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Blog do Empreendedor
O cotidiano de empreendedores como você
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Por que acordei hoje mesmo? Conexões para ser mais eu e menos os outros

19 de setembro de 2014

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

Quer ser feliz ou ter razão(LT)?

Seu tempo é limitado, então não o desperdice vivendo a vida de outra pessoa. Não fique preso pelo dogma – que é viver o que outras pessoas pensam. Não deixe o ruído da opinião dos outros abafar sua voz interior. E o mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição (SJ). Um dos maiores erros que as pessoas cometem é tentar forçar um interesse em si mesmas. Você não escolhe suas paixões. São as paixões que escolhem você (JB).

Desta forma, os dois dias mais importantes em sua vida foram o dia em que nasceu e aquele em que descobriu por quê (MT). Mas se ainda não sabe por que acordou hoje de manhã, não aprenderá a andar sozinho seguindo regras. Aprenderá tentando e caindo (RB). Se examinar uma borboleta de acordo com leis da aerodinâmica, ela não poderia ser capaz de voar. Mas as borboletas não sabem disso, então elas simplesmente voam (HS). Tem pessoas que analisam tanto, tomam tanto cuidado, que passam a vida inteira ensaiando sem fazer nada. Tem de ter coragem de enfrentar o desconhecido (MK). E o jeito de começar é parar de falar e começar a fazer (WD). Se acha que consegue ou acha que não é capaz, você está certo (HF).

Todo mundo nasce para fazer alguma coisa, mas são poucos os que têm a sorte de descobrir qual é esta coisa. Por isto, são poucos os bem-sucedidos em suas carreiras (WO). Por isso, sorte é fundamental. Na realidade você chama um monte de coisas de sorte. É uma conjunção de aspectos, de coincidências, que nem sempre são coincidências, é você estar no lugar certo na hora certa. Você ajuda a sorte a acontecer. Trabalhar pra caramba, estar aceso, ligado, conectado com o mundo para daí encontrar as oportunidades e saber desenvolvê-las (MM).

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é estar apaixonado pelo que você faz (SJ). Assim, vá fundo nas coisas. Na vida, a gente não pode ser mais ou menos, tem de lutar para ser o melhor em todos os aspectos. O planeta está cheio de gente mais ou menos (MK).

E lembre de se divertir. Pois só trabalha, no sentido duro da palavra, quem não gosta do que faz, por isso, eu, graças a Deus, nunca precisei trabalhar (RA). Mas se o empreendedor se diverte mas não ganha dinheiro, está errado. E se ganha dinheiro e não se diverte, também está errado (SM). Meu maior erro no princípio foi acreditar que o meu objetivo era ganhar dinheiro. Isso fez com que eu perdesse o foco porque acordar de manhã querendo enriquecer não é um princípio claro (LR). Muitas pessoas começam suas carreiras com o único objetivo de ganhar dinheiro. Isso é errado! É preciso ter paixão, amar o que faz. Aí sim, o dinheiro virá como consequência (CA).

Portanto, tenha razão para ser feliz. Já que sucesso para mim não está relacionado a dinheiro, status ou fama. Sucesso é encontrar um modo de vida que traga divertimento, autossuficiência e um senso de contribuição para o mundo (AR). Bem-sucedida é a pessoa que faz o que gosta e é feliz (CA).

SAIBA QUEM FALOU ESSAS FRASES ORIGINALMENTE
AR: Anita Roddick,
CA: Cristiana Arcangeli,
HF: Henry Ford,
HS: Howard Schultz,
JB: Jeff Bezos,
LR: Lito Rodrigues,
LS: Luiz Seabra,
LT: Luiza Trajano,
MK: Miguel Krigsner,
MM: Marcel Malczewski,
MT: Mark Twain,
RA: Rolim Amaro,
RB: Richard Branson,
SM: Salim Mattar,
SJ: Steve Jobs,
WO: Washington Olivetto.
WD: Walt Disney.

