e GM como investidores e que jamais daria certo no Brasil

25 de julho de 2014

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

Você deixa seu carro no estacionamento do aeroporto e pega o seu voo dando início a sua viagem de dois dias. Aí vem um sujeito esperto, pega o seu carro e o usa durante o tempo em que você está fora. Quando você volta, seu carro está lá, do mesmo jeito que deixou no estacionamento, que, por sinal, cobrará um valor bem menor já que o seu carro não ficou mesmo estacionado por dois dias.

No dia seguinte, você vai trabalhar com seu mesmo carro. Deixa no seu estacionamento de costume e… vem outro espertinho, pega o seu carro, o usa durante o dia inteiro e também o deixa do mesmo jeito e no mesmo local antes que você saia do seu trabalho. Você pega o carro e vai para casa, mas antes recebe o aviso do depósito de algo como R$ 70 na sua conta paga pelo outro espertinho que usou seu carro neste dia.

É isso o que ocorre normalmente com os clientes da RelayRides.com aqui nos Estados Unidos, onde me encontro hoje. Boston é linda em julho, mas o inverno de 2010 estava destruindo o bom humor de Shelby Clark, na época, aluno do MBA de Harvard. Enquanto ia de bicicleta pegar um carro que tinha alugado, ficava se perguntando por quê passava por tantos carros que não estavam sendo utilizados. E ficou com isso na cabeça. Suas pesquisas iniciais indicaram que um carro ficava estacionado, em média, 23 horas por dia e que havia 1,2 carro para cada motorista nos Estados Unidos. Havia muita ociosidade dos automóveis.

Não havia um jeito de ter acesso a esses carros particulares e fazer com que seus donos ainda recebessem por isso? Será que as pessoas querem ter carros ou meios de locomoção eficientes, principalmente em Boston que tem um trânsito intenso nos horários de picos de manhã e no final da tarde?

São essas duas perguntas que orientaram a criação da RelayRides.com, um serviço online onde proprietários de veículos colocam seus carros para locações curtas e pessoas que precisam se locomover sem depender do transporte público podem ter acesso a automóveis pagando até um terço de uma tarifa de locação normal. A empresa começou em Boston, depois São Francisco e agora atua em todo o país.

Desde 2010, já recebeu cerca de US$ 44 milhões de investidores como Google e General Motors, que chancelam o potencial do negócio. Esses investidores apostam na tendência mostrada por Jeremy Rifkin, autor do livro “A Era do Acesso” (Makron Books) a mais de dez anos atrás, quando previu que o mais importante no futuro não seria a posse mas o acesso a um bem ou serviço.

Mas mesmo assim, todos os brasileiros a quem mencionei o caso da RelayRides foram unânimes no inicio dos seus comentários: “Isso não daria certo no Brasil…”

Mas por quê não daria certo? Porque ninguém teria coragem de deixar que um desconhecido use algo seu, principalmente, um bem tão caro Porque teriam medo do carro não voltar e se voltar, vier sem algo, como o popular estepe. Porque se ocorrer algum sinistro o seguro não vai cobrir e adicionalmente irá aumentar o valor da apólice na próxima renovação. Porque o carro pode voltar com algum riscadinho, sujo ou até com cheiro de sei lá o que… Porque o carro pode não ser devolvido no horário e local combinado. Foram algumas das argumentações dadas para explicar porque a RelayRides não teria sucesso…. nos Estados Unidos.

Enquanto pensarmos pequeno, continuaremos a ser do tamanho que achamos que somos.

Seja original sempre! As lições (ainda que tardias) da Alemanha para os empreendedores

24 de julho de 2014

O Estadão PME realizou na quinta-feira, dia 24 de julho, mais uma edição de seus cursos para empreendedores. Durante a aula, falou-se muito sobre planejamento. E a importância de preparar sua empresa. No final, quando o evento já havia acabado, um dos participantes me abordou e fez uma provocação. Do bem, diga-se. ‘Fiquei pensando. E a seleção da Alemanha, o que ela pode ensinar aos empreendedores?’

Na mosca.

Sei que a Copa do Mundo já acabou faz algum tempo – uma eternidade, na verdade, para os fãs do esporte mais popular da terra. Mas topei o desafio de tentar escrever sobre o assunto.

Planejamento eficiente
Falando nele, ele aparece. Uma das explicações para o sucesso da seleção alemã no Mundial foi o planejamento. A federação germânica decidiu ficar concentrada na distante Santa Cruz Cabrália. Para isso, construiu seu próprio hotel, de acordo com suas próprias necessidades. Muitos pontos a favor dos nossos rivais, que no entanto, não decidiram pelo local à toa. Os três primeiros jogos da seleção foram em localidades com clima muito semelhante ao de Santa Cruz – Salvador, Fortaleza e Recife.

Tempo de maturação é fundamental
O técnico da seleção da Alemanha no Mundial, Joachim Low, era auxiliar da equipe na Copa de 2006. Quando o torneio acabou, ele assumiu o comando. Fracassou na disputa quatro anos depois, na África do Sul. Mas foi mantido no cargo. Advinha o que aconteceu. Low tinha o time na mão e fez dele o campeão do mundo.

Descontração x trabalho sério
Quando os primeiros jogadores da Alemanha foram vistos dançando com índios, pulando alegres com moradores locais vestindo da camisa do Esporte Clube Bahia e se divertindo na praia de maneira geral, muitos torcedores pensaram: ‘Ah, os gringos vieram para se divertir’. O engano não poderia ser maior. A estada dos germânicos no País foi repleta de treinos secretos e de muito trabalho. Havia tempo para tudo. Para a diversão, mas também para o trabalho que levou o elenco ao sucesso.

Seja original
Também chamou a atenção, como estratégia, as divulgações pra lá de descontraídas de momentos íntimos dos jogadores em seus redes sociais particulares e nas contas da federação alemã de futebol. Nada mais do que estratégia, bem-feita diga-se de passagem, de cativar os torcedores. O que pouca gente se deu conta é que toda estratégia iria por terra caso não houvesse originalidade, autenticidade por parte do elenco.

Ou você acha que o Podolski estava odiando tudo aquilo.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME, adora futebol e, claro, demorou muito para traduzir a conquista da seleção da Alemanha e post de ajuda aos empreendedores

Uma típica reunião empreendedora na Índia…pavão e rei mediador

24 de julho de 2014

Rafael Mambretti é empreendedor em São Paulo, mas resolveu passar um período sabático na Índia. É de lá que ele escreve toda semana.

Se você não leu o post da semana passada, leia! Ele te ajudará a entender melhor o meu dia na vida de um empreendedor indiano. Recapitulando, acabamos de sair de um prédio que havia sido tomado pela população local por conta da venda de terras que não foram 100% pagas pela empresa que as comprou. Obviamente fiquei surpreso, mas não pela posse a força, mas sim pela razão. A população local não deixou quieto, é simples: não vai pagar? Então vamos tomar o seu prédio até que tudo seja resolvido.

Após a reunião no prédio, seguimos viagem para algumas horas depois (não use o Brasil como referência. na Índia 200 quilômetros podem significar quatro horas de estrada) chegarmos ao nosso (suposto) destino final. Particularmente, esperava chegar as terras onde o primeiro grande empreendimento da Ojaswini estaria, mas ao invés disso chegamos a um hotel; segundo Dave trata-se de uma propriedade do governo indiano.

Passados alguns minutos, uma pessoa que aparenta trabalhar para Dave veio nos encontrar. Comemos algo rapidamente e fomos seguindo o mais novo membro da nossa pequena comitiva. Não muito longe do hotel saímos da estrada e entramos naquilo que parecia ser uma grande propriedade particular.

O local era bem calmo, tranquilo e estava muito calor, mas naquele belo lugar, em meio ao silêncio da natureza e as sombras das árvores, já não fazia mais diferença se estava calor ou não. De repente avistei um pavão! Nunca tinha visto um assim, ‘solto’ na natureza! Vemos no zoológico, mas nunca em sua plena liberdade.

Fiquei encantado! Pedi e pararam para que eu pudesse tirar fotos.Um pouco mais para frente, chegamos em meio a duas grandes casas (descobri depois que as casas tinham mais de 200 anos) e algumas pessoas já estavam por ali. Mal sabia eu que estava para começar a mais longa e estranha (para a minha mente ocidental, claro) reunião da minha vida.