Jack Ma, do gigante Alibaba, não gostava de matemática e adora admitir erros

18 de setembro de 2014

Muito, mas muito mesmo ainda vai se falar do IPO – oferta inicial de ações, na sigla em inglês – do gigante de comércio eletrônico chinês Alibaba Group. Não seria diferente. As ações foram precificadas em US$ 68, o que significa que o IPO arrecadou expressivos US$ 21,8 bilhões.

A abertura de capital também traz um pouco mais de luz a Jack Ma, o empreendedor por trás da empresa. E a história é para lá de curiosa e interessante. Se você está menos interessado em cifras milionárias, e mais em saber sobre a trajetória de Ma, vale a pena o texto publicado pelo site Mashable.

Uma informação interessante sobre o Jach Ma diz respeito ao fato de que ele não era lá muito bom de matemática, mas tornou-se um professor de inglês. Claro que a trajetória dele é completamente diferente dá percorrida por um empreendedor brasileiro chamado Carlos Wizard Martins. Dono de uma fortuna, o brasileiro criou uma das principais redes de idiomas do País – recentemente vendida por cerca de R$ 1,7 bilhão para o grupo Pearson. Martins, assim como Jack, começou dando aulas.

Mas voltando a Jack

Outra característica interessante do empreendedor é que ele não tem medo de admitir erros. E recentemente, até brincava que gostaria de escrever um livro chamado ‘Alibaba: 1001 erros’. De acordo com ele, a empresa cresceu rápido demais, veio a bolha da internet e, em 2002, a empresa estava com dinheiro para sobreviver por apenas mais 18 meses.

O tempo mostrou que ela durou bem mais.

A fila de espera do iPhone é uma festa! (O que o empreendedor pode aprender)

18 de setembro de 2014

O que todo empreendedor busca é demanda para seus produtos e serviços. Não importa o que você faz. Se houver interesse do consumidor, pronto: você está feito se não trocar os pés pelas mãos em outro quesito fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento: a administração das finanças.

Mas o que seduz onze em cada dez empreendedores é mesmo conquistar o consumidor. Torná-lo tão fascinado pelo seu produto que ele seja incapaz de aventar outra possibilidade. Seja incapaz de trocá-lo pelo concorrente. Você pode conseguir isso por meio do marketing, pela estratégia correta de preço, mas principalmente se você conseguir…

Primeiro. Agregar valor ao seu produto. Uma caneta pode não ser apenas uma caneta se você fizer o consumidor enxergar que ela é bem mais do que isso. Se o produto o diferencia dos demais, se lhe confere status, se é diferente de tudo o que foi inventado até o momento. O que nos leva ao segundo ponto.

Inovação. Se você é capaz de fazer produtos absolutamente novos e, depois de muito tempo, ainda consegue fazer melhorias neles a ponto de seduzir o consumidor, você está no caminho certo. É exatamente o ensinamento que a Apple nos deixa. O novo iPhone, questionado por muitos em relação à inovação, é alto de filas de consumidores ávidos pelo produto.

É a aplicação prática do conceito muito difundido recentemente em escolas de administração e marketing que pedem, para as corporações e os empreendedores, que transformem pessoas comuns em clientes e clientes em FÃS.

Veja as fotos e entenda: consumir Apple não é coisa de consumidores, é de fãs. E a fila de espera pelo novo telefone celular, ao redor do mundo, é uma festa. As fotos, pela ordem, foram tiradas em Berlim, Londres e Tóquio.

 

 

O sistema de entregas mais eficiente do mundo é o de marmitas na Índia

17 de setembro de 2014

Rafael Mambretti é empreendedor

Dabbawallas. Se esse nome não traz nenhuma lembrança para você, então, talvez você deva continuar lendo esse artigo e, se interessar, pesquisar mais sobre o tema.

Imagine que você é uma das maiores empresas de logística do mundo – ou até mesmo de outros segmentos, como por exemplo a General Electric – e um punhado de pessoas que entregam marmitas diariamente na cidade de Bombai (como os indianos preferem, o nome original) ou Mumbai (nome dado pelos ingleses na época da colonização) têm um índice de erro menor que o seu.

Estamos falando de um índice que, a cada 16 milhões de entregas uma. Isso mesmo, uma, dá errado. Ainda não está convencido de que vale “perder seu tempo” com esse artigo ou pesquisando sobre o tema? Pois bem.