Havia cerca de 6 pessoas sentadas – ao ar livre – em cadeiras de plástico comum. Nos foi oferecido água e logo o bate- papo iniciou-se. Boa parte do tempo Dave, assim como as pessoas presentes, direcionavam seus argumentos para um dos homens sentado. Aparentemente não havia nada que poderia destacá-lo dos demais: não era mais velho, suas roupas não eram diferentes das dos outros, então, passou pela minha cabeça que ele era o chefe (assim como na outra reunião) do pessoal da vila, mas ao mesmo tempo não parecia ser, minha mente limitada não conseguia resolver este pequeno enigma.

Após 20 minutos de conversa, sem mesmo saber Hindi (língua falada nessa região da Índia), era perceptível um impasse. Parecia que a reunião não fluía, durante esses 20 minutos alguns participantes faziam e recebiam ligações. A resposta da minha indagação seria respondida, mais pessoas começaram a chegar em motos (sem capacete, diga-se de passagem) e o que eram 6 pessoas que não chegavam a um consenso agora passariam a ser 10.

Mesmo com o reforço, a dinâmica continuava a mesma, todos miravam a mesma pessoa para trazer seus argumentos, mas esse enigma ainda seria respondido.  Deus intervém, o que todo mundo estava desejando e pedindo acontece: chuva! E das boas! A reunião é interrompida, vamos para uma parte coberta, um lustre bem antigo me chama a atenção, vale uma foto.

Foi o estilo do lustre que me levou a questionar quantos anos as casas tinham. A resposta? Mais de 200 anos e faziam parte de um antigo reino que existiu na região. Não bastasse a surpresa da idade das casas, Dave continua e me informa que o homem a que todos se dirigem na conversa nada mais nada menos é do que uma pessoa da linhagem do antigo rei da região, por isso é bem respeitado e está fazendo o papel de mediador na reunião.

Imagina!  Semana que vem é o desfecho!

Não perca o fim da trilogia de um dia na vida de um empreendedor indiano, e que dia!  Namastê, Rafael

E quando um amigo pede sua opinião sobre o mirabolante negócio de entrega de saladas em casa?

23 de julho de 2014

Leo Spigariol estcreve toda quarta no blog

Já notou como, no nosso país, as pessoas se melindram facilmente. O sujeito está aprendendo violão (ou sapateado, ou a fazer bolos) e te pede uma opinião. Você, que não gostou da insipiente falta de técnica do amigo, lhe diz: “Não gostei.” Pronto: o mal-estar surge e uma atmosfera de antipatia envolve a conversa. Dali em diante, você perdeu o amigo, se tornou o cara arrogante e, claro, ele vai fazer de tudo para te devolver a ofensa. Ué? Não foi ele mesmo quem perguntou?

Aqui temos dessas coisas. As pessoas se dividem em mocinhos e bandidos, corintianos e palmeirenses e não se fala mais nisso. A crítica é uma palavra de duas faces, boa ou ruim. E, se você for dizer algo, seja um crítico positivo. Não? T

Também penso que não é bem assim.

Curioso. A crítica é aquela habilidade para desmontar, discernir, separar em pedaços a coisa e analisá-la. E, claro, quando desmontamos, por exemplo, um rádio de pilha, temos de tudo: parte ásperas, partes pequenas, partes pontiagudas, partes molengas, todas as partes. São apenas peças, não?

E, quando aquele teu amigo, que está querendo montar um negócio de salada entregue em casa, à venda pela internet, com logística complexa, te apresenta o mirabolante negócio dele, você pega e diz…o que você diz? Se disser que é o melhor negócio do mundo, que ele ganhará milhões em pouco tempo e que está no caminho certo, logo, logo você terá um amigo pobre, amargurado, iludido e com um monte de credores.

Tudo vale a pena para não ser tachado de cricri. Aliás, um termo infeliz. Ou apenas um termo da nossa cultura. Porque, quem é crítico é cricri, pessimista e sofre de inveja crônica. É um problema crítico (e cricri) da nossa cultura.

Pense, não existe crítica boa ou má. E quem crítica não está manifestando inveja, ciúmes, dor de cotovelo, maldade ou sei lá o quê. A crítica tem de fazer isso: discernir, separar as partes funcionantes e as partes danificadas do rádio. Só isso. A crítica não é direcionada a você e ao seu talento nato, e, se for a respeito do funcionamento de alguma coisa, como um rádio, não é uma crítica ao seu caráter. Bem, se vier do seu inimigo, ouça com a mesma atenção, pois, se veio dele, é porque ele percebeu algo de muito importante no que você está fazendo.

Crítica não tem nada a ver com “gostei” ou “não gostei”. Assim, seja menos cricri e ouça com a razão as críticas. Principalmente nos tempos de crise. Aproveitando: este pode ser o tema da semana que vem.

Curtiu? Então multiplique. Repasse. Trafique. Contrabandeie esse conteúdo. Sem medo de ser feliz. E até a próxima quarta-feira.

Você sabe o que é brand utility? Uma rápida história do guia de turismo mais famoso do mundo

22 de julho de 2014

Bruno e Juliano fundaram a premiada Cervejaria Eisenbahn, um pub inglês em Blumenau e trabalham na criação de uma marca de queijos bem especiais. Escrevem todas as terças aqui no Blog do Empreendedor

Uma das ferramentas de marketing que mais gostamos é a “Brand Utility”. Não se trata de um conceito novo no mundo dos negócios. Porém, com a Internet, suas redes sociais e Smartphones, sua aplicação ficou mais fácil.

Brand Utility nada mais é do que criar ações, produtos ou serviços gratuitos que vão fazer diferença na vida do consumidor. Esses materiais devem ser úteis e se encaixar na proposta da empresa que os desenvolve.

Quando se fala em Brand Utility, um dos cases mais citados é o do Guia Michelin, criado na virada do século 19 para o 20 pelos irmãos franceses André e Edóuard Michelin para estimular as pessoas a fazer turismo com seus carros (algo que provavelmente aumentaria as vendas dos pneus que eles já fabricavam). O guia continha mapas, dicas de restaurantes e hotéis, instruções para trocar pneus e endereços de postos de gasolina, e era distribuído gratuitamente. Hoje, o Guia Michelin é um dos mais conceituados guias gastronômicos do mundo, e as estrelas que, sem muita generosidade, distribuem (ou retiram) para alguns poucos estabelecimentos do planeta, podem significar o sucesso ou o fracasso de chefs e restauranteurs.

Apps

Atualmente, smartphones e tablets são o principal espaço de criação de ações de Brand Utility: Nike, Adidas e Asics oferecem aplicativos para auxiliar corredores amadores, oferecendo informações sobre o percurso, batimentos cardíacos e muito mais. A Bayer, uma gigante da indústria farmacêutica, desenvolveu o app BPV, que ajuda seus clientes (e também os clientes da concorrência) a nunca esquecer a hora de tomar um medicamento.

A Cervejaria Eisenbahn (depois de vendermos a empresa para o Grupo Schincariol – hoje, Brasil Kirin), também entrou na onda do Brand Utility, lançando um aplicativo que traz informações sobre dezenas de tipos de cerveja e indicando o copo ideal para consumi-las. De quebra, ainda ensina como degustar e harmonizar a bebida. Foi um sucesso imediato, inclusive em outros países, e alavancou ainda mais o já respeitado nome da empresa entre os fãs de cervejas especiais. Veja as versões para Android e Apple.

Tela inicial do App da Eisenbahn

Na Vermont, a linha de queijos e outros produtos especiais que estamos desenvolvendo dentro da Laticínios Pomerode, queremos transformar a marca em referência de cultura queijeira no Brasil. O Brand Utility, com toda certeza, será uma ferramenta importante para ajudar as pessoas a comprar, harmonizar e preservar queijos especiais.

Quer se dar bem nos negócios? Siga a teoria do filme Escola do Rock

21 de julho de 2014

Parte do elenco, dez anos depois

Recentemente, e tenho certeza que foi por culpa do algorítimo do Facebook, reapareceu na minha timeline fotos da reunião de dez anos dos atores do filme Escola do Rock. O encontro ocorreu no fim do ano passado. Sucesso de público (não tenho certeza se foi de bilheteria), o filme contava a história de um músico que assume – sem a escola saber – o papel de professor de crianças.