Imagine agora que 98% das 200 mil entregas diárias são feitas on time, ou seja, no prazo combinado. Eu sei que os índices da Carbono Zero Courier não são ruins, mas também não chegam próximos a esse (temos muito que evoluir e isso é bom).

Vou confessar que já tinha ouvido falar nos Dabbawallas e que poderia (não só por trabalhar em uma empresa de entregas) aprender muito com esse benchmark. Porém, foi só até vir até a Índia e ver de perto que tive o estalo de que eu precisava (obrigatório!) estudar sobre esse sistema.

Eles funcionam (mais ou menos) como uma cooperativa, organização horizontal, são todos empreendedores e possuem participação igual no todo. A cada 20,30 pessoas (dependendo da demanda da região), há um time líder.

Estamos falando de um serviço que existe a mais de 140 anos. Os cooperados possuem uma média de idade de 52 anos e normalmente a função se passa de pai para filho. E sim, eles usam a bicicleta também. Em um tempo onde se fala em aplicativos, os Dabbawallas mostram que eficiência não demanda tecnologia.

Um abraço, Rafael

No Brasil ainda prevalece o cada um por si

17 de setembro de 2014

Na semana passada, escrevi sobre uma longa conversa que eu e um amigo tivemos a respeito das dificuldades em empreender no Brasil e os planos de mudar sua fábrica para o Estados Unidos. E confesso que não esperava tamanha repercussão.

Em sua grande maioria, os comentários e opiniões eram bastante relacionadas ao simples fato de não termos uma política clara do poder público e entidades, prevalecendo o “cada um por si”. Para mim, o Brasil não é uma nação. Pelo menos nos moldes que idealizo, o que já valeria um post.

Qual o seu ideal de nação? Que lugar é esse que cada um de nós sonha viver e que é realizável quando torna-se um sonho coletivo. Por ora, não enxergo nosso País como nação. Nesta semana, o SOS Mata Atlântica divulgou dados alarmantes sobre a questão do fornecimento de água e que a guerra por água entre SP, RJ e MG é inevitável.  Estamos à beira de uma guerra civil? Se já não bastasse a guerra fiscal e barreiras que temos entre os estados com as substituições tributárias, vamos embarcar num fratricídio?

Não pensamos e não sentimos coletivamente. Não sabemos abrir mão de algo que nos tire algum conforto pensando no outro ou no bem coletivo. Agora, me respondam, como podemos ter realmente orgulho desse País diante dessa desconexão coletiva? Temos belezas naturais, mas não é uma obra coletiva. Caiu-nos no colo. Digo, podemos nos orgulhar de sermos brasileiros, por cuidarmos de nossas crianças e dos idosos?

Buscamos benefícios coletivos, melhoria na saúde e educação, que temos uma população com consciência de seu papel? Isolada e esparsamente.  Você sabe qual o maior calcanhar do INSS? Ao contrário de que a maioria imagina, não são as aposentadorias, mas sim o seguro-desemprego. Quantos de vocês já não ouviram de um funcionário, amigo ou parente que gostaria de fazer um acordo na empresa, continuar trabalhando e receber o seguro-desemprego? Ouço isso com a freqüência do canto dos sabiás na minha região.

Quando opino sobre o assunto e manifesto minha opinião, que, no caso, é entender isso como fraude e, logo, crime, sou atingido por olhares gélidos e censores. A leitura desses olhares é “o trouxa é você, que está fazendo a coisa errada”.
Mas a há fios desencapados por todos os lados. Numa outra faceta do nosso projeto de civilização, vejo algo de maior projeção e muito mais hediondo: refiro-me aos lobos vestidos de lebres: os bancos.

Vejo aquelas propagandas lindas de casais de velhinhos felizes e saudáveis – aparentemente –  sorrindo porque conseguiram um crédito consignado com os bancos. Você já precisou fazer um financiamento de alguma dívida? Então poderia me justificar o fato de a taxa de juros real nunca ser a taxa que está anunciada ou tenha sido proposta? Sempre existe alguma informação em letras miúdas que torna o real irreal. E vice-versa.