O professor era interpretado por Jack Black e, sem saber o que fazer com aquelas crianças, ele passa a ensiná-las música. E forma uma banda para que o grupo pudesse participar de um concurso, muito comum nos Estados Unidos, em que bandas duelam por um prêmio – as famosas batalhas de bandas.

O resto da história você conhece.

Já que sempre procuramos falar de empreendedorismo aqui (admito, pelo menos no meu caso, que nem sempre conseguimos), me ocorreu o seguinte: muito se fala sobre a importância das marcas, sobre como as marcas podem (ou devem) ser revelantes para os consumidores.

E acho que esse filme é o típico exemplo de como é bacana quando essa mágica acontece. A história era difícil de engolir. Um professor que ensina rock´n roll aos alunos escondido dos pais e da escola. Pior: quem seria o público-alvo do filme? Jovens, crianças, adultos?

Mas aí a mágica aconteceu. A rede de escolas de música que ensina rock para crianças e jovens, que inspirou o filme, ajudou e o público adotou a história. E aí, a coisa não parou mais de crescer. E a história cativou jovens, crianças e adultos. O que isso tudo tem a ver com empreendedorismo? Nada ou tudo, afinal, o filme é o exemplo claro da necessidade  cada vez maior –  de transformar consumidores em fãs.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e escreve no Blog do Empreendedor bem de vez em quando.

Conheça a ferramenta tema do próximo livro de Alex Osterwalder

21 de julho de 2014

Professor de Inovação da ESPM e criador do Laboratorium

Já tem data marcada o lançamento do novo livro de Alex Osterwalder e equipe – Value Proposition Design: How to Make Stuff People Want será lançado na Amazon norte-americana em 20 de outubro de 2014.  O novo livro, cujo título pode ser livremente traduzido como – Desenho da Proposta de Valor: Como fazer Coisas que as Pessoas Querem – é a obra onde o criador do Canvas do Modelo de Negócio detalha um “plug-in” para melhor entender e projetar a proposta de valor e segmentos de clientes. O Canvas da Proposta de Valor é a ferramenta que não só auxilia no desenho de produtos e serviços para atender as necessidades de um (ou mais) segmento (s)  de clientes como visa facilitar o “fit”  do que será oferecido com o “job-to-be-done” (ou tarefa a ser realizada).

“Os clientes não querem uma furadeira, mas sim o buraco na parede” já ensinava Theodore Levitt. Então, o job-to-be-done não é apenas fazer o furo, mas pendurar um quadro, uma prateleira, um armário…  É algo que o cliente quer ver resolvido.  Os dois blocos desse novo Canvas são um “zoom” em  dois dos nove blocos do Business Model Canvas.

O bloco do lado direito representa PARA QUEM: quais são os segmentos de clientes. Nesse espaço devemos observar, conhecer, praticar a empatia com os possíveis clientes.  Entender quais as dores e as expectativas que estão ligadas à tarefa a ser realizada. Já o bloco da esquerda é o espaço para a criatividade, para pensar a proposta de valor – o local onde devemos desenhar um O QUÊ único –  para aliviar as dores e atender/exceder as expectativas do(s) segmento(s) de cliente(s) identificado(s) e escolhido(s).

A nova ferramenta é um guia visual para que o empreendedor construa diferentes hipóteses para atender o cliente e/ou identificar o segmento correto que reconhece valor na proposta oferecida. Vencidos esses dois primeiros blocos, é o momento de transpor a síntese para o próximo passo – que é inovar no modelo de negócio como um todo, dessa vez usando o Canvas do Modelo de Negócio. Juntos, são duas importantes peças do processo de design de negócios. Se você quiser ver um exemplo desse novo canvas em ação, sugiro assistir o programa Alma do Negócio na TV, lançado recentemente, onde eu converso com Paola Tucunduva sobre a nova ferramenta – e fazemos um exercício de completar o Canvas da Proposta de Valor do Programa.