E o sistema financeiro gasta milhões para te convencer de que aquilo é bom para todos. Bom mesmo seria se eles falassem a verdade de forma clara e objetiva, sem casal de velhinhos felizes curtindo a aposentadoria com uma mordida no benefício do INSS.

De verdade, me pergunto: será que temos algum projeto coletivo de nação? Avisem-me, se o encontrarem.

 

Quem são os bilionários que recebem salário de US$ 1

16 de setembro de 2014

Recentemente, chamou a atenção do mundo a divulgação da informação de que Mark Zuckerberg, um dos criadores do Facebook, recebia a modesta quantia de US$ 1 de salário. Se o salário é simbólico, o mesmo não se pode falar da fortuna do jovem empreendedor. Hoje, o empresário tem cerca de US$ 27 bilhões.

Mas Zuckerberg não é o único. O site da CNN divulgou uma lista de quinze empresários com salário rigorosamente igual. A matéria, que pode ser conferida aqui, apresenta uma lista interessante, cujos principais nomes são os seguintes:

Sergey Brin, um dos fundadores do Google, mantém este salário desde 2004, quando a empresa fez o seu IPO – a sigla em inglês para oferta inicial de ações. Mesmo assim, suas opções de ações da empresa indicam que ele tem uma fortuna de US$ 14 bilhões.

É a mesma coisa com seu colega Larry Page. O salário de US$ 1 e a fortuna de US$ 14 bilhões são equivalente aos números de Sergey. Ainda figuram nesta lista a presidente e CEO da Hewlett Packard, Meg Whitman, assim como John Mackey, CEO da Whole Foods.

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

A difícil missão de fugir do padrão e ser criativo

16 de setembro de 2014

Bruno e Juliano Mendes são empreendedores e criaram a cerveja Eisenbahn

Uma das grandes dificuldades encarada por pequenos empreendedores brasileiros é conseguir produzir embalagens de vidro, metal ou plástico diferenciadas para os seus produtos. A maioria dos fabricantes de embalagens não tem muito interesse em desenvolver formatos diferentes, e cobra preços altíssimos para criar novos moldes, além de exigir sempre uma grande quantidade mínima de unidades a cada pedido.

Isso inibe bastante a criatividade desses empreendedores, que têm duas saídas: ou investem um boa soma de dinheiro no desenvolvimentos de embalagens exclusivas ou contentam-se com o que há disponível no mercado. Neste caso, para compensar a embalagem padronizada, que acaba não chamando a atenção em meio a tantas opções nas prateleiras, é preciso caprichar no layout do rótulo e nos pequenos detalhes. Ou seja, é preciso ser, justamente, criativo!

O que melhora esse jogo? O desenvolvimento do mercado é um dos fatores que faz com que as fábricas de embalagens ofereçam mais opções para seus clientes. Basta ver o caso da cerveja: em 2002, quando fundamos a Cervejaria Eisenbahn, havia apenas um modelo de garrafa long neck no mercado. Hoje, com o mercado brasileiro em pleno crescimento, vemos cada vez mais variedade no formato desses produtos, o que é bom para o empreendedor e para o consumidor, que se diverte e aprecia essas diferenças.

Acabamos de desenvolver um novo produto na Alimentos Pomerode: nosso Creme de Gorgonzola. Já havíamos lançado uma versão sachê, mas queríamos algo mais delicado, que pudesse ir à mesa das pessoas. Pensamos que apenas o potinho de vidro igual a tantos outros produtos existentes não chamaria a atenção do consumidor como gostaríamos. Assim, recorremos a um invólucro de papelão (gráficas são bem mais flexíveis para trabalhar com novos formatos), que, na nossa opinião, trouxe elegância e valorizou nosso produto sem trazer grandes despesas não planejadas.

Algumas empresas brasileiras que investiram para ter embalagens de vidro diferenciadas são a gaúcha Casa Madeira (que pertence à Casa Valduga) e a carioca Bazzar. Como recompensa, ganharam destaque nacional e até internacional, além de premiações e aumento das vendas. O design das embalagens de geleias, suco de uva, molhos, coberturas e sobremesas chama mesmo a atenção e deixa transparecer a alta qualidade dos produtos, conquistando o público-alvo das duas marcas.

Outro que está investindo na própria vidraria é nosso colega aqui no Blog do Empreendedor, Leo Spigariol, proprietário da De Cabrón. Hoje, as pimentas da empresa são vendidas em vidro originalmente destinados à perfumes – uma solução muito criativa que, por si só, já destaca bastante os produtos. Com as embalagens próprias, a empresa objetiva melhorar a experiência do seu consumidor e valorizar ainda mais sua marca.

 

 

Starbucks está revisando política de proibir que os funcionários mostrem suas tatuagens

15 de setembro de 2014

Uma das questões mais difíceis, para qualquer gestor e, principalmente, para o empreendedor, é definir a maneira como os funcionários devem se vestir no trabalho. Até onde afrouxar a corda e deixar a decisão a cargo do funcionário? Até onde restringir essas liberdades individuais em nome da cultura da empresa e da imagem que ela passa para os clientes e potenciais consumidores dos seus produtos e serviços?

A resposta está no tipo de negócio que você administra. Uma startup pressupõe liberdades nesse quesito maiores do que o empreendedor de um negócio mais formal, como uma loja para um público mais velho e, muitas vezes, mais conservador.

Mas o empreendedor pode retirar alguns bons ensinamentos de grandes corporações. Pois não importa se você tem um ou milhares de funcionários, a dúvida sempre existe e esse código deve ser revisitado de tempos em tempos.

É exatamente esse o processo pelo qual a Starbucks passa nos Estados Unidos.

A cafeteria mais famosa do mundo anunciou recentemente que está revisando o ‘dress code’ e a política da empresa em relação à tatuagens como parte de mudanças maiores que visam elevar a experiência de seus colaboradores com o negócio. Hoje, a Starbucks não permite que os funcionários exibam suas tatuagens. ‘Nós temos essa política para preservar uma aparência profissional’, argumentou a empresa em comunicado enviado ao Estadão PME por e-mail.

O trabalho de revisão, ainda informa a Starbucks, está em andamento e inclui coletar as informações dos próprios funcionários, uma maneira de ‘garantir que as mudanças façam tanto sentido e sejam tão relevantes quanto o possível’

A revisão do dress code começará pelos Estados Unidos, mas a Starbucks admite que vai compartilhar os ensinamentos obtidos com seus parceiros ao redor do mundo, embora a companhia admita que vai dispor do tempo necessário para entender o que é mais importante e relevante para os funcionários de outras culturas e países.

E qual a sua política a respeito? Conte pra gente!

Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

 

 

Sair da zona do conforto é se permitir novos aprendizados

15 de setembro de 2014


Marcelo Pimenta é professor da ESPM e criador do Laboratorium

Manter-se na zona de conforto representa buscar permanecer na situação que estamos acostumados. Por conta da nossa natureza (humana), sempre que podemos, buscamos ficar ou tentar voltar o mais rápido possível para convivermos com o que é conhecido, ao que nos parece mais fácil e cômodo.

A zona de conforto, ao contrário do que se pensa, não significa que a pessoa está 100% satisfeita com a situação. Demonstra que ela está acostumada com a rotina e, mesmo que ela não atenda todas as expectativas, acha desculpas para permanecer como está, para evitar a mudança. É o conforto que faz com que muitos permaneçam (mesmo que em insatisfeitos) em casamentos, empregos, casas e outras situações que na verdade não desejariam. É o instituto de sobrevivência que nos prende na busca pela estabilidade.

Porém, permanecer na zona de conforto é jogar a toalha e desistir dos sonhos. O aprendizado acontece quando temos coragem (ou somos submetidos, mesmo que contra a vontade) a enfrentar uma situação que não desejamos ou que nos faz sentir inseguro: viajar a um lugar desconhecido, fazer uma entrevista de um novo emprego ou para um novo cargo, ter que falar um idioma que não dominamos completamente. Há quem acredite que sair da zona de conforto é entrar na zona mágica, onde o aprendizado acontece.

Portanto, sempre que tiver oportunidade, experimente um novo sabor, desenhe, sente numa nova posição à mesa, escute uma música diferente, converse com quem você não conhece, busque novos caminhos –exemplos que fazem você sair da zona de conforto – e acelerar o aprendizado.

A consultoria espanhola InKNOWation, fez um vídeo muito bacana que explica bem o conceito de zona de conforto e provoca todos a refletir o quanto manter-se na zona de conforto significa estar se afastando do seu sonho (para quem não domina o espanhol, sugiro que faça login no Youtube e ative a tradução automática das legendas – não fica perfeito, mas facilita o entendimento). Clique na imagem para ver o vídeo:

Como ser mãe e empreendedora ao mesmo tempo?

12 de setembro de 2014

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

Como arranjar mais tempo para ficar com o filho que acabou de nascer? É uma pergunta que cresce na medida em que a gravidez avança e que chega a ser desesperadora nos últimos dias de licença maternidade. Não há nada que se compare a chegada de um filho. É o estado mais puro de amor que se tornar o maior propósito de vida dos pais. E como reduzir este estado de plenitude a poucas horas diárias quando é preciso voltar ao emprego e retomar a esperada normalidade da rotina diária de antes?

Mesmo que haja pais que assumem muitas das novas responsabilidades, as mães são, por diversas perspectivas, as mais afetadas neste momento. Mesmo que não tenham tido depressão pós-parto, terão, muito provavelmente, ansiedade pós-retorno ao trabalho. E não é só a saudade e preocupação com o filho, mas também como fica a amamentação, a volta ao peso normal, a logística de levar (e pegar) o bebê no berçário, a forma como a babá está tratando da sua prole, as preocupações com a casa, o sono, sua aparência pessoal, as pequenas compras especificas de urgência e ainda a concentração e resultados esperados na sua função profissional.

Neste contexto de amor, stress, propósito e responsabilidade, muitas mães pensam em criar um negócio próprio como solução para ter mais tempo e flexibilidade para ficarem com seus filhos.

Para mamães atuais ou futuras, algumas reflexões pode ser importantes.

1) Sempre pense em buscar um sócio que a complemente nos desafios da empresa. Em geral, é preciso ter um sócio que seja um grande vendedor e outro, um exímio “fazedor”. Analise se você é a vendedora ou a fazedora e busque a outra parte que falta. O sócio ainda será importante para manter a empresa funcionando durante suas “pequenas emergências” diárias.

2) Acorde previamente as funções na empresa. Mesmo que o início de qualquer empresa seja sempre um pouco caótico, deixar claro (e se necessário, fazer ajustes) as funções de cada sócio sempre evita desgastes bobos.

3) Não inove muito no negócio. Neste momento, o que menos precisa é correr riscos com as incertezas de negócios muito inovadores. Crie um negócio que consiga alavancar suas competências e habilidades. Neste tópico, google o termo effectutation e aprenda como criar um negócio seguindo esta abordagem.

4) Crie um negócio gastando pouco. Não é o momento de investir muito, pois além dos desafios da maternidade, também estará aprendendo a ser uma empresária. Encare a etapa inicial do negócio como um fase de aprendizagem. Estude o conceito de lean startup para criar um negócio investindo o mínimo.

5) Planeje, planeje, planeje antes da chegada do bebê. Faça cursos, converse com mães empreendedoras e elabore um planejamento do negócio pensando nas etapas de gravidez, chegada da criança, integração das atividades de empreendedora e de mãe.

6) Tenha mentoras. Ainda na fase de gravidez aumente sua rede de relacionamento que será útil quando a empresa estiver funcionando. Coloque metas agressivas como conhecer 100 novas pessoas por mês que poderão contribuir para o desenvolvimento do negócio. Conheça potenciais parceiros, fornecedores, clientes, potenciais investidores e apoiadores. Nestas andanças, busque o apoio de mentores, em especial, de mentoras, que a ajudarão a ter um equilíbrio saudável entre ser mãe e empreendedora.

E por último, uma reflexão importante. Não empreenda com o objetivo principal de ter mais tempo para ficar com seu filho.

Empreenda para resolver (muito bem) os problemas dos seus clientes. E não os seus